
Por Sandro Valeriano
Vivemos a falência da centro-direita no Brasil?
Observando através do mapa multivariado as eleições presidenciais de 2014 no primeiro turno, observo um equilíbrio de forças na disputa entre o campo popular, liderado pelo PT e uma centro direita composta pelo PSDB (azul) e Marina Silva (verde). Hoje, os espaços que foram hegemonizados pelo campo PSDB/Marina estão sob a liderança da candidatura de extrema direita. Destacamos importantes colégios eleitorais nessa condição como Rio de Janeiro, São Paulo e a região sul.
A esquerda se reagrupou após o golpe de 2016 e caminha para retomar seus espaços. Tem um conjunto de candidatos a governador em posição de liderança e deve se recompor do golpe que sofreu. Hoje volta a discutir e apresentar para a sociedade seus projetos para o país.
Conseguirá a centro direita se recompor? Minha percepção dependerá da habilidade dos seus quadros, nem todos podem contar como uma liderança como o Lula. Por outro lado a extrema direita, felizmente, parece ser bastante imatura.
Ao fim o processo de ataque a política e a democracia, liderado pela Globo e pela alta burocracia estatal, parece estar mais próximo do seu fim do que do seu começo. Esperamos que a democracia se fortaleça, que a vontade popular seja respeitada e a soberania popular prevaleça.
alexis
30 de setembro de 2018 12:17 pmAnálise irreal
O texto discute espaços políticos numa população com apenas 1% de ricos e com 95% da população ganhando abaixo até do mero auxílio-moradia que recebem os Juízes. O Brasil possui mais de 90% de gente mal preparada política e civicamente. Parte desses cidadãos tem aderido historicamente ao PT e, o restante, é uma massa ingênua e bobina, manipulada por pastores de igreja e pela rede Globo. Por isso é que existe PT e anti-PT, pois as teses que defendem o 1% da população mais rica não tem condições de “convencer” ao eleitorado, mas sim a influencia antes citada (Mídia e igrejas), mediante discussões comportamentais e rasas, criando anti-PTs por conta de outros assuntos do cotidiano e não do substancial da política partidaria.
Mário Mendonça
30 de setembro de 2018 12:36 pmPrezado Sandro
Bom dia
Será
Prezado Sandro
Bom dia
Será a maior vitória de nossa “esquerda” de todos os tempos!
Abração
WG
30 de setembro de 2018 1:30 pmVivemos a falência da
Vivemos a falência da democracial liberal. O mercado regula a democracia, não mais o contrário.
rdmaestri
30 de setembro de 2018 1:41 pmVamos falar sério, o centro não existe!
As pessoas ficam procurando achar nas eleições o que eles denominam de centro, pois a adoção desta palavra para descrever uma posição política perece extremamente agradável, o nome CENTRO representa no imaginário destas pessoas algo centrado, longe dos extremos, com famílias felizes vivendo num limbo maravilhoso longe da terrível direita e da desagradável esquerda. Porém para pensarmos na construção de um bloco de centro a primeira coisa que devemos ficar certos é que existe este bloco de centro.
A ideia de centro é intensivamente mostrada pelos filminhos de Hollywood, onde a feliz “middle class” norte-americana, que estuda em colégio público, tem uma bela casinha no subúrbio e dois automóveis, recebe seu salário mensal que permite uma vida digna e rolar seus empréstimos até que a próxima crise leve o seu carro ou sua casa.
Mas esta “middle class” é realmente uma classe social? Ou ainda, seria possível reproduzir esta classe média eleitoras do CENTRO para o resto do mundo?
Vamos as origens destas pessoas e vamos procurar entender o que são e quais são seus prováveis equivalentes brasileiros!
O classe média norte-americano, assim como o europeu, é na realidade um trabalhador assalariado, ou um pequeno empreendedor, que vive do seu salário ou dos salário que seu pequeno empreendimento lhe dá como “lucro”, ou seja, o dono do pequeno negócio trabalha intensivamente durante toda a sua vida, sem férias e sem descanso para no fim desta garantir uma pequena aposentadoria proveniente do seu fundo de pensão.
Porém não podemos esquecer que este “classe média” norte-americano, recebe aproximadamente o mesmo que recebia um bom trabalhador da indústria nas décadas de 60 e 70, e o mais importante é que o sua sobrevivência provinha do seu trabalho e talvez em parte do que ele ganha acima do salário de alguns empregados em suas microempresas. Ou seja, o nosso equivalente brasileiro do classe média norte-americano é o funcionário público ou mesmo o funcionário de nível superior das grandes empresas industriais e comerciais que ainda existem no nosso país, também seria o dono do armazém o da pequena oficina mecânica que lutam a vida inteira para não falir ou rezam para que um supermercado não abra ao lado de seu armazém.
Se quiséssemos classificar corretamente as classes sociais, deveríamos adotar uma divisão pura e simples em quem vende a força do trabalho e quem vive da compra desta força e trabalho e se apropria em parte do valor que esta gera. Adotando esta divisão clara e que não inclui faixa de renda, mas sim a venda e a compra da força do trabalho, se vê claramente que a chamada classe média está na ponta de quem vende a sua força de trabalho, colocando aqui todo o aparato burocrático estatal que vende a sua força para o Estado, e na concepção antiga de Estado este não deveria dar lucro.
Logo saindo da abstração idílica da classe média como uma cópia de uma classe média do primeiro mundo, em que a exploração do resto do mundo subdesenvolvido permitia que algumas benesses desta superexploração fosse passada para sua classe média, podemos passar para a segunda abstração também idílica da classe média brasileira.
Falamos tanto que o nosso país é desigual, e inclusive a nossa classe média em alguns momentos pensa em diminuir esta desigualdade, porém o que passa nos dias atuais, em que a chamada classe média brasileira se radicaliza pensando em votar nos candidatos liberais para manter o seu status de vida, é que essa “classe média” se dá conta que a sua sobrevivência como “classe média” depende não da superexploração de países vizinhos, mas sim do proletariado brasileiro. Desde o engenheiro em que seu salário é mantido por um salário mínimo miserável do trabalhador da construção ou da fábrica, do funcionário público de carreira que sabe que para o Estado poder pagar um salário mais alto é necessária uma massa de terceirizados das mais diversas formas, como os estagiários, que trabalharão muito abaixo do seu salário. No limite todos os quadros médios femininos do serviço público e da iniciativa privada, em que o salário da mulher é parte importante na manutenção do nível de “classe média” tem como necessidade a exploração do trabalho da doméstica para que liberem seu tempo para a educação e treinamento e para a execução posterior de suas tarefas.
Como conclusão se pode dizer que o CENTRO no BRASIL é composto de uma classe trabalhadora, que por deter um nível de instrução maior, tende a uma superexploração das classe trabalhadoras para se manter como “classe média” equilibrando-se entre uma hipotética e distante chance de ascender para os níveis superiores do capitalismo, e uma próxima e real perspectiva de se proletarizar não em termos de classe, mas sim em termos de rendimento, pois na realidade são um proletariado melhor remunerado a custa da superexploração do proletariado que ocupa os trabalhos com menor remuneração.
Em resumo, podemos dizer que o centro é formado por pessoas que adotam uma ideologia de direita, sem pertencer as classes dominantes do grande capital, e na realidade são proletários melhor remunerados, ou seja, o centro é uma miragem.
Paulo Dantas
30 de setembro de 2018 1:55 pm“a candidatura de extrema direita”
“a candidatura de extrema direita” teve e tem vários cabos eleitorais , Áecio , Cabral , Lula , Dirceu , Alckimin , Serra …
Num eventual segundo turno entre este candidato e Chico Bento dos quadrinhos voto no Chico diga-se de passagem.
FPivetta
30 de setembro de 2018 2:42 pmBloqueio de compartilhamento de matérias
Tenho sido bloqueada em compartilhar matérias para o facebook: aparece mensagem dizendo que a matéria foi denunciada por ter caráter abusivo. São várias que tentei e não consegui.
Frederico Firmo
30 de setembro de 2018 2:48 pmUma afirmação bobinha.
A maioria do seu 1% parece que apoia o Coiso. Isto me indica que a maioria do seu 1% é mal preparada politicamente, ou é manipulada por um evangélico de farda, que quando perguntado sobre economia responde: pergunta no posto ipiranga. Quando perguntado sobre direitos trabalhistas : pergunte ao General Mourão. E sobre educação: pergunte à escola sem partido.
Em resumo me parece que o seu 1% manipulado pela ganância e pela ideologia de Mercado, e pela total ignorância sobre a realidade do país, tenta manipular de novo, ou quiça dar um outro golpe. Não me parece que entendam o que é democracia aliás parecem que odeiam a democracia.
PS: Uma resposta a Analise irreal de Alexis, abaixo.