4 de julho de 2026

Trump usa Monte Rushmore para associar adversários ao comunismo

Em discurso marcado por ataques à oposição, presidente dos EUA antecipou o tom da campanha para as eleições legislativas de novembro
Official White House Photo by Daniel Torok

Donald Trump usou cerimônia no Monte Rushmore para criticar democratas e alertar sobre o comunismo como ameaça.
Discurso ocorreu antes das eleições de meio de mandato e reforçou estratégia republicana contra ala progressista.
Evento teve aparato militar, aliados conservadores presentes e defesas contra mudanças em idioma e porte de armas.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou a cerimônia realizada no Monte Rushmore, na sexta-feira (3), véspera das comemorações dos 250 anos da independência americana, para intensificar os ataques aos adversários políticos e apresentar o comunismo como a principal ameaça ao país.

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Segundo o jornal The New York Times, Trump alternou momentos de exaltação ao patriotismo americano com críticas contundentes aos democratas e ao setor mais progressista do partido, repetindo diversas vezes a palavra “comunismo” ao longo da fala – o que pode ser entendido como antecipação da estratégia republicana para as eleições legislativas de novembro.

“Comunismo é o inimigo de 4 de julho de 1776”, afirmou o presidente durante o evento. Em outro momento, declarou que a ideologia representa uma ameaça maior aos Estados Unidos do que o ataque a Pearl Harbor ou os atentados de 11 de Setembro.

Ainda segundo o New York Times, o discurso ocorreu quatro meses antes das eleições de meio de mandato e reforçou uma linha de ataque que a Casa Branca passou a adotar diante do fortalecimento da ala progressista do Partido Democrata.

Durante a cerimônia, Trump também voltou a defender a aprovação do chamado SAVE America Act, proposta que endurece as regras de identificação dos eleitores e que, segundo críticos, dificultaria o acesso ao voto. O presidente ainda defendeu o fim do mecanismo conhecido como filibuster, utilizado no Senado para impedir a votação de determinados projetos.

Ao longo da fala, Trump afirmou que não permitirá mudanças como a substituição do inglês como idioma predominante do país ou restrições ao direito de portar armas e também criticou imigrantes que, segundo ele, chegariam aos Estados Unidos defendendo ideias incompatíveis com os valores nacionais.

A cerimônia foi marcada por forte aparato militar e simbólico. Helicópteros das Forças Armadas sobrevoaram o monumento, um bombardeiro B-52 participou das homenagens e apresentações musicais antecederam uma queima de fogos ao final do discurso.

Segundo o The New York Times, a Casa Branca reuniu aliados políticos e figuras da mídia conservadora no evento, transformando a celebração da independência em um palco para o discurso eleitoral de Trump, que encerrou sua fala retomando ataques aos adversários antes de voltar a exaltar o país diante do público presente.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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