por Wilson Ferreira
A convite do Coletivo Resistência, de São Paulo, esse humilde blogueiro participará como palestrante da discussão “Guerra Híbrida e Guerra Semiótica” nessa quarta-feira (14/11). O evento acontecerá no Salão Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo, às 19h. Este “Cinegnose” vem nesse ano participando de uma série de palestras sobre o tema, como em Ituiutaba/MG e no Rio de Janeiro, recentemente no Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz. Agora, é a vez de São Paulo também discutir: por que, desde o século passado, a direita sempre esteve na vanguarda das estratégias de comunicação? Está prevista transmissão ao vivo pela Internet pelo Jornalistas Livres.
Durante o rescaldo traumático da tragédia do nazifascismo, o pensador Theodor Adorno (expoente máximo da chamada Escola de Frankfurt) afirmava: “agora não se trata mais de estabelecer planos para o futuro, mas relembrar as oportunidades perdidas no passado”.
Guardadas as devidas proporções, o momento atual brasileiro é muito parecido: a perplexidade do campo político progressista diante da vitória eleitoral do candidato de extrema-direita Bolsonaro. Passado o período de negação e luto, agora é o momento de reflexão – entender como a direita ganhou por WO no campo simbólico da comunicação na qual a esquerda sequer se apresentou.
Mais do que autocrítica, é o momento de acompanhar as pegadas metodológicas de Adorno: fazer uma arqueologia das oportunidades perdidas no passado. Sem entender porque aquilo deu nisso, será impossível traçar estratégias num campo que, historicamente, a esquerda sempre atuou com o freio de mão puxado.
Essa é a proposta que esse humilde blogueiro levará para a palestra “Guerra Híbrida e Guerra Semiótica”, após o convite do Coletivo Resistência, de São Paulo.
O evento ocorrerá nessa quarta-feira (14/11), às 19h, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo – Rua São Bento, 413, Centro, SP. Está prevista transmissão ao vivo pela Internet pela rede de coletivos Jornalistas Livres.
A palestra terá uma caráter histórico, teórico e prático: partiremos do período brasileiro de 2013-2016 quando, a partir das chamadas “Jornadas de Junho”, o País assistiu à aplicação de um roteiro e narrativas idênticas às diversas “primaveras” que despontaram em países como Ucrânia, Síria, Egito, Tunísia, Georgia entre outros. “Primaveras”, “levantes”, “protestos”, “jornadas”, não importam os termos, todas fizeram parte da estratégia da chamada “Guerra Híbrida” dentro dos interesses da geopolítica dos EUA.
Será apresentada didaticamente as diferentes fases da aplicação desse roteiro no Brasil e o funcionamento das “bombas semióticas” pela grande mídia e opinião pública.
Para em seguida descrever e demonstrar a aplicação das diversas ferramentas semióticas (liminares e subliminares) utilizadas para moldar a opinião pública: Engenharia de Opinião Pública, Engenharia Social, Agenda Setting e Espiral do Silêncio, Bombas semióticas, Estratégias Hipodérmicas, Estratégias virais e uma série de outras ferramentas muito além das fake news.
E alternativas práticas de guerrilha anti-mídia e estratégias de contra-comunicação.

Juliano Santos
13 de novembro de 2018 12:39 pmCaro Wilson, também algo a
Caro Wilson, também algo a ser refletir é como lidar com a nova forma de burrice que surgiu no Brasil. A burrice orgulhosa. Aquela que não apenas não se envergonha de si mesma como se orgulha e se impõe de tal forma que o outro se sente impelido a se desculpar por preferir fazer uso da inteligência.
Sou da teoria de que ninguém é burro por natureza. É uma questão de opção
Maria Luisa
13 de novembro de 2018 4:51 pmQuem mora em Sampa não deveria perder essa
Membros da executiva do PT, PSOL e outros deveriam participar desses eventos caos esperem voltar a participar do debates de ideias com a sociedade, vão precisar entender esses novos tempos e a usar as novas ferramentas.
Oscar Kohl Filho
13 de novembro de 2018 11:34 pmO evento será aberto?
qualquer pessoa poderá assistir?
Oscar Kohl Filho
14 de novembro de 2018 2:19 pmEvento fechado só para sindicalistas
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