
Protesto na Av. Paulista, de brasileiros que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff, registrou reclamação sobre dólar alto
Por Pedro Rafael Vilela
BC anuncia injeção extra de US$ 20 bilhões para segurar dólar
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, anunciou hoje (7) maior intervenção no mercado cambial para conter o dólar, que fechou o pregão em alta de 2,3%, cotado a R$ 3,926, o maior valor desde 1º de março de 2016. Até o final da semana que vem, serão realizados leilões adicionais de contrato de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, no valor total de US$ 20 bilhões.
Goldfajn atribuiu a desvalorização do real ao cenário externo “mais difícil”, em que a elevaçãoda taxa de juros dos Estados Unidos reverte o fluxo de capital das economias emergentes para os países avançados. Ele garantiu que a atuação do BC será coordenada com o Tesouro Nacional para prover liquidez ao mercado. “O BC e o Tesouro vão continuar oferecendo, de forma coordenada, liquidez continuada, seja ao mercado de câmbio, seja no mercado de juros, enquanto for necessário”, afirmou.
Por meio das operações de swap cambial, o Banco Central vende contratos de venda futura da moeda norte-americana, mas sem transferir o recurso de fato. Ao fim do contrato, o BC garante ao investidor o pagamento da variação do dólar no período e o investidor restitui a variação da taxa de juros no período. Se a taxa de juros for superior, o investidor embolsa os rendimentos. Se a moeda subir mais do que os juros no período, é o BC que sai ganhando. Esse contrato faz com que os investidores diminuam o apetite pela moeda norte-americana e o seu valor frente ao real seja reduzido no mercado de câmbio.
O presidente do BC não descartou adotar outras medidas de intervenção no câmbio, como o uso das reservas internacionais de US$ 380 bilhões do país para injetar dólar no mercado, ou a venda dos chamados contratos de linha. “Não temos nenhum preconceito em usar qualquer instrumento. Estou me referindo a swaps, reservas ou leilões de linha. Até hoje, vimos necessidade apenas na parte de swaps, na busca de IEDs [investimentos estrangeiros diretos] como leilão de linha e uso das reservas, dependendo apenas da necessidade”.
Goldfajn defendeu o regime de câmbio flutuante e ressaltou que a política monetária está separada da política cambial e que o BC não vai usar a taxa básica de juros da economia para interferir no câmbio, mas apenas para controlar a inflação.
Fundamentos
O presidente do BC destacou também os “fundamentos sólidos” da economia brasileira, como o baixo déficit na balança de pagamentos, de 0,4%, e o fluxo de IEDs no país, de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e riquezas gerados no país. “O outro fundamento relevante é que temos uma inflação corrente baixa, até menor que a meta nos últimos 12 meses”, acrescentou.
Ele defendeu ainda as medidas econômicas adotadas pelo governo, como a emenda constitucional do teto dos gastos (novo regime fiscal), e negou especulações de que ele poderia pedir demissão do cargo antes do fim da atual gestão. “Vou ficar até o final, trabalhando com todo afinco”.
Serjao
8 de junho de 2018 2:40 amO golpe dos traidores do Brasil é um sucesso
elevação da taxa de juros dos Estados Unidos reverte o fluxo de capital das economias emergentes para os países avançados
O objetivo não é esse mesmo?
O presidente do BC não descartou adotar outras medidas de intervenção no câmbio, como o uso das reservas internacionais de US$ 380 bilhões
As reservas de anos de trabalho duro e competente dos governos do PT.
Volta, companheiro!
Jus Ad Rem
8 de junho de 2018 2:40 am#
Esse é o famoso “eu era feliz e não sabia”.
Andre Rs t
8 de junho de 2018 2:55 amJa destruiram tudo o que Lula
Ja destruiram tudo o que Lula construiu. So faltava torrar as reservas de mais de 1 tri que tem esse montante graças a Lula.
Pois não golpistas, mãos à obra
Silvio T
8 de junho de 2018 5:12 amO filme se repete, se repete, se..
Tudo que aconteceu no governo sinistro de 98 a 2002. Estão entregando todo o patrimônio nacional, vão torrar o “colchão” de 380 bi deixado por Lula/Dilma e…vamos voltar escravos e agradecidos ao fmi. Vamo lá..
alexis
8 de junho de 2018 8:51 amDólar com “ego” massageado
O dólar é uma mercadoria que sobe de preço quando damos a ele mais importância da que realmente tem. Os governos tucanos do FHC e do Temer privilegiaram a importação em detrimento da produção nacional, e dolarizaram até o preço do combustível, deixando o dólar à vontade viajando através do caminhão até as prateleiras da nossa economia doméstica. Nos governos do PT o dólar era menos utilizado no dia a dia da economia, ficando estável. Assim como o ego do Juiz Moro, inflado cada vez que é premiado nos EUA, o dólar sobe por conta da sua cada vez maior importância na economia local, permitindo que uma brisa no hemisfério norte vire um furacão aqui no Brasil.
WG
8 de junho de 2018 7:34 pmAs reservas acumuladas nos
As reservas acumuladas nos governos do PT já estão sendo transferidas para os especuladores. O país já caiu no abismo, falta conhecer a profundidade.
jose antonio santos
8 de junho de 2018 8:42 pmchocado mas não surpreso
Só está começando a bandalheira. Posso garantir que não tenho errado muito as minhas previsões.
O que vai ter especulação de dollar, bolsa, juros futuros…
Mas como confiar nas medidas a serem tomadas pelo BACEN se eles pertencem ao club dos rentistas, especuladores?.
Alguém já falou que apos a Turquia é a vez do Brasil.
Não duvido.
Me pergunto,o que vai encontrar o proximo presidente?
Só destroços!