
Casquinha é mais um autêntico sambista que se vai, por Augusto Diniz
O carioca Casquinha da Portela morreu nesta terça (2/10), aos 95 anos, vítima de infecção generalizada depois de passar 10 dias internado em um hospital em Bangu, na Zona Norte do Rio. Ele é autor dos clássicos “A chuva cai” (com Argemiro) e “Recado” (com Paulinho da Viola), mas compôs outros grandes sambas pouco lembrados.
É o caso de “O ideal é competir”, que fez com Candeia e homenageia sua escola do coração, a Portela. Outras boas músicas são “Maria Sambamba” e “O samba não tem cor”, as duas composições dele sozinho.
Estes sambas estão registrados no disco solo gravado pelo compositor, que leva o seu nome no título. O trabalho foi lançado em 2001 pela Lua Discos. A música “Recado” nesse CD tem a participação antológica de Aldir Blanc. O disco pode ser ouvido aqui (É uma aula de execução de samba!).
Em 2014, com 92 anos, ainda gravou um DVD na quadra da Portela com a participação de vários portelenses famosos.
Casquinha cantou em registros fonográficos da Velha Guarda da Portela e de outros sambistas. Chegou a compor samba-enredo na escola de Osvaldo Cruz e integrou o famoso grupo de samba Partido em 5, na década de 1970.
O sambista era bom ritmista, assim como foi seu filho, Cabelinho, que tocou por anos na banda de Paulinho da Viola, até sofrer um AVC, parar de trabalhar e morrer cerca de dez anos depois, aos 67 anos, em 2016.
Com Casquinha se vai mais um pedaço grande do samba em sua essência e autenticidade – daquele ligado às escolas de samba no que ela fazia (não faz mais) de melhor: reunir uma invejável ala de compositores para produzir samba o ano inteiro.
Gilson AS
4 de outubro de 2018 1:32 amHoje passei na porta da
Hoje passei na porta da Portelinha onde estava sendo realizado o velório.
Na entrada seguranças de termo, senhores e senhoras da velha guarda elegantemente vestido.
Vi o movimento mas não sabia quem tinha falecido .