4 de junho de 2026

Mourão diz que cirurgia atrasa Bolsonaro nas ruas, mas que ele é “insubstituível”


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – A nova cirurgia realizada no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), na noite de ontem (12), irá atrasar a volta do candidato às atividades de campanha. A informação foi dada pelo vice na chapa, o general Hamilton Mourão, em declaração à Reuters. “Vai atrasar a volta dele para atividade”, afirmou, assertivo. Questionado se o tempo necessário de recuperação será antes das votações em primeiro turno, Mourão respondeu que “não dá para dizer”. 
 
Por outro lado, o general, que é vice na chapa e já articula junto ao seu partido, o PRTB, de tomar a frente das atividades de campanha, solicitando inclusive ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para susbstituir Bolsonaro nos debates de televisão, mostrou que está conforme com a pausa do presidenciável.
 
“Nessa ânsia de quando vai voltar, isso acaba até causando mais estresse para ele”, disse, conformado-se com o tempo ausente do presidenciável em campanhas, independente se pode ser demorado ou não.
 
Como mostrou o GGN ontem, Hamilton Mourão deu outras declarações à imprensa demonstrando intenção de assumir a liderança da agenda de campanha de Bolsonaro, por ele. 
 
“Esse troço [vitimização] já deu o que tinha que dar. É uma exposição que eu julgo que já cumpriu sua tarefa. Ele vai gravar vídeo do hospital, mas não naquela situação, não propaganda. Vamos acabar com a vitimização, chega”, havia dito o vice, logo após uma reunião com correligionários do PRTB.
 
O partido também se mostrou interessado em assumir a frente das atividades eleitorais, decidindo entrar com um pedido no TSE para que o vice susbstitua o presidenciável em debates, enquanto Bolsonaro segue hospitalizado. Mourão avia afirmado que esse é o desejo de sua sigla, não mencionando o PSL de Bolsonaro, e que tinha como objetivo “não perder tempo”.
 
Mas após a repercusão das declarações, Mourão usou os atos de campanha, nesta quinta-feira (13), em Ponta Grossa e Curitiba, para contrariar as declarações e afirmar que não há intenção de representar Bolsonaro nos eventos de campanha. Á Reuters, afirmou que a chapa decidiu apenas “manter a campanha no ar”.
 
“Vamos manter a campanha no ar, mas nada em substituição a ele (Bolsonaro), que o considero insubstituível”, disse Mourão, negando o viés dado sobre as declarações dele desde esta quarta-feira (12).
 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Jorge Luis

    13 de setembro de 2018 5:43 pm

    Estou muito curioso para

    Estou muito curioso para saber como procederão com relação a debates e entrevistas. O general será autorizado pelo TSE a substituir o cabeça de chapa em todos os atos de campanha? As TVs vão convidar o vice para participar dos debates e entrevistas junto com os outros candidatos a presidente?

    Não custa lembrar que Haddad não foi autorizado a fazer nada disso, mesmo antes do TSE julgar a inelegibilidade de Lula.

    Eu tenho repetido muito essa frase ultimamente: “Nada como um dia depois do outro”.

  2. Marco A.

    13 de setembro de 2018 5:57 pm

    “Acertivo”?!!

    assertivo [De asserto + -ivo.]

    Adjetivo. 1. Que contém ou faz um asserto; afirmativo, assertório. 2. Fig. Que se mostra firme, seguro ao revelar sua posição, pensamento ou sentimento, sem, contudo, ultrapassar o limite do respeito. ~ V. frase –a.

    1. Anarquista Lúcida

      13 de setembro de 2018 7:20 pm

      E daí? Mudou o sentido?

      É o cúmulo da pobreza de idéias criticar ortografia numa discussao política.

  3. Rui Ribeiro

    13 de setembro de 2018 6:14 pm

    Quem é insubstituível não precisa de vice

    Se o Bolsonaro é insubstituível, não deveria haver vice na sua chapa.

    Ou o Mourão derrogou o art. 79 da CF, o qual dispõe que, o vice-presidente SUBSTITUIRÁ o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no caso de vaga?

  4. Marcos Antônio

    13 de setembro de 2018 7:09 pm

    Mourão e a maçonaria…

    Tivesse a maçonaria o mesmo ardor de ver valores que cultua aplicados a nação brasileira, há muito tempo já teríamos erradicado a fome, a miséria, já teríamos regulado os juros, serímos não um país, mas uma nação!

    Ao ver o tratamento desigual e seletivo dado ao mourão pela maçonaria, ato que reforça as desigualdades, compreende-se que ainda estamos na velha dicotomia que atravessa milénios na qual a mão direita faz coisas, que não sabe a mão esquerda!

    Que a pátria é algo sério, mas não superior ao povo que a habita.

    Há povo sem pátria, mas não há pátria sem povo!

    Prover igualdade e principalmente, usar de seus predicados para implenmentá-la – é imperioso para aqueles que ascenderam em suas vidas!

    [video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=oKC9VYknJ6E%5D

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