Reportagens e editoriais veiculados por Economist, Financial Times e Bloomberg alteram percepção sobre presidenciáveis

Foto: EBC
Jornal GGN – Os principais jornais internacionais alinhados ao mercado financeiro publicaram nos últimos dias uma série de artigos e editoriais demonstrando preocupação com um governo no Brasil presidido por Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que começam a se referir ao candidato do PT, Fernando Haddad, como um político sério e moderado.
O levantamento foi exposto na coluna de Patrícia Mello, na Folha de S.Paulo, mostrando mudança de foco das lentes do Economist, Financial Times e Bloomberg.
“Sabemos que alguns dirão que esses veículos aí são todos “fake news”. Esses alguns deveriam se preocupar com uma possível debandada da “entidade” mercado, que antes apoiavam Bolsonaro de forma quase eufórica”, conclui a colunista.
Para o editorial da revista Economist, se Bolsonaro for o vencedor nessas eleições, “o próximo governo não conseguirá nenhuma (das reformas) acima citadas. Pior, seus instintos autoritários podem enfraquecer ainda mais a democracia brasileira”. O material afirma, ainda, que o candidato da extrema-direita irá “colocar em risco a sobrevivência da democracia do maior país da América Latina”.
A mesma linha repete o jornalista Jonathan Wheatley, no Financial Times, apontando que analistas começam a avaliar que Bolsonaro não acredita na necessidade de reformas, “Paulo Guedes certamente é um reformista, mas isso não significa que Bolsonaro vá ouvi-lo”, reflete pontuando, em seguida, que Fernando Haddad “é, na realidade, uma pessoa séria”.
“Apesar de o programa do PT ser muito contrário a reformas, e inclusive prega que sejam desfeitas as reformas bem pequenas que foram feitas, ele é um cara sério que acredita em deixar a Petrobras e outras petrolíferas determinarem preços, acredita em uma previdência unificada, acabando com o sistema de previdência injusto que beneficia o setor público em detrimento de todo o resto. Então o mercado pode acabar conseguindo o que quer, do jeito que menos espera”, completou.
Já Joe Leahy, chefe da sucursal do Financial Times no Brasil declarou em um podcast:
“Fernando Haddad é um moderador que governou São Paulo por quatro anos, foi fiscalmente responsável e adotou ideias progressistas para transporte público que foram apoiadas pela classe média alta”, destacando sua preocupação com o partido do presidenciável que teria se radicalizado “muito por causa do impeachment”, querendo trazer de volta o modelo econômico de Lula considerado pelo jornal “de grandes gastos dependente do boom das commodities”.
“Vai ser difícil para um governo Haddad lidar com as pressões do PT e do Congresso, que certamente será hostil ao PT”, ponderou.
O Bloomberg, por sua vez, pontuou em reportagem a preocupação de o general Hamilton Mourão assumir o protagonismo no lugar de Bolsonaro. “Esses militares reformados não têm um comprometimento real com as instituições democráticas”. Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.
Bruno Cabral
23 de setembro de 2018 9:49 pmBonito vai ser Mourao golpear o coiso
Ja que o mourinho de Curitiba golpeou Lula e Dilma…
Não é o Myrdal
23 de setembro de 2018 9:54 pmHaddad é o cara certo no país
Haddad é o cara certo no país errado. Mas como o país certo está por se construir e não depende apenas do Haddad, é muito triste saber que, mesmo se eleito, poderá ter os mesmos problemas que enfrentará Dilma.
Haddad foi moderno até demais para São Paulo. Não é necessário nem ler alguma análise do FT e quetais, o Mano Brown deu a deixa, e assinei jembaixo á na época o que ele disse sobre o abandono da periferia a quem ainda a olhava.
Este tom de sempre empurrar para mais adiante, mais uma vez, e outra, e outra…
Arlene Ayala
23 de setembro de 2018 11:00 pmO mercado já escolheu o seu
O mercado já escolheu o seu candidato.
Elvys Pina
23 de setembro de 2018 11:11 pmNa real: o capital odeia
Na real: o capital odeia riscos desnecessários e adora a velha e boa estabilidade.
Oscar Kohl Filho
23 de setembro de 2018 11:59 pmSerá que os caras,
que não gostam de sustos, acham que o Paulo Guedes é o Zélio Cardoso do Bolsonaro?
João-ninguém
24 de setembro de 2018 12:07 amcom o mercado apoiando
com o mercado apoiando alckmin ou bolsonaro, o hadad só subiu… quem sabe o mercado decidiu apoiar o haddad pra ver se ele perde um pouco de apoio e cai…
emerson57
24 de setembro de 2018 12:23 amBolço já era.
E do Çiro, adversário do Haddad no segundo turno os jornais e revistas internacionais não falaram nada?
Eureka
24 de setembro de 2018 12:39 amManifesto dos artistas contra Bolsonaro
MANIFESTO CONTRA BOLSONARO UNE ARTISTAS E INTELECTUAIS DE DIVERSAS TENDÊNCIAS
Chico Buarque, eleitor do PT, Caetano Veloso, que vota em Ciro Gomes, Miguel Reale Júnior, ligado ao PSDB, Wagner Moura, eleitor de Guilherme Boulos, e Neca Setúbal, apoiadora de Marina Silva, são alguns dos 333 nomes que divulgaram um manifesto contra a ameaça fascista, representa por Jair Bolsonaro. “Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos. Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação”, diz o texto, que sinaliza uma aliança antifascista no segundo turno
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/369737/Manifesto-contra-Bolsonaro-une-artistas-e-intelectuais-de-diversas-tend%C3%AAncias.htm
Roberto São Paulo-SP 2016
24 de setembro de 2018 2:50 amO PT defende Lula
PSDB acreditava que com a prisão Lula seria abandonado pelo PT, como ocorreu com José Dirceu e José Genoíno, e que o PT não conseguiria lançar um candidato competitivo em 2018. Neste cenário os eleitores de Lula votariam em um candidato do PSDB para derrotar o fascismo.
Acontece que o PT não abandonou Lula, muito pelo contrário, trouxe Lula para a campanha eleitoral, com isso o PT reforçou os laços com os eleitores de Lula, e com apoio dos governadores do PT, está conseguindo consolidar Fernando Haddad junto aos eleitores de Lula e do PT.
Até as eleições quase todos os eleitores do PT e de Lula, vão saber que Fernando Haddad é o candidato do PT apoiado por Lula.
Neste cenário, Fernando Haddad pode ter uma votação expressiva acima dos 30% do eleitorado, e caso consiga a totalidade dos votos que seriam de Lula, vencerá em primeiro turno.
O PSDB praticamente acabou, em função de que sua base partidária aderiu ao fascismo, e não conseguir o apoio dos eleitores de Lula e do PT,
O PSDB pode até ressurgir para as próximas eleições, mas provavelmente deixará de ser a principal alternativa de poder, como foi nas eleições anteriores.
aureliojunior50
24 de setembro de 2018 4:42 amLógica
A “entidade mercado “, tem até certa consideração pelo Guedes – como um teórico, assaz ultrapassado – , mas sabe que suas “propostas”, ou idéias, morrem no primeiro embate com qualquer congresso, afinal o tempo dos “chicago boys” passaram há anos, e somente exequiveis – nas medidas que ele as propõe – com um regime ditatorial extremo, e ditaduras, mesmo as “constitucionais” , o mercado tambem sabe que derivam para movimentos de controle de fluxo de capitais, nacionalismos vãs não interessam a ” entidade mercado “.
Equacionando Haddad X Bolsonaro, as variaveis tendem a Haddad.
Ale Nogueira
24 de setembro de 2018 10:15 amA meu ver, isso tudo faz
A meu ver, isso tudo faz parte da estratégia pró-Alckmin: eleitores do Bolsonaro dificilmente migrariam para Haddad ou Ciro.
Joel Almeida
15 de outubro de 2018 4:28 pmAs informaçãoes que circulam
As informaçãoes que circulam nesse Brasil, é totalmente tendenciosa!!!