
Há dois vícios recorrentes marcando a gestão de política econômica no país.
O primeiro, a profunda incapacidade dos gestores em submeter a teoria à analise da realidade. Assim como na medicina, a economia fornece as ferramentas de diagnóstico e de tratamento. Mas não são fórmulas universais. Cada caso exige uma analise individual e um acompanhamento permanente da maneira como o organismo econômico está reagindo.
É uma fé cega nos manuais e uma incapacidade ampla de analisar a realidade. Parece ser um vício da formação brasileira nas ciências humanas, pois ocorre também no meio jurídico.
Os grandes juristas internacionais têm uma visão ampla sobre sociedade, psicologia social, relações internacionais, direitos humanos. Confesso minha total incapacidade de analisar os escritos jurídicos de Luís Roberto Barroso – tido como grande constitucionalista. Mas a visão rasa que ele tem do país, da sociedade, do mundo, das mudanças sociais econômicas são tão rasas que é impossível, desse mingau, ter saído qualquer manjar substancioso.
Como explicou o Nobel de Economia Paul Krugman em seu artigo no The New York Times, as crises de “paradas súbitas” que abateram diversas economias nas últimas décadas, tinham as seguintes características:
- Fuga dos investidores externos por alguma razão objetiva, ataques contra a moeda local, desequilíbrios no balanço de pagamentos, crises políticas.
- A saída provoca uma desvalorização na moeda. Mas, por outro lado, uma explosão nas dívidas locais em moedas externas, travando a recuperação.
- A única saída dos países era aumentar substancialmente os juros para segurar os dólares. Mas comprometendo o nível de atividade.
Krugman não entendeu o que o Brasil fez. A causa maior das paradas súbitas – o endividamento externo – não era expressivo, nem o balanço de pagamento entrou em crise. Por que, então, emular as estratégias de países com problemas externos?
A crise brasileira decorria de dois fatores:
- A queda nas cotações das principais commodities brasileiras.
- Um endividamento amplo de famílias e empresas, fruto do período anterior de expansão do crédito.
Por outro lado, havia problemas estruturais, mas não emergenciais, nas contas públicas, que deveriam ser resolvidos em prazos longos. A principal causa do aumento do déficit público era a queda da atividade. Por isso mesmo, qualquer estratégia teria que atacar o problema imediato – queda do nível de atividade – e acenar com soluções consistentes de longo prazo para as questões estruturais. Mesmo porque, quem acredita em milagres imediatos para a questão previdenciária é a imprensa, não os analistas sérios de mercado.
Para espanto de Krugman, o pacote Levy consistiu em um fortíssimo choque fiscal, com reajuste de tarifas e de câmbio e cortes expressivos nos investimentos públicos, aumento dos juros e travamento do crédito, o que acentuou a queda da economia.
O discurso de Levy era mágico. Fazendo o ajuste fiscal radical de bate-pronto – e o mercado acreditando – o primeiro sinal de recuperação seria a queda das taxas longas de juros. Quando isso acontecesse, imediatamente retornariam os investimentos privados, independentemente do nível da demanda.
É a maior jabuticaba plantada em terras tropicais. Se fizer um ajuste fiscal que comprometa radicalmente a demanda, ainda assim os empresários vão investir. E vender para quem? Para esse ente mágico chamado superávit fiscal?
Com o choque fiscal, se acentuou a queda do nível de atividade – e, com ele, da arrecadação fiscal promovendo a maior recessão evitável da história.
Mais que isso, o impacto do choque tarifário e cambial produziu inflação de custos. Em uma quadra recessiva, esse impacto ecoaria nos meses seguintes, mas, na medida em que o tempo fosse passando, e esses meses saindo da contagem anual, a inflação se diluiria naturalmente.
Nesse momento, no entanto, o Banco Central entrou em pânico. Não apenas aumentou as taxas de juros, como travou o crédito, visando derrubar ainda mais a atividade econômica, para segurar a inflação.
O resultado foi que Levy conseguiu com que a economia brasileira emulasse as grandes tragédias das “paradas súbitas”, sem necessidade, e sem ter a vulnerabilidade central: a crise no balanço de pagamentos. Ou seja, a menina que pegou gripe forte, e foi tratada como tísica, saiu do tratamento com o organismo tão debilitado quanto a outra, vítima de uma tuberculose.
Dos anos 90 para cá, atrás de cada tragédia brasileira havia um economista neófito e megalomaníaco se julgando portador da bala de prata.
O segundo vício da gestão econômica brasileira é a confusão entre o economista formulador e o gestor. Sobre isso falaremos amanhã.
Andre Araujo
13 de novembro de 2018 1:43 amNos blogs da direita sérios
Nos blogs da direita sérios questionamentos na escolha de Joaquim Levy por sua participação nos governos de Sergio Cabral e Dilma. Claudio Dantas no ANTAGONISTA sugere que Levy estava na “Farra dos Guardanapos” de Paris e que deu a gestão da folha de pagamentos do Estado do Rio para o BRADESCO, assim que saiu foi nomeado diretor do BRADESCO, diz que não
há justificativa para a escolha de Levy. Hoje em entrevista o Presidente eleito disse que a escolha de Levy é exclusivamnente de responsabilidade de Guedes, afirmação com sentido bastante claro.
JB Costa
13 de novembro de 2018 2:29 pmPela primeira vez na história
Pela primeira vez na história dessa República teremos um presidente nominal. Jair Bolsonaro não passará de um títere. De quem, todos sabemos. Menos os incautos como ele que, infelizmente, são milhões.
Encabeçando um claro movimento POPULISTA DE DIREITA, cuja base política-ideológica(se é que podemos assim chamá-la) é o resgaste de valores(reais ou supostos) destruídos ou transfigurados pela Esquerda, a Bolsonaro restará apenas dois destino: a consagração ou a desgraça. Não haverá meio termo.
O Populismo “à brasileira” exercitado pelo Capitão não apenas divide um país entre dois “povos”: nós, guardiões de valores como Família, Pátria, Liberdade, Religião etc, contra “eles”, esquerdistas, comunistas e todo o resto, mas entre “Povo” e “Não-Povo”, na expressão de Bobbio.
Óbvio que a Política Econômica deveria, ou deverá, se coadunar, mesmo que a golpes de fideísmo, com a nova visão de Mundo.
Evandro Batista
13 de novembro de 2018 2:04 amOs Desígnios de Dilma
Por que diabos Dilma enfiou o Levy nesse ministério?
Apesar da sua própria formacão em economia, por que não conseguiu ver que era uma canoa furada?
Por que ela não arremeteu esse avião kamikaze sacando o Levy já no primeiro semestre de 2015?
Por que ela já se arriscou logo no início do segundo mandato contrariando as propostas de campanha e ficando à mercê de acusações de estelionato eleitoral?
Teria sido mesmo uma estratégia política bizarra, uma tentativa de afagar o mercado e a mídia financista mostrando mais uma vez a debilidade dos seus cálculos políticos?
Por que… Por que… Por que…
Quem sabe um dia desvendemos os desígnios de Dilma…
Renato Lazzari
13 de novembro de 2018 2:28 amTempos de selvageria
Talvez nesse momento não se queira mesmo alguma competência, alguma reflexão tanto em Economia quanto em Direito. Em tempos de truculência vale a força e o papel das ciências fica trocado: servem para tentar justificar o uso da força, para expressar meras desculpas ou escusas. não para buscar verdades. Perde valor a argumentação.
– “Mas ‘seo’ lobo, eu estou bebendo da parte baixa do rio! Como posso estar sujando a parte alta, que é onde o sr. está bebend…”
– “Nhoc!”
Porque será que querem implantar a Escola Sem Partido? Porque doutrinar não para a cidadania e sim para formar lobos ou carneiros?
Mas como na peça do Ionesco, “Rinocerontes”*, quem nasceu para humano jamais vai conseguir se tornar selvagem.
https://jornalggn.com.br/blog/wilson-ferreira/a-rinocerontite-se-alastra-entre-nos-em-rinocerontes-por-wilson-ferreira
Lucinei
13 de novembro de 2018 2:39 amÉ compreensivel que o Paul
É compreensivel que o Paul Krugman nao tenha “entendido”: ele nao acompanha a politica nacional.
Impressionante é ver os analistas daqui desconsiderando o papel da crise politica nesse processo de deterioraçao economica.
José Lula Raimundo
13 de novembro de 2018 5:55 amEnsina-se Geopolítica no curso de direito? e no de economia?
O início do texto trouxe de volta uma pergunta que me fiz vendo o resultado da lava-jato, tem geopolítica no direito? É trágico ver o Estado brasileiro – membros da justiça e dos MPs – nos cursos, parcerias e “covenios” com o departamento de estado americano tendo como alvo nossos setores estratégicos. A propósito, não tem nada que remete a Geopolítica no Direito que dirá na Economia.
Roberto São Paulo-SP 2016
13 de novembro de 2018 7:43 amChina supera EUA como maior mercado de automóveis do mundo
BBC Brasil—-11 janeiro 2010
As vendas de automóveis na China atingiram 13,6 milhões de unidades no ano passado, superando assim o mercado americano pela primeira vez na história. Dados da Associação de Fabricantes de Automóveis da China informam que o número de veículos vendidos no país em 2009 cresceu 46,2% em comparação ao ano anterior.
Nos Estados Unidos, porém, as estatísticas da Autodata revelam um mercado automobilístico em queda. No ano passado, foram vendidos 10,4 milhões de unidades no país, uma redução de 21,2% em relação a 2008, o mais fraco desempenho dos últimos 27 anos.
A notícia de que a China ultrapassou o mercado automobilístico americano chegou um dia depois do anúncio de previsões de que o país ter superado a Alemanha como o maior país exportador do mundo.
A agência de notícias chinesa Xinhua informou que o país exportou no ano passado quase 2,1 trilhões de reais (1,2 trilhão de dólares). Apesar de o valor ser 16% inferior ao de 2008, a expectativa é de que ele supere as exportações alemãs, que também foram duramente afetadas pela crise mundial.
Essa previsão, porém, só poderá ser confirmada em fevereiro, quando o país europeu publicar seus dados definitivos.—
——Incentivo estatal
O mercado chinês de automóveis está em expansão desde 1999, graças ao crescimento médio de mais de 9% ao ano da economia chinesa. Porém, o salto de 46,2% se deve também a um pacote de estímulo fiscal. No ano passado, Pequim cortou pela metade a tributação sobre veículos novos. O governo ainda distribuiu R$ 1,3 bilhão (US$ 732 milhões) para incentivar a renovação da frota nacional.
Para 2010, no entanto, o governo já anunciou que vai reduzir esses estímulos. Isso deve ter impacto no mercado automobilístico do país, mas, segundo analistas, não deve tirar a China da liderança no setor.
No caso das exportações, também houve ajuda do Estado nas conquistas chinesas. Ao longo de 2009, Pequim lançou programas de incentivo fiscal e de crédito para estimular as exportações.
Mas para analistas, a grande arma da China foi manter baixa a cotação do yuan.
Dezembro
Tanto as exportações quanto a venda de automóveis na China registraram resultados excepcionais no último mês do ano. Somente em dezembro, o mercado chinês negociou 1,1 milhão de carros, ônibus, motocicletas e caminhões, 88,7% a mais do que no mesmo mês de 2008.
No que diz respeito às exportações, as últimas semanas do ano salvaram um ano que vinha em constante queda. Foram exportados naquele mês US$ 130,7 bilhões, quase 18% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Os números de dezembro reforçam a expectativa de que a China já tenha conseguido superar o período de turbulência causada pela crise econômica mundial.
URL:
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/01/100111_chinacarrosexportacoes_vdm
Roberto São Paulo-SP 2016
13 de novembro de 2018 8:08 amVendas de carros: Brasil cai de 7º para 9º em desempenho global
Por iG São Paulo | 01/02/2017 12:59 – Atualizada às 01/02/2017 13:06
Crise faz Brasil recuar no ranking mundial de vendas de carros. Confira quais são os países com as maiores vendas de carros do mundo em 2016
Há dois anos, o Brasil disputava com a Índia a 4ª posição em vendas de carros. Hoje, despencamos para a 9ª colocação.
Nas épocas áureas da indústria automotiva brasileira, o País chegou a ser o 4º maior mercado do mundo. Falando assim, parece que faz tempo, não é? Mas foi em 2014. Em 2015, o Brasil caiu para sétimo no ranking de vendas de carros . Segundo a JATO Dynamics, a retração de 19,8% do mercado nacional fez o país perder mais duas posições, ocupando a 9ª, abaixo de Itália – que está se recuperando de sua própria crise.—
—-A Itália, aliás, é a melhor maneira de ver o quanto o Brasil recuou nas vendas de carros . O país europeu enfrentou uma crise econômica no início da década que fez com que 1,74 milhão de automóveis fossem comercializados em 2011, menos do que as 1,75 milhão de bicicletas. Em 2014, foram 1,47 milhão de veículos emplacados. Levar mais dois anos para alcançar o patamar atual, de 2.019.887 milhões.
O recuo nas vendas brasileiras foi acentuado nos últimos anos. Caíram de 3,3 milhões em 2014 para 1,98 milhão em 2016. Por muito pouco não ficamos com a 10ª colocação. O Canadá emplacou 1.951.007 veículos no ano passado, apenas 35.429 a menos do que o Brasil. Antes brigávamos com a Índia pela 4ª posição, que agora segue tranquila com 3.317.512 carros emplacados.
LEIA MAIS: Vendas de automóveis e comerciais leves caem 19,8% em 2016. Saiba mais
China continua gigante
Todo ano algum economista fala que a bolha chinesa irá estourar, principalmente no setor automotivo. Não foi dessa vez. A China fechou 2016 com 25.523.313 carros emplacados, 3,2 milhões a mais do que os 22.358.140 veículos vendidos em 2015, uma alta de 14,2%. Em 2014, foram 20.971.769 automóveis. E estamos falando apenas de veículos de passeio, sem contar motos, caminhões e ônibus.
Os Estados Unidos continuam firmes e fortes na 2ª colocação do ranking. Tiveram um crescimento de apenas 0,4%, passando de 17.475.066 carros vendidos para 17.553.448 unidades emplacadas. Bem mais abaixo está o Japão, 3º maior mercado mundial, com 4.897.072 veículos. Foi o único país além do Brasil que teve uma queda nas vendas, só que bem menor: 1,6% , o que representa 78.719 automóveis.—-

—-O maior dos países europeus é a Alemanha, 4ª colocada, que emplacou 3.604.581 veículos durante 2016, um leve crescimento sobre as 3.439.767 unidades do ano anterior. A Grã Bretanha continua abaixo da Índia, na 6ª posição com 3.068.473 carros vendidos, um valor estável, já que emplacaram 3.005.333 em 2015. A França é o 7º maior mercado, com 2.420.820 veículos.
Confira as vendas de carros dos 10 maiores mercados do mundo:
Fonte–Link deste artigo:
https://carros.ig.com.br/2017-02-01/vendas.html
Roberto São Paulo-SP 2016
13 de novembro de 2018 8:45 amEscala de produção e mercado interno
No tempos atuais, com o protagonismo da China, é fundamental fortalecer o mercado interno para que com aumento da escala de produção seja possível melhorar a competitividade no mercado internacional.
Ja se foi foi o tempo em que bastava reduzir o custo da mão de obra para melhor a competitividade. Hoje além da escala de produção é necessário administrar a taxa de câmbio, usando o instrumento das Reservas Cambiais combinado com os juros da Selic.
Em um ambiente de aumentos das exportações, que provoquem um aumento expressivo do superavit nas contas externas, podemos até utilizar da abertura de importações direcionada, para fortalecer os destinos dos mercados de nossas exportações de manufaturados.
Pois ao aumentar as importações de nossos parceiros comerciais, estaremos aumentando a renda bruta dos nossos parceiros, o que viabiliza o aumentos da nossas exportações de manufaturados.
arkx
13 de novembro de 2018 10:07 amOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
nunca existiu nenhum “ajuste Levy”.
Joaquim Levy não era o Presidente da República. a responsabilidade pela recessão foi de Dilma, este poste escolhido única e exclusivamente por Lula. portanto, a responsabilidade em última instância é de Lula.
assim como o poste Haddad também foi uma escolha única e exclusivamente de Lula.
e são estes os mesmos que convocam a unidade numa “frente democrática”, enquanto jamais praticam qualquer democracia em questões vitais, como por exemplo a escolha de um candidato a Presidente.
é muita farsa, muito engodo. e também muita vontade de ser enganado.
e são também estes os mesmos que consideram os eleitores de Bolsonaros como fanáticos, ignorantes e irracionais.
a idolatria Lulista pelo seu Salvador nos legou o Messias BolsoNazi.
de tanto o Lulismo agitar o espantalho da Direita como argumento para extorsão de apoio e voto, o Capitão da Extrema-Direita acabou chegando.
de tanto o Lulismo se obcecar com algum Centro impossível numa circunstância histórica de radicalização, a Extrema-Direita destroçou o Centro e assumiu o protagonismo político.
a interdição da crítica promovida pelo Lulismo gerou as condições acríticas necessárias para a ascensão de Bolsonaro.
despolitização e desorganização. individualismo e consumismo. moralismo e autoritarismo. teologia das prosperidade e falência institucional.
Lulismo e a onda BolsoNazi são irmãos siameses. o mal que o Lulismo fez ao Brasil agora se cristalizou em Bolsonaro.
e após a fragorosa derrota algo mudou? alguma autocrítica?
ao contrário!
nunca é chegado o momento da crítica! por isto mesmo ainda haverá muitos abismos neste abismo no qual todos soçobramos.
sem uma rigorosa e implacável análise crítica dos dados e dos fatos, e sem se defrontar com as conclusões e consequências desta análise, é impossível construir auto-conhecimento. sem auto-conhecimento nenhuma auto-transformação se concretiza.
foi exatamente o contrário aquilo que se tornou hegemônico na Esquerda: não se pode criticar o próprio campo!
esta é uma inversão causadora de nossas derrotas reincidentes, de nossos fracassos repetidos.
denúncias e críticas aos nossos inimigos são inócuas. eles não vão mudar por causa disto! nenhum efeito produzem a não ser uma catarse estéril.
só podemos mudar a nós mesmos e ao nosso campo.
aos nossos inimigos, devemos conhecê-los, aos seus objetivos, suas estratégias e táticas, para melhor combatê-lo – mas não com críticas e denúncias, e sim com ações.
muito lamentavelmente, não somente este Blog e a quase totalidade de seus participantes (autores e comentaristas), como a também os demais e a quase totalidade da Esquerda no Brasil continuam prisioneiros de seu próprio fracasso, de sua falta de vontade para renascer.
uma extinção em massa povoara aquele vale dos mortos com criaturas bizarras e monstruosas. corpos sem almas vagando por uma escuridão sem forma. os anteriormente chamados de brasileiros padeciam de vários os tipos de patologias. diversas enfermidades físicas e múltiplos transtornos mentais.
não contem com minha cumplicidade. nem mesmo com minha participação.
aqui muitas vezes já fui acusado de ser agente da NSA, com a conivência despreocupada da Editoria deste Blog.
como se agências de inteligência tivessem foco em área de comentários de Blog. e unicamente pelo exercício do pensamento e postura crítica.
não há qualquer futuro para a Esquerda no Brasil caso não rompa toda e qualquer vinculação com Lula e o Lulismo.
são duas as pedras fundamentais de uma outra Esquerda a se erguer no Brasil:
– o exercício constante e inclemente do pensamento e da postura crítica;
– o compromisso inexpugnável com a organização autônoma da população.
deixemos que os mortos enterrem seus mortos. e nos dediquemos a construir coletivamente um novo modo de viver.
vídeo: Sweet Child o’ Mine – Capitão Fantastico (LEGENDADO)
[video: https://www.youtube.com/watch?v=4tFny-tEDUg%5D
.
arkx
13 de novembro de 2018 10:16 amOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
p.s.: quanto a Krugman, ele faria melhor caso analisasse os gráficos abaixo.
Nender, o tal
13 de novembro de 2018 10:44 amMenos, amigo, menos…
Não
Menos, amigo, menos…
Não houve fragorosa derrota…Do ponto de vista eleitoral, quantificados e qualificados os números finais, o Lulismo saiu ou mais forte ou com a mesma força de antes.
Eu quero acreditar que o Lulismo saiu mais forte, considerando os ataques que sofre.
Porém, isso pouco importa, frente ao que temos pela frente!
Outro ponto: não cabe reduzir a “culpa” da imobilização política das esquerdas ao Lulismo (apenas). Esse fenômeno é mundial, e por certo aqui adquire contornos mais dramáticos.
O Lulismo nunca disse que faria algo diferente do que um inclusão meia-boca (o que no caso brasileiro já tirou uns 40 milhões da absoluta pobreza), lembro-me que a imagem preferida de Lula em campanha e no governo era o mote das três refeições diárias, que depois sofisticou-se para outras demandas (consumo de bens duráveis, serviços, viagens, etc).
Se por tudo e por todos compreendemos o regime lulista (Lula e Dilma) como governos de centro, onde estava a esquerda? Aí sim eu me junto a você.
Não adianta olhar na toca do tatu (lulismo) esperando que saiam elefantes.
Eu ouso responder: a esquerda estava inebriada, surfando a onde popularidade do governo de inclusão consumista, esperando dócil que conforto econômico virasse solidariedade política e consciência de classe, praticando um economicismo marxiano (?) vulgar!
Auto crítica? Não, eu não acredito que você também vá por esse caminho…vou colocar isso na conta do seu (nosso) desespero.
Ontem o Wilton Cardoso Moreira publicou um ótimo texto de um alemão aqui, acho que Robert Kurz (acho que é alemão).
Trata do fim dos estados nacionais como forma de organização social do capitalismo antecendente a atual terceira revolução industrial e da financeirização do mundo e do dinheiro.
Nenhuma força de esquerda hoje está preparada para sequer pensar politicamente as respostas necessárias ao novo estágio capitalista.
Nesse sentido, você tem certa razão: O Lulismo e o coisismo são faces da mesma moeda, no que tange a tentativa de operar politicamente dentro de limites de uma ordem institucional que desapareceu ou está desaparecendo rapidamente (estado nacional).
Suas acusações de que o lulismo gerou as condições de acriticismo que hoje impera na nossa latrina setentrional (brasil) é ruim, por vários motivos:
– dá uma dimensão ao lulismo que ele não tem!
– cobra do lulismo posturas que ele nunca prometeu, ao contrário!
O fim do estado nacional brasileiro começou antes, mas se afirmou com a escolha de levy por Dilma. Mas eu tenho certeza que ela o fez por não ser capaz (na época e agora) de compreender o que se passava ao redor.
Hoje, com a nomeação de levy para comandar a venda do que resta de estatais, o ciclo se fecha!
Como atora política da estrutura representativa do estado nacional, seria para Dilma muito difícil entender (e aceitar) que estava a bordo do titanic.
O pior que antes, ao menos havia alguém tocando violinos (o consumo de massas, ainda que incipiente).
Agora a música acabou e não há botes para todos, só para a primeira classe! E não adianta saber nadar, a água vai fazer todo mundo virar picolé.
arkx
13 de novembro de 2018 5:24 pmOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
-> vou colocar isso na conta do seu (nosso) desespero.
não estou desesperado. já passei por muitas situações desesperadoras na vida, a começar por um parto difícil, para ficar desesperado.
mas vejo muitas pessoas desesperadas. e tudo tende a piorar. não há muito o que se fazer. teremos que passar por tudo isto. para então, aí sim, inaugurar um novo recomeço da Esquerda no Brasil
2018 marca o esgotamento do ciclo iniciado em 1989. então ficou patente que nem Lula, tampouco o PT sob hegemonia de Lula, dariam minimamente conta das demandas de transformação do Brasil.
-> Não houve fragorosa derrota…Do ponto de vista eleitoral, quantificados e qualificados os números finais, o Lulismo saiu ou mais forte ou com a mesma força de antes.
mas a questão é exatamente esta: de que vale a vitória eleitoral frente a uma derrota política? e mais: frente a perder completamente o bonde da História?
o que os inchados senhores parlamentares irão fazer a não ser reclamar que nada podem fazer por não terem maioria parlamentar?
como se este não fosse o objetivo da Democracia Liberal Representativa, uma camisa-de-força para impedir qualquer transformação social pela Esquerda.
assim, a Esquerda precisa se livrar de uma vez por todas desta aritmética eleitoral, colocando definitivamente a via parlamentar como absolutamente secundária – e não quase exclusiva, como o tem feito nas últimas décadas.
-> lembro-me que a imagem preferida de Lula em campanha e no governo era o mote das três refeições diárias, que depois sofisticou-se para outras demandas (consumo de bens duráveis, serviços, viagens, etc).
já estamos mortos de saber (espero que não precisemos morrer literalmente) que nem mesmo este diminuto e modestíssimo programa mínimo de “três refeições diárias” o setor dominante no Brasil está disposto a aceitar.
nunca foi tão claro (nem mesmo em 1954, 1961, 1964 e 1968) que precisamos de uma ruptura institucional, mas que como tal seja vivenciada pelo conjunto da população.
e ela virá. provavelmente pela Direita.
a Faixa de Gaza será aqui. e os drones do Mossad Bolsonariano estarão prontos a efetuar 100 mil execuções preventivas.
veja-se as últimas declarações do General legalista Comandante do Exército. o sujeito ainda acha que fez o máximo e evitou um golpe militar! salvou a Democracia, na opinião dele…
tamanha sua dificuldade de tomar uma posição, seja contra ou a favor, que o “muito pelo contrário” o trouxe até o estado lastimável de paralisia progressiva em que se encontra.
-> Suas acusações de que o lulismo gerou as condições de acriticismo que hoje impera na nossa latrina setentrional (brasil) é ruim, por vários motivos:
a questão do Lulismo não se limita ao PT. assim como a falência da Esquerda é geral, e também não limita aos partidos.
vejamos o caso do MST. um assentamento em MG está sob despejo judicial, após 20 anos. foi notícia até aqui neste GGN.
20 anos inclui os governos Lula e Dilma, bem como o de Pimentel. o que foi feito para garantir o direito de propriedade dos assentados nestes governos? por que não se resolveu?
alguma crítica a respeito disto vinda do MST? logo o MST que forneceu a maior parte da militância nas últimas manifestações de apoio ao “Lula Livre”…
pouco importa o resultado eleitoral, o PSOL e Boulos saem das Eleições de 2018 muito menores.
num contexto em que venceu um candidato representando os anseios anti-sistema de grande parte do eleitorado, o PSOL e Boulos se alinharam com a ordem decadente do Lulismo.
o Lulismo se tornou tão hegemônico que toda crítica a ele é tida como fazer o “jogo da Direita”. como se o Lulismo fosse a única Esquerda possível.
e isto sim colocou Bolsonaro como a única opção anti-sistema identifica por boa parte da população.
é neste sentido que o Lulismo gerou as condições para a ascensão de BolsoNazi.
enquanto não houver uma oposição clara e determinada ao Lulismo vinda da Esquerda, não caminharemos sequer um único passo à frente.
no momento, estamos todos, sem exceção, no mesmo balaio de fracassados e derrotados. a geração das Diretas Já se despede melancolicamente.
somos aqueles que poderiam ter sido. mas nunca serão.
definitivamente, não é isto o que desejo para a vida que ainda tenho pela frente.
em tempo:
tanto o grande empresariado deste país, quanto sua milícia privada, as FFAA, só entendem a linguagem da força.
um grande exemplo é a operação de captura do então comandante do II Exército, levada a cabo pela ALN e o MRT, em 1971.
o grupo chegou a render o general e sua escolta. mas foram traídos e 4 viaturas do DOI-Codi os cercaram.
com todos sob a mira de armas, Carlos Eugênio Paz ponderou: “- General, vai morrer muita gente aqui. E a primeira rajada será no seu peito.”
ao que o General Humberto de Souza Melo retruca por duas vezes em voz alta, num tom de comando para os soldados: “- Hoje não vai morrer ninguém aqui.”
o “diálogo” com a classe dominante neste país sempre deve ser conduzido neste termos.
.
Nender, o tal
13 de novembro de 2018 6:37 pmTelegramas de Pasárgada.
Continuamos a discordar em questões-chave:
– Não, não creio que a hegemonia do Lulismo possa ser encarada como motor histórico do movimento atual, que devasta qualquer sombra de humanismo e civilidade que possa restar no capitalismo.
Isso não é um problema que pode ser debitado na conta do lulismo (apenas), e traçar análises sem essa perspectiva ampla parece mostrar um tipo de cacoete reducionista que não é sua característica.
Digo isso, para dizer mais: mesmo que o lulismo pereça, ou mesmo que no Brasil houvesse outras forças significativas no campo “democrata-cristão-humanista”, ainda assim nosso destino seria bem parecido.
Eu acho (só acho) que o lulismo, com todas as pendências e limites que já elencamos, ainda reúne a única possibilidade de coesão desse campo, que pode, caso haja muiiiiiiiiiiiiiiiiiito debate, se transformar em um embrião anticapitalista!
Nenhuma outra força é capaz disso!
O rompimento com o imobilismo causado pelo lulismo não é problema desse fenômeno (o lulismo), mas sim falta de apetite político para largar o osso.
No fundo, no fundo, o sonho da moçada é um tipo tropical de american way of life, ou american dream, com um tipo torto de new deal, sem a guerra de secessão, sem os sacrifícios militares deles, e claro, sem encarar os conflitos a céu aberto, como eles fazem.
Já disse antes, nunca seremos o Canadá.
E o pior: quando chegamos perto de dar uma mãozinha de tinta no estado nacional capitalista, eis que essa forma social de organização vai para o ralo!
O estado nacional e sua forma política está com dias contados, e eu tenho certeza de que o que virá não é melhor do que existiu…e olha que o estado nacional capitalista de periferia (ou de centro) era uma merda de dar dó!
Mas quem domina as possibilidades políticas e poderiam ser os protagonistas (os setores médios e a classe “C”) morrem de medo de perder a merda do carrinho, shopping-fim-de-semana e viagem (agora para Natal, quem sabe?).
O povão só vai se for no ódio e medo descontrolados…a direção política é da vanguarda…mas a vanguarda hoje está com o “coiso”.
Esse país é uma piada.
Tem mais presidente dos EUA nome de rua aqui no Brasil que no país natal deles!
Tem general da ditadura em cada canto do pais eternizado em prédios, ruas, pontes e monumentos!!!!
A lei de anistia esté em vigor!!!!
Eu acho que até demorou para um “coiso” ganhar a eleição.
Resumo:
Dois amigos se encontram.
Um otimista e outro reconhecidamente pessimista.
O otimista:
“tá tudo uma merda”.
o pessimista:
“o pior que eu acho que a merda não vai dar para todo mundo”.
arkx
13 de novembro de 2018 10:13 pmOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
-> Continuamos a discordar em questões-chave:
-> Não, não creio que a hegemonia do Lulismo possa ser encarada como motor histórico do movimento atual
-> que pode, caso haja muiiiiiiiiiiiiiiiiiito debate, se transformar em um embrião anticapitalista!
nada tenho contra as discordâncias. principalmente com pessoas que sempre agregam à conversa, como sempre é o seu caso.
contudo, neste caso específico e pelo que entendi, penso haver mais uma questão de comunicação do que discordância propriamente.
– o Lulismo na acepção adotado pro André Singer é um reformismo de baixíssima intensidade que pretende executar um programa de combate à desigualdade dentro da ordem;
– entretanto, trata-se da mesma ordem que reproduz a desigualdade sobre a qual ela própria se funda;
– neste projeto a figura do “líder supremo” tem papel primordial, repetindo-se o modelo Getulista ao invés de se ater a proposta fundadora do PT: organização autônoma da população em seus locais de moradia e trabalho.
note-se como o Lulismo capturou e reciclou o voto conservador, mas sem que este se transformasse ou seja, deixasse de ser conservador.
permita-me alongar um pouco:
no Brasil sempre foi a Direita quem monopolizou o voto de baixíssima renda. entretanto, a partir de 2006 verifica-se um realinhamento do eleitorado. um tradicional território do conservadorismo, os grotões do Norte/Nordeste, adere em bloco a candidatura Lula, que foi mais sufragado quanto menor o IDH do Estado
ao deslocar sua base eleitoral para os grotões do Brasil profundo, o Lulismo promove um realinhamento das políticas locais subordinadas aos velhos coronéis. mas na prática Lula minou o poder das oligarquias regionais apenas para em seguida reciclá-las como aliadas, tornando-se ele próprio o grande neo-oligarca nacional: um governo para a minoria que se legitima através de algumas concessões à maioria.
na combinação do Bolsa Família com o Bolsa BNDES, o Lulismo enxerga o ressurgimento da aliança entre a burguesia nacional e o povo, mas não quer ver, e não pode ver, o que significa para a democracia brasileira a formação de duas clientelas governamentais, uma no andar de cima, com recursos para financiar campanhas, outra no andar de baixo, com votos para eleger.
o Lulismo vê a si mesmo como um magnânimo árbitro pairando acima das classes. e bem que gostaria de aparecer como o benfeitor patriarcal de todas as classes. mas não pode dar a uma classe sem tirar de outra.
assim, quando me refiro a “uma oposição clara e determinada ao Lulismo vinda da Esquerda” quero dizer clara e exatamente que sem uma Esquerda anticapitalista, portanto em oposição ao Lulismo, só colecionaremos derrotas.
e frise-se: há derrotas que fazem parte de um processo de acumulação de forças e de maturidade política. há outras, fragorosas, que apenas nos reduzem a pó, sem nenhum ganho.
-> O rompimento com o imobilismo causado pelo lulismo não é problema desse fenômeno (o lulismo), mas sim falta de apetite político para largar o osso.
sem dúvida. tanto dos quadros partidários, parlamentares e dirigentes sindicais como de parcelas da população ansiosas por ascensão social orientada ao consumo.
por isto a politização é necessária. e politização e consciência só se adquire na luta concreta.
uma coisa é a população de favela ter acesso ao consumo via bolha de crédito e etc.
outra bem diferente é a mesma população ter uma melhora efetiva de qualidade de vida, o que inclui também o consumo mas não apenas ele, conquistada por sua luta e organização autônoma.
este é uma conversa e um debate há muito abandonados pela Esquerda, em seus diversos matizes e setores.
neste último período eleitoral revi diversos filmes e documentários da época do surgimento do PT. mas não apenas das Greves do ABCD.
sinceramente. é deprimente. em relação aquela época, como andamos para trás. inclusive na área específica de mídia, apesar de se dispor hoje de recursos infinitamente maiores.
precisamos admitir que estamos no grau zero. tudo terá que ser construído em outras bases.
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Rui Ribeiro
14 de novembro de 2018 11:03 amCurto porcaria e tenho dó da esperança vã da minha tia, da vovó
Finalmente em 2018 a ficha caiu na cabeça do Arkx e então ele se deu conta que nem Lula nem tampouco o PT, sob hegemonia de Lula, dariam minimamente conta das demandas de transformação do Brasil. Finalmente ele concluiu que a emancipação da classe trabalhadora é tarefa não do Lula e do PT, mas da própria classe trabalhadora.
Romanelli
13 de novembro de 2018 12:11 pmMe diga, qual a razão pra
Me diga, qual a razão pra esta sua vontade MORBIDA em ver o PT fazer uma auto-critica ? Em que consistiria ? Seria em praça pública, audiência, em horário gratuíto, com uso de flagelo, açoite, mais o que ?
e a oposição e demas partidos, o JUDICI{ÀRIO e MILITARES, não deveriam também fazer ?
Vamos inverter ..diga pra mim quais foram e o que você achou dos MARAVILHOSOS acertos e conquistas obtidos por este partido no PODER ?
Sobre LULA, vc continua fazendo um julgamento pólítico dele e ignorando sua prisão arbitrária e ilegal
CENTENAS de investigadores especializados, no BRASIL e exterrior procuraram, mas até agora NÂO acharam a tal fortuna de Luiz Inacio ..muito menos seus algozes foram capazes de apontar UM CASO sequer de ilicitude em seus milhares de atos como presidente ..muito ao contrário, na sentença consta que ele esta preso por ATO INDETERMINADO DE CORRUPÇÃO ..isso lhe parece justo ?
Vc acha que LULA, como presidente deveria ser onipresente e pensar ser ONIPOTENTE ? deveria ser a palmatória das nossas praticas e costumes seculares ? ..de se meter em tudo ? acha que ele deveria abdicar dos seus sonhos e compromissos (em especial com os mais humildes) pra se AVENTURAR em embates quixotescos com a classe política e empresários/banqueiros sovinas ?
..se sim, então convenhamos, vc tem muito de identificação com o Capitão SACO DE BOSTA, tem não ?!
arkx
13 de novembro de 2018 4:48 pmOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
-> Me diga, qual a razão pra esta sua vontade MORBIDA em ver o PT fazer uma auto-critica ?
-> vc tem muito de identificação com o Capitão SACO DE BOSTA, tem não ?!
mas por que vc acha que me refiro a alguma “autocrítica do PT”? onde escrevi algo sequer parecido nas centenas de postagens por mim aqui já feitas?
a “autocrítica” a que me refiro é a sua! a minha! a nossa!
uma autocrítica praticada com modo de vida. sem ela não pode haver transformação, seja pessoal ou coletiva.
autocrítica não é auto-punição. ao contrário, sem auto-crítica não passamos de mortos-vivos.
quanto ao Messias Bolsonaro, a dura e triste constatação é que todo Lulista tem sim muitos pontos de identificação com ele. a começar, pela idolatria fanática. uns com “o cara”, outros com o “mito”.
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Marcus Tulio
13 de novembro de 2018 6:43 pmAssino embaixo, PTminions e
Assino embaixo, PTminions e bolsominions são muito similares. Petistas nunca admitirão que erraram demais. Queimaram o filme da esquerda fazendo um governo de esquerda populista de fachada, migalhas para o bolsa famíla e trilhões pro bolsa banqueiro. Apoio ao regime de Maduro através de declarações e dinheiro vivo para construtoras e agronegócio. O que adianta vestir vermelho e fazer o jogo do mercado financeiro?
Ainda pra piorar não apoiaram Ciro Gomes e entregaram o Brasil pro cramunha milico.
Lucinei
13 de novembro de 2018 9:41 pmO antipetismo teve um avanço
O antipetismo teve um avanço líquido de algo em torno de oito milhoes de votos, que é mais ou menos a diferença da votação de Aecio Neves em 2014 para a do boçalnaro em 2018, com a quase correspondente queda de Dilma para Haddad (uma parte foi pra nao voto).
Para o Parlamento a queda do PT, PT, PT já se nota desde 2010. Conseguiu se segurar um pouco, na Camara, em relação a 2014. Para o Senado foi um arraso.
Rui Ribeiro
13 de novembro de 2018 4:22 pmA recessão não é causada pelo capitalismo, mas apesar dele
A recessão ocorre não por causa do capitalismo, mas apesar dele. A causa da recessão capitalista é o Lulismo. Não fosse o Lulo/Poste/Dilmismo, o capitalismo jamais entraria em crise, pelo contrário, ele cresceria indefinidamente, nada obstante a finitude dos recursos naturais.
Certa vez, o Charlatão Marx escreveu:
“É mera tautologia dizer que as crises decorrem da carência de consumo solvente ou de consumidores capazes de pagar. O sistema capitalista não conhece outra espécie de consumo além do solvente, excetuados os casos do indigente e do gatuno. Ficarem as mercadorias invendáveis significa apenas que não encontraram compradores capazes de pagar, isto é, consumidores (sejam as mercadorias compradas, em última análise, para consumo produtivo ou para consumo individual). Mas se, para dar a essa tautologia aparência de justificação mais profunda, se diz que a classe trabalhadora recebe parte demasiado pequena do próprio produto, e que o mal estar seria remediado logo que recebesse parte maior, com aumento dos salários – bastará então observar que as crises são sempre preparadas justamente por um período em que os salários geralmente sobem e a classe trabalhadora tem de maneira efetiva participação maior na fração do produto anual destinada a consumo. Esse período, de acordo com o ponto de vista desses cavalheiros do ‘simples’ bom-senso, teria, ao contrário, de afastar as crises. A PRODUÇÃO CAPITALISTA PATENTEIA-SE, PORTANTO, INDEPENDENTE DA BOA OU MÁ VONTADE DOS HOMENS, implicando condições que permitem aquela relativa PROSPERIDADE DA CLASSE TRABALHADORA APENAS MOMENTANEAMENTE e como sinal prenunciador de uma crise”). – Karl Marx
https://www.marxismo.org.br/content/marx-keynes-hayek-e-a-crise-do-capitalismo/
Se o salário mínimo não tivesse sido valorizado durante as gestões petistas, os lucros não teriam sido impactados negativamente. Sem impactos negativos na taxa de lucro, não haveria crise, pois, de acordo com o Charlatão Karl Marx, “à medida que a taxa de valorização do capital global, a taxa de lucro, é o aguilhão da produção capitalista (assim como a valorização do capital é sua única finalidade), sua queda retarda a formação de novos capitais autônomos, e assim aparece como ameaça para o desenvolvimento do processo de produção capitalista; ela promove superprodução, especulação, crises, capital supérfluo, ao lado de população supérflua”.
Se o Aécio Neves tivesse vencido a eleição presidencial em 2014, o Brasil não teria entrado em crise, pois o Aécio Neves tomaria medidas impopulares:
“Eu conversava com o Armínio e ele me perguntou: Mas é para [num eventual governo] fazer tudo o que precisa ser feito? No primeiro ano?’. E eu disse: Se der, no primeiro dia'”. – Aécio Neves
Entre as medidas impopulares a ser tomada pela dupla Aécio Arminio Frga estaria a desvalorização do salário mínimo:
“O salário mínimo é outro tema que precisa ser discutido. O salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta. Mesmo as grandes lideranças sindicais reconhecem que, não apenas o salário mínimo, mas o salário em geral, precisa guardar alguma proporção com a produtividade, sob pena de, em algum momento, engessar o mercado de trabalho.” – Arminio Fraga
Com o Aécio e o Fraga no lugar da Dilma e do Levy, a prosperidade da classe trabalhadora não seria momentanea, seria eterna.
Cristiane N Vieira
13 de novembro de 2018 6:29 pmChega de farisaismo
E o que você faz aqui querendo enterrar os supostos mortos – o lulismo ora está morto, ora precisa ser morto – dos outros? Não foi você que disse estar confiante na virada pelas conversas que teve com vendedores ambulantes no RJ? – se me enganei, desculpe. Tem o direito de não responder porque o voto é secreto mas tenho o direito de perguntar: como votou no segundo turno? E por que?
Acho engraçado a mesma esquerda antilulista fundamentalista pregar organização autônoma, independência e contraditoriamente esperar que o PT seja destruído para que ela possa substituí -lo, em seu redentorismo mais pra coaching neopolítico que pra revolução popular. Estão esperando o quê pra fazerem o que não fazem por incompetência própria, e pararem de se esconder no argumento falacioso e covarde de que o PT sufoca a dissidência? – mas o Haddad é ruim por ser moderado, ou seja, por não ser sanguinário o suficiente, haja perfeição pra agradar os Todo-perfeitos da esquerda “late mas só morde o dono”, rs. Não se pode criticar o PT na esquerda? E o que mais “a esquerda” não petista fez desde 2002? Fez merda em 2013 e até hoje não fez autocrítica, e como sempre, se escondeu nos momentos em que a extrema direita avançou sobre o PT já enfraquecido tanto por seus próprios erros, a que essa esquerda limpinha e cheirosa se sente imune, quanto pelo ataque covarde e oportunista de uma esquerda autofágica e decorativa – as muitas esquerdas não fazem frente única pra nada, só se juntam pra atacar seu bode expiatório favorito. Em vez de responsabilizar terceiros por seu próprio fracasso, essa “esquerda” antipetista raivosa e ineficiente devia sair do discurso e dos blogues onde não emplaca sua teologia da destruição e tentar, o que exige coragem e o teste da vida prática que no fundo os amedronta, realizar suas utopias sem tutela.
Desmamem do antipetismo e façam o que pregam, sejam propositivos e organizativos, cresçam e apareçam, mas sem se esconder sob a confortável sombra do irmão mais velho.
E para desavisados, aviso que não se trata de ser petista fanática, o que não sou, mas de saco cheio com o discurso vitimista de uma esquerda que late pra Venezuela e silencia pros USA – que história é essa de que o maior inimigo da esquerda é Lula e não os neofascistas? Fazer bullying e ser valente com o adversário sob ataque e fragilizado é fácil – para covardes. Quero ver falar grosso com o filho do farsista. Essa, como dizem com toda razão, é a esquerda que a direita adora, e foi ela que ajudou a extrema-direita com o espantalho do antipetismo, a justificar o ódio e o “appetite for destruction” como “afetos políticos”, expressão da moda, pretensamente legítimos e revolucionários. A verdadeira revolução é por amor a algo sublime e estabilizador, e não se pode, ainda que se tente, amar a destruição e o niilismo, a patologia dos novos tempos.
Sampa/SP, 13/11/2018 – 15:58 (alterado às 16:18 e 16:28).
Nender, o tal
13 de novembro de 2018 6:59 pmAtire a primeira pedra…
Cristiane,
Concordo com boa parte do que você diz, mas o trecho aqui que destaquei ficou muito, mas muito ruim, e acaba por invalidar boa parte de seus argumentos (bons).
Parece um comentário da anarquista lúcida, nossa Mme. Z.
Olha só:
“(…)
Acho engraçado a mesma esquerda antilulista fundamentalista pregar organização autônoma, independência e contraditoriamente esperar que o PT seja destruído para que ela possa substituí -lo, em seu redentorismo mais pra coaching neopolítico que pra revolução popular. Estão esperando o quê pra fazerem o que não fazem por incompetência própria, e pararem de se esconder no argumento falacioso e covarde de que o PT sufoca a dissidência? – mas o Haddad é ruim por ser moderado, ou seja, por não ser sanguinário o suficiente, haja perfeição pra agradar os Todo-perfeitos da esquerda “late mas só morde o dono”, rs. Não se pode criticar o PT na esquerda? E o que mais “a esquerda” não petista fez desde 2002?
(…)”
Começa pela rotulação, emprestando lugares-comuns (“fundamentalista”) utilizados pelo estamento que pretendemos combater.
E combater significa, inclusive, vigiar esses deslizes semânticos e de linguagem, onde mora o diabo da ideologia.
Reivindicar a necessidade de uma teoria revolucionária não implica em uma responsabilidade direta e objetiva em fazer tal revolução ou se obrigar a entregar a receita para que seja feita.
Colocar nesses termos fatalistas implica em censurar e constranger qualquer atividade teórica, que per si, não traz (ou nem sempre traz) qualquer correlação com a práxis!
O PT não sufoca a dissidência. Ele é um organismo vivo político onde há disputa pela hegemonia, você tem razão!
Mas o PT sufoca a dissidência, seja internamente ou externamente, quando renuncia a qualquer forma de pensamento político que não esteja dentro dos limites da institucionalidade autorizada.
A prisão e cassação de Lula é o exemplo mais dramático dessa aposta errada!
Lula conseguiria implodir o golpe e levar o povão às ruas, resistindo ao processo ilegal e ameaçando o estamento?
Não sei, e infelizmente, nem eu, nem você e nem ele saberemos!!!!
Tudo começou com os PED e a capitulação à noção quantitativa de política, piorando em muito o processo interno que chamávamos de “contagem de garrafas”.
Se as assembleias e congressos com delegados eram ruins e fossilizavam tendências (que por definição deveriam ser grupos temporários de adesão, e não facções que nos transformavam em uma federação fratricida de partidos) o PED matou de vez por asfixia política o PT.
Esse processo, na verdade, era o ápice da transição do PT-UDN de macacão, que se estruturava no moralismo do movimentos sociais, eclesial de bases e dos contingentes urbanos da classe média sindicalizada (principalmente nos serviços públicos e estatais) para a Carta aos Brasileiros, que marcou o fim do moralismo petista para a noção de coalizão governista a qualquer preço!
Aí morreu a política interna do PT.
O PT para se livrar da pecha de “radical” e “rachado” tentou virar um mdb keynesiano, unido pelo pragmatismo de tentar reformar o que é irreformável: o capitalismo de periferia.
Mesmo assim, eu concordo contigo: poderia ser muito pior se o PT não governasse entre 2002 e 2016.
Mas fica a sensação que foi tudo à toa! Porque parece que aquilo que restou pode ser apreendido pelo coiso: alguma inclusão pelo consumo e uma agenda policial que nem diferente muito da que o PT praticou (para ser franco, o PT não fez nada que preste nessa área, e repetiu a mesma agenda da direita).
Sei do que falo.
Estive aqui por mais de 30 anos, e ainda estou, não tão organicamente, mas ainda filiado!
Cristiane N Vieira
14 de novembro de 2018 1:18 amOs de dentro e os de fora
O trecho te incomodou por que a carapuça serviu?
A nossa diferença, e a camaradagem que você tem com o Arx, é porque vocês têm a experiência de viverem ou terem vivido o PT internamente, eu não. E não me filio para ter alguma isonomia e independência na maneira como vejo e trato os partidos – já critiquei muito o PT sob a gestão anterior, elogio posições do PSOL – são os dois únicos partidos representativos da esquerda, o PCO tem tido posição louvável sobre a defesa de Lula mas prefere a luta programática à disputa eleitoral, me parece, e o PSTU parece ter ficado tão na extrema-esquerda que mal aparece. Prezo acima de tudo a minha liberdade, mas sou leal às minhas escolhas ideológicas e eleitorais – voto majoritariamente no PT, cometi o pecado de votar, iludida, na Marina Silva no primeiro turno de 2010, e tenho votado para deputado federal no PSOL/SP (Ivan Valente em 2014 e em Luiza Erundina em 2018). Portanto, sou insuspeita de partidarismo.
Agora, vamos à análise pontual de seu comentário.
(Vc) – “Concordo com boa parte do que você diz, mas o trecho aqui que destaquei ficou muito, mas muito ruim, e acaba por invalidar boa parte de seus argumentos (bons).
Parece um comentário da anarquista lúcida, nossa Mme. Z.”
(Eu) – Entendo que você ficou dividido em relação a este trecho específico. Mas como não disse onde este trecho invalida “a boa parte” com a qual não concorda, não tenho como comentar seu intróito. A referência à “anarquista lúcida” não consegui entender e não posso responder, mas me pareceu uma crítica a nós duas. Pela ausência de fundamentação, não tenho como advinhar sua intenção claramente, apenas uma piada interna da qual estou excluída.
(Vc) – “Acho engraçado a mesma esquerda antilulista fundamentalista pregar organização autônoma, independência e contraditoriamente esperar que o PT seja destruído para que ela possa substituí -lo, em seu redentorismo mais pra coaching neopolítico que pra revolução popular. Estão esperando o quê pra fazerem o que não fazem por incompetência própria, e pararem de se esconder no argumento falacioso e covarde de que o PT sufoca a dissidência? – mas o Haddad é ruim por ser moderado, ou seja, por não ser sanguinário o suficiente, haja perfeição pra agradar os Todo-perfeitos da esquerda “late mas só morde o dono”, rs. Não se pode criticar o PT na esquerda? E o que mais “a esquerda” não petista fez desde 2002?
(…)”
(Vc) – “Começa pela rotulação, emprestando lugares-comuns (“fundamentalista”) utilizados pelo estamento que pretendemos combater.”
(Eu) – Fundamentalista não é lugar-comum, é um adjetivo que usei no sentido de identificar pessoas radicais e geralmente intransigentes, impositivas de suas idéias de maneira agressiva, verbal ou fisicamente, aos que discordam. A que estamento se refere? O termo fundamentalista não é restrito a nenhum grupo específico, é uma referência genérica que pode-se aplicar a diversos grupos que compartilham certas características. Discordo de você, de novo, pela sua visão maniqueísta “nós” e “eles”. Eu não pretendo combater um estamento mas uma visão de mundo, e infelizmente, parte da esquerda tem cada vez mais se apropriado de instrumentos e estratégias da direita, essa deveria ser sua preocupação e não confirmar o uso do termo como se a esquerda antipetista, diferente do PT, não pudesse ser criticada por sua atitudes e opiniões. Ao PT toda a responsabilidade, e aos outros, toda a indulgência? Não me parece justo nem reparador, o que deveria se a finalidade e justificativa de uma autocrítica, mas que raramente tem sido apresentada diferente de uma exigência de autoimolação e transferência de seu capital político e militância, como butim, a quem ainda não fez a autocrítica sobre 2013 e é vacilante nos seus propósitos políticos.
Definição dicionarizada de “fundamentalismo” que se aplica ao uso que fiz: “3. Fig. Qualquer sistema (político, econômico etc.) que se apresenta como portador exclusivo da verdade e de solução única para problemas” – http://www.aulete.com.br/fundamentalismo.
(Vc) – “E combater significa, inclusive, vigiar esses deslizes semânticos e de linguagem, onde mora o diabo da ideologia.”
(Eu) Concordo. Você devia “vigiar esses deslizes” interpretativos que apenas confirmam o uso que fiz do termo. Ser fundamentalista não é privilégio, ou doença, que só ataca um lado da sociedade, infelizmente. E a base do discurso antipetista, do Arx ou da direita raivosa, é igualmente fundamentalista e maniqueísta, “eles” os bonzinhos e o PT o vilão. Mais sofisticação na análise ajudaria.
(Vc) – “Reivindicar a necessidade de uma teoria revolucionária não implica em uma responsabilidade direta e objetiva em fazer tal revolução ou se obrigar a entregar a receita para que seja feita.”
(Eu) – Oi? Que desculpa mais esfarrapada é essa? Então, por que vocês tanto criticam o PT e o Lulismo? Hahahaha. Leia o que escreveu e mude os atores da encenação.
(Vc) – “Colocar nesses termos fatalistas implica em censurar e constranger qualquer atividade teórica, que per si, não traz (ou nem sempre traz) qualquer correlação com a práxis!””
(Eu) – Primeiro, sobre a palavra práxis, me deu vontade de rir porque me veio à ideia a imagem do Mussum falando – “Cacildis”; com todo o respeito teórico ao termo, ele já está um pouco manjado e aqui não ajuda na discussão, parece cacoete de discurso pronto. Sobre seu argumento, meus termos não são fatalistas, são realistas bem ao rés do chão: “por que você prega tanto e não faz o que prega, o que te impede, a práxis ou a teórixis, rs?” E o argumento do Arx, ao qual me dirigi diretamente, não fala de teoria, fala de organização das massas, de atuação política prática, na rua, junto ao povo, de militância política e não sociologia teórica – esta que merece todo o respeito, e tanto não tem relação com os termos do meu comentário como não se apresenta propositivamente como ação direta, como Arx pregou, e para o quê que fez apelos a matarmos o Pai – o Lulismo, Lula e o PT, e ganharmos o mundo – mas só se o PT deixar… Parece aquele brigão que diz: “me segura senão eu bato nele” só pra ninguém deixá-lo solto para enfrentar sozinho seu oponente, rs.
(Vc) – “O PT não sufoca a dissidência. Ele é um organismo vivo político onde há disputa pela hegemonia, você tem razão!
(Eu) – Concordo. O que não significa que dentro do próprio partido não haja estratégias mais ou menos truculentas de ganhar a disputa pela hegemonia. O que foi a traumática expulsão da Genro, H. Helena (que chegou a comemorar com a direita derrota do PT em plenário) e outros? Não há santos nessa história mas o PT que defendo, e nem sei qual a tendência interna que representa, é de pessoas como Haddad e Suplicy, pessoas que representam ainda o ideal inicial da criação do partido, popular sem demagogia, honestidade sem ostentação, firmeza sem voluntarismo, lealdade a princípios e valores que ultrapassam disputas temporárias.
(Vc) Mas o PT sufoca a dissidência, seja internamente ou externamente, quando renuncia a qualquer forma de pensamento político que não esteja dentro dos limites da institucionalidade autorizada.”
(Eu) – Concordo, mas acho que não dá pra falar do partido dessa maneira bipolar. As pessoas e as correntes internas podem agir assim, mas o partido como instituição, sejamos francos, é o único que conseguiu se manter vivo interna e externamente, sinal de que está aprendendo com as lutas e que o mais importante, a fidelidade ao que caracteriza o partido, sua defesa dos interesses populares e nacionais, ainda mantém a unidade fundamental. E Lula, como a genialidade política que supera todos os enganos do partido e da luta social no país.
(Vc) – “A prisão e cassação de Lula é o exemplo mais dramático dessa aposta errada!
Lula conseguiria implodir o golpe e levar o povão às ruas, resistindo ao processo ilegal e ameaçando o estamento?
Não sei, e infelizmente, nem eu, nem você e nem ele saberemos!!!!”
(Eu) – Não entendi. Se você disse que ninguém sabe nem poderá saber o resultado se Lula tivesse resistido à prisão, por que disse de maneira exclamativa que foi uma aposta errada?
(Vc) – “Tudo começou com os PED e a capitulação à noção quantitativa de política, piorando em muito o processo interno que chamávamos de “contagem de garrafas”.
Se as assembleias e congressos com delegados eram ruins e fossilizavam tendências (que por definição deveriam ser grupos temporários de adesão, e não facções que nos transformavam em uma federação fratricida de partidos) o PED matou de vez por asfixia política o PT.
Esse processo, na verdade, era o ápice da transição do PT-UDN de macacão, que se estruturava no moralismo do movimentos sociais, eclesial de bases e dos contingentes urbanos da classe média sindicalizada (principalmente nos serviços públicos e estatais) para a Carta aos Brasileiros, que marcou o fim do moralismo petista para a noção de coalizão governista a qualquer preço!
Aí morreu a política interna do PT.
O PT para se livrar da pecha de “radical” e “rachado” tentou virar um mdb keynesiano, unido pelo pragmatismo de tentar reformar o que é irreformável: o capitalismo de periferia.”
(Eu) – Papo interno que não pretendo decifrar, rs.
(Vc) – “Mesmo assim, eu concordo contigo: poderia ser muito pior se o PT não governasse entre 2002 e 2016.”
(Eu) – Me mostre um lugar do mundo onde a esquerda conseguiu romper totalmente e sem transição com o capitalismo? Nem na Escandinávia.
(Vc) – “Mas fica a sensação que foi tudo à toa! Porque parece que aquilo que restou pode ser apreendido pelo coiso: alguma inclusão pelo consumo e uma agenda policial que nem diferente muito da que o PT praticou (para ser franco, o PT não fez nada que preste nessa área, e repetiu a mesma agenda da direita).”
(Eu) – Desculpe mas esse risco o PT não corre, de o farsista e sua gangue fazerem uma política, popular e não populista, de inclusão. Este desgoverno já mostrou que não vai fazer nada diferente do Temer – se este só ferrou os pobres e elegeu seu sucessor, por que o farsista teria que agradar o povo se ganhou como a síndrome de Estocolmo de parte deste mesmo povo? -, apenas agravar a agenda de interesse econômico e geopolítico dos USA com reforço da militarização ostentiva (a do Temer foi disfarçada, sem defesa em discursos, até para passar despercebida até a eleição, o que agora não é mais necessário, ao contrário, será inclusive a opressão ostensiva dos pobres e da oposição um diversionismo tático do conciliacionismo com o sistema que prometeu combater, já em andamento para calibragem da nau fascista no novo ciclo – já voltou atrás com a extinção do ministério do trabalho porque vai precisar do PTB, que domina seus cargos, para aprovar seu pacote de maldades.
(Vc) – “Sei do que falo.
Estive aqui por mais de 30 anos, e ainda estou, não tão organicamente, mas ainda filiado!”
(Eu) – Não duvido. E aí a discussão passou a ser de sócios de um clube de que não faço parte, rs.
Faço parte da massa de eleitores a que o PT se dirige para apresentar seus projetos de governos, aos quais tenho aderido sem nenhuma sombra de arrependimento. Ao contrário, com muito orgulho das escolhas que fiz, ao votar e ao defender pessoas e idéias que para mim simbolizam o que de melhor o partido, e a esquerda séria, conseguiu fazer, num país sem tradição democrática e com reresentação partidária de esquerda tão frágil. Por isso acho que o discurso tem que ser comparado à realidade: falar é fácil mas só quem tenta realizar alguma coisa conhece as limitações e pode mostrar sua competência em driblar a imperfeição das idéias na hora da práxis, rs. E essa idealização que se torna estéril se divorciada da vida real das tentativas e realizações é o risco que todos nós corremos, em todas as áreas da vida. Não significa pragmatismo cínico, mas responsabilidade em que a teoria e a prática não sejam antíteses e sim processos complementares de aprendizagem em que os erros devem ser tratados como mestres e não pretextos para farisaísmo imaturo e orgulhoso.
O grande e saudoso Mussum, com participação de Dedé Santana
[video:https://www.youtube.com/watch?v=1IeI_NX2pg%5D
https://www.youtube.com/watch?v=1IeI_NX2pg
Sampa/SP, 13/11/2018 – 21:44 (alterado às 22:01, 22:18 e 23:18).
Rui Ribeiro
14 de novembro de 2018 10:57 amPelamor, Cris, você elogiando o P$OL e o P$TU?
Esses dois partidos apoiaram a destruição da Libia pelo imperialismo, achando que os imperialistas estavam preocupados com a democracia e não com a pilhagem do petróleo líbio.
Prá mim esses dois partidos não mais existem desde que fecharam com o imperialismo. E o PCdoB acabou quando o Aldo Rebelo fechou com o latifúndio para reformar o Código Florestal.
Quanto ao PCO, ele está certo em não priorizar a disputa eleitoral. O voto não muda nada, se mudasse, ele já teria sido abolido.
Cristiane N Vieira
14 de novembro de 2018 8:28 pmCaixa de ferramentas
Não fiz elogios, dei minha opinião sobre o que acho dos partidos. Não conheço o PSOL, o PCO nem o PSTU o suficiente para fazer análises gerais, apenas registrei impressões que tenho sobre eles. E se ficarmos com perfeccionismo ninguém escapa, nem o PCdoB que parece ter tomado o caminho do PSB, e do qual não falei como representativo porque não conheço sua militância, um fator importante para definir representatividade. Quanto ao voto mudar alguma coisa, discordo de sua opinião. Se não mudasse, não teria sido cooptado pelas corporações e pelo establishment golpista USeiro. O voto é muito importante, o que o povo precisa descobrir porque seus inimigos já descobriram. É insuficiente, mas ainda necessário. O problema é que parece que as Condições Normais de Temperatura e Pressão do Brasil são incompatíveis com partidos de esquerda, algo que precisamos resolver se não quisermos ver o importante instrumento do voto ser tornado inútil porque totalmente cooptado pelo Capital e usado contra o próprio cidadão que deveria tê-lo como uma de suas ferramentas de intervenção política.
Sampa/SP, 14/11/2018 – 18:28
Nender, o tal
14 de novembro de 2018 11:38 amDe fora para dentro…
Senhora Cristiane,
Me “acusar” de compartilhar opiniões com Arkx não me intimida, ao contrário, me orgulho disso, além de compartilhar opiniões com muita gente aqui, até com você, como disse no texto.
Poderia ficar aqui dizendo: bem, me acusas de fundamentalismo antipetista (isso é impossível, sou filiado há mais de 30 anos), e eu poderia devolver: professas a mesma fé em sentido oposto! Mas isso é contraproducente!
Difícil debater com quem não conhece a lógica partidária, e se orgulha de ser “independente” a partidos! Parece cômodo não? Ora bolas, qualquer que seja o vento você poderá dizer: não sou contra nem a favor esse ou aquele partido, porque estou “equidistante” (neutra? argh!).
Pois é. Discurso muito parecido com os coisos! Legal tentar ficar “acima” ou “longe” dos partidos para ter uma visão “melhor”…esse é um argumento caro a nova-velha direita!
Outra coisa que me incomodou foi a alusão a Mussum, pobre coitado, uma expressão triste da bestialização artística do nosso negro na TV: “malandro”, “preguiçoso”, “sambista”…ao lado de outros esterótipos manipulados pelo escroto renato aragão, como a bicha Zacarias.
Triste referência.
Já suas referências partidárias, ufa, o que dizer? suplicy, o caricato de si mesmo (tática histriônica de paracer inofensivo, e na verdade, agir com ardil), o mais tucano do PT de SP?
Haddad? Bem, Haddad foi nosso candidato (votei nele, mas discordo de cada linha de seu pensamento político), como por exemplo dizer que “golpe” era uma palavra “dura”…é…é…
…é de doer…
Vamos ao debate:
Sou radical e intransigente desde que entrei no PT. Acreditava e acredito que partidos com forte base social organizada podem ser a vanguarda anticapitalista. Continuo acreditando, radical e intransigentemente nisso, até hoje!
É essa minha discussão sobre o PT, e acredito que seja a do Arkx.
Na verdade, para seduzir eleitores(as) como você o PT transitou de sua base social organizada para a Carta aos Brasileiros, e ao invés de impor sua lógica dentro do governo, acabou engolido por ele (pelo governo de coalizão).
Tudo bem, esse processo não é exclusivo nosso (do PT) e cada partido que disputou e ganhou eleições como o PT (se bem que nada se compara ao PT no mundo, como entidade política) acabou por se esfarinhar nas querelas administrativas.
E pagaram um preço altíssimo por isso, e acho que até vale a pena, se considerarmos alguns avanços na vida da população mais pobre.
Nosso debate é se o PT poderá recuperar parte de sua combatividade, para além de se reunir para disputar eleições!!!!
Só isso.
E se o lulismo é um fator que auxilia ou impede esse trajeto. Eu acho que auxilia e trava…ele acha que só trava!
Por isso o critiquei no comentário dele (e você não prestou atenção), quando disse que colocar tudo na conta do PT e do Lulismo é lhes dar uma dimensão que eles não têm e nunca terão, porque se trata de um movimento global de ataque e destruição do formato anterior de socialização do capitalismo produtor de mais-valia (o estado nacional), que também sumcumbe frente ao capitalismo-dinheiro-finanças!
Governos onde o PT esteve? Ok…Avanços? Ok, tudo bem, mas aonde nos levarão?
Ao próximo golpe?
É isso, só isso? Tirar 40 milhões da miséria e depois assistir a direita dar um golpe para devolvê-los?
Nosso papel é legitimar essa farsa representativa?
Vergonhoso ver Dilma disputando uma eleição dentro de um GOLPE!!!!!!!!
Nossa aliança foi com o PROS!!!!! Você lembra como votaram os caras do PROS no golpe?????? Pois é!!!!!!!
Ficar reivindicando esses avanços vai bastar para as demandas da luta de classe que se avizinham e a transição de uma forma de capitalismo para a nova que se anuncia?
Por outro lado, negar tais avanços é tolice (como eu disse a ele).
Sua “auto” defesa de que não é partidária, declinando votos em outras legendas é de doer…infantil mesmo.
Seu partidarismo aqui não é pelo PT ou contra (o que seria até desejável contar com você na estrutura do partido ou de outro), mas és partidária a uma ideia de que é possível avançar além do que Lula conseguiu, dentro dos limtes da ordem capitalista desigual e injusta.
É o partido do lulismo!
Lula preso é isso, a certeza de que ele (Lula) perdeu!
Lula preso é a certeza de que não há chance remota de reforma capitalista na periferia, nem jogando pelas regras deles, com fiel obediência aos sacerdotes do mercado.
Nem com Levy nos conseguimos aplacar a fome pantagruélica do mercado em derrubar Dilma!
Se ele (Lula) ganharia apostando diferente?
Como disse não sei, mas sei que no caso dele (e me parece no seu também) perdeu-se mais pelo pavoroso medo de admitir e encarar o conflito.
Uso o exemplo de (Abe) Lincoln, guardadas, é lógico, as imensas diferenças históricas:
– Para fazer o que julgava imprescindível para tornar os EUA o que hoje eles são (uma potência industrial e não um país agorexportador, como queria o sul escravagista), foi a guerra que matou 600 mil pessoas, negociou com deputados, trocou cargos, mas sempre com o pé no pescoço dos adversários.
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Eu nem queria que o PT (ou Lula) abraçassem um programa anticapitalista radical, não sou ingênuo, mas bastava entender que não se cessa o avanço do autoritarismo ou dos conservadores dando a eles o que eles não podem nos pedir!
Lula repetiu (infelizmente) a nossa tradição de sublimação dos conflitos. Preferiu a lógica do “cordeiro de deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós”.
É isso, e isso não dá certo!
Vargas com seu suicídio, Lula com sua prisão!!!!
Porque para o capital e seus donos, nenhum sacrifício basta, nada os saciará!
Não se redistribui renda senão a força!
Quanto ao que faço ou deixo de fazer, acho que isso aqui não é instância para esses detalhes, mas posso adiantar:
– Dentro do horroroso (e violento) espaço profissional no qual estou inserido, continuo a provocar e mudar paradigmas na minha ação, mas principalmente reporduzindo esses conceitos que trago aqui, com risco inclusive de minha integridade física.
– Dentro do PT fiz o que pude.
– Como militante das redes digitais, idem.
PS: ah, esse papo de que alguns temas do PT remetem a “clubes” dos quais você não é sócia também ficou péssimo, pareceu falta de argumentos, ou desleixo.
Cristiane N Vieira
14 de novembro de 2018 8:09 pmFora da ordem e do clube
Pela sua reação raivosa a carapuça virou espartilho das suas próprias contradições.
Vamos ao fichamento do seu comentário:
(Vc) – “Senhora Cristiane,
Me “acusar” de compartilhar opiniões com Arkx não me intimida, ao contrário, me orgulho disso, além de compartilhar opiniões com muita gente aqui, até com você, como disse no texto.”
(Eu) – Você traiu sua relação ambígua com Arx ou as opiniões dele ao interpretar que a constatação que fiz (vocês têm afinidades ao falar do PT pela experiência como (ex) filiados, portanto, reflexo das disputas que têm ou tiveram dentro da máquina partidária) seria uma acusação para intimidar, mas isso não é assunto para mim e sim para algum analista freudiano ou um/a bo(m/a) amigo/a te ajudar a resolver.
(Vc) – Poderia ficar aqui dizendo: bem, me acusas de fundamentalismo antipetista (isso é impossível, sou filiado há mais de 30 anos), e eu poderia devolver: professas a mesma fé em sentido oposto! Mas isso é contraproducente!”
(Eu) – Não é impossível ser fundamentalista antipetista dentro do partido – Heloísa Helena e outro/as deram o exemplo, e Lula já falou do “fogo amigo” com a ironia saborosa de que só gênios como ele são capazes. Não professo “fé petista” porque pra mim religião e política não são dogmas, não os pratico dessa maneira, e ainda que seja firme em minhas posições e opiniões, sou aberta ao diálogo e acima de tudo, não imponho minha visão de mundo a ninguém – a principal característica do fundamentalismo. Por que seria contraproducente? Acho que você se traiu de novo e repetiu a ladainha de eu ser fundamentalista petista em chave contraditória – o que marca suas argumentações -, estabelecendo no seu comentário uma distinção entre “petistas legítimos” (grifo meu) filiados e “petistas bastardos” (grifo meu) como eu, que não estariam à altura das suas magnânimas reflexões… Mas isso será respondido nos trechos específicos, ainda que seja a linha subreptícia de todo o seu comentário.
(Vc) – “Difícil debater com quem não conhece a lógica partidária, e se orgulha de ser “independente” a partidos! Parece cômodo não? Ora bolas, qualquer que seja o vento você poderá dizer: não sou contra nem a favor esse ou aquele partido, porque estou “equidistante” (neutra? argh!).”
(Eu) Então apenas conhecedores da lógica partidária – suponho que seja essa a justificativa para você se manter filiado ao partido se é obrigado a votar em gente de quem discorda integralmente… algo deve justificar esse cabresto voluntário, quem sabe dar a carteirada de filiado para interditar debate por falta de argumento – estão habilitados ao debate público e a falar de partidos? Então votar no partido, acompanhar sua trajetória, manter o compromisso com a afinidade ideológica e por este compromisso, defendê-lo quando acusado por oportunistas e ignorantes, tudo isso não vale nada diante da sua carteirinha de filiado? Prefiro perguntar a quem respeito no partido e descartar sua opinião porque um dos motivos para manter minha independência é não ser obrigada, por nenhum cabresto, a respeitar convenções autoritárias e pedantismo grupal. Pois bem, eu precisaria conhecer a lógica partidária se estivesse me imiscuindo em assuntos específicos do partido, o que não faço. Sempre que dei minha opinião sobre assuntos do partido fiz questão de mostrar de que perspectiva falava – de simpatizante e eleitora militante não filiada – , e não acho que apenas filiados estejam autorizados a falar de certos assuntos – a legitimidade se dá também pela coerência dos argumentos e pela atitude prática, o que lhe falta. Sim, não ser filiada a nenhum partido me dá a liberdade de me posicionar como convier à minha consciência – meu único cabresto voluntário – e se eu quiser me manter neutra, tenho o direito – menos para o seu fundamentalismo que acha que do alto da sua carteirinha de filiado – me lembra aquele personagem Bozó do Chico Anysio, que se orgulhava da carteirinha da Globélica, rs – pode julgar quem pode ou não pensar e falar sobre os assuntos. Qual sua tendência dentro do partido, para eu saber qual vento você sopra?
(Vc) – “Pois é. Discurso muito parecido com os coisos! Legal tentar ficar “acima” ou “longe” dos partidos para ter uma visão “melhor”…esse é um argumento caro a nova-velha direita!”
(Eu) – Você é tão ruim de política quanto é de sociologia. Os “coisos” não são independentes nem livres para ficarem neutros. Eles são como você, fundamentalista e irracional, só trocam o sinal. Tudo aquilo que não cabe na sua estreita visão de mundo, você rotula como iguais aos seus inimigos. Para você a Globélica e a CNBB devem ser comunistas também, hahahaha. De onde você tirou que não ser filiado significa ficar “acima” ou “longe” dos partidos? Significa sim ficar longe de dogmáticos como você que ficam dando voltas sobre o mesmo eixo, não saem do lugar, e querem arrastar os outros para o seu buraco negro de inutilidade – quanto da população brasileira é filiado a partido político? Que tal você propor que só filiados a partido político possam participar de debates, ou mesmo de votar? Não ser filiado a partido político não significa ser contra a instituição “partido político”, de onde você tirou essa conclusão obtusa, rasteira e incompatível a realidade? Não força a barra para descaracterizar o que eu disse porque esse tipo de apelação só denuncia sua desonestidade intelectual, rs. Pro seu governo, a velha nova direita também se organiza em partidos, aliás, descobriu que partidos podem ser uma excelente máquina para dominar o Estado. Se o seu dogma legitimador de opinião é ser filiado a partido político, o que te diferencia de filiados de partidos nanicos ou de extrema-direita? Reitero, não troco minha liberdade por nenhum cabresto porque não preciso de certos rituais e credenciais, geralmente falsos e para autopromoção, para legitimar o que penso, faço e falo. E por respeitar a instituição “partido político” como um lugar para quem quer colocar a mão na massa para construir um projeto de país mas têm que lidar com “empata-jogo” como você parece ser, sei que não cabe no meu perfil pessoal, e faço minha militância de esquerda da maneira que respeita meus valores e que não me impõe constrangimentos desnecessários. E não entro em partidos também por não ter paciência com fundamentalismos e dogmatismos como o seu, de gente que está no partido por status ou para passar o tempo – meu lema é “muito ajuda quem não atrapalha” e essa exigência ética me impõe manter tanto o partido livre de minhas idiossincrasias quanto a mim mesma, e a militância que faço, de conversas inúteis como essa. Não preciso pagar esse pedágio para ser atuante com cidadã e militante das causas que defendo.
(Vc) “Outra coisa que me incomodou foi a alusão a Mussum, pobre coitado, uma expressão triste da bestialização artística do nosso negro na TV: “malandro”, “preguiçoso”, “sambista”…ao lado de outros esterótipos manipulados pelo escroto renato aragão, como a bicha Zacarias.”
(Eu) – Você se incomoda muito com o que não cabe na sua moldura simplista e dogmática do mundo – você, sim, compartilha muitos traços psicológicos e ético-morais com a direita bolsominion. E não tente pintar o seu preconceito com tintas de empatia porque soa hipócrita e acintoso. De onde você tirou que o personagem Mussum – de quem nunca vi referência como um estereótipo, ao contrário, virou um ícone pop por sua linguagem e representatividade – era um pobre coitado ou uma bestialização? Se você o vê assim, o preconceito é todo seu. Ser sambista é ser bestial? Não conheço a construção do personagem mas reflete características que em nada são bestializantes ou estereotipantes, são um tipo – um recurso comum de ficção – característico de um realidade e não uma imagem publicitária, a menos que você tome a parte pelo todo. Dos 4 personagens, apenas o Dedé não tinha o traço da esperteza – que você chama de malandragem, discípulo do Barroso – e todos eles se revezavam nos papéis de bobo e esperto, e grande parte das histórias era a disputa para ver quem seria o enganado, tudo num clima de humor circense. Não considero que os traços que você relatou de malandragem, preguiça e “ser sambista” (o estereótipo muitas vezes está nos olhos de quem vê e não no objeto sobre o qual projeta suas miopias) sejam demeritórios a ponto de constituírem uma ridicularização. Por acaso o personagem Didi era um pobre-coitado nordestino bestializado? É assustador que você seja filiado ao PT! Não me surpreenderá que se junte a Roberto Freire e Gabeira na fila dos que só na velhice tiveram coragem de assumir sua verdadeira identidade política retrógrada.
(Vc) “Triste referência.”
(Eu) – Para o seu preconceito, com certeza. Mas com certeza menos triste do que você deve ser para outros filiados do PT, e ainda se valendo dessa condição como um escudo para legitimar suas opiniões desrespeitosas, no mínimo. Mas não me surpreende porque você não é o primeiro petista-filiado que conheço que desmente o que o partido representa por seus grandes líderes e (ex) filiados honrosos.
(Vc) – “Já suas referências partidárias, ufa, o que dizer? suplicy, o caricato de si mesmo (tática histriônica de paracer inofensivo, e na verdade, agir com ardil), o mais tucano do PT de SP?”
Haddad? Bem, Haddad foi nosso candidato (votei nele, mas discordo de cada linha de seu pensamento político), como por exemplo dizer que “golpe” era uma palavra “dura”…é…é…
…é de doer…”
(Eu) – Grata pela sua opinião. Apenas confirma porque sempre desconfiei de sua retórica hipócrita e arrogante e apenas reforça, se fosse possível, minha admiração e respeito pelas minhas referências, dentre as quais Suplicy e Haddad são exemplos do que admiro em quem está na política não por proveito próprio – muitas vezes, em seu prejuízo… -, mas há muitos outros que não interessa falar aqui nessa conversa infeliz para esclarecer opiniões ignorantes – quero poupá-los de sua inquisição. E faz entender porque o partido é tão difícil de administrar – imagino que sua referência seja apenas o espelho, rs.
(Vc) – “Vamos ao debate:”
(Eu) – E o que foi que você fez até aqui? Economizou no divã do analista?
(Vc) – “Sou radical e intransigente desde que entrei no PT. Acreditava e acredito que partidos com forte base social organizada podem ser a vanguarda anticapitalista. Continuo acreditando, radical e intransigentemente nisso, até hoje!
É essa minha discussão sobre o PT, e acredito que seja a do Arkx.”
(Eu) Sua autodefinição não me interessa porque pretendo não mais ter que debater com você – não há discussão de idéias, apenas o seu conjunto de preconceitos e arrogância embalados em discurso pronto que não resiste a perguntas simples – as que fiz no comentário anterior ficaram sem resposta…
(Vc) – “Na verdade, para seduzir eleitores(as) como você o PT transitou de sua base social organizada para a Carta aos Brasileiros, e ao invés de impor sua lógica dentro do governo, acabou engolido por ele (pelo governo de coalizão).”
(Eu) – Deixa de ser pretensioso. Fala do que não sabe, como é sua característica. Para sua informação, voto no PT desde a minha primeira eleição, em 1994, portanto muito antes da Carta aos brasileiros, da qual fui crítica na época – e você não sabe porque resolvi expor minhas opiniões em debates públicos na internet apenas em 2016 por causa do Golpe. Sua tentativa de dividir militantes do PT entre os legítimos (anteriores à carta) e os bastardos (a massa que vota no PT) é uma tentativa vergonhosa de garantir por antiguidade algo que se conquista por argumentos e vivência coerentes, ou seja, respeito. Se tudo que você tem para defender suas opiniões é essa enxurrada de preconceitos, arrogância e desinformação, não admira que a imagem e reputação da esquerda ande tão em baixa…
(Vc) – “Tudo bem, esse processo não é exclusivo nosso (do PT) e cada partido que disputou e ganhou eleições como o PT (se bem que nada se compara ao PT no mundo, como entidade política) acabou por se esfarinhar nas querelas administrativas.
E pagaram um preço altíssimo por isso, e acho que até vale a pena, se considerarmos alguns avanços na vida da população mais pobre.”
(Eu) – De novo o “nós” e “eles” – que bom que agora faço parte do “eles”, não pretendo fazer parte de um “nós” do qual você seja parte, argh. Suas divagações não interessam para o debate, são apenas exercício de vaidade de quem pensa estar diante do espelho ou dando palestras, rs. Se a saúva ainda acaba com o Brasil, o barrorismo ainda acaba com a esquerda, rs. Dica: faça isso quando incluir seu comentário avulso, não numa tréplica num debate de contrários. Isso sim é contraproducente.
(Vc) – “Nosso debate é se o PT poderá recuperar parte de sua combatividade, para além de se reunir para disputar eleições!!!!
Só isso.
E se o lulismo é um fator que auxilia ou impede esse trajeto. Eu acho que auxilia e trava…ele acha que só trava!”
(Eu) – O “seu” debate não me interessa, e acho muito bom que vocês sejam críticos do PT – sinal de que ainda há esperança no partido, se continua a desagradar gente pretensiosa e preconceituosa como vocês.
(Vc) – “Por isso o critiquei no comentário dele (e você não prestou atenção), quando disse que colocar tudo na conta do PT e do Lulismo é lhes dar uma dimensão que eles não têm e nunca terão, porque se trata de um movimento global de ataque e destruição do formato anterior de socialização do capitalismo produtor de mais-valia (o estado nacional), que também sumcumbe frente ao capitalismo-dinheiro-finanças!”
(Eu) – O fato de eu não ter puxado o saco nas suas concordâncias não quer dizer que não tenha prestado atenção. Mas não me interessam falsas e superficiais afinidades – gostamos de e defendemos Lula por motivos diferentes, e são os motivos que me interessam porque são eles que revelam os valores que estão em ação. Valores são mais difíceis de mudar e definem o caráter mais que posições temporárias que mudam conforme a conveniência individual e histórica, o tem sido comum em certos personagens da esquerda nacional…
(Vc) – “Governos onde o PT esteve? Ok…Avanços? Ok, tudo bem, mas aonde nos levarão?
Ao próximo golpe?
É isso, só isso? Tirar 40 milhões da miséria e depois assistir a direita dar um golpe para devolvê-los?
Nosso papel é legitimar essa farsa representativa?
Vergonhoso ver Dilma disputando uma eleição dentro de um GOLPE!!!!!!!!”
(Eu) – Novamente, suas opiniões não me interessam. Procure o Arx para debater.
(Vc) – “Nossa aliança foi com o PROS!!!!! Você lembra como votaram os caras do PROS no golpe?????? Pois é!!!!!!!”
(Eu) – Mas você votou no Haddad sem concordar com “nenhuma linha do seu pensamento político”? Qual a diferença? Imposições da “lógica partidária”, rs.
(Vc) – “Ficar reivindicando esses avanços vai bastar para as demandas da luta de classe que se avizinham e a transição de uma forma de capitalismo para a nova que se anuncia?
Por outro lado, negar tais avanços é tolice (como eu disse a ele).”
(Eu) – Seu blá-blá-blá do mecânico da rebimboca da parafuseta, desculpe, não me interessa e parece deslocado aqui. Se está tentando prolongar o debate se enganou. Se responder a este comentário vou replicar apenas o que for estritamente pessoal em referência a mim mas suas idéias me dão preguiça!
(Vc) – “Sua “auto” defesa de que não é partidária, declinando votos em outras legendas é de doer…infantil mesmo.
Seu partidarismo aqui não é pelo PT ou contra (o que seria até desejável contar com você na estrutura do partido ou de outro), mas és partidária a uma ideia de que é possível avançar além do que Lula conseguiu, dentro dos limtes da ordem capitalista desigual e injusta.
É o partido do lulismo!”
(Eu) – Não preciso me defender de nada, vacilão – gíria de periferia, se não se ofende com essa caricatura, rs. O que fiz foi constatar uma realidade para permitir a quem lesse meu comentário entender minha perspectiva. Se para você declarar alinhamentos pessoais (você se sentir “acusado” de concordar com o Arx, rs, você precisa de aulas de interpretação de texto, rs) ou políticos (eu declarando minhas tendências político-eleitorais nos últimos anos) num debate se resume a ataque ou defesa mostra sua reação argumentativa passiva-agressiva, e você certamente me atacou para se defender. Desnecessário. Dispenso sua carta de apresentação para me filiar ao partido, rs. Quando eu precisar, pedirei ao Suplicy.
Acho que faltou um “não” na sua frase “de que é possível avançar além do que Lula conseguiu…”, do contrário eu não seria “lulista”, na sua duvidosa definição.
(Vc) – “Lula preso é isso, a certeza de que ele (Lula) perdeu!
Lula preso é a certeza de que não há chance remota de reforma capitalista na periferia, nem jogando pelas regras deles, com fiel obediência aos sacerdotes do mercado.
Nem com Levy nos conseguimos aplacar a fome pantagruélica do mercado em derrubar Dilma!
Se ele (Lula) ganharia apostando diferente?
Como disse não sei, mas sei que no caso dele (e me parece no seu também) perdeu-se mais pelo pavoroso medo de admitir e encarar o conflito.
Uso o exemplo de (Abe) Lincoln, guardadas, é lógico, as imensas diferenças históricas:
– Para fazer o que julgava imprescindível para tornar os EUA o que hoje eles são (uma potência industrial e não um país agorexportador, como queria o sul escravagista), foi a guerra que matou 600 mil pessoas, negociou com deputados, trocou cargos, mas sempre com o pé no pescoço dos adversários.
————————————————————————————————————————————————————-
Eu nem queria que o PT (ou Lula) abraçassem um programa anticapitalista radical, não sou ingênuo, mas bastava entender que não se cessa o avanço do autoritarismo ou dos conservadores dando a eles o que eles não podem nos pedir!
Lula repetiu (infelizmente) a nossa tradição de sublimação dos conflitos. Preferiu a lógica do “cordeiro de deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós”.
É isso, e isso não dá certo!
Vargas com seu suicídio, Lula com sua prisão!!!!
Porque para o capital e seus donos, nenhum sacrifício basta, nada os saciará!
Não se redistribui renda senão a força!”
(Eu) – Você entrou no modo “palestra barrosiana”, rs, e como eu já disse antes, não tenho interesse em debater com você, por motivos já expostos. Quando eu quiser dar minha opinião, faço como comentário avulso ou puxo assunto com gente que respeito e com quem é possível ter um debate produtivo.
(Vc) – “Quanto ao que faço ou deixo de fazer, acho que isso aqui não é instância para esses detalhes, mas posso adiantar:
– Dentro do horroroso (e violento) espaço profissional no qual estou inserido, continuo a provocar e mudar paradigmas na minha ação, mas principalmente reporduzindo esses conceitos que trago aqui, com risco inclusive de minha integridade física.
– Dentro do PT fiz o que pude.
– Como militante das redes digitais, idem.”
(Eu) – Voltou ao modo de defesa passiva-agressiva. Não estamos num tribunal. Apresente sua carta de serviços ao partido ao qual é orgulhosamente filiado; quem sabe eles instituem um seguro-acidente para seus militantes mais aguerridos.
(Vc)- “PS: ah, esse papo de que alguns temas do PT remetem a “clubes” dos quais você não é sócia também ficou péssimo, pareceu falta de argumentos, ou desleixo.”
(Eu) – Se não entendeu a piada com o clube, explico. A forma como você se refere ao partido é como a de um clube, sim. Senão, vejamos: exige carteirinha de filiado para poder dar palpite, participa das reuniões e das festas de confraternização com ex filiados na internet, rs, conhece a “lógica” interna, adora conversar para exibir sua história de 30 anos de filiação!, mas acha que não há obrigação de o clube participar de nada ativamente, é apenas um local para sociabilidade e troca de idéias para revolucionar o mundo sem sair do lugar, como na música (“eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby, a beleza é mesmo tão fugaz, é uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer”, Lulu Santos, “Eu gosto tanto de você”).
Desse clube de que você faz parte, não tenho a menor pretensão de participar. E é inegável para quem ouve falar das intrigas internas do partido que algumas pessoas e tendências o tratam, sim, como um clube para uso e recreação e não como um partido político de base popular de esquerda num país da América Latina com responsabilidades e papel histórico a cumprir. E é esse que me interessa. O resto é papo furado de quem tem tempo a perder. Eu não tenho.
Grata pela atenção.
Sampa/SP, 14/11/2018 – 18:08
arkx
14 de novembro de 2018 10:21 pmOs macroeconomistas no centro da tragédia brasileira
Caro,
para não lhe deixar sem interlocutor e tb para que eu não perca uma boa oportunidade de interlocução:
-> Difícil debater com quem não conhece a lógica partidária, e se orgulha de ser “independente” a partidos! Parece cômodo não?
compreendo perfeitamente. note algo óbvio: a imensa maioria dos que frequentam este Blog não tem maior experiência de militância partidária. e mesmo de movimento social. é uma constatação.
inclusive vem disto a dificuldade em se estabelecer pontos mínimos de diálogo. sem falar da dificuldade inerente à comunicação por escrito via web. e tb por causa do vício do modo FaceBook de troca de msg, quase sempre agressivo e estéril.
a comunicação via web poderia ser, mas parece que nunca será.
-> Acreditava e acredito que partidos com forte base social organizada podem ser a vanguarda anticapitalista.
sem dúvida. e foi este o fundamento do nascimento do PT!
já escrevi sobre isto, mas repetirei: em 1978 ainda muito jovem participei de uma campanha para Deputado (Estadual e Federal), pelo então MDB. foi uma experiência embrião do que seria em 1980 o PT. assim como as greves de 1979. tudo isto foi documentado em filmes Super-8.
comparando aquela situação com a campanha deste ano de Haddad o resultado é humilhante e deprimente. torno a repetir: andamos anos-luz para trás.
pior: a maior parte das pessoas que não vivenciou diretamente aquela época (e anos subsequentes até 1989), ou que a ela não teve acesso via filmes e relatos críticos, não tem (e não quer ter) a menor noção de como os tempos atuais são regressivos no que tange a Esquerda.
-> Nosso debate é se o PT poderá recuperar parte de sua combatividade, para além de se reunir para disputar eleições!!!!
-> E se o lulismo é um fator que auxilia ou impede esse trajeto. Eu acho que auxilia e trava…ele acha que só trava!
mas devo fazer um adendo: Lula ainda seria o grande vetor para o destravamento do resgate de uma combatividade eminentemente não parlamentar.
-> Lula preso é a certeza de que não há chance remota de reforma capitalista na periferia, nem jogando pelas regras deles, com fiel obediência aos sacerdotes do mercado.
esta deve ser a grande lição de todo este processo atual. do impeachment, passando pelo prisão de Lula e vindo até a eleição de Bolsonaro.
é como o que já citei sobre a operação de captura do comandante do II Exército em 1971. os caras só entendem a linguagem da força. o “diálogo” só se viabiliza por uma coexistência “pacífica” garantida por uma dissuasão “armada” (existem muitos tipos de “armas”, ainda mais hoje. assunto complexo, delicado e perigoso).
um outro exemplo deste tipo de “diálogo” e “negociação” foi aquele entre o Capitão Sérgio Macaco e Burnier. frente a frente, olho no olho, todos armados até os dentes.
é o que a História nos ensina. mas para aprender é preciso em primeiro estar disposto a fazê-lo.
-> Uso o exemplo de (Abe) Lincoln, guardadas, é lógico, as imensas diferenças históricas:
-> negociou com deputados, trocou cargos, mas sempre com o pé no pescoço dos adversários.
com certeza Lincoln é um ótimo exemplo. não proponho nem de longe uma prática política moralista. ao contrário, renego a “moral burguesa”. e o mais importante é sempre manter o pé no pescoço dos adversários. acrescento: e a mira no peito dos inimigos.
-> Quanto ao que faço ou deixo de fazer, acho que isso aqui não é instância para esses detalhes, mas posso adiantar:
por princípio nada tenho contra abordar a vida pessoal. inclusive acho necessário que se faça. mas num um ambiente propício. infelizmente não é o caso.
também já escrevi: acho que todos nós deveríamos estar fazendo um grande balanço de nossas vidas, de nossa trajetória. até para que possamos demarcar possibilidades e os perigos daqui para a frente.
grande abraço
.
Jossimar
13 de novembro de 2018 11:40 am“Por que, então, emular as
“Por que, então, emular as estratégias de países com problemas externos?”
Esta pergunta deve ser feita a dupla Dilma/Levy.
Dois culpados do mesmo crime mas com penas diferentes. Uma levou um pé no traseiro em 2016, agora levou outro em 2018 e o outro culpado foi premiado com cargo no Banco Mundial e agora no governo “thing”.
Será que a banca manda mesmo?
Jossimar
13 de novembro de 2018 11:49 amO blog o antagonista é sério?
O blog o antagonista é sério?
Alexandre Weber - Santos -SP
13 de novembro de 2018 1:21 pmEu gosto
Está na posição 50 do Alexa e o Cláudio liga direto para o Bolsonaro e põe no ar.
Romanelli
13 de novembro de 2018 11:54 amFora os 2 motivos citados
Fora os 2 motivos citados pelo economista, me surpreende ele não considerar outros fatos :
1. o BRASIL já apresentava BURACO na Balança Comercial entre 2013-14, com deterioração da pauta ..o cambio, em diversos momentos, sofria com ataques expeculativos partidos de bancos internacionais que custavam muito caro pro Estado enfrentar – isso foi noticiado à época
2. A LAVA JATO já começava a FAZER ESTRAGOS, a afetar as atividades da Petrobrás, BB, CX e BNDES, diminuindo as possibilidades do governo agir contra-ciclicamente (fatos que se somaram ao estrago feito pelas desonerações não correspondidas de DILMA)
4. a CRISE POLÌTICA aberta com as eleições, as sucessivas pautas bomba, o impeach, tb tiveram importante participação na evolução dos acontecimentos
nota – pra se ter uma idéia do estrago feito nas finanças da classe média/empresas ..depois do tombo de 2008, com recuperação parcial em 2009, o BOVESPA apresentou resultados NEGATIVOS entre 2010-2015 (34 % nominais) ..isso prum IPCA acumulado de 50%
Antonio Victor
13 de novembro de 2018 12:19 pmA visão dele é limitada em termos políticos
Concordo plenamente com a absurda desconsideração da crise política e da Lava Jato. Sem isto o Brasil estaria bem até mesmo com o Levy, tamanha a solidez dos fundamentos. Só acho que não haveria tanto problema assim em enfrentar o “buraco” e nem os ataques especulativos. Nem o Temer teve grandes problemas neste aspecto.
Alexandre Weber - Santos -SP
13 de novembro de 2018 3:18 pmSGB – Os lucros dos grandes é o mistério a ser desvendado
Posso estar enganado, mas Ilan(Itaú) e Levy(Bradesco) estão lá para garantir a mamata.
Têm um passa moleque aqui que ninguém fala, os contratos de empréstimos são contratos impossíveis, assim, o prejuízo é garantido e os lucros, como sempre declara o SGB, vem de produtos, serviços e tarifas, ou seja, aumentar a alíquota do imposto sobre os lucros é inócuo.
Severino Januário
13 de novembro de 2018 12:03 pmDois artigos do Counterpunch
Dois artigos do Counterpunch – um recente e outro nem tanto, para tentar entender como anda o problema do trabalho no neoliberalismo radical dos Estados Unidos – Ele não está a levar os EUA ao glorioso auge de sua existência capitalista, mas ao sombrio aprofundamento de sua decadência:
As Almas Perdidas da América – O Lumpenproletariat do século 21
de David Rosen
19 de outubro de 2018
https://www.counterpunch.org/2018/10/19/americas-lost-souls-the-21st-century-lumpen-proletariat/
As almas perdidas da América são mais do que uma carta que se recebe de um baralho viciado – mais do que o destino individual ou o sofrimento privado. É uma categoria social. Não há estatísticas sobre o número total de “almas perdidas” flutuando na vida americana. Não é uma categoria reconhecida dentro do mundo de pesquisa governamental ou acadêmica, mas sim um termo descritivo que sugere aqueles meramente sobreviventes na América pós-moderna.
Um vislumbre ou esboço desse fenômeno social é sugerido por uma meia dúzia de categorias para as quais dados reveladores estão disponíveis.
+ O US Census Bureau estima que, em 2016, 43,1 milhões de americanos (12,7%) viviam na pobreza; informou que 18,5 milhões de pessoas relataram pobreza profunda (ou seja, uma renda familiar 50% abaixo do limiar de pobreza de 2016); eles constituíam 5,8% de todos os americanos e 45,6% daqueles na pobreza.
+ De acordo com outro estudo, mais de meio milhão de americanos (564.708 pessoas) estão desabrigados nos EUA; 15% da população sem-teto (83.170 indivíduos) são considerados “cronicamente desabrigados”. (estes não aparecem nos índices de pobreza).
+ Mais de 2,3 milhões de pessoas estão presas em 1.719 prisões estaduais, 102 prisões federais, 901 estabelecimentos correcionais juvenis, 3.163 cadeias locais e 76 prisões indígenas, bem como em prisões militares, centros de detenção de imigrantes, centros de compromisso civil e prisões nos territórios dos EUA.
+ Em 2017, houve um total de 772.594 pedidos de falência de não-correntistas .
+ A grande promessa de mobilidade ascendente, o diploma universitário, tornou-se um pesadelo vivo. Segundo uma estimativa , 4 em cada 10 pessoas que frequentaram a faculdade fizeram empréstimos para ajudar a pagar seus custos e a dívida estudantil extraordinária agora totaliza cerca de US $ 1,5 trilhão, mais do que os empréstimos de cartão de crédito e de automóveis. Esta carga de dívidas desconcertante está levando a atrasos no casamento e compra de uma primeira casa.
+ Em 2016, estima-se que 45.965 suicídios ocorreram nos EUA em comparação com 19.363 homicídios; o suicídio foi a décima principal causa de morte em geral e foi a segunda principal causa de morte entre indivíduos com idades entre 10 e 34 anos, e a quarta principal causa de morte entre indivíduos com idades entre 35 e 54 anos.
Estas estão entre as almas perdidas apanhadas no pesadelo pós-Grande Recessão, uma época em que a promessa de prosperidade praticamente desapareceu.
A desigualdade nos EUA aumenta para um nível não visto desde a Era Dourada do final do século XIX. Mais e mais americanos estão entrando no lumpemproletariado do século XXI. A mesma questão assombra a nação: quem sofre? Quem mais senão os perdidos, solitários e esquecidos?
Conheça o novo proletariado americano
de David Rosen, no Counterpunch
https://www.counterpunch.org/2014/10/24/meet-the-new-proletariat/
Na quarta-feira, 23 de outubro, Ashoka Mukpo, cinegrafista e repórter freelancer de 33 anos de idade da NBC News, vítima do vírus Ebola, foi libertado da unidade de contenção biológica do Nebraska Medical Center. “A certeza de que não há mais vírus no meu sangue é um alívio profundo”, disse Mukpo. “Eu tenho tanta sorte. Desejo que todos os que ficaram doentes possam sentir isso.”
Mukpo trabalhou na Libéria nos últimos três anos antes de ser infectado. Ele tinha seguro de viagem, mas que não cobria “eventos catastróficos ou surtos”, então seu tratamento de acompanhamento médico não foi coberto. Estimativas colocam suas contas em US $ 500.000. De acordo com reportagens da imprensa, a NBC e a VICE Media dizem que vão ajudar no pagamento das contas. Amigos e familiares criaram um site de financiamento coletivo, GoFundMe, que arrecadou US $ 51.000 de mais de 650 doações.
A nova força de trabalho do proletariado americano passa por muitos termos diferentes – freelance, independente, temp, part-timer, contratante, trabalhador contingente e subempregado. O termo mais recente para um tipo desses trabalhadores, que apenas uma empresa do Vale do Silício como a MBO Partners poderia oferecer, é ” solopreneurs” (pessoa que organiza e toca um negócio por conta própria).
Esses trabalhadores compartilham muitas das mesmas condições: nenhum seguro de saúde patrocinado pelo empregador, contas 401Ks ou FLEX; nenhuma contribuição de empregado de Seguridade Social ou compensação de desemprego; sem pagamento de doença ou férias; sem chance de participar de um sindicato ou subir a escada corporativa.
Antonio Victor
13 de novembro de 2018 12:28 pmE Mantega levou a culpa por causa de Dilma-Levy
Guido Mantega merece um desagravo da história por ter levado a culpa pelas burradas de dona Dilma.
Rui Daher
13 de novembro de 2018 1:24 pmNassif,
se vai comentar amanhã, o que também faria no BRD, aguardo. Mas lembre-se, vale citar a pouca experiência desses macroeconomistas como gestores em empresas privadas, pequenas, médias ou grandes, não financieras, mas do setor produtivo.
Abração
Alexandre Weber - Santos -SP
13 de novembro de 2018 1:28 pmTanto na Economia como no Direito é o imperativo categórico
A chave para desvendar a validade do sistema está fora do sistema.
Mr.Rambouz
13 de novembro de 2018 1:41 pmmacroeconomia é uma ciencia morta.
Acho que o problema não é submeter a teoria a análise da realidade, nem o ensino de ciencias humanas no Brasil. E muito mais grave, a teoria macroeconomica hoje não pode ser submetida a realidade ela é intencionalmente irrealista e cheia de ‘variáveis imaginárias’. A ciencia economica (a mainstream, padrão, ortodoxa) está mais uma vez em crise, acompanhando o seu fracasso retunbante diante da crise economica em 2008. A macroeconomia ortodoxa hoje é pura ideologia – usando mal o conceito de ideologia aqui, mas vá. O pior da crise é que não há nenhuma reformulação teórica ou ‘revolução cientifica’ a vista, a ciencia economica parece que é uma ciencia morta. Recomendo a leitura do insuspeito premio nobel de 2008, Paul Roemer no artigo “The trouble with macroeconomics” que é um seminário dado por ele em janeiro de 2016.
João de Paiva
13 de novembro de 2018 2:02 pmE a sintonia com a Fraude a Jato
É fundamental contextualizar essa desastrada escolha de Levy para o MF, exposta no texto, com as demais ações simultâneas e sincrônicas do golpe de Estado, a começar pela Fraude a Jato, deflagrada já em março de 2014, preparando o terreno para que, se reeleita, Dilma Rousseff adotasse a desastrada política econômica que adotou, abreviando a queda já planejada pelo alto comando internacional (Deep State estadunidense e finança transncionla, que já haviam cooptado TODO o sistema judiciário brasileiro e os comandos dasFFAA, que se mostram vira-latas e entreguistas).
Marcus Tulio
13 de novembro de 2018 6:35 pmO problema do Brasil é o de
O problema do Brasil é o de sempre: agiotagem oficializada. Os “comunistas” do PT pagaram mais de 10 TRILHÕES de juros e amortizações nos 14 anos de governo. Além de onerar a dívida, o juro básico possui um efeito perverso, os bancos, que por sinal viraram um oligopólio, emprestam a juros estratosféricos na ponta, pois é muito mais cômodo e sem risco emprestar para o governo. Por isso as famílias estão endividadas. Não foi excesso de crédito, foi excesso de juros no crédito praticado.
Por isso que as políticas neoliberais de favorecer empresários com reforma trabalhista ou grandes REFIS tomadas pelo Temer resultaram em nada. Monstronazo vai pelo mesmo caminho. Vai fazer N reformas tirando direitos e quebrando contratos com a população mas de nada adiantará pois pessoas endividadas, com medo de perder o emprego ou com renda menor porque já perderam não consomem. Mesmo que a produção aumente só vai gerar estoques.
Falavam que o Brasil viraria Venezuela, contudo, estamos cada vez mais parecendo uma grande Grécia.
Cristiane N Vieira
13 de novembro de 2018 7:16 pmNova economia
Nassif, quero pedir a você, gentilmente, que faça uma análise da chamada Economia Verde, que considera os custos ambientais e a questão ecológica como variável-chave no combate às crises sistêmicas do capitalismo, em especial no inviável, até economicamente, neoliberalismo.
Segue um vídeo sobre a crise climática na Califórnia, do site Democracy Now!, e outro da série de palestras de Christian Laval na Unisinos.
A grande questão econômica deste século é como reverter o aquecimento global e as mudanças climáticas, sem o quê, discutir economia sem considerar as transformações em sua base produtiva primordial, a Natureza, é um exercício inútil.
Canal Democracy Now! – “As fire devastate California, 350.org calls for transition to 100% renewable energy economy” (tradução livre: Enquanto fogo devasta a Califórnia, 350.org pede transição para economia de energia 100% renovável)
[video: https://youtu.be/wGucA8ZD5TU%5D
https://youtu.be/wGucA8ZD5TU
TV Boitempo (gravado na Unisinos) – “Christian Laval: Comum, a revolução no século XXI – (Dublado)”
[video:https://youtu.be/zWO5bwFGrJE%5D
https://youtu.be/zWO5bwFGrJE
Sampa/SP,13/11/2018 – 17:05 (alterado às 17:16).
spincuradora
13 de novembro de 2018 11:58 pm…Dilma sabia que o golpe já
…Dilma sabia que o golpe já estava em curso e talvez tenha imaginado que indicando um ministro como Levy, escaparia de ser destituida pelos golpistas…..uma hipótese apenas….