O governo tem obrigação de explicar à luz das normas de licitações e da ética, a mudança do escopo do projeto original. Imagem: SGDC /DefesaNet

do Clube de Engenharia
O Satélite Geoestacionário e a Soberania
por Marcio Patusco
Durou pouco, nas ações deste governo, a intenção de efetivamente destinar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) para políticas públicas. Depois da fracassada tentativa de venda de sua capacidade para empresas estrangeiras ou nacionais, o que representaria uma deformação do objetivo inicial do projeto, já que não havia no edital de licitação nenhum compromisso formal de universalização do acesso à banda larga, agora, depois de muito sigilo insuspeito, sorrateiramente foi divulgado mais um golpe contra a população desassistida de acesso à internet em nosso país.
A Telebrás, com o aval do Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações (MCTIC), sem muitos detalhes da operação, acaba de firmar um acordo com a americana Viasat, entregando a capacidade do satélite à implementação e fornecimentos desta empresa. Ora, uma das motivações do SGDC foi exatamente a denúncia que Edward Snowden deu conhecimento ao mundo, em 2013, de que órgãos públicos e empresas brasileiras, haviam sido espionados por entidades oficiais americanas e que vinham a afetar a nossa soberania. Mudado o governo, a soberania nacional não importa mais?
Nessa sanha privatista, havia uma batata quente assando, já que o satélite estava em órbita queimando combustível em sua escassa vida útil de 15 anos e nenhuma ação vinha sendo tomada para sua efetiva utilização, prioritariamente na diminuição do nosso abismo digital entre as áreas urbanas e rurais e no atendimento das classes C,D e E. A alegação de falta de recursos pelo MCTIC não se sustenta quando se sabe que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) arrecada bilhões de reais anualmente. Só que as conveniências de fazer caixa resultam em que essa arrecadação sistematicamente não seja aplicada para o objetivo para a qual foi criada, e sim para pagar juros da dívida pública aos banqueiros.
No entanto, nesse suspeitíssimo acordo depois de uma licitação tornada vazia, o governo tem obrigação de explicar à luz das normas de licitações e da ética, a mudança do escopo do projeto original, o alegado e possível favorecimento de uma empresa estrangeira que vem a enfraquecer a soberania nacional, e ainda esclarecer os detalhes, os compromissos e as obrigações desse contrato. Ainda mais recentemente, passou-se a declarar que os atendimentos de localidades remotas, escolas rurais, postos de saúde, hospitais e órgãos governamentais, seriam realizados, até com sobras de capacidade, sem que nenhuma demonstração técnica e de qualidade de cada conexão no compartilhamento dos recursos do satélite tenha sido apresentada. Como se sabe, o projeto de banda larga nas escolas urbanas foi um insucesso exatamente pela velocidade insuficiente a ser compartilhada por professores, alunos e sistemas da própria escola. Vão repetir o mesmo erro?
O fato é que o artefato satelital passou, com a proximidade das eleições, de “patinho feio” do atual governo, para uma ilusória solução “de implementação de políticas públicas” apenas para ocultar, na fala vazia e oportunista de políticos já em campanha, a falta de planejamento e compromissos firmes com a busca de soluções efetivas para nossas deficiências no oferecimento de serviços à população. Já vimos isso anteriormente no fracassado Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Marcio Patusco – Diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia
Fábio de Oliveira Ribeiro
14 de março de 2018 12:24 pm“… o colosso asiático, por
“… o colosso asiático, por muito tempo temido, chega ao líder mundial, e nós – a raça branca – tornamo-nos o peso do homem amarelo. Espero que ele nos trate melhor do que o tratamos”. Gore Vidal em The Nation.
O que Gore Vidal disse sobre o Japão em 1986 é atualmente válido para a China. Ao mesmo tempo, Gore Vidal sugeriu uma união entre os EUA e a URSS (atual Rússia) contra o eixo sino-japonês. Assim, ambos poderiam sobreviver em um mundo asiático centralizado.
Hoje em dia, uma união sino-russa-japonesa contra o protecionismo imperial Donald Trump é mais provável do que um eixo WhiteHouse /Kremlin. “Esperemos que o novo bloco trate os EUA pior do que nós fomos tratados pelos norte-americanos” – dizem os latino-americanos.
jose carlos lima...
14 de março de 2018 12:56 pmVindo dos golpistas
Vindo dos golpistas, estava sendo muito bom para ser verdade….
A ousadia de Lula desencadeou a guerra híbrida dos EUA contra o interesse nacional
https://josecarloslima.blogspot.com.br/2018/03/a-ousadia-de-lula-desencadeou-guerra.html
waldemar h. conte
15 de março de 2018 1:23 amhttps://www.youtube.com/watch
https://www.youtube.com/watch?time_continue=124&v=BkASNn4TSnA
vejam, o video acima e saibam a verdade. antes de postar procurem a fonte.