9 de outubro de 2026

Recuperação de votos no Nordeste no 2º turno é possível, mas exige mudanças, aponta Tiago Barbosa

Jornalista ressalta que o resultado na região não deve ser tratado como "catástrofe" e defende forte mobilização no interior

A votação no Nordeste no primeiro turno das eleições preservou a região como o principal polo de resistência e sustentação eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, mas registrou uma desidratação em relação ao desempenho de 2022 que impõe desafios imediatos para a etapa decisiva da disputa.

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A recuperação desses votos perdidos passa por um trabalho intenso de campo, pela redução das taxas de abstenção no interior e pela capacidade do governo de resgatar uma comunicação que dialogue com os anseios subjetivos e materiais da população.

O diagnóstico é do jornalista Tiago Barbosa, especialista em comunicação, em análise ao programa TVGGN 20H [confira abaixo]. Para ele, a oscilação para baixo em estados emblemáticos, a exemplo da Bahia e de Pernambuco, não deve ser interpretada de forma alarmista pelo campo progressista.

“Não pode ser pintado como uma desgraça, uma catástrofe do ponto de vista de votação dele, porque é uma votação que é recuperável. Tem que ter muito cuidado para também não agravar muito o quadro que já é por si só delicado”, ponderou.

Segundo Barbosa, um dos pontos centrais a serem corrigidos para a reta final é a postura comunicacional diante do ritmo acelerado imposto pelas redes sociais, que exigem presença constante e criação de pertencimento.

“A mobilização precisa ser permanente, principalmente agora com as redes sociais. Elas aceleram o tempo e querem sempre uma realização o mais rápido possível. Você tem que estar mostrando sempre, tem que estar mobilizando, tem que ter uma bandeira, tem que ter um sentido, um símbolo, um sonho, um significado, e acho que o governo não conseguiu estabelecer isso”, avaliou Barbosa.

O jornalista apontou ainda que a estratégia de campanha centralizou excessivamente a figura presidencial e limitou a atuação dos ministros como articuladores políticos. “Essa lógica da visibilidade e da projeção das conquistas tem que ser feita quase em bloco. Todos são agentes de um governo para dar a visibilidade que ele merece. Quando você engessa, dificulta a ascensionar outros nomes e concentra tudo em uma figura só”, analisou, ao defender uma ação mais ágil e distribuída na Esplanada.

Assista ao corte da entrevista abaixo

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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