Arte The Independent

Anjos & insetos. V. O preço do altruísmo
Por Felipe A. P. L. Costa [1]
Tendo como pano de fundo a história dos estudos sobre o altruísmo, o livro The price of altruism (Harman 2010) trata da vida e obra do cientista estadunidense George Price, um nome ainda pouco conhecido, a despeito do precioso legado que nos deixou.
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O mais novo dos dois filhos de Isak [William Edison] Preis [Price] e Clara [Alice] Ermine Avery – ele um eletricista e inventor, ela uma cantora de ópera e atriz –, George Robert Price nasceu em Nova York, em 6/10/1922. (O primogênito, Edison, nasceu em 1918.)
Estudante talentoso, aos 17 anos ingressou na Universidade de Harvard. Mas não gostou de lá e, ao final do primeiro ano, decidiu ir para a Universidade de Chicago, onde concluiu a graduação (1943) e uma pós-graduação (1946). Durante a II Guerra (1939-1945), trabalhou no Projeto Manhattan, empreendimento militar que desenvolveria a primeira bomba atômica. Sob a supervisão de Samuel Schwartz (1916-1997), um pioneiro no estudo dos efeitos biológicos da radiação, lidou com meios de controle da contaminação radioativa. Lá conheceu Julia Edith Madigan (1920-1994), com quem se casou em 1947. O casal teve duas filhas, Annamarie e Kathleen, mas se divorciou em 1955.
Um lugar para trabalhar
Em 1966, Price foi operado para remoção de um câncer na tireoide. A cirurgia deixou sequelas – um de seus ombros ficou parcialmente paralisado. Com a indenização que recebeu do seguro-saúde, largou o emprego e, em novembro de 1967, foi morar em Londres. (Sua carreira de químico havia ficado para trás; seu emprego na época tinha a ver com computadores.)
Em Londres, passou a frequentar bibliotecas públicas. Lia sobre vários assuntos, mas tinha particular interesse em questões relacionadas ao altruísmo [2] – afinal, se a seleção natural é um processo ‘cego, imediato e oportunista’, não deveria o egoísmo ser um fenômeno mais evidente e universal? Como explicar a persistência da cooperação em tantas espécies animais? Mais especificamente, como o cuidado parental poderia ter se estabelecido na espécie humana? E como explicar a origem de grupos familiares? Estas e outras questões semelhantes continuam sendo objeto de estudo e pesquisa.
Deparou-se então com as ideias de William D. [Donald] Hamilton (1936-2000) (ver Grafen 2004). Pouco antes, o biólogo inglês havia publicado um artigo (Hamilton 1964) – hoje, um clássico – sobre a evolução do altruísmo. Price ficou intrigado com o que leu e, em março de 1968, enviou uma carta ao autor. Hamilton respondeu prontamente e, após o seu regresso de uma viagem ao Brasil, os dois se encontraram.
Em junho de 1968, Price foi recebido no Laboratório Galton, do Colégio Universitário de Londres (UCL, na sigla em inglês). C. [Cedric] A. [Austen] B. [Bardell] Smith (1917-2002) – matemático e geneticista inglês com quem Hamilton havia trabalhado na pós-graduação – o apresentou ao chefe do departamento e este o contratou. A partir de então, para seu espanto, Price passou a dispor de uma sala própria, remuneração, apoio institucional e convivência com colegas.
O legado de um desconhecido
Entre 1968 e 1972, Price escreveria três artigos notáveis. Isoladamente, cada um deles é um feito intelectual e tanto; juntos, eles ajudaram a dar um novo rumo à teoria evolutiva (ver ‘Sobre o darwinismo’).
A sua primeira contribuição, cronologicamente, foi elaborar uma expressão matemática para a dinâmica evolutiva (Price 1970). Tal expressão, referida hoje como a equação de Price, decompõe o processo evolutivo em dois componentes, o efeito da seleção e o efeito da transmissão hereditária [3]. Embora tenha sido originalmente formulada em um contexto biológico, a equação pode e tem sido aplicada a diferentes tipos de processos seletivos.
A segunda contribuição foi mostrar como a teoria matemática dos jogos, cuja formulação original visava orientar a tomada de decisões no mundo dos negócios, poderia ser usada em contextos biológicos. Embora seja costume creditar tal pioneirismo a John Maynard Smith (1920-2004), este fazia questão de frisar que a formulação do conceito de estratégia evolutivamente estável devia ser creditada a Price.
Nas palavras de Maynard Smith (1979, p. 5; tradução livre):
O ensaio ‘Teoria dos jogos e evolução da luta’ foi escrito especialmente para este livro. Provavelmente jamais teria me ocorrido a ideia para este artigo caso eu não tivesse visto um manuscrito não publicado, sobre evolução da luta, escrito pelo doutor George Price, que atualmente trabalha no Laboratório Galton da Universidade de Londres [UCL]. Infelizmente, o doutor Price se sai melhor tendo ideias do que as publicando. Portanto, o melhor que posso fazer é reconhecer que, caso a ideia tenha algum valor, o mérito cabe ao doutor Price, não a mim.
A história do artigo assinado pelos dois, ‘The logic of animal conflict’, é por si só inspiradora, mostrando que para ser um grande cientista não é necessário esfaquear ninguém pelas costas. Em 1968, Price submeteu um manuscrito para publicação na revista Nature. Atuando como revisor, Maynard Smith logo percebeu que estava diante de um material particularmente valioso – repetindo assim uma história anterior, quando Hamilton leu um manuscrito contendo a equação de Price. Ele então pediu autorização aos editores da revista e fez contato com o autor, oferecendo ideias e material adicional. Após alguns contratempos (ver adiante), uma versão bem modificada veio a público, tendo agora os dois como coautores (Maynard Smith & Price 1973).
A terceira contribuição foi elaborar uma versão mais compreensível do teorema fundamental da seleção natural (TFSN), formulado originalmente pelo naturalista e estatístico inglês Ronald A. Fisher (1890-1962), em 1930 [4]. O TFSN costumava ser ignorado ou mal compreendido, pois a formulação original é um tanto obscura, induzindo alguns observadores a erros de interpretação. A derivação proposta por Price (1972b) mostra como o teorema pode ser interpretado em termos biológicos mais compreensíveis.
“O que posso fazer para ajudá-lo?”
Quando o artigo com Maynard Smith foi publicado, em novembro de 1973, George Price já estava com a cabeça em outro lugar. Em meados de 1970, após uma trajetória de ateísta militante [5], ele havia se convertido ao cristianismo e estava agora levando sua opção às últimas consequências. Decidiu doar os bens que possuía, além de transformar seu confortável apartamento em um abrigo para os sem-teto. Às vezes havia tanta gente no apartamento que ele próprio tinha de dormir em outro lugar [6].
Adotou o costume de vagar pelas ruas, perguntando aos desabrigados que encontrava o que poderia fazer para ajudá-los. Em dezembro de 1972, foi hospitalizado com sinais de uma possível tentativa de suicídio; recuperou-se e voltou a trabalhar – foi quando ele concluiu a sua contribuição para o artigo com Maynard Smith. Interpretou a própria recuperação como sinal de que seria portador de uma mensagem divina. A partir de então, teve altos e baixos, mas a sua instabilidade mental não cedeu.
Hamilton e Maynard Smith insistiam para que ele colocasse as ideias no papel. Price, no entanto, não parecia muito interessado em publicar artigos científicos. Em junho de 1973, livrou-se dos últimos bens, incluindo o próprio apartamento. Seu crescente envolvimento com atividades de assistência social vinha gerando um clima ruim para ele no Laboratório Galton. Decidido a se afastar do mundo acadêmico, passou então a esconder o que fazia. Por fim, a bolsa que recebia expirou e ele não se preocupou em renová-la. Tornou-se ele próprio um sem-teto.
Em março de 1974, foi morar na casa de uma senhora que ele anteriormente havia ajudado. Arranjou um emprego noturno, mas logo decidiu sair. Em agosto, foi morar no segundo andar de um prédio abandonado, situado a poucos quarteirões do seu antigo apartamento. Apaixonou-se por uma jovem artista – Sylvia, uma estadunidense de 25 anos (Harman 2010) –, cujo estúdio ficava no primeiro andar do prédio. Em cartas a familiares e amigos, dizia que tinha planos de se casar e ir morar novamente nos Estados Unidos.
Em dezembro, passou alguns dias com Hamilton e família. Quando partiu, no dia 19, parecia bem. Combinaram um reencontro na passagem de ano, mas os problemas se precipitaram e os fatos tomaram um rumo trágico. Nos primeiros dias de 1975, George Price foi tragado pela última crise de sua vida: em 6 de janeiro, seu corpo foi achado no apartamento onde morava. As evidências indicavam que ele havia cometido suicídio, usando uma tesoura de unha para cortar a artéria carótida na altura do pescoço.
Colocando alguns pingos nos ‘is’
A despeito do pequeno, porém precioso legado científico que deixou, George Price segue sendo um autor desconhecido. A própria comunidade científica demorou a reconhecer a relevância do seu trabalho. Mais de 20 anos se passaram após a sua morte até que aparecesse um artigo com alguma visibilidade chamando a nossa atenção para a sua obra. Frank (1995) quebrou o gelo. Em seguida, apareceram outros artigos, com destaque para uma pequena biografia (Schwartz 2000). Nesse meio tempo, apareceram alguns artigos fora da esfera estritamente biológica (e.g., no âmbito da economia, linguística, psicologia), principalmente por causa do uso da equação de Price no entendimento de processos seletivos. A publicação do livro The price of altruism (Harman 2010), referido na abertura deste artigo, pode ser visto como o coroamento de toda essa redescoberta.
São raras as informações em português a respeito da vida e obra de George Price. A rigor, o único comentário significativo que consegui localizar está no livro As origens da virtude (Record, 2000), de Matt Ridley, não indo além de um único parágrafo. O livro, no entanto, induz o leitor a erros e mal-entendidos. O primeiro deles é uma distorção (cheirando a menosprezo): após descrever Price como um “leitor de Hamilton” (p. 28), afirma que a sua obra “acabou provando […] que Hamilton está absolutamente certo”. Não custa repetir (ver nota 3): um dos desdobramentos imediatos de Price (1970) foi o aparecimento de Hamilton (1970), ratificando e retificando Hamilton (1964). Soaria melhor então dizer que Price leu, ruminou e retificou Hamilton, em vez de simplesmente escrever que “ele até melhorou a parte algébrica”, como fez Ridley [7]. O segundo erro foi uma omissão: ao falar da teoria evolutiva dos jogos (p. 71-2), Ridley a trata como uma invenção exclusiva de Maynard Smith, algo que este fazia questão de desmentir, como vimos antes.
Com todos os transtornos psicológicos que possa ter tido, Price ombreou com dois gigantes, Hamilton e Maynard Smith. Nesse convívio, ele não foi um mero coadjuvante, mas um verdadeiro protagonista. Um convívio intenso, marcante e inspirador, ainda que breve e de final trágico e tão melancólico.
Nas palavras de Harman (2010, p. 1-2; tradução livre) [8]:
Os homens se escondiam da chuva dentro da modesta capela do Cemitério de St. Pancras. 22 de janeiro de 1975 foi um dia desolador em Londres. […]
Um homem de meia idade com uma barba desgrenhada passou arrastando os pés […], o nariz vermelho de uísque e os olhos inchados de cansaço. […] A vida não sorriu para Smoky. A única pessoa que alguma vez se importou de fato com ele foi George.
O homem barbudo […] foi seguido por outros quatro sem-teto, os derradeiros companheiros do falecido, todos agasalhados com suéteres e cachecóis de segunda mão […]. Alguns usavam cintos e meias que George gentilmente lhes deu, outros usavam sapatos e sobretudos comprados com dinheiro que ele generosamente arranjou. Foi um verdadeiro santo, murmurou um dos homens, contendo as lágrimas enquanto cruzada pelos poucos e solitários geneticistas da Universidade de Londres [UCL] que estavam desconfortavelmente sentados em silêncio. Um forte mau cheiro de urina emanou da turma de esfarrapados quando eles passaram em direção à frente da capela, onde estava o caixão. Havia umas dez pessoas no recinto, talvez onze. Foi o fim melancólico de um caso melancólico.
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Notas
[1] O título deste artigo – os quatro anteriores estão aqui, aqui, aqui e aqui – faz alusão ao filme Angels & insects (1995), de Phillip Haas, adaptado do romande Morpho eugenia (1992), da escritora inglesa A. S. Byatt (assinatura literária de Antonia Susan Duffy [nascida em 1936]).
[2] Interações sociais entre coespecíficos podem ser arranjadas em quatro categorias, dependendo do efeito (positivo ou negativo/nulo) sobre a aptidão dos envolvidos, a saber: (i) cooperação (interações do tipo +/+), quando a ação é benéfica a ambos; (ii) egoísmo (+/–), quando a ação é benéfica ao praticante e custosa ao receptor; (iii) altruísmo (–/+), quando a ação é custosa ao praticante e benéfica ao receptor; e (iv) malevolência (–/– ou 0/–), quando a ação é custosa (ou inócua) ao praticante e ao receptor. O altruísmo pode ser entendido então como um comportamento que resulta em benefícios ao receptor, com prejuízos (imediatos ou não) ao praticante da ação – ver West et al. (2011); no âmbito da literatura de divulgação, ver Cronin (1995) e Wright (1996).
[3] A pretensão inicial de Price era formular uma teoria geral sobre processos seletivos, aplicável a uma variedade de contextos e áreas do conhecimento. No âmbito da teoria evolutiva, a equação foi usada por ele para expressar os fatores responsáveis por mudanças, de uma geração a outra, no fundo gênico de populações.
Em seguida, Hamilton (1970) publicou um ajuste ao artigo de 1964 e Price (1972a), uma versão ampliada da equação, tratando da seleção de grupo.
Sobre o uso e a relevância da equação, ver van Veelen (2012) e Frank (2012); para uma introdução à genética quantitativa, ver Griffiths et al. (2006).
[4] Segundo Fisher (1958, p. 37; tradução livre), o teorema fundamental da seleção natural (TFSN) diz que “A taxa de aumento na aptidão de qualquer organismo, a qualquer momento, é igual à sua variância genética na aptidão naquele momento”. Ou (idem, p. 50): “A taxa de aumento da aptidão de qualquer espécie é igual à variância genética na aptidão”. Ainda segundo ele, a noção de aptidão média de um grupo pode ser útil, mas isso depende do contexto – e.g., no caso de uma espécie, o contexto seria o seu ambiente particular (incluindo competidores, doenças e disponibilidade de alimento); no de um genótipo, o contexto seria uma determinada combinação de genótipos; ou no de um alelo, os vários alelos alternativos.
O TFSN ressalta o componente ecológico da relação entre seleção e evolução. Considere o caso do tamanho da ninhada em aves. Há muita variação intrapopulacional no tamanho da ninhada (diz-se que há variância genética aditiva) e diversos estudos de campo indicam que as ninhadas maiores têm, em média, uma aptidão superior. Por que então o tamanho médio da ninhada permanece inalterado, geração após geração, em vez de aumentar, como seria esperado? Uma explicação com base no TFSN seria a seguinte: o aumento que a seleção promove na aptidão (implicando, digamos, em aprimoramentos no forrageio, na construção do ninho, na defesa contra predadores etc.) é contrabalançado pela mudança que ocorre no ambiente (promovida pelo acirramento na competição intraespecífica, pela presença de presas mais perigosas ou evasivas, por novas epidemias, e assim por diante), de sorte que o número de ovos que podem ser criados por unidade de área permanece mais ou menos o mesmo.
Como introdução ao TFSN, ver Plutynski (2006) e Okasha (2008); sobre o TFSN e a equação de Price, ver Frank (1997); sobre a evolução do tamanho da ninhada, ver Freeman & Herron (2009).
[5] Talvez o principal fator a contribuir para o fim do casamento, pois Julia Madigan era católica praticante.
[6] Atitudes que me fazem pensar em Dorothy Day (1897-1980) e Peter Maurin (1877-1949), conforme retratados em Entertaining angels: The Dorothy Day story (1996), filme de Michael Ray Rhodes. (Day foi interpretada por Moira Kelly e Maurin, por Martin Sheen.)
[7] A edição original do livro de Ridley é de 1996. Na bibliografia consta o v. 1 da trilogia Narrow roads of gene land (Freeman & Spektrum, 1996), de W. B. Hamilton. No cap. 5 (‘Spite and Price’), Hamilton fala sobre a influência e o alcance das ideias de Price, o que torna o comentário de Ridley ainda mais equivocado e grosseiro.
[8] Hamilton e Maynard Smith participaram da cerimônia (Harman 2010, p. 2; tradução livre):
E lá, na frente da capela, estavam dois dos maiores biólogos evolucionistas do mundo, homens brilhantes e rivais silenciosos. “George levou seu cristianismo muito a sério”, disse o sr. Apps, conduzindo a cerimônia, sem a presença de familiares, em nome da Funerária Garstin. “Parecido com São Paulo”, murmurou Bill Hamilton, levando John Maynard Smith a morder os lábios.
Em 2016, Annamarie e Kathleen, estiveram em Londres – ver artigo ‘The man who gave himself away’, de Michael Regnier, publicado na revista eletrônica Mosaic, em 13/9/2016. Na ocasião, providenciaram a colocação de uma lápide no túmulo do pai, onde se lê Father. Altruist. Friend e, mais embaixo, gravada na pedra, a equação de Price.
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Referências citadas
+ Cronin, H. 1995 [1991]. A formiga e o pavão: Altruísmo e seleção sexual de Darwin até hoje. Campinas, Papirus.
+ Fisher, RA. 1958. The genetical theory of natural selection, 2nd ed., NY, Dover.
+ Frank, SA. 1995. George Price’s contributions to evolutionary genetics. Journal of Theoretical Biology 175: 373-88.
+ ——. 1997. The Price equation, Fisher’s fundamental theorem, kin selection, and causal analysis. Evolution 51: 1712-29.
+ ——. 2012. Natural selection. IV. The Price equation. Journal of Evolutionary Biology 25: 1002-19.
+ Freeman, S & Herron, JC. 2009. Análise evolutiva, 4ª ed. P Alegre, Artmed.
+ Grafen. A. 2004. William Donald Hamilton. 1 August 1936 – 7 March 2000. Biographical Memoirs of Fellows of the Royal Society 50: 109-32.
+ Griffiths, AJF & mais 5. 2006. Introdução à genética, 8ª ed. RJ, G Koogan.
+ Hamilton, WD. 1964. The genetical evolution of social behaviour, I & II. Journal of Theoretical Biology 7: 1-52.
+ ——. 1970. Selfish and spiteful behaviour in an evolutionary model. Nature 228: 1218-20.
+ Harman, O. 2010. The price of altruism: George Price and the search for the origins of kindness. NY, Norton.
+ Maynard Smith, J. 1979 [1972]. Acerca de la evolución. Madri, H Blume.
+ —— & Price, GR. 1973. The logic of animal conflict. Nature 246: 15-8.
+ Okasha, S. 2008. Fisher’s fundamental theorem of natural selection – A philosophical analysis. The British Journal for the Philosophy of Science 59: 319-51.
+ Plutynski, A. 2006. What was Fisher’s fundamental theorem of natural selection and what was it for? Studies in History and Philosophy of Biological and Biomedical Sciences 37: 59-82.
+ Price, GR. 1970. Selection and covariance. Nature 227: 520-1.
+ ——. 1972a. Extension of covariance selection mathematics. Annals of Human Genetics 35: 485-90.
+ ——. 1972b. Fisher’s ‘fundamental theorem’ made clear. Annals of Human Genetics 36: 129-40.
+ Schwartz, J. 2000. Death of an altruist. Lingua Franca 10: 51-61.
+ van Veelen, M. 2012. Group selection and inclusive fitness are not equivalent; the Price equation vs. models and statistics. Journal of Theoretical Biology 299: 64-80.
+ West, SA; El Moulden, C & Gardner, A. 2011. Sixteen common misconceptions about the evolution of cooperation in humans. Evolution and Human Behavior 32: 231-62.
+ Wright, R. 1996. O animal moral – Porque somos como somos: A nova ciência da psicologia evolucionista. RJ, Campus.
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[Nota adicional: artigo extraído e adaptado do livro O evolucionista voador & outros inventores da biologia moderna (2017); para informações adicionais a respeito da obra, inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, ver aqui; para conhecer outros artigos e livros do autor (incluindo um PDF do original deste artigo), ver aqui.]
Jorge Leite Pinto
3 de outubro de 2018 5:40 pmBela matéria.
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