Foto Dino Santos

da CUT
Confira o balanço da greve dos petroleiros nesta quarta (30) pelo Brasil
Categoria paralisou refinarias, plataformas e fábricas pelo país
por: Vanessa Ramos e Rafael Silva – CUT São Paulo
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os sindicatos filiados iniciaram na madrugada desta quarta-feira (30) uma greve de 72h pelo Brasil. A categoria não se intimidou com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) na véspera, que considerou o movimento abusivo e estipulou multa de R$ 500 mil por dia às entidades, após ação ajuizada pela Petrobrás e a Advocacia-Geral da União (AGU).
Estão paralisadas refinarias e locais de trabalho em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Amazonas.
A greve não irá trazer riscos para o abastecimento do país, afirmam os petroleiros, que assumem a responsabilidade em atender as necessidades básicas da população.
A paralisação da categoria reivindica mudanças da política de preços da Petrobrás e é contra o preço abusivo dos combustíveis e do gás de cozinha. A pauta inclui ainda a manutenção dos empregos, a retomada da produção interna de combustíveis e o fim do desmonte e da privatização do Sistema Petrobrás.
Mobilização pelos estados
Em São Paulo os trabalhadores cruzaram os braços na Replan, em Paulínia, na Recap (Refinaria Capuava), em Mauá, na Revap, em São José dos Campos e na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC).
Coordenador da subsede da CUT-SP em Campinas, Carlos Fábio esteve na frente da refinaria Replan para dar apoio à paralisação. “Boa parte dos trabalhadores aqui em Paulínia não vieram ao trabalho, conforme deliberado em assembleia, e os que vieram estão conosco aqui na frente, pois 98% da categoria aderiu. Aqui na empresa existe um aparato da polícia para intimidar os trabalhadores por conta da liminar absurda do TST. Neste cenário de crise em que se encontro o Brasil, nosso único interesse é defender a população e a classe trabalhadora.”.
A paralisação alcançou também a Fábrica de Lubrificantes (Lubnor), no Ceará; a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, todas no Paraná; e chegou até os terminais de Duque de Caxias (Reduc, RJ), Regap (MG), Refap (RS), Abreu e Lima (PE), Reman (AM), Alto de Rodrigues (RN) e na Bacia de Campos (RJ), Paranaguá (PR) e Suape (PE).
“Para quem quis proibir a greve da categoria pelo Judiciário, está dado o recado. É uma das greves mais fortes da história recente nossa. Essa categoria tem histórico de mostrar cartão vermelho pro TST e dessa vez não é diferente”, afirma Cibele Vieira, dirigente da CUT-SP e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
WG
30 de maio de 2018 4:13 pmApoio total e irrestrito aos
Apoio total e irrestrito aos petroleiros.
Cafezá
30 de maio de 2018 4:41 pmAcho que a greve dos
Acho que a greve dos petroleiros deveria ter data indefinida para terminar, pelo menos até que Pedro Parente dos EUA seja demitido, e um acordo para a não privatização da Petrobras seja conseguido. Os petroleiros têm o futuro do país nas mãos.
Luís Henrique Donadio Baptista
30 de maio de 2018 11:49 pmViva os petroleiros
Todo apoio à greve dos petroleiros!
INTERVENÇÃO POPULAR JÁ!