4 de junho de 2026

Brasileiros precisam ir às ruas para garantir a eleição, diz Boaventura de Sousa Santos

 
Jornal GGN – “As instituições brasileiras não são confiáveis e os brasileiros devem estar disponíveis para defender nas ruas, pacificamente, a democracia. Agora e depois das eleições”, se elas forem realizadas. É o que afirma o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, em vídeo divulgado com exclusividade pelo canal da Boitempo no Youtube.
 
Na produção, Boaventura chama atenção para a possibilidade de mais uma pancada na democracia, caso uma candidatura de esquerda demonstre real possibilidade de vencer a eleição de 2018. E, caso a nova tentativa de desestabilização não seja concretizada e o pleito saia do papel, uma derrota do grupo golpista certamente acentuaria a crise e deflagraria mais um movimento pela ingovernabilidade.
 
“Numa emergência de um candidato de esquerda poder ganhar as próximas eleições, vão criar imediatamente uma situação de ingovernabilidade. Se deixarem que as eleições se realizem, vão criar situação de ingovernabilidade imediatamente depois da eleição. É por isso que o brasileiros têm de ir para as ruas pacificamente defender a democracia”, disse.
 
Na visão de Boaventura, “essas forças golpistas – que se não tivessem feito o golpe [do impeachment], talvez ganhassem tranquilamente as eleições de 2018, tendo em atenção que alguns governos sofrem certo desgates e, na democracia, são substituído democraticamente – esses golpistas impacientes não quiseram esperar esse ciclo e procuraram conquistar o poder rapidamente e de maneira mais brutal.”
 
É de imaginar, portanto, que eles farão “qualquer coisa” para tentar permanecer no poder pelas vias legítimas. Prova disse é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, em desrespeito à liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU que garantiria Lula na eleição.
 
“O que interessa fundamentalmente é que eles querem fazer de tudo, custe o que custar, para prevalecerem nessa eleição, como a decisão do TSE revela. Portanto, os brasileiros precisam se confrontar com essa realidade: as instituições não estão confiáveis.”
 
“Os golpistas não têm interesse na democracia, têm interesses nas riquezas naturais e na prevalência de um capital financeiro voraz e abutre que vai sugando as riquezas de todos os trabalhadores. É na rua que se defende a democracia desde já, procurando que essa eleição se realize da maneira mais legal. [É preciso] defender as eleições qualquer que seja o resultado dessas eleições. Essa é minha advertência e alerta em função de uma degradação das intituições que atingiu proporções tão grotescas e repugnantes.”
 
https://www.youtube.com/watch?v=Qm4Yex03UMM

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. cesarcardoso

    12 de setembro de 2018 9:34 pm

    “vias legítimas”

    É de imaginar, portanto, que eles farão “qualquer coisa” para tentar permanecer no poder pelas vias legítimas. Prova disse é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, em desrespeito à liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU que garantiria Lula na eleição.

    Vias legítimas ou “legítimas”… tendo em vista a partidarização do TSE, nada impede de que o resultado divulgado seja bem diferente do resultado real.

  2. Hildermes José Medeiros

    12 de setembro de 2018 11:44 pm

    Claro, não vê quem não quer.

    Claro, não vê quem não quer. A criação do Ministério da Segurança Pública, que permite a intervenção das Forças Armadas na segurança pública nos Estados e Distrito Federal é um passo nesse sentido; os urros dos gorilas para amedrontar os eleitores com ameaça de intervenção mitilar, outro; a clara impossibilidade de dar continuidade ao golpe-impeachment de 2016, através do voto como planejado; essas prisões de candidatos às vésperas das eleições (Beto Richa etc.), como precedente para usar o mesmo caminho para impedir candidato indezejável (ninguém mais do que Fernando Haddad); há muitos outros sinais. Está dificultando encontrar apoio para seguir no caminho do golpe, mesmo na direita. Agora, ninguém pode impedir que algum tresloucado ouse, não foi assim em 2014 com Aécio Neves rebelando-se por ter perdido a eleição para Dilma Rousseff? Por isso, não temos outra coisa que fazer ao nosso alcanceq, que não seja: Lula livre, com Haddad e Manuela! Pagar para ver.

  3. twoprong

    13 de setembro de 2018 2:03 am

    Mauro Lopes do 247 também

    Mauro Lopes do 247 também acha: https://www.brasil247.com/pt/blog/91/368572/As-nuvens-est%C3%A3o-ficando-mais-carregadas-no-horizonte.htm

Recomendados para você

Recomendados