Manuel Adorni, chefe de gabinete e um dos principais aliados do presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou neste sábado (27) sua renúncia ao cargo, após quatro meses de um escândalo envolvendo acusações de corrupção. Em carta publicada na rede social X, Adorni afirmou que decidiu deixar o governo para proteger sua família diante dos “ataques da mídia”. As informações são do site DW.
O ex-chefe de gabinete é investigado por suposto enriquecimento ilícito após a divulgação de gastos extravagantes e não declarados. No início de junho, ele admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil em suas declarações patrimoniais, alegando que o valor correspondia a economias obtidas no setor privado e mantidas fora do registro junto com a esposa.
O caso ganhou novos desdobramentos após surgirem denúncias de que compras de equipamentos para videogames teriam sido feitas em sua conta no Mercado Livre utilizando cartões de crédito de dois funcionários subordinados. Paralelamente, a oposição buscava convocá-lo ao Congresso para prestar esclarecimentos, enquanto Milei o retirou da função de porta-voz presidencial, que acumulava com a chefia de gabinete.
Apesar de defender Adorni durante a crise, Milei viu o escândalo provocar desgaste na imagem do governo e ampliar tensões internas. Ao anunciar sua saída, o ex-ministro negou ter cometido irregularidades e afirmou deixar o cargo com a “consciência tranquila”.
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