Porque a eleição no Brasil é tão importante para o mundo?
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A premissa desse texto não é minha. Eu a li pela primeira vez num excelente artigo do Nassif, no GGN. Mas foi hoje, assistindo uma parte de uma entrevista na TV de um filósofo francês, que tive a noção exata da extrema importância da figura de Lula e tudo o que ele representa para o mundo, e o quanto isso está diretamente ligado à nossa eleição presidencial.
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Discorreu o filósofo sobre a situação política na Europa, muito especificamente sobre a falência do néo-liberalismo enquanto ideologia capaz de resolver os problemas sociais na Europa, a descrença na social democracia como o antídoto ideal e o aumento da popularidade de líderes fascistas de extrema direita, passados a ser visto por populações cada vez mais desesperadas com o aumento do desemprego, a perda de renda e de direitos sociais cada vez mais escassos, como a “solução” desses graves problemas. Portanto, não é mera coincidência estarmos passando em nosso país por um processo muito semelhante.
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O que Lula pode ter a ver com essa crise mundial, essa falta de esperança, esse desespero crescente de classes médias perdendo paulatinamente direitos, renda, segurança? E a verdade que salta aos olhos do mundo é que Lula torna-se, quando olham pelo retrovisor de um tempo logo ali, uns poucos anos para trás, O MAIOR EXEMPLO DE INCLUSÃO SOCIAL, LIDERANÇA DEMOCRÁTICA E ENFRENTAMENTO DE CRISES FINANCEIRAS, nesses tempos atuais onde oligarquias poderosíssimas tentam se impor a governos, a nações.
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Fica cada vez mais nítido o desenho da geopolítica internacional, os golpes de Estado na América Latina, a tentativa de desestabilização da Rússia pelos americanos, as provocações iniciadas à China, há um clima de tensões e pré-conflitos entre as grandes potências, e a Europa parece pressentir um caos político e social prestes a explodir, se persistirem por mais tempo em alguns de seus países o aumento do desemprego, a perda de renda, a falta de confiança nos tradicionais interlocutores políticos. No Brasil, não assistimos bem agora, a quase extinção do partido que representava a “direita tradicional”, o PSDB, substituído no imaginário de quase 30% da sociedade por um louco, fascista, defensor da tortura e dos assassinatos como “arma política?” – O que significa esse horror, essa insanidade, se não um descaminho absoluto, o desejo dessa parcela selvagem de nosso povo em jogar nosso destino nas mãos de um ditador de extrema direita…?
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O exemplo de Lula como estadista, presidente, sua presença pacífica sempre buscando o diálogo com todos como a única mediação aceitável entre os homens e os povos, e TUDO O QUE CONSEGUIU REALIZAR enquanto presidente do Brasil, interna e externamente, eis o que torna sua figura emblemática, necessária, nostálgica, é como se o mundo estivesse “com saudades de Lula e de tudo o que realizou de bem no Brasil e nas nossas relações com os outros países”.
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Ora, o mundo não é guiado pela Globo ou pela Veja, o mundo já sabe que Moro é uma grande farsa, um títere dos interesses americanos e de seus próprios baixos instintos, o nojo e o ódio que devota ao ex-presidente Lula. O mundo hoje enxerga com clareza toda a torpeza de seu julgamento, a farsa cínica, a politicagem rasteira por trás de toda a imundície travestida de “legalidade”. O mundo inteiro sabe que retrocedemos, permitimos o golpe, permitimos a prisão de nosso maior líder popular, e por mais que sintam vergonha por nós, nossa mídia, nossas elites sociais patéticas e ignaras, nosso Judiciário sórdido e corrompido, esse mesmo mundo lembra do que fomos por um pouco mais de uma década – lembram principalmente, do que fomos quando governados por Lula…..
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Por isso, líderes daquele tempo têm vindo visitar Lula em sua prisão política, têm feito declarações sobre essa importância vital das eleições brasileiras para o mundo, não só para o resgate de nossa dignidade como nação, nossa democracia, a vitória de Haddad simbolizaria plenamente a vitória de Lula, significaria uma vitória da parcela de nossa sociedade que, bem ou mal, resistiu a todo o horror, a parcela da sociedade que diz não ao golpe, ao fascismo, ao entreguismo abjeto do governo Temer, e, quem sabe? a parcela da sociedade que poderá seguir apoiando o governo Haddad a implementar de novo os programas sociais, as políticas de apoio à nossa indústria, comércio, setor de serviços, e mais uma vez crescermos, mais uma vez gerarmos dez milhões de empregos, mais uma vez sermos o país que assombra o mundo pela inclusão social, devastada nesses dois anos de golpe.
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Se ganhasse um Alckmin ou um Bolsonaro, seríamos um caso perdido, olhados como o país que da noite para o dia se permitiu sair de um ambiente de sonhos e esperanças para o pântano da destruição total. Eis o que o mundo não deseja, porque num governo democrático, um Lula livre dele fazendo parte, podemos voltar a ser o que fomos há tão poucos anos – um farol, uma nação que se via e se alegrava com e por ela, um exemplo, uma “luz no fim do túnel” em tempos tão confusos e tenebrosos.
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Por esse aspecto, é saudável, necessária e bem vinda a vitória da Fernando Haddad – porque Haddad representa Lula, e o Brasil e o mundo necessitam do que Lula representa.
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Que todos aqueles que, como eu mesmo, tiverem seus candidatos derrotados, esqueçam eventuais frustrações e celebrem a derrota do fascismo mais extremado.em nossa sociedade. E, quem sabe, um Lula livre não se torne mais uma vez um embaixador natural do Brasil, aos olhos de um mundo que dele não se esquece, e o respeita e admira…?
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Quem sabe, não vale a pena a gente tentar sonhar de novo
e ser feliz…?


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