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Ignorância Além da Imaginação

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Sugestão de Almeida

Ignorância Além da Imaginação

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“The Twilight Zone, série chamada por aqui de Além da Imaginação, é coisa antiga. Ainda assim, encontramos nessa série três episódios que podem falar diretamente sobre nosso momento histórico…”

No Brasil desenvolveu-se uma jabuticaba perigosa: é o único país do mundo onde existe uma extrema direita com militância aberta contra a causa dos Direitos Humanos, com o beneplácito de setores “liberais”, que descaradamente passam o pano para esses grupos, com intuito oportunista de angariar deles simpatias e alianças de projetos. Aqui, os Direitos Humanos são tratados como pessoas ou grupos sociais, costumamos ouvir expressões tipo “Cadê os Direitos Humanos?”, “O pessoal dos Direitos Humanos”. Uma variante é tratar a questão como a “Política dos Direitos Humanos”, como se tratasse de uma abordagem de política de governo, oriunda de uma corrente ideológica ou de partidos específicos que ascenderam com a Nova República. Vou postar outro vídeo para discussão desse tema. 

 

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9 Comentários
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  1. Nender, o tal.

    28 de setembro de 2018 11:23 am

    Arf…

    Mas que síndrome de vira-latas é essa minha gente?

    Não é o Brasil o único país no mundo que trata os direitos humanos forma citada aí em cima.

    Claro que isso não é um alento, mas cair na conversa fiada das ongs tipo “anistia internacional” e “transparência” e outras dá no que deu por aqui: golpe.

    Nos EUA, na Europa, a pauta dos DH são instrumentos de acirrada disputa política, e não raro até o estamento da mídia deles usa episódios com viés semiótico para relativizar ou tratar os DH como bandeira de “grupo”.

    Os atentados racistas terroristas nos EUA sempre são tratados como problemas individuais de lobos solitário.

    O massacre em um ilha da Noruega (senão me engano) não foi um ato de terrorismo racista, foi coisa de um lunático.

    Há uma extensa pauta de ódio que alimenta movimentos que são acarinhados pelos liberais.

    Talvez a única exceção na Europa seja o caso dos judeus, que têm uma poderosa máquina de propaganda e mobilização, graças a memória do holocausto, que eles corretamente não deixam desaparecer, enquanto tratam os palestinos com as mesmas táticas que foram vítimas.

    O problema que aqui, no Brasil, a violação tem escala muito maior, dada a conjuntura conflagrada pelas “guerras ao tráfico” e outras formas de criminalização da pobreza.

     

     

     

    1. Caludio Barbalho

      28 de setembro de 2018 12:25 pm

      É isso mesmo, essa tatica vem
      É isso mesmo, essa tatica vem sendo usada pela direita em todo lugar.
      O viés ideológico é exatamente o mesmo, só que aqui, é em português.

      1. Almeida

        28 de setembro de 2018 4:27 pm

        Desde quando Direitos Humanos é tática, zé mané?

        Eu não digo que aqui existe também essa jabuticaba: uma “esquerda” adversária da causa dos Direitos Humanos. 

        Estão aí acima dois representantes. Será que dá para cair a ficha? Podem responder  a que órgão da ONU, o ex-presidente Lula recorreu para garantir seus direitos violados por um processo injusto? Que estatuto ele invocou para reivindicar seus direito?

        Sei, Direitos Humanos é “conversa fiada das ongs tipo “anistia internacional” e “transparência” e outras”. 

        Com uma “esquerda” dessas, ninguém precisa do “elenão”.

    2. Almeida

      28 de setembro de 2018 4:29 pm

      Onde é que eu disse que é “o BRASIL que trata”?
      O pior analfabeto funcional é aquele que  não quer entender, tem má vontade ou é desonesto mesmo para entender, o que lê. O meu texto é claro, nele está dito que o Brasil é o  único:  onde existe uma extrema direita com militância aberta contra a causa dos Direitos Humanos.

      Não é o Brasil que trata a causa de Direitos Humanos como algo avesso à sua legislação ou políticas públicas, é uma extrema direita atuante na vida política legal do país, que quer revogar o princípios da Declaração, tanto da Lei, quanto das ações governamentais. Ela faz discursos contrário aos Direitos Humanos. Há razões históricas para isto, tem a ver com motivações atávicas dos tempos do pelourinho, passando pelas ditaduras, até a auto-anistia dos golpistas militares e seus torturadores. No final do texto, comento que postarei um vídeo para essa discussão, algo que estou impossibilitado no momento, por não dispor dos arquivos onde deixei as informaçoes sobre o tema.

      Em lugar nenhum do mundo, você verá um datena da vida vociferando e espumando, por veículo de comunicação de massa: “Cadê o pessoal dos Direitos Humanos?”. É impensável um parlamentar, na tribuna do Congresso, fazer um discurso, para reclamar, nominalmente, da “Política dos Direitos Humanos”.

      Uma coisa é violação ou descumprimento de Direitos Humanos, outra é uma militância, mobilização política contrária aos princípios enunciados na carta de 1948.

      No Brasil encontramos uma outra jabuticaba, militantes que se dizem de “esquerda” e consideram o tema Direitos Humanos, uma “conversa fiada das ongs tipo “anistia internacional” e “transparência” e outras”. Talvez o cachimbo explique seu caso de boca torta, afinal é samango, né? Formado na doutrina da “guerra ao crime”…

      Quando foi subscrita na ONU, nenhuma nação lá presente, nem as que aprovaram a carta, nem as que se abstiveram, cumpriam a risca o seu enunciado. Das oito que se abstiveram, o bloco do “socialismo real” alegou abstenção, por não concordar com o ponto relacionado a propriedade privada, embora  as motivações reais fossem outras, hoje bastante conhecidas, pelas quais não queriam responder; a Arábia Saudita ainda mantinha escravidão, que aboliu doze anos mais tarde; a África do Sul tinha recém inaugurado o regime de Apartheid; abstiveeram para não passar atestado de hipócritas, é o máximo que se pode dizer sobre elas.

      Das nações que aprovaram, França e Inglatera eram potências colonialistas, tinham impérios onde o Sol e as violações dos Direitos Humanos nunca se punham; no EUA a segregação racial era lei; no Brasil, em toda e qualquer delegacia de polícia eram encontradas palmatórias, pau-de-arara, coroas de cristo e outros instrumentos de tortura. Até 1990 a homossexualidade era considerada doença pela OMS, a abordagem da comunidade  LGBT como uma questão de Direitos Humanos é algo muito recente, na história das nações.

      1. André élebê

        28 de setembro de 2018 7:10 pm

        “No Brasil desenvolveu-se uma

        “No Brasil desenvolveu-se uma jabuticaba perigosa: é o único país do mundo onde existe uma extrema direita com militância aberta contra a causa dos Direitos Humanos […]”

  2. rdmaestri

    28 de setembro de 2018 11:54 am

    Almeida, meu caro.

    O espantalho está sendo desmontado, Alckmin o substituirá no segundo turno, aí no lugar de dois anos de Bolsonaro teremos 20 anos de Tucanistão no Brasil.

    Isto esta totalmente dentro da imaginação de quem raciocina sobre quem o “Mercado” quer como candidato.

    A tempo: Ciro será atacado nesta próxima semana (tudo dentro da imaginação).

     

    1. Almeida

      28 de setembro de 2018 4:59 pm

      Falta combinar com os russos, não?

      Parece que são mais de cem milhões de “russos” que entrarão em campo, no domingo dia 7.

      Não é nada imaginária as adesões públicas do chamado “mercado” ao ‘elenão’; é preciso muita imaginação para achar que os eleitores do ‘elenão’ vão migrar no primeiro turno para o chuchu…

      Conhecendo a fauna tresloucada, os bolsominions, acho mais fácil eles peregrinarem até o Monte e deslocarem o apoio dado ao capitão para o cabo…

      Um abraço.

       

    2. Ale Nogueira

      28 de setembro de 2018 5:02 pm

      O Mico Milico faz o Tucano

      O Mico Milico faz o Tucano parecer Santo

  3. Maria Luisa

    28 de setembro de 2018 1:22 pm

    Precisamos ser cada vez mais didaticos

    O video é bem instrutivo, porém ao ler rapidamente alguns comentarios, eles insistem em falar em ideologia e esquerdismo… A dificuldade de interpretação de textos e fatos é grande ainda. E a internet, por ser impessoal, é o lugar onde a ignorância faz escola, até eu mesma por vezes respondo a certos comentarios com raiva. Resta esperar que no futuro as novas gerações sejam menos propensas a se deixarem enganar e mais esclarecidas. 

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