4 de junho de 2026

Trump elogia Lula, quebra narrativa da direita sobre 2026, e busca China para conter crise e guerra no Irã

Atrás de vantagens comerciais, Trump foca em mineração de terras raras após falha estratégica para isolar governo de Pequim
Foto: Divulgação/PR

O cientista político Pedro Costa Junior, especialista em Relações Internacionais, em análise ao jornalista Luís Nassif, destacou a repercussão do encontro entre o presidente Lula e Donald Trump, bem como a iminente viagem de Trump à China, revelando nuances da política interna brasileira e da estratégia geopolítica americana. Costa Junior ressaltou a quebra de uma narrativa da direita brasileira sobre a aptidão de Lula para um quarto mandato, evidenciada pelo elogio de Trump ao presidente brasileiro.

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Pedro Costa Junior observou que a direita brasileira, incluindo a extrema-direita e a mídia conservadora, vinha construindo uma narrativa de que o presidente Lula não seria capaz de um quarto mandato devido à sua idade, comparando-o a Joe Biden, frequentemente chamado de “Slow Biden” por Trump. No entanto, o cientista político apontou que o próprio Trump, em um tweet após o encontro com Lula, referiu-se ao presidente brasileiro como “very dynamic”, o que contradiz essa narrativa e o posiciona como o oposto do “Biden sonolento”. Costa Junior interpretou essa declaração como um golpe na articulação nacional que questionava a capacidade de Lula.

Em relação à viagem de Trump à China, Pedro Costa Junior explicou que a viagem, inicialmente planejada para março, foi adiada devido à guerra no Irã. Trump esperava chegar à China com duas “vitórias” simbólicas: a derrubada do governo de Maduro na Venezuela e a eliminação de lideranças iranianas, o que ele acreditava que colocaria a China na defensiva. Contudo, o Irã, sendo uma civilização milenar e não a Venezuela, resistiu, frustrando os planos de Trump. O cientista político indicou que Trump agora tentará obter vantagens da China em relação à lei brasileira de mineração de terras raras e minerais críticos. Além disso, Trump clamará para que a China intervenha junto ao Irã para desescalar a guerra, especialmente para reabrir o Estreito de Ormuz, pois a escalada do conflito e o controle do estreito aumentam a crise nos Estados Unidos e diminuem a popularidade de Trump.

Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, Pedro Costa Junior mencionou que o presidente russo, Vladimir Putin, tem dado sinais de que o conflito está chegando ao fim. Ele destacou que a Rússia se beneficia da guerra no Irã, pois o aumento do preço do petróleo, que dobrou, enche os cofres russos. Enquanto a mídia global foca na guerra no Irã, Putin avança silenciosamente na Ucrânia, aproveitando a menor visibilidade do conflito.

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Redação

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