13 de julho de 2026

Trump impõe pedágio de 20% no Estreito de Ormuz, endurece ofensiva contra o Irã e agrava tensão global

Navegação na rota petrolífera será taxada pelos EUA após colapso de acordo de cessar-fogo; Teerã contesta e ameaça
Imagem: Pixabay

▸ EUA anunciam pedágio de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz, restabelecendo bloqueio naval contra o Irã.

▸ Forças americanas intensificam bombardeios no Irã, atingindo mais de 300 alvos em três dias, com mortes em Abadan.

▸ Irã fecha Estreito, rejeita pedágio e ameaça países que cooperarem com EUA, elevando tensão regional no Golfo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) que o governo americano passará a cobrar um pedágio de 20% sobre toda a carga transportada no Estreito de Ormuz. A medida acompanha o restabelecimento do bloqueio naval aos portos do Irã, elevando a tensão militar e geopolítica na região do Golfo.

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Em publicação na Truth Social, Trump declarou que os EUA assumem o papel de defensores da via marítima, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e do gás mundial. “Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos“, escreveu o presidente, assegurando que o livre trânsito permanece autorizado para as demais nações.

Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como “O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”, mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo“, afirmou o republicano.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump justificou a ofensiva econômica e militar pelo suposto descumprimento de termos diplomáticos por parte do governo iraniano. “Nós os atingimos com muita força na noite passada. Toda vez que eles enviam um drone, nós os atingimos com muita força. Mas nós tínhamos um acordo. O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos 10 acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente atingi-los com muita força“, declarou no programa Fox & Friends.

O anúncio do pedágio ocorre após as forças armadas norte-americanas intensificarem os bombardeios no território iraniano. Nas últimas 24 horas, o Comando Central dos EUA atacou 140 alvos militares, elevando o total para mais de 300 instalações atingidas em três dias.

Nesta segunda-feira (13), a agência de notícias irariana Tasnim informou que novos mísseis atingiram três pontos na cidade de Abadan, no sudoeste do Irã, deixando ao menos dois mortos e três feridos. Explosões também foram registradas perto de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. Segundo os militares americanos, o objetivo é degradar a capacidade de Teerã de atacar navios comerciais.

Contestação e ameaça regional

O governo do Irã contesta a versão de Washington sobre a abertura do canal e afirma que o Estreito de Ormuz foi fechado no sábado (11) após a onda de bombardeios americanos. A Guarda Revolucionária iraniana justificou o bloqueio após interceptar embarcações que supostamente seguiam rotas não autorizadas com sistemas de monitoramento desligados.

Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida“, informou a corporação em nota, emendando que “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar“.

O comando militar iraniano rechaçou formalmente a cobrança de tarifas e a gerência norte-americana do canal. Em nota oficial, Teerã alertou que “não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Ormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada“. O comunicado também estendeu a advertência aos países vizinhos: “Aos líderes dos países da região, qualquer cooperação com os EUA será considerada guerra contra o Irã“.

Como reação aos bombardeios coordenados por Washington e Israel desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o Irã lançou contra-ataques a instalações no Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã, nações que abrigam bases militares dos EUA ou possuem relevância logística no tráfego marítimo regional.

O negociador-chefe e presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, endossou o fim definitivo das tratativas pacíficas bilaterais. “A era dos acordos unilaterais acabou”, publicou em sua rede social. “Nós dissemos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta“.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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