
Para além do pânico das pesquisas
por João Feres Júnior e Luna Sassara
As últimas pesquisas de IBOPE e Datafolha colocaram boa parte da esquerda democrática do país em pânico, em especial a campanha de Fernando Haddad (PT). Mas há razões para interpretar os números que dissipam bastante a surpresa que causaram.
Vejamos, Haddad de fato ficou na mesma, oscilando um ponto percentual para baixo, e Bolsonaro cresceu quatro pontos, passando de 28% a 32%. De onde teriam vindo essas novas intenções de voto no candidato do PSL?
Uma rápida análise dos resultados comparando com a pesquisa passada do mesmo instituto mostra que brancos desceram de 10% para 8% e os “não sei” caíram 1 %. É bastante razoável supor que o eleitorado indeciso seja mais arredio em relação à política tradicional e, por isso mesmo, no ato de sua decisão, opte por aquele que se apresente como outsider.
Outra que perdeu ponto foi Marina Silva (REDE), que oscilou de 5% para 4%. Também adepta ao discurso de outsider, é bem provável que os eleitores que desistiram de Marina sejam majoritariamente aqueles da franja mais à direita de seu eleitorado, intensamente antipetistas e, portanto, afeitos a votar no ex-capitão. O tucano Geraldo Alckmin também perdeu um ponto percentual. Por ser o candidato que mais sofreu concorrência direta da campanha de Bolsonaro, particularmente pelo voto de direita paulista, é também provável que os eleitores que deixaram a preferência do tucano tenham ido para o candidato do PSL, em um movimento de antecipação do segundo turno.
Mas na esquerda não houve antecipação do segundo turno, pelo contrário. Ciro Gomes conseguiu sustentar-se nos 11%, e isso enquanto desfecha campanha feroz contra o candidato do PT. Ou seja, seus eleitores não vão antecipar o segundo turno votando em Haddad. Tampouco o farão parcela dos eleitores de Marina Silva, ideologicamente mais difusos.
Se supormos um nível de votos brancos e nulos da ordem de 10%, índice mais alto que o resultado atual da pesquisa do Datafolha, que deu 8%, concluímos que Bolsonaro só leva a eleição no segundo turno se alcançar 45% das preferências do eleitorado votante, o que lhe dará maioria dos votos válidos. Para tal, ele precisaria abiscoitar todos os votos de Alckmin, de Amoedo e de Álvaro Dias, por exemplo, ainda no primeiro turno.
O segundo turno são outros quinhentos — quer dizer, não tão diferentes assim, mas haverá mais tempo para os atores tomarem posições em torno das duas candidaturas e decidirem o futuro do nosso país.
Bruno Cabral
4 de outubro de 2018 11:40 amNova eleição
Com todo tipo de sabotagem por parte do partido do judiciário, da midia golpista e das fake news da direita bolsonariana.
Vladimir
4 de outubro de 2018 12:03 pmMuitos acreditam que houve
Muitos acreditam que houve adesão de setores ligados ao golpismo a candidatura da extrema direita.
Entendo que desde o princípio o candidato do golpe foi este sujeito. Tenho observado em diversos estados por onde passei que os mesmos grupos do movimento golpista estão,desde o início,com este candidato.
Ele mesmo,sem que ninguém fizesse o contraponto,disse abertamente a todos que lhe ofereceram recur$o$ para campanha de que não queria dinheiro,queria que fizessem campanha,montassem comitês,numa clara e escandalosa artimanha para fraudar o controle de gastos da campanha que,assim como na campanha golpista,,dificulta em muito o conhecimento do total e de seus financiadores. Não de graça,seus seguidores,que curiosamente,parece que foram ofertados,também gratuitamente a ele,do cadastro dos robos destas páginas do face ,criados para o golpe com este mivimentos de vem para cá ou para lá, foram instruídos a dizer que é tudo bancado pela iniciativa privada. Como é que é? quem é iniciativa privada,cara pálida.
Essa gente está gastando uma fortuna e fingindo que são pobres. Tive a infelicidade de ver um grupo sendo ensaiado com uma dancinha dias antes da passeata deles. Todos pagos,com coreógrafo,também pago. Todos,sem exceção,do mesmo grupo do golpe.,até a musiquinha,de uma pobreza incrível,remte aos acordes do golpe.
Trios elétricos,então,parecem arroz de festa. Tudo bancado pela iniciativa privada? E as pesquisas? Será que alguém poderia dizer qual o interesse de tantas instituições financeiras terem suas próprias pesquisas? Ou será que esta profusão de pesquisas serve para,além de manipular os mercados e tirar a grana dos incautos,também fornecer os dados gratuítos a este candidato,com a campanha custo zero?
É tudo,no minímo,muito estranho.
Ainda ontem,numa destas zapeadas na TV,parei por segundos em dos canais auxiliares da emissora golpista porque,acho que a diretora do IBOPE,estava fazendo uma análise dos números recentes quando foi questionada pelo baba-ovo mor dos patrões sobre a possibilidade de voto útil.
Este sujeito,demonstrando toda sua imparcialidade,fez o seguinte questionamento: Se seria possível com base nesta pesquisa,avaliar se haveira a possibilidade dde voto útil no candidato da extrema direita que,pelos votos válidos,estaria a 12 pontos da vitória ou se seria possível ao terceiro colocado,o candidato vindo do Ceará,que também está a 12 pontos do segundo colocado beneficiar-se deste mesmo voto útil,ou seja,o sujeito esqueceu-se simplesmente colcocou a posição dos golpistas que é a de impedir a vitória do candidato HADDAD,que representa a democracia.
A verdade é que essa gente percebeu que enfiar 2,3 ou 10 milhões(com seus números manipulados e supersuperestimados) de pessoas nas ruas é mais fácil do que enfiar 60 milhões de votos nas urnas.
Tudo isso para dizer que o candidato da extrema direita é a continuidade e aescolha golpista. dizer também que,por mais que as pesquisas possam indicar uma análise não tão pertubadora,este grupo não se furtará de utilizar-se,como vem fazendo,de tudo que um golpe pode fazer.
3 dias parecem pouco tempo mas,para quem dispõe de uma rede golpista com ramificações em todos os segmentos midiáticos e 24 horas por dia,é uma eternidade, Vamos lembrar que em 1989 fizeram um fuzuê com a prisão dos sequestradores de um desses empresários que,diz-se a boca pequena,teria sido beneficiado com informação privilegiada antes da retenção da grana de todo povo brasileiro,colocando,inclusive,a camiseta do PT em um deles.
Enfim,eles sabem que a eleição não pode ir para o segundo turno.
Luís Henrique Donadio Baptista
4 de outubro de 2018 12:11 pmDiferença
Uma diferença fundamental é que no primeiro turno os candidatos hesitam em atacar uns aos outros, por receio de comprometerem alianças para ao segundo turno, e sempre na expectativa de que os rivais façam os ataques. Haddad não pode bater em Ciro ou Marina, e provavelmente avalia que quem tem de bater em Bolsonaro é Geraldo Alckmin.
No segundo turno isso acaba. Aí vamos para os ataques frontais. E aí Bolsonaro tem uma série de fragilidades que podem ser facilmente exploradas. A começar pelo seu “nacionalismo”: que nacionalismo é esse que assenta sobre a entrega dos recursos naturais do país ao estrangeiro? Que nacionalismo é esse, ancorado na submissão total e acrítica a uma potência estrangeira?
Rui Ribeiro
4 de outubro de 2018 12:59 pmÉ de batalhas que se vive a vida
Contra os golpistas, contra o Judiciário, contra as forças armadas, contra o mercado, contra as corporações, contra os Pastores, contra boa parte dos políticos, contra os reacionários e fascistas, Haddad passará ao segundo turno. Aí o Haddad vai botar o Bolsonaro no bolso.
Maria Luisa
4 de outubro de 2018 1:34 pmArregaçar as mangas
Hoje o mediador de um programa na Radio France Culture (programa Culture Monde) disse em determinado momento do programa que é dedicado ao Brasil “Fernando Haddad tem diante de si muitos obstaculos como as midias, o judiciario e as fakes news”.
Combater o ativismo judicial e da imprensa é mais complicado neste momento, ainda que se deva fazer, mas vamos ao combate das noticias falsas e incorretas.
Rui Ribeiro
4 de outubro de 2018 4:45 pmAs Trabalhadoras do restaurante onde almoço me pediram votos
Duas Garçonetes do restaurante em costumo almoçar pediram hoje meu voto. Uma delas pediu para eu votar no Amoêdo. Eu perguntei a ela porque eu deveria votar no Aamoêdo. Ela disse que ele é novidade, que ele mesmo financia suas campanhas. Eu respondi-lhe: Eu não voto em candidato de ricos, sendo essa a hipótese do Amoêdo. Se ele financia sua própria campanha isso significa que ele é rico, portanto, eu não voto nele.
Pedi o voto dela para o Haddad. Ela disse que não. Perguntei porque não. Ela respondeu que o Haddad é autor do kit gay e que, como Prefeito de São Paulo, ele nada fez. Perguntei a ela se ela tinha preconceito contra gays, ela disse que não, pois ela própria é lésbica e a amiga do Balcão do Restaurante, que estava ao seu lado, também. Eu retruquei-lhe que esse papo do kit gay é falso e que quem afundou São Paulo foi o Dória, não o Haddad, além de que Haddad foi Prefeito de Sampa em tempos de vacas magras. Ela me disse que acha o Haddad falso, e que não quer votar nele, que votaria no Lula, pois esse ajudou os pobres. Ela disse que não vota em Bolsonaro de jeito nenhum.
A outra Garçonete pediu meu voto para o Ciro Gomes. Eu falei a ela que Ciro é um bom candidato mas o Haddad é melhor, pois é do PT, que foi o Partido que permitiu aos filhos dos pobres cursarem faculdade, aos trabalhadores comparem comprarem suas moradias, saindo do aluguel, aliviando a vida dos pobres em muitos outros setors. Ela concordou comigo. No mínimo, eu deixei ela em dúvida.
Luiz Augusto Fonseca
4 de outubro de 2018 1:58 pmMas o Ibope de ontem é bem
Mas o Ibope de ontem é bem mais alentador, o Bozo subiu um ponto, que pode ser nada, e o Haddad dois pontos, que tem maior probabilidade de refletir aumento real. Alem disso, melhorou o quadro de segundo turno
Luiz valentim
4 de outubro de 2018 4:48 pmMigração em primeiro turno
Os quatro por cento a mais de bolspnaro ficará nisso.
Foi uma orientação de candidatos traíras do psdb e do demais que orientaram prefeitos e lideranças regionais a antecipar o segundo turno
São votos orientados por lideranças das cidades pequenas e médias e botoscorientsfoscporcpastorrs neopentevostais.
É o novo voto de cabresto
Brasil do retrocesso novo cansaço novo voto de cabresto
Roberto São Paulo-SP 2016
4 de outubro de 2018 8:37 pmAntecipando aos fatos
O que pode ter ocorrido, e confirmaremos na próxima segunda-feira, é que os institutos estão puxando para baixo dentro da margem erros os votos do PT, o que é arriscado considerando que o processo de transferência de Lula para Fernando Haddad ainda não terminou, de qualquer maneira esta será a justificativa.
Outra coisa é que estão antecipando os votos dos indecisos para o candidato do PSL, os institutos tem a avaliação de os indecisos se dividem de maneira igual entre os principais candidatos.
Além disso, este ano alguns institutos lançaram a tese do voto envergonhado, para justificar eventuais diferenças entre o resultado das pesquisas eleitorais e o resultado das urnas.