13 de junho de 2026

China suspende exportações de três frigoríficos brasileiros por irregularidades sanitárias

Embargo atinge unidades da JBS, PrimaFoods e Frialto; episódio ocorre na mesma semana em que Pequim reabilitou outras três plantas

China suspende exportações de três frigoríficos brasileiros por irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina.
Frialto reduziu produção em 40% após detecção de hormônio sintético em carga; parte da carne foi redirecionada a outros mercados.
Abiec defende sistema sanitário brasileiro e destaca reabilitação de três frigoríficos autorizados a exportar para China.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina. As unidades afetadas são a da JBS em Pontes e Lacerda (MT), a da PrimaFoods em Araguari (MG) e a da Frialto em Matupá (MT). A medida foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que a classificou como preventiva e temporária, enquanto as empresas rastreiam a origem dos problemas e adotam as correções exigidas pelas autoridades chinesas.

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No caso da Frialto, a fiscalização chinesa identificou a presença do hormônio sintético acetato de medroxiprogesterona em uma das cargas exportadas. Como consequência imediata, a empresa reduziu em 40% a produção na unidade de Matupá e redirecionou parte da carne para outros mercados, incluindo Estados Unidos, México, União Europeia e países árabes e asiáticos.

A companhia afirmou ter aberto uma investigação técnica dos lotes envolvidos e disse esperar a retomada das operações antes do início do ciclo de exportações da cota chinesa de 2027. A empresa também pontuou que a suspensão coincide com um momento em que o Brasil já se aproxima do limite da cota anual para 2026, o que, segundo ela, reduziria naturalmente os embarques no segundo semestre de qualquer forma.

Sistema sanitário

A Abiec defendeu a integridade do sistema brasileiro de controle sanitário, descrevendo-o como um dos mais rigorosos do mundo, com monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal.

Segundo a entidade, as cargas questionadas pela China estão sendo tratadas dentro dos protocolos sanitários acordados entre os dois países. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Embaixada da China no Brasil não se manifestaram sobre o caso.

O episódio ocorre em meio a um movimento contraditório nas relações comerciais entre os dois países. Na mesma semana, na quarta-feira (20), a China autorizou a retomada das exportações de três frigoríficos que estavam embargados desde março de 2025: as unidades da JBS em Mozarlândia (GO), da Frisa em Nanuque (MG) e da Bon-Mart Frigorífico em Presidente Prudente (SP).

A Abiec comemorou a reabilitação e destacou a atuação do Ministério da Agricultura nas negociações conduzidas diretamente em Pequim para restabelecer as habilitações. Para a entidade, a decisão reforça a confiança das autoridades chinesas na qualidade da carne bovina brasileira, ainda que os novos embargos anunciados no mesmo período lancem uma sombra sobre essa avaliação.

O Brasil conta com mais de 100 frigoríficos habilitados a exportar carne bovina para a China, principal destino internacional do produto nacional.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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