14 de junho de 2026

Cratera – Uma ficção científica no Sertão, por Giorgio Xenofonte

Cratera - Livro

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Cratera – Uma ficção científica no Sertão

por Giorgio Xenofonte

Após quase 30 anos tentando escrever um romance, com literalmente uma dezena de inacabados, concluí um (parte 1 de 2).

Como o prazer de um contador de histórias reside em contar, não procurei Editora, nem qualquer iniciativa comercial. Apenas revisei, formatei e disponibilizei online, de graça… para quem se interessasse.

Claro, apreciadores de Ficção Científica, moradores do Sertão, mais precisamente do Crato-CE e região, podem se interessar mais pelo livro… mas eu creio que vai além do comum na SciFI brasileira, sendo quase quase quase “literatura brasileira” nos moldes definidos pelo mainstream.

Ficarei imensamente honrado pela simples leitura (embora eu não seja afeito a loas ou a discutir o que escrevo 😀 )

A sinopse é básica:

“O dia comum em Crato-CE, no início anos 80, não passava de vergonha, corridas de bicicleta, dentes infeccionados e loucura para os quatro personagens descritos neste romance… até que algo “caiu” do céu, no final de uma tarde, no meio do Vale do Cariri, modificando tudo e todos em volta daquele sertão verde”

CRATERA – Uma “ficção científica” no sertão 

O LIVRO ESTÁ DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD GRÁTIS em 3 formatos de Ebook: PDF, EPUB e MOBI (kindle).

 

Aqui vai um texto que finaliza o livro. São Agradecimentos e Esclarecimentos… mas que podem dar uma vaga ideia do que se trata e da “epopéia” que é escrever um romance… pelo menos pra mim:

 

AGRADECIMENTOS E ESCLARECIMENTOS

Esta história começou em 2015 como outra, totalmente diferente, durante o curso “Oficina de Romance”, no Estação das Letras. A professora e escritora Carola Saavedra, em certo ponto das aulas, virou para mim e disse algo como (não lembro exatamente, mas o tom foi este) :

“Olha, a outra parte é ok, mas você ganha força, encontra alguma voz, quando fala sobre suas memórias de infância. Parece até outra pessoa escrevendo…”

Fiquei meio puto, por vários motivos. Um deles é que a parte que ela elogiou representava 5% do que havia escrito. A outra é que não gosto, nunca gostei, de lembrar da minha infância. Não que ela tenha sido particularmente ruim, mas a possibilidade de expor a criança medrosa, insegura, sensível que fui, me deixava em pânico. Eu finjo bem ser adulto.

Parei o livro e até prometi que tentaria escrever sobre aquilo que ela me indicou como caminho.

Mentira. Aproveitei que minha filha Catarina nasceu e enterrei  a sugestão.

Um ano depois, resolvi fazer outro curso no mesmo Estação das Letras, a Toca Literária, com o também professor e escritor Marcelino Freire.

Como eu queria insistir naquela primeira história, apresentei exatamente o mesmo projeto. Marcelino e Carola têm estilos, backgrounds, escritas, muito diferentes, então pensei que uma outra visão poderia me dar o fôlego para terminar aquilo que tanto queria.

Lá pela terceira ou quarta aula, Marcelino leu meu texto e disse algo como:

“Olha, Giorgio, teu texto é até interessante, este negócio de cidade perdida, expedição… eu me perdi no meio de tanta informação! Não é ruim, mas eu gostei mesmo foi destas partes aqui…”

E largou a falar das mesmíssimas partes que a Carola havia elogiado. Segurei a onda mas… fique puto! De novo!

Logo depois, abandonei o curso sem dar muitas satisfações. Coisa típica de ego ferido.

Então, meu livro sobre o desaparecimento do Coronel Fawcett, nas florestas em o Mato Grosso e Goiás, em 1925, virou fumaça, já não havia estímulo para prosseguir. E mais uma história, mais um romance, acabaria em nada. Como praticamente oito outros. Sim, tento escrever um romance desde, pelo menos, 2002, ou de 1995, ou de 1984…

No começo de 2017, voltei a pensar no assunto. Talvez eu devesse fazer o que pessoas que são escritores me aconselharam, em vez de insistir na minha vontade de “contador de histórias”. Cedi pela metade. Resolvi que escreveria dois romances (que coisa genial, vindo de alguém que não consegue terminar um!): um sobre a minha infância no Crato e outro continuando a história do Coronel Fawcett.

Em pouco mais de seis meses, consegui escrever este que aqui vai. Dei uma ligeira trapaceada, visto estar ainda está pela metade.

Não, na verdade, dois motivos me fizeram dividir o livro em duas partes: já havia dito praticamente tudo que queria com os personagens que usei e estou doido para inciar outro romance, completamente diferente!

Mas já comecei a germinar a segunda parte em mim. Se bobear, esqueço este outro romance que está doido para sair e engato logo a segunda parte de Cratera.

Vamos ver o que acontece.

De qualquer forma, agradeço profundamente à Carola e ao Marcelino por terem me ajudo a ver o que precisava, ao invés do que queria…

Agradeço também a Ana Rosenblatt, pelo apoio, pelas sugestões, pelas correções, pela paciência. Sem ela, este livro nunca sairia.

Ainda, aos meus dois filhos, Eduardo e Catarina, que têm que lidar com um pai frequentemente nas nuvens, pensando em histórias que nunca colocou no papel.

Talvez isto seja o que sempre me separou de ser um escritor, gosto de pensar histórias muito mais do que escrevê-las.

Outro detalhe importantíssimo é: este é um livro de FICÇÃO! As eventuais semelhanças com pessoas do Crato são pura pareidolia. Os personagens são compósitos de várias pessoas, algumas que nem são da cidade. Os acontecimentos também são uma mistura de sonho com notícias de jornal e pura tentativa de dramaticidade.

Ninguém perca seu tempo tentando se achar pois nem eu mesmo, que sou todos os personagens e nenhum, estou no livro.

Se alguém tiver curiosidade, escrevi este livro enquanto criava uma playlist no Spotify chamada CRATERA. Indico para ouvintes de rock indie, principalmente 😀

O LIVRO ESTÁ DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD GRÁTIS em 3 formatos de Ebook: PDF, EPUB e MOBI (kindle).

Planejo também disponibilizar o livro na Amazon e em outras plataformas, puramente para brincar de divulgação. Mas fiquem todos a vontade para contribuir ou não, o importante é  que a informação circule!

Qualquer contato com o autor pode ser feito por:

Twitter: @giorgioxeno
E-mail: [email protected]
Facebook: Cratera
Goodreads: Giorgio
Gumroad: Giorgio Xenofonte

Ao fim, digo que não há palavra neste livro de minha autoria, todas foram criadas por outras pessoas 🙂 Ainda, qualquer erro na concepção do mesmo só mostra um culpado: Giorgio Xenofonte!

Que algo de bom surja da leitura.

Obrigado!

Rio, 19/12/2017

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados