Há uma expressão de Guimarães Rosa que considero tão absolutamente perfeita, que a uso recorrentemente: “Aquilo que é tem muita força”.
Amanhã, essa sentença magnífica se confirmará mais uma vez, inapelavelmente, seja qual for o resultado. Os homens medíocres, vulgares são incapazes de perceber esses momentos emblemáticos, pior: o entendem por um viés farsesco, iludem-se!
Explico: para Sérgio Moro, juiz que de modo perverso e obcecado perseguiu Lula e sua família, incentivado por uma mídia ordinária e uma sociedade rasa, enferma, tosca, amanhã é o seu “dia de glória!” – o dia em que o TRF4 deverá confirmar sua condenação a Lula por “corrupção passiva”, baseada num triplex que, como diz Mino Carta, “até os minerais sabem que não é e nunca foi de Lula”.
Houve um tempo, em que “tudo parecia perdido”, até diante da História…. Um Lula massacrado, abatido, conduzido coercitivamente de modo criminoso, parecia incapaz de “virar o jogo”. Um Moro à semelhança de um Napoleão tupiniquim reinava, absoluto, Seu sonho confesso de “pegar o Nine” era questão de tempo. Nos perguntávamos aflitos, os que sabíamos da injustiça selvagem de todo o processo, “quando o Lula será preso e humilhado de modo definitivo…?”
Mas as pessoas, nos esquecemos em tempos conturbados, da força magnífica de todo “aquilo-que-é” – na vida das pessoas, na vida das nações…..
Rodou o mundo, vieram as primeiras denúncias da “indústria da delação premiada”, veio Zucolotto, veio Tacla Durán e veio ele, o LULA, renascido das cinzas logo após a perda da companheira de décadas, dona Marisa Letícia, que não suportou a selvageria contra si mesma e sua família… Na caravana no Nordeste, reviveu o MITO, encontrando no povo sua força de origem. Já não era o homem abatido, sem reação, mas o líder único, carismático, falando ao povo de sua inocência e sua luta, de novo, pela democracia e a justiça em nosso país.
E o que vimos, afinal, nesses últimos meses? O “aquilo-que-é” desses dois homens, Moro e Lula, agigantando-se diante dos nossos olhos, num processo dramático e IRREVERSÍVEL: Moro se apequenando, encolhendo inclusive nas pesquisas de aceitação, e pela primeira vez, tendo sobre si uma REJEIÇÃO maior do que a aprovação. Lula, no caminho oposto, primeiro lugar disparado em todas as pesquisas.
Mas a coisa não parou por aí. Diante da proximidade do espetáculo farsesco anunciado pela Globo e pelos procuradores da Lava Jato, jornalistas e juristas, os mais renomados do Brasil e do mundo, produziram centenas de artigos DEMOLINDO a “lógica moriana” – foram tantos argumentos sólidos, que NADA restou do processo, da condenação, da sentença, a não ser o aroma fétido de perseguição, farsa, distorção da realidade do modo mais infame e grotesco. O castelo de cartas ruiu…..
O que restará de Sérgio Moro, a partir de amanhã? E de Lula? Se o TRF4 confirmar a farsa, a vergonha será monumental, o mundo confirmará o que diz a defesa de Lula há tempos – que o julgamento é uma farsa jurídica de objetivo eminentemente político. Se num assomo de dignidade absolverem Lula, restará um Moro desmoralizado para sempre. Aos olhos do mundo!
Lula vence em qualquer dos dois casos: inocência confirmada pela Justiça, ou um mártir vivo, mais popular do que nunca, a imprensa de todo o planeta mergulhará sobre o processo e toda a infâmia virá à luz……
Vários personagens têm um encontro marcado amanhã: com o “aquilo-que-é” de cada um, com a História. Os dois principais personagens, todos sabemos: Lula e o juiz Sérgio Moro. O interessante nesse evento, é que não há escapatória nem de um nem de outro do que já está sacramentado. Amanhã será o dia final da vergonha de Moro. Lula só será ainda mais, eternizado na História, por tudo o que foi e é, por tudo o que lutou, por tudo o que representa para o Brasil e para o mundo.
Avisem ao Moro, porque com certeza ele ainda não sabe: “perdeu, playboy!”
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