19 de junho de 2026

Meio/Ideia: Lula lidera corrida para 2026 e crise de Flávio Bolsonaro isola direita

Pesquisa Meio/Ideia mostra presidente na frente em todos os cenários; senador despenca após escândalo com ex-banqueiro
Reprodução

▸ Lula lidera intenções de voto em todos os cenários, com 38,5% contra 31,5% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

▸ Flávio perde apoio em grupos-chave: jovens, centro-direita e alta renda, invertendo vantagem no segundo turno para Lula.

▸ Oposição fragmentada; Lula vence todos no segundo turno, Haddad mantém liderança caso Lula não concorra.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Lula (PT) mantém o favoritismo na disputa pela reeleição e lidera as intenções de voto em todos os cenários simulados de primeiro e segundo turno, aponta pesquisa do instituto Ideia, em parceria com o canal Meio, divulgada nesta quinta-feira (28).

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O levantamento indica que o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal nome da oposição testado, abriu espaço para a consolidação do petista. No principal cenário de primeiro turno, Lula abriu sete pontos de vantagem sobre o parlamentar fluminense, oscilando de 40% na pesquisa de 6 de maio para os atuais 38,5%. Flávio, por sua vez, recuou de 36% para 31,5% no mesmo período.

O recuo do senador ocorre em meio à crise desencadeada pelas investigações da Polícia Federal sobre transações atípicas do Banco Master e do ex-proprietário da instituição, Daniel Vorcaro. O empresário é suspeito de articular o financiamento do filme Dark Horse sem transparência contábil. A defesa do senador nega qualquer envolvimento em ilegalidades.

Derretimento em bases estratégicas

De acordo com os dados, a perda de apoio de Flávio Bolsonaro foi concentrada em três subgrupos considerados vitais para o campo conservador. O senador registrou uma queda de 18,9 pontos percentuais entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, encolheu 18 pontos entre os entrevistados que se identificam como de centro-direita e perdeu 15,7 pontos na faixa de jovens de 16 a 24 anos.

A erosão nas bases modificou as projeções de segundo turno. No início de maio, o parlamentar liderava o confronto direto contra o atual presidente por 45,3% a 44,7%. Três semanas depois, o cenário se inverteu: Lula aparece com 46,5% ante 41,4% do candidato do PL.

A queda de Flávio foi grande em três grupos onde não pode perder. Entre os jovens, na centro-direita e nos que ganham mais de cinco salários mínimos. Os jovens e os moderados de direita são fundamentais num segundo turno apertado”, afirmou Pedro Doria, diretor de Jornalismo do Meio.

Fragmentação na oposição

Os dados revelam ainda que a desidratação do herdeiro político do clã Bolsonaro não resultou em migração imediata de votos para outras forças da direita. Os demais nomes testados aparecem estagnados e distantes dos líderes. No primeiro turno, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) obteve 5,5%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e pelo líder do MBL, Renan Santos (Missão), com 2,1%.

Nas simulações de segundo turno, Lula crava 46% das intenções de voto contra praticamente todos os oponentes testados. Os nomes mais competitivos diante do atual mandatário são Caiado e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ambos com 40%. Zema atinge 37%, seguido por Renan Santos (31%), a ex-ministra Tereza Cristina (27%), o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (26%) e Aécio Neves (25%).

Cenário alternativo do PT

O instituto também avaliou o desempenho governista em uma eventual ausência de Lula na cédula. Substituído pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o PT mantém a liderança numérica com 36,5% no primeiro turno, contra 32,7% de Flávio Bolsonaro, cenário que configura empate técnico dentro da margem de erro. Em um eventual segundo turno entre os dois, a paridade se repete: Haddad marca 42% contra 41,5% do senador.

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 23 e 27 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02918/2026.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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