4 de junho de 2026

Bergamo: Corregedoria não vai punir promotores por intervirem na eleição

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Jornal GGN – O processo contra os promotores e procuradores da República que apresentaram denúncias contra Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Beto Richa, no meio do processo eleitoral, na tentativa de atingir a imagem dos candidatos, ainda não foi instaurado, mas a grande mídia já sabe o resultado. Dificilmente a Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público vai punir os membros da instituição por suposta tentativa de interferir nas eleições.

Na quinta (13), a jornalista Mônica Bergamo informou que a Corregedoria aceitou a manifestação de Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, conselheiro do CNMP, e decidiu iniciar uma investigação prévia, solicitando informações aos promotores. A depender do resultado desse procedimento, a ação administrativa poderia evoluir para um processo mais grave.

Mello Filho anotou que a ideia com a investigação não é entrar no mérito das denúncias oferecidas contra Haddad, Alckmin e Richa, mas saber quando os inquéritos foi instaurados, para acabar com as suspeitas de que as ações se deram de maneira atropelada, apenas para produzir efeitos durante a corrida presidencial.

O conselheiro observou ainda que a investigação é um mecanismo de resguardar a imagem do Ministério Público, que não pode ser manchada por agentes que supostamente utilizam o cargo para intervir em assunto que só compete à opinião pública.

Mas, segundo Bergamo publicou nesta sexta (14), ainda que o processo seja instaurado, dificilmente uma corregedoria formada por uma maioria de promotores vai decidir por sancionar seus pares. “(…) a possibilidade de promotores que abriram ações contra Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Beto Richa serem punidos pelo CNMP é remota. O MP tem oito dos 14 votos do colegiado.”

Alckmin foi alvo de uma ação do MP-SP, que o representou por improbidade administrativa usando uma já conhecida delação da Odebrecht. Com Haddad, a estratégia foi além: uma mesma causa (delação da UTC) deu origem a 3 ações diferentes: uma eleitora, uma cível e outra penal. O jornalista Kennedy Alencar até ironizou a investida dos procuradores, dizendo que só faltam denunciar Haddad na Vara da Família. Já Beto Richa foi preso nesta semana em operação do MP do Paraná, que atuou em paralelo a uma operação dos procuradores da República na Lava Jato (MPF).

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    15 de setembro de 2018 10:20 am

    Pode interferir impunemente
    Quer dizer, pode engavetar inqueritos para serrm usados apenas em determinadas condicoes?

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