
da AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobras
Nota sobre o resultado da Petrobrás no 2º trimestre de 2018
Não foram poucas as vezes em que a AEPET alertou sobre as perdas que a política de preços implantada na Petrobrás por Pedro Parente, a partir de outubro de 2016, trazem para a companhia.
Talvez a maior denúncia tenha sido no editorial “Política de preços de Temer e Parente é America first” de 12 de dezembro de 2017.
O resultado alcançado pela empresa no 2º trimestre de 2018 confirma o que denunciamos.
Em relação ao 1º trimestre a receita liquida cresceu 13% (de R$ 74,5 bilhões para R$ 84,4 bilhões). O lucro bruto cresceu 18% (de R$ 26,8 bilhões para R$ 31,6 bilhões).
Conforme explicação da própria empresa “O lucro líquido de R$ 10.072 milhões comparado ao lucro líquido de R$ 6.961 milhões no 1T-2018, refletiu o aumento do market share (participação no mercado) do diesel e gasolina, devido à redução de importação por terceiros, resultando em crescimento de 6% das vendas no mercado interno com destaque para o diesel que cresceu 15%” (sic)
A recuperação do market share foi obtida após a implantação da política de subvenções do governo ao diesel, motivada pela greve dos caminhoneiros. Esta política de subvenções aumentou o risco dos comerciantes multinacionais estrangeiros (traders) que se retiraram, pelo menos no momento, do mercado brasileiro.
O mesmo efeito poderia ser obtido se a Petrobrás reduzisse seus preços e não mantivesse os preços no mercado interno acima dos internacionais, como vem fazendo. Trata-se de uma política que prejudica tanto a Petrobrás, com a perda de mercado, quanto o consumidor brasileiro, com preços desnecessariamente altos.
A Agência Estado publicou “diante da menor competição com produtos importados, o fator de utilização do parque de refino da Petrobrás no Brasil atingiu 81% no segundo trimestre deste ano, o que representa um avanço de 9 pontos percentuais na comparação com os primeiros três meses do ano e de três pontos em relação a igual período de 2017. Por outro lado, o aumento da carga processada nas refinarias pressionou a exportação de petróleo que diminuiu “ (sic)
Estranhamente, o presidente da Petrobrás Ivan Monteiro, disse que o programa de subvenção aos preços do diesel não traz impactos financeiros para a companhia, porque a companhia será ressarcida pela subvenção reporta o Valor Pro “O subsidio é uma condição de mercado que foi dada pelo governo para o óleo diesel”. Questionado se a companhia foi beneficiada pelos subsídios, devido à queda das importações pelos concorrentes, ele disse que a retração das importações foi uma “primeira reação”, mas que acredita na recuperação da participação de terceiros.
Ora, a recuperação da participação por terceiros só pode ocorrer se ele mantiver a equivocada política de preços estabelecida por Pedro Parente, onde os preços no mercado interno são superiores aos internacionais. Será que Ivan Monteiro vai manter esta política danosa para a empresa e a sociedade?
Isto nós saberemos logo, caso os traders internacionais voltem ao mercado brasileiro.
É preciso lembrar ainda que, apesar dos resultados positivos na receita liquida e no lucro bruto, o lucro operacional caiu de R$ 17,8 bilhões para R$ 16,7 bilhões, pelo efeito das varrições cambiais.
A empresa informou também que o lucro no 1º semestre de 2018 (R$ 17 bilhões) foi o melhor desde 2011.
Este tipo de afirmação é inadequado, pois fazer comparações sem verificar a existência de fatores não operacionais, e não recorrentes, na sua formação leva o leitor a conclusões erradas. É argumento falacioso.
Já na análise do resultado do primeiro trimestre de 2018, verifica-se uma forte influência positiva pela venda das acumulações de Carcara, Lapa e Iara, no montante de R$ 3,2 bilhões.
No segundo trimestre o resultado foi impactado positivamente pela renegociação da dívida da Eletrobrás, R$ 2,1 bilhões, e pelo estorno ilegal da provisão para pagamento da remuneração aos petroleiros RMNR (R$ 3 bilhões).
Para fazer comparação consistente, sem considerar eventos não recorrentes, o lucro líquido do 1º semestre de 2018 deveria ser de R$ 8,7 bilhões (17-(3,2+2.1+3.0)), inferior ao resultado do 1º semestre de 2014 de R$ 10,4 bilhões.
Mas é bom que a comparação seja feita com 2011, ano em que o subsidio da Petrobrás aos consumidores, que muitos dizem que quebrou a empresa, estava a pleno vapor. No 1º semestre de 2011 o lucro líquido foi de R$ 21 bilhões. Ocorre que as refinarias operavam com 98% da capacidade e a Petrobrás tinha quase 100% da participação no mercado.
* Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET) – http://www.aepet.org.br/
ze sergio
7 de agosto de 2018 12:51 pmNÃO NOS FALTAM NEM AS PENAS. 88 ANOS DA INDÚSTRIA DA POBREZA
Sabemos de Lucro criado artificialmente. E na rapidez da Petrobrás em reembolsar de forma antecipada seus Acionistas. Acionistas de Bolsa de Valores em NY. Nossa riqueza sendo entregue em país estrangeiro. Imagina quantos Brasileiros, quantos Polítcos, ou melhor, toda Estrutura Política Brasileira escondida em S / A’s. Escondida atrás de passaportes estrangeiros, que só descobrimos na ‘hora da fuga’. Não é verdade Nuzmann? Diz aí Pizzollato? E você Fugimori (não é exclusividade tupiniquim. É quintomundista)? Quanta complacência de Países Estrangeiros. Por que será? Coincidência, países que se beneficiam das políticas implantadas por estes “Ratos”. Mas tudo não passa de coincidência. Enquanto isto nosso dinheiro é Retido na Fonte em ditatoriais Impostos de Renda. Ou não reembolsam nem a inflação em fascista Fundo de Garantia. Você está participando na farra de Ações ao Portador da sua Petrobrás? Por que mesmo Governos ditos Socialistas ou Progressistas não exigiram a Publicação de Balanços Auditados das Empresas que operam no Brasil? Descobriríamos a farra da Indústria Automobilística? Os Lucros Astronômicos e Inimagináveis das Indústrias Farmacêuticas? Das Estatais Privatizadas, que sempre dão prejuízo à Nação Brasileira, enquanto dão ganhos proibitivos em Bolsas de Valores pelo Mundo afora? Mas sabemos que todos AntiCapitalistas. Que o Capitalismo não é a saída. Que nunca foram Governo. Que não participam e perpetuam a Indústria da Pobreza. Que nunca sabem de nada. Quando descobertos, nada poderiam fazer de diferente. E o Brasil segue na sua Latrina Diária. Pobre país rico e imbecil. Mas de muito fácil explicação.