
Pablo Vittar: vocês vão ter que engolir a diversidade
por Matê da Luz
Pablo Vittar, a cantora drag-queen que vem dando o que falar, acaba de lançar um clipe com o pop sertanejo Lucas Lucco. Sertanejo, todos sabemos, é um dos ritmos mais predominantemente machistas do país e, então, o encontro vem causando comoção do grupo conservador nas redes sociais, especialmente no YouTube, onde o clipe sustenta mais de 8 milhões de acessos. Um sucesso que, assim como Pablo, o grupo seleto dos que desejam manter escondidos os diferentes, vai ter que engolir.
As críticas sofridas por Pablo não são de hoje: cantar mal, não representar a música brasileira, não ter embasamento de carreira etc são alguns dos componentes que acompanham a trajetória da fama da bela. Eu, particularmente, adoro, acho feliz a música pra dançar, despretensiosa de ser ícone e, especialmente, acho o máximo pela representatividade. Acho lindo, lindo mesmo, que exista hoje em dia a possibilidade de uma drag-queen alçar este sucesso não pejorativo, como bem estourou Ru Paul nos EUA lá pela década de 70. Travestis existem, gente, tá mais do que na hora de aprender a lidar com a diversidade, sem choramingos. É higienista e pequeno desejar que qualquer grupo de pessoas se mantenha excluso da oportunidade de sucesso só porque seu gosto pessoal não contempla o que a pessoa faz.
https://www.youtube.com/watch?v=qtTM2YV3bI8
Veja bem, não estou defendendo que Pablo seja um exponencial da MPB, até porque, perceba, não acho que esta sequer seja a meta da artista: acredito que esteja cumprindo um papel extremamente relevante em escancarar as questões de gênero, viabilidade de sonhos e presença que, pra dizer o mínimo, é o início de um enorme iceberg pra estas pessoas que sentem há muito tempo a falta de espaço no mundo aqui fora. É muito justo, digno e necessário que existam artistas como Pablo – além de extremamente divertido, não só pela cantoria dançante mas também, confesso, pela cara do conservadorismo ao ver uma drag-queen sensualizar com um dos maiores artistas pop-macho da atualidade, outro contexto que, para tantos não é novidade, veja bem: mas que deveria continuar mantido nas obscuras madrugadas do Butantã.
Ah, a vida!
Portantiolo
30 de janeiro de 2018 6:00 pmTortura mesmo é escutar um
Tortura mesmo é escutar um disco desse Lucas Lucco.
A primeira vez que vi o cara foi no programa do Marcos Mion e achei que não podia ser verdade aquele cara ser cantor.
Só pode ser pegadinha, pensava.
A outra eu não conheço.
Rogério Mendes
30 de janeiro de 2018 7:57 pmConhece sim, deixa de ser
Conhece sim, deixa de ser hipócrita.
Ivan de Union
31 de janeiro de 2018 12:39 amkkkkkkkkkkkkk…
.
JULIO FELIPE MONTEIRO DE BEM
31 de janeiro de 2018 4:44 amCara eu ja vi essa pablo
Cara eu ja vi essa pablo vitar pra caramba em tudo quanto é lugar e te digo que nunca vi cantando. Tbm nao tenho a menor vontade de ver, assim como esse pessoal do “sertanejo universitário” anita etc. Questão estritamente em relação a gosto. Isso nao pode ser considerado preconceito ate pq meu cantor numero um era freddy mercury que em termos de viadagem, botava Pablo vitar no chinelo.
Serjao
31 de janeiro de 2018 12:03 amLiberdade às borboletas
Mas que é ruim é, ruim demais, ambos os dois e a “música”.
Boa para tempos de escola sem partido.
Tudo tem o seu espaço, lugar e hora; mas é ruim demais.