22 de junho de 2026

Mesmo com guerras, PIB brasileiro deve crescer 1,8% em 2026, projeta Ipea

A estimativa para 2027 foi mantida em 2,0%, indicando uma aceleração moderada da atividade nos próximos anos

Ipea elevou projeção do PIB para 1,8% em 2026, mantendo 2,0% para 2027, com crescimento em vários setores.
Consumo doméstico deve crescer 1,5%, mas investimentos recuam 1,1% em 2026; inflação prevista em 4,2%.
Cenário econômico é afetado por variáveis externas, taxa Selic e tensão no Oriente Médio, gerando incertezas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, elevando a estimativa de 1,6% para 1,8%. Para o ano de 2027, o órgão optou por manter a previsão de expansão em 2,0%. A melhora no cenário para este ano decorre de um desempenho econômico mais vigoroso no início de 2026, com um crescimento disseminado entre diversos setores, afirma a instituição.

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Claudio Hamilton dos Santos, coordenador do instituto, afirmou que “o cenário segue em movimento, e os dados mais recentes indicam uma melhora no início de 2026. Nosso trabalho é justamente acompanhar essas mudanças de forma contínua, com base em evidências, ajustando as projeções sempre que os fundamentos da economia assim indicarem”. No primeiro trimestre, a expectativa é de uma alta de 0,8% em relação ao período anterior, impulsionada pelo consumo das famílias e pelo setor de serviços.

Vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento, o Ipea é uma fundação pública federal que fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais, elaborando estudos e pesquisas que auxiliam na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento nacional.

Apesar do otimismo recente, o Ipea aponta que os investimentos produtivos ainda representam um ponto de cautela, com previsão de recuo de 1,1% em 2026 e recuperação esperada apenas para o ano seguinte. Por outro lado, o consumo doméstico deve avançar 1,5%, amparado pelo mercado de trabalho aquecido e por políticas de valorização da renda.

Claudio Amitrano, diretor do Ipea, reforçou o compromisso técnico da instituição ao afirmar que “o papel do Ipea é justamente esse: acompanhar, interpretar e comunicar o que os dados mostram, sem perder de vista a complexidade do cenário. Nosso compromisso é com análises consistentes, que ajudem a entender os movimentos da economia em tempo real”.

No campo dos preços, a projeção para a inflação oficial (IPCA) foi mantida em 4,2%. Contudo, houve uma alteração na dinâmica interna dos preços: enquanto alimentos e serviços livres registraram revisões para baixo, os preços administrados, como os combustíveis, sofreram pressão de alta devido à valorização do petróleo no mercado internacional. O setor de serviços deve permanecer como o principal motor da oferta econômica, enquanto a indústria apresenta um avanço moderado, ainda limitada pelo custo do crédito.

Por fim, o relatório do Ipea destaca que o cenário econômico permanece condicionado a variáveis externas e à trajetória da taxa Selic. A volatilidade internacional, intensificada pelas tensões no Oriente Médio, traz impactos ambíguos para o Brasil, podendo pressionar a inflação ao mesmo tempo em que beneficia as receitas de exportação. Embora o início do ciclo de redução de juros tenda a favorecer a atividade produtiva ao longo do ano, a velocidade desse processo e o contexto geopolítico global ainda inserem elementos de incerteza no horizonte econômico nacional.

Com informações do Ipea

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    12 de abril de 2026 2:33 pm

    Galípolo diz que razão do juro alto no Brasil é mais estrutural do que conjuntural.

    O Galípolo tem razão. A taxa de juro elevada é um problema estrutural. Essa taxa se retroalimenta

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