4 de junho de 2026

Antropóloga renomada é ameaçada por defender direito ao aborto

 
Jornal GGN – A onda de ataque a quem defende mais direitos não para de deixar sua marca. Nesta quinta (5), o Correio Braziliense noticia que a nova vítima da turba desrespeitosa na internet é a professora de Direito da Universidade de Brasília Debora Diniz, escolhida em 2016 pela revista norte-americana Foreign Policy como uma dos 100 maiores pensadores globais do ano.
 
Debora alcançou o reconhecimento internacional com sua pesquisa sobre grávidas infectadas por zika vírus. Estuda temas como feminismo, bioética, direitos humanos e saúde. E foi sua militância pela descriminalização do aborto que a fez vítima de agressões.
 
A acadêmica relatou ao veículo que recebe há alguns meses mensagens na internet e mais recentemente ligações com ofensas graves e ameaças. Teve de registrar queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, que apura o caso.
 
Antropóloga, Debora é chamada abertamente nas redes sociais de “assassina” e “monstro”. Sua imagem é espalhada em comunidades virtuais que tratam de compartilhar o conteúdo ofensivo.
 
“Essa decisão de enfrentar e de levar a sério é difícil. É complicado saber se são covardes de internet ou se há ameaças concretas. Mas, como eles iniciaram uma campanha botando minha foto e tudo, eu tive que tomar essa decisão”, relatou.
 
A professora foi convidada pela ministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal para participar, em agosto, de uma audiência pública sobre descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação. Ela também é pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), que moveu a ação que será julgada pela Suprema Corte.
 
Em nota, a Reitoria da Unb declarou repudio aos ataques sofridos por Debora. “A UnB tem, entre seus princípios, a liberdade de cátedra e o compromisso com a paz e repudia quaisquer manifestações de ódio e intolerância”, afirma.
 
A professora ainda recebeu a solidariedade da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), da UFRJ, da UFF, da UERJ, da PPGBios (Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva) e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
 
A delegacia prometeu divulgar em breve informações e esclarecimentos sobre a apuração do caso.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Elvira

    6 de julho de 2018 1:51 am

    Tema a ser tratado sem
    Tema a ser tratado sem hipocrisia e cinismo

  2. Henrique Nunes

    6 de julho de 2018 3:40 am

    Arquétipos
    Caqueticos arquétipos
    Nutridos aos gritos
    Ilegítimos ouvidos
    Tolhidos ouvimos
    Ineptos aprendizes
    Profeciam espúrios
    Interesses modelos
    Tepidos extasiados
    Fanatismos fascismos
    Arquejantes arautos
    Imprecisos cínicos
    Corruptos histéricos

  3. cam

    7 de julho de 2018 6:34 pm

    que Deus tenha misericórdia!

    que Deus tenha misericórdia!

Recomendados para você

Recomendados