Em ensaio baseado em palestra realizada no Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), em 7 de outubro, o economista Paulo Nogueira Batista Jr., ex-diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, analisa os impactos da disputa presidencial de 2026 sobre a economia, a soberania e a posição internacional do Brasil.
O autor examina os resultados do terceiro governo Lula, os possíveis efeitos de um eventual governo Flávio Bolsonaro e os riscos de um ajuste fiscal regressivo, com consequências para o salário mínimo, as aposentadorias e os investimentos em saúde e educação. A análise dedica atenção especial ao cenário internacional, marcado, segundo o economista, pelo avanço das ambições hegemônicas dos Estados Unidos na América Latina e pelo interesse estratégico em recursos brasileiros, como terras raras e minerais críticos.
Ao discutir os desafios que o país enfrenta, Paulo Nogueira Batista Jr. defende o fortalecimento da autonomia nacional, a busca de maior autossuficiência em setores estratégicos e a superação da dependência econômica e cultural em relação às grandes potências. O ensaio relaciona, assim, as escolhas eleitorais ao projeto de desenvolvimento do país e ao papel que o Brasil poderá desempenhar em um cenário internacional de crescentes disputas geopolíticas.
Leia o ensaio a seguir:
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