A Rede Globo anunciou na noite desta quinta (1/10), por volta as 20h40, que decidiu cancelar o debate eleitoral que seria promovido entre os candidatos a presidente nas eleições 2026. A decisão ocorreu após a emissora receber, momentos antes do debate, duas intimações judiciais.
Uma das decisões, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a exibição do púlpito vazio e a destinação de perguntas ao presidente Lula, que decidiu não ir ao debate para participar do podcast Flow no mesmo horário.
A segunda decisão partiu do gabinete do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que mandou a Globo admitir a participação do candidato Renan Santos, do Missão, mesmo com seu partido tendo apenas um representante eleito no Congresso, o que fere as regras definidas pela emissora.
Em nota lida na GloboNews, a emissora disse que as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes do debate causaram “insegurança jurídica e geraram interferência indevida”, motivo pelo qual a Globo decidiu cancelar o evento.
Antes de a Globo tomar a decisão pelo cancelamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já havia confirmado sua participação no debate, desistiu de comparecer, alegando que as decisões judiciais “favorecem Lula”.
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