O jogo político muda como as nuvens, e a sistemática insistência em recusar que traidoes de outrora podem ser aliados logo a frente faz com que hoje a principal critica ao PT, principalmente do campo progressista, seja o fisiologismo. Trata-se as alianças da mesma forma como se trata as relações individuais, do dia-a-dia, onde, normalmente, “não perdoamos” aqueles que nos ingligiram qualquer tipo de mal. Mas não é assim, sabemos.
Hoje, pega-se o apoio de Renam Calheiros, Eunício Oliveira, entre outros apoiadores do golpe parlamentar como balas de grosso calibre para tentar matar de vergonha o boi vermelho que insistiu em seguir seu mentor político e não o cabra do Ceará. Ou seja, para muitos, a degradação moral pestista é evidente pois a amizade do PT com os corruptos golpistas está volta; como se amizade existisse no contexto da composição política. Se assim o fosse, as forças que se reuniram para derrubar Roussef poderiam ser chamadas de exemplo de fraternidade.
Lendo textos de intelectuais progressistas e jornalistas comprometidos com a Democracia nota-se que mais de uma dezena de vezes cantaram nesses ultimos anos o fim, o gurufim do boi vermelho mesmo tendo alguma simpatia pelo mesmo. Em 2016 sabemos que o fato do boi ter perdido prefeituras por todo o Brasil foi, à época, confirmação, mais uma, da sua morte política. Não tem mais jeito, é o fim do boi.
O problema é que quando o boi não morre, ou melhor, insiste em não morrer, nem mesmo quando sua alma é trancafiada, as previsões erradas começam acumular, e a simpatia da lugar à raiva porque errar uma, duas, três vezes é humano, mas mais do que isso, e ainda mais para intelectuais, é demais.
O recado que o boi está mandando nesse momento de camapanha eleitoral, especial para os setores progressistas, é que é preciso respeitar seu adversário político, jamais contar com o ovo no fiofó da galinha para não ficar por ai dizendo que o boi deveria mesmo é desistir e dar lugar a outro, de carne mais macia, palatável para um maior numero de brasileiros.
O que temos agora é que a carne do boi vermelho ainda parece saborosa a crescente número de brasileiros. Daí, entende-se que o boi não está morto como desejaram a Direita, e ultimamente vem desejando uma parte progressista. De qualquer modo, parece ser da natureza do boi vermelho perdoar, pois dia após dia vemos Haddad dizer que quer os urubus compondo seu possível governo.
Alguns podem dizer: quanta falta de vergonha na cara desse boi por ainda querer fazer política com seus denegridores.! Haja fisiologismo! Mas é do boi perdoar na esfera política.
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