4 de junho de 2026

Cid Gomes propõe frente de oposição crítica ao governo Bolsonaro

‘Vamos procurar discordar construtivamente oferecendo alternativas e não simplesmente a velha tradição da oposição brasileira’
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – O ex-governador do Ceará, eleito senador pelo mesmo estado, Cid Gomes (PDT), organiza a criação de um bloco no Congresso para fazer uma oposição ao governo Bolsonaro que não seja “sistemática” nem “automática”. 
 
Em entrevista ao Estado de S.Paulo, Cid explicou que o objetivo é aglutinar partidos de centro, centro-direita e centro-esquerda, mas tentando superar o recorte ideológico. “Quem comungar desses mesmos ideais nossos que são, resumidamente, nem oposição sistemática nem situação automática será bem-vindo, será bem-vindo em um esforço de atuação conjunta”, disse completando que, no Senado, a frente já conta com a parceria da Rede, PSB e PPS: “Vamos conversar com o PHS e PRB podendo chegar a 17 (dos 81 senadores) com mais um senador com quem estamos conversando”.
 
Sobre o formato da oposição, Cid ressaltou que a “disposição” é atuar pela “melhoria do País”: “Então se aquilo que a gente entende como melhor para o País vier como proposta do governo, terá nosso pronto apoio. E naquilo que a gente não concordar vamos procurar discordar construtivamente oferecendo alternativas e não simplesmente a velha tradição da oposição brasileira, quer seja PT ou PSDB, de apostar no quanto pior melhor. Torcemos para o País dar certo e queremos ajudar para que as coisas entrem nos eixos”.
 
Para Cid, naturalmente, o comportamento de Bolsonaro irá despertar “muitas preocupações” tanto na direita quanto na esquerda:
 
“Acho que foi o (Fernando) Collor quem disse que o governo dele deixaria a esquerda perplexa e a direita enfurecida. Os primeiros passos do Bolsonaro são muito parecidos com estes na direção da imponderabilidade. O que não quer dizer, repito, que esteja tudo errado. Só que quero dizer que ele tem tido um comportamento fora do eixo tradicional de esquerda e direita”.
 
Sobre a participação do Partido dos Trabalhadores na frente de oposição, o senador respondeu que não existe objeções, contanto que a sigla aceite mudar:
 
“Se o PT se afinar com essas ideias, não temos nada contra. Se o PT amadurecer e achar que é razoável sair da posição que lhe é histórica de fazer oposição sistemática, tudo bem, nada a opor (…) Desde que faça uma revisão, um mea-culpa do seu posicionamento histórico, que é de fazer oposição sistemática quando não são eles o governo”.
 
Cid destaca que o irmão, Ciro Gomes, deverá ser o protagonista do movimento de oposição crítica ao governo Bolsonaro. “O partido tem ratificado, já está marcando uma nova reunião para dezembro, o compromisso da atuação e quer que o Ciro seja o protagonista dessa atuação”. Clique aqui para ler a entrevista na íntegra direito no Estado. 
 

Redação

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19 Comentários
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  1. alexis

    19 de novembro de 2018 3:15 pm

    Aramos, diz a mosca pousada no chifre do Boi

    “Cid destaca que o irmão, Ciro Gomes, deverá ser o protagonista do movimento de oposição”

    “Se o PT se afinar com essas ideias, não temos nada contra”

    Mais ou menos isso são os irmãos Gomes…

    O Arapiraca montando uma nova FIFA e, se o Flamengo mais o Corinthians se alinharem com as suas ideias, não teria nada contra os deixar entrar nesse novo “movimento”. Vai sonhando coronelzinho espaçoso.

  2. Rui Ribeiro

    19 de novembro de 2018 3:33 pm

    Eles manobrarão quase um quarto do $enado

    Seremos oposição mas não seremos oposição nem automática nem sistemática. Nossa oposição será sintomática da nossa fraqueza e do nosso ressentimento.

  3. naldo

    19 de novembro de 2018 3:54 pm

    Tão doidimmm pra

    Tão doidimmm pra aderir……

     

    Coroné com coroné se entendem…………

     

    E o povo ó……..

  4. AMORAIZA

    19 de novembro de 2018 3:59 pm

    Frente de oposição sem oposição de frente
     

    Tarde demais, Cidão.

  5. Jossimar

    19 de novembro de 2018 5:03 pm

    “Sobre o formato da oposição,

    “Sobre o formato da oposição, Cid ressaltou que a “disposição” é atuar pela “melhoria do País”: “Então se aquilo que a gente entende como melhor para o País vier como proposta do governo, terá nosso pronto apoio. E naquilo que a gente não concordar vamos procurar discordar construtivamente oferecendo alternativas e não simplesmente a velha tradição da oposição brasileira, quer seja PT ou PSDB, de apostar no quanto pior melhor. Torcemos para o País dar certo e queremos ajudar para que as coisas entrem nos eixos”.

    Que eufenismo só para dizer que vai dar apoio ao bozo.

    Não teremos oposição ao bozo. Fará o que quiser.

    Na minha modesta opinião, vai acabar em caos dentro de no máximo 30 meses.

     

  6. Rafdafdara

    19 de novembro de 2018 5:08 pm

    Va te catar, Cid

    Voce e seu irmao conquistaram seu lugar na insignificancia politica, ao lado de Cristovam Buarque

  7. Rafdafdara

    19 de novembro de 2018 5:08 pm

    Va te catar, Cid

    Voce e seu irmao conquistaram seu lugar na insignificancia politica, ao lado de Cristovam Buarque

  8. Luiz Nalin

    19 de novembro de 2018 5:14 pm

    Já começou o namoro, por

    Já começou o namoro, por enquanto só deu um beijinho no capiroto!

  9. Luiz Nalin

    19 de novembro de 2018 5:14 pm

    Já começou o namoro, por

    Já começou o namoro, por enquanto só deu um beijinho no capiroto!

    1. Geraldo Galvão

      19 de novembro de 2018 10:57 pm

      Daí para um carguinho no

      Daí para um carguinho no governo do Bozonazi não chega a 31.12.2019.

       

  10. o velho

    19 de novembro de 2018 5:27 pm

    Sem PT nem PSDB?

    Essa múmia pensa em formar um bloco sem o PT, maior bancada do Congresso, e sem o PSDB, que, embora com bancada menor, ainda tem gente com inteligência e prática política (evidentemente não FHC, Aécio, Cerra,…). E o PT só queria o quanto pior, melhor, mesmo quando fez o melhor governo da história brasileira, antes de ser boicotado pelo congresso e pelo tal mercado. Esse cara é parente daquele outro, que estando em terceiro lugar do primeiro turno queria ser o candidato, tirando Haddad, na vã ilusão de que sua baixa rejeição era porque era muito amado, e não porque tinha sido poupado pelas metralhadoras midiáticas para ferrar o Haddad. Uma semana como candidato e seu apoio se dissolveria. E o que têm esses parentes a oferecer? Mais traição?

  11. Maria Luisa

    19 de novembro de 2018 7:40 pm

    O dono da bola

    Acho engraçado o Cid Gomes falar que o PT faz oposição sistematica quando não esta no governo. E os governos que não foram petistas eram bons governos do ponto de vista social? O que ele e o Ciro querem é uma aproximação com Bolsonaro? Eh o que parece. Se for isso, melhor mesmo o PT ficar de fora. 

  12. Marcos Videira

    19 de novembro de 2018 7:54 pm

    Dividir para Dominar

    Neste momento há necessidade de TODOS os democratas se unirem e constituírem uma Frente Ampla, acima dos partidos políticos. Por suas relevâncias políticas, penso que Haddad e Ciro precisam fazer parte dessa frente.

    É uma burrice enorme criar um antagonismo destrutivo entre o PT e o PDT. Neste momento precisamos reuniar TODAS as forças democrátrica e ainda assim a batalha será duríssima porque os adversários (alguns são inimigos) são fortes. O site 247 fez sobre o conteúdo deste post uma chamada que distorce a realidade e estimula a animosidade entre os petistas e os ciristas.

    É preciso ter clareza do que está acontecendo. Depois do resultado catastrófico dessas eleições, partidos progressistas decidiram não mais se submeter às imposições da burocracia do PT. Observar com atenção: NÃO estão contra o PT, mas sim contra a forma de relacionamento político dos últimos anos, caracterizada pela imposição do PT. Essa subordinação acabou.

    Na Câmara já há um bloco de oposição formado por PSB, PDT, PCdoB e Rede com 70 deputados. O PT, apesar de ter diminuído a bancada pela terceira legislação consecutiva, ainda é o maior partido progressista (56 deputados). Esse bloco com 70 deputados está atuando de forma coletiva e autônoma. Se o PT quiser participar, será aceito como membro do grupo. O que não se aceita mais é o PT impondo suas concepções, tratando os aliados como subordinados.

    Ou seja: nestas eleições o PT perdeu também o domínio que tinha sobre seus aliados. Se tivesse vencido, poderia ter mantido sua hegemonia. Mas perdeu. Agora a realidade é outra. Apenas isso. O resto são intrigas que objetivam envenenar os petistas e impedir a formação da Frente Ampla, acima dos partidos, estruturada com poder horizontal.

    Sem uma Frente Ampla é provável que Bolsonaro vença novamente, agora por WO.

  13. Ricardo Moraes

    19 de novembro de 2018 8:12 pm

    Um fator, O mais importante, O mais penoso, O mais difícil
    Canal https://tutameia.jor.br/andre-singer-propoe-frente-democratica/A derrota pro imbecil:Não foi o antipetismo, nem a neutralidade cômoda ou acovardada, nem os oportunistas, quer dizer, foram, mas falta um fator, o mais importante, para uns e outros o mais penoso e difícil: nada que 50 anos de psicanálise não encontre.A Frente Democrática Ampla que André Singer diz, e já defendia em sutis artigos na FSP ou em entrevista no campus da USP – FLUXO YouTube — e crítica ao “lulismo”, como denomina nos seus livros em solo ou reunindo com outros intelectuais de esquerda marxiana (que nunca aparecem na mídia, claro) amostras de reformistas e outros adjetivos prehistóricos, há muito tempo defendia (de tão óbvio) uma passagem pelo blog de esquerdistas de cartilha e fígado (usei mais de um apelido, pois fui expulso). André foi cuidadoso (ele não tem espaço dentro do PT, posto no ostracismo, longe da convencional militância ativista, o maior intelectual do PT- segundo artigo de Perry Anderson , New Left Review traduzido na web link https://www.pambazuka.org/pt/democracy-governance/crise-no-brasil-uma-análise-profunda-de-perry-anderson ). 

  14. Almeida

    19 de novembro de 2018 9:11 pm

    Existe isso? Oposição que não seja crítica?

    Até para ser situação se deve ser crítico, para ficar consciente  e discernir o momento quando realmente é situação, de quando está situação e chegou a hora de pedir o boné. O certo é que quando alguém adjetiva sua “oposição”, procura amenizar com algum eufemismo, o que está na real dizendo com todas as letras é: sou oposição, mas tarado por uma boquinha, me dá um cargo que eu gamo.

  15. Ricardo Moraes

    19 de novembro de 2018 10:31 pm

    Um fator, O mais importante, O mais penoso, O mais difícil
    https://tutameia.jor.br/andre-singer-propoe-frente-democratica/A derrota:Não foi (só) o antipetismo, nem (só) a neutralidade cômoda ou acovardada, nem (só) os oportunistas, quer dizer, foram, mas falta um fator, o mais importante, para uns e outros o mais penoso e difícil: nada que 50 anos de psicanálise não encontre.A Frente Democrática Ampla que André Singer diz, e já defendia em sutis artigos na FSP ou em entrevista no campus da USP – FLUXO YouTube — e crítica ao “lulismo”, como denomina nos seus livros em solo ou reunindo com outros intelectuais de esquerda marxiana (que nunca aparecem na mídia, claro) amostras de reformistas e outros adjetivos prehistóricos, há muito tempo defendia (de tão óbvio) uma passagem pelo blog de esquerdistas de cartilha e fígado (usei mais de um apelido, pois fui expulso). André foi cuidadoso (ele não tem espaço dentro do PT, posto no ostracismo, longe da convencional militância ativista, o maior intelectual do PT- segundo artigo de Perry Anderson , New Left Review traduzido na web link https://www.pambazuka.org/pt/democracy-governance/crise-no-brasil-uma-análise-profunda-de-perry-anderson

  16. JoãoV.

    20 de novembro de 2018 12:43 am

    Se quer ajudar o irmão Ciro a

    Se quer ajudar o irmão Ciro a ser eleito em 2022 é melhor estar calado. É que calado ele é um poeta e a poesia, enfim, sempre enobrece um plano de ação, uma campanha…

  17. Stalingrado Lula da Silva

    20 de novembro de 2018 11:23 am

    Traidor não pára.
    Já que os irmãos ajudaram a colocar o bozo onde está, em pouco tempo serão batizados por alguma igreja evangélica e se tornarão parte integrante da situação ao lado de Marta Suplicy, Cristovam Buarque , Zé Cardozo e Paulo Bernardo do Plim-Plim.

  18. walter araujo

    21 de novembro de 2018 10:36 am

    O Ciro não tem nenhum

    O Ciro não tem nenhum protagonismo, nem mesmo

    no partido em que está filiado e que votava contra

    Dilma o tempo todo. Já o seu irmão, um descanso

    de carroça. Só serve quando está inerte.

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