4 de julho de 2026

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

Exportações cresceram 24,9% em junho, impulsionadas por petróleo, minério de ferro, soja e carnes; governo elevou projeção de saldo para US$ 90 bi em 2026
Foto de frank mckenna na Unsplash

Brasil teve superávit de US$ 9,8 bi em junho, alta de 66,6% sobre junho de 2025, puxado por petróleo, minério e soja.
Exportações somaram US$ 36,3 bi, com destaque para Ásia (US$ 17,4 bi), Europa e América do Norte; importações cresceram 14,4%.
No 1º semestre, superávit atingiu US$ 42,4 bi; MDIC elevou projeção de superávit para US$ 90 bi em 2026.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil encerrou junho com superávit de US$ 9,8 bilhões na balança comercial, resultado 66,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações de petróleo, minério de ferro, soja e carnes, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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No mês, as exportações somaram US$ 36,3 bilhões, alta de 24,9% em relação a junho do ano passado. As importações chegaram a US$ 26,5 bilhões, avanço de 14,4%. Com isso, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 62,8 bilhões, o maior valor já registrado para um mês na série histórica.

O resultado de junho é o terceiro maior superávit da história para o mês, atrás apenas dos registrados em 2021 (US$ 10,4 bilhões) e 2023 (US$ 10,1 bilhões).

Exportações avançam em todos os principais setores

O crescimento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, que movimentou US$ 9,9 bilhões e registrou expansão de 58,4% em comparação com junho de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelas exportações de petróleo bruto, que cresceram 78,9%, e de minério de ferro, com alta de 20%.

A indústria de transformação também apresentou desempenho positivo, exportando US$ 18 bilhões, aumento de 14,7%. Entre os destaques estão combustíveis (+88,8%), carnes de aves (+62,4%) e carne bovina (+39,2%).

Já a agropecuária respondeu por US$ 8,1 bilhões em exportações, crescimento de 18%, impulsionado sobretudo pela soja (+17,3%), animais vivos (+208,8%) e algodão bruto (+64,1%).

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, ainda é cedo para avaliar os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia sobre as exportações brasileiras, embora já existam relatos de maior interesse de compradores europeus.

Ásia segue como principal destino

As exportações brasileiras cresceram para praticamente todos os principais mercados internacionais.

A Ásia permaneceu como principal destino das vendas externas, com US$ 17,4 bilhões, alta de 29,9%. As exportações para a Europa somaram US$ 6,4 bilhões, crescimento de 43,9%, enquanto a América do Norte importou US$ 4,9 bilhões em produtos brasileiros, aumento de 8,5%. Para a América do Sul, as vendas chegaram a US$ 3,9 bilhões, avanço de 7%.

Mesmo em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre a possibilidade de novas tarifas de importação, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano cresceram 3,7% entre maio e junho.

As compras brasileiras no exterior cresceram em todas as principais categorias de produtos. As importações de bens intermediários somaram US$ 15,1 bilhões, alta de 10,9%. Os bens de consumo alcançaram US$ 5,7 bilhões, com crescimento de 34%, enquanto os bens de capital avançaram 5,7%, para US$ 3,5 bilhões. As importações de combustíveis chegaram a US$ 2,2 bilhões, aumento de 11,6%.

Superávit do semestre chega a US$ 42,4 bilhões

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 42,4 bilhões, crescimento de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e junho, o Brasil exportou US$ 184,8 bilhões, alta de 11,5%, enquanto as importações totalizaram US$ 142,4 bilhões, crescimento de 5,1%.

Diante do desempenho do comércio exterior, o MDIC revisou para cima sua projeção para o resultado da balança comercial em 2026. A estimativa de superávit passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.

O ministério também elevou a previsão de exportações, de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões, e a de importações, de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.

(Com Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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