
Por Aurelio Junior
Comentário ao post “Xadrez da delação e a dos mineirinhos“
Sensoriamento Remoto:
Não apenas causou espanto e sérias reservas, estas solicitações remetidas não só a Londres (CABE), como também a Washington (CABW), e na realidade – caso jornalistas estudassem mais – foram 2 (DUAS) separadas, uma referente a serviços de sensoriamento remoto, e outra mais interessante referente a instalação de antenas “satelitais” no TN (território nacional), ambas aportaram juntas em 07/12/16, publicadas logo a seguir, e em Washington a previsão era que a entrega das “propostas” (low prices) até 19/12/16 – um prazo exíguo para tais solicitações (nenhuma foi ainda recebida).
É grave, pois pela formatação do requerimento as Comissões (CABE e CABW ), elas foram feitas por pessoas que não conhecem absolutamente nada dos trâmites relativos a aquisições de materiais e serviços de Defesa, muito menos estão a par dos acordos, inclusive comerciais, que o Brasil já firmou nesta área, e validos desde 2015.
Em relação a CABW (USA), o trâmite, caso se deseja adquirir serviços e/ou “antenas satelitais”, o caminho seria através do DeptofState – DoD/DSCA – US Congress, pois estas “antenas e equipamentos correlatos”, estão classificados nas listas ITAR, portanto dependem destas liberações, até de um TAA ( Technological Assistance Agreement ) do DoD (Pentágono).
Já com a CABE (Europa), a situação é mais estranha (no mínimo), pois a VISIONA/BRADAR (Embraer Segurança e Defesa), já possui contrato com: Airbus Defence and Space Remote Sensing (Europeus), RESTEC (Japão), Uthercast (Canadá) e Digital Globe (EUA), em uma “constelação” de satélites de sensoriamento remoto, englobando 23 satélites, e este acordo é de novembro passado (http://www.defesanet.com.br/space/noticia/24040/VISIONA–Lanca-Constelacao-de-Satelites/ ) – a “liderança do contrato é dos europeus” ( ou seja, o pessoal que a CABE irá “licitar”) – o negócio de sensoriamento remoto no Brasil é dividido em duas vertentes, a baixa altitude, responsabilidade da BRADAR, e alta altitude, da VISIONA. (detalhe: a participação da Digital Globe recebeu waiver do Dept of State, para fornecer imagens da rede “Deimos”).
Padilha pode entender de boi, terra e chimarrão, mas de satélites, e de como são as “coisas” no exterior , pode dar a mão ao Serra, e montar uma Estância da Mooca. OU……. o buraco é muito mais embaixo.
P.S.: Quanto ao sistema software ” Protetor / Proteger “, e as comunicações definidas por software, e os acordos “Harris” , quem sabe outro dia.

Frederico69
31 de janeiro de 2017 2:46 pmo importante é levar vantagem em tudo!
mesmo que o tudo em questão envolva destruir nosso país
oiDenilson
31 de janeiro de 2017 3:02 pmCLARO QUE TEM COISA AÍ! SENHOR JESUS!
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
“OU……. o buraco é muito mais embaixo.”
LESA PATRÍA DETECTED!
Isso não é atoa…
Schell
31 de janeiro de 2017 3:38 pm“negócios”, como sempre,
“negócios”, como sempre, escusos.
houvesse efetivamente sistema judiciário e esse quadrilheiro estaria preso há muito tempo.
em não havendo, é ministreco, associado, cúmplice e GOLPISTA: como muito “orgulho”, diria aos próximos.
afinal, a impunidade dele está quase a completar bodas de ouro.
não? ora, desde os anos 60, a partir de Tramandaí.
Ernesto GMV
31 de janeiro de 2017 5:21 pmSatélites
No início do ano passsado o MPOG fez um grande contrato para fornecimento de imagens de satélite, que continua em vigor. Participam Min. das Cidades, FAB, Exército, DNIT, IBGE, INPE, Ibama, e não sei mais quem. O contrato é com a Airbus, representada no Brasil pela Hiparc, mas parece que a Polícia Federal já fechou um novo contrato este ano com outra empresa.
aureliojunior50
31 de janeiro de 2017 8:54 pmPor isto é “estranho”
Este contrato, cujo maior utilizador é o MinDef , continua em vigor, assim como o da Visiona/Bradar, o do MJ/DPF eu não conheço, portanto foi ainda mais estranha esta ” solicitação”, o que pode ser alegado é que o Governo brasileiro vislumbrou a necessidade de ” alargar a banda de sensoriamento”, para bandas não comportadas nestes contratos já existentes ( tipo maior definição ), o que neste caso seria ainda mais necessária uma negociação “Governo – Governo”, o que foge das Comissões Aeronauticas externas ( Europa e USA ).
aureliojunior50
31 de janeiro de 2017 10:53 pm” Buraco mais embaixo “
A vertente do Schell é a mais condizente, ou suspeita, pois versa sobre “negócios”.
Mas quanto a “entrega de informações a estrangeiros”, nada significa, uma vez que potencias, como por exemplo os Estados Unidos, já possuem todos os dados satelitais possiveis referentes ao território brasileiro, mais do que nós com certeza, até das jazidas/campos do pré-sal, pois no ramo das “inteligências” GEOINT e MASINT ( das “massas” geológicas terrestres e/ou maritimas ), o “alvo” é o mundo inteiro.
Todos conhecem a CIA, FBI, e após escandalos a NSA, organizações de “defesa” que tornaram-se “famosas”, “midiáticas”, algo muito ruim para este tipo de agência, mas no caso de ReconEstratégico, GEOINT e MASINT, ações as quais o publico “normal” não entendem ou compreendem ( incluindo a midia ), os Estados Unidos possuem duas organizações de inteligência pouco ou nada comentadas aos “externos”, e preferem que fiquem assim – jogar ” merda ” nas cagadas da CIA e NSA todos entendem, afinal o “mantra” da CIA ser culpada de tudo, é normal -, são elas : NRO e NGA.
Estas duas “agências” que fornecem os “produtos” de inteligência de satélites, brutos, para a CIA e NSA, qualquer informação que passe, até pela internet, redes sociais ( OSINT ), que é cedida a estas agências, primeiro passou pelas NRO e/ou NGA.
NRO : National Reconnaisance Office ( controla toda a rede de satélites espiões )
NGA : National Geospattial – Intelligence Agency ( é essencialmente DoD – Pentagono, e ligada a “DIA”, outra agencia de intel pouco comentada, a Defense Intelligence Agency ).