4 de junho de 2026

‘Racista’: africanos respondem a Trump após comentário sobre ‘países de m*rda’

© AP Photo/ Andrew HarnikPresident Donald Trump walks across the South Lawn as he arrives at the White House in Washington, Sunday, Jan. 7, 2018, after traveling from Camp David, Md.

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do SputnikNews

‘Racista’: africanos respondem a Trump após comentário sobre ‘países de m*rda’

Os governos africanos detonaram o suposto comentário do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre “países de m*rda”, que seria endereçado aos países do continente. A mídia também repercutiu o tema, sugerindo paralelos entre a Casa Branca e o grupo supremacista Ku Klux Klan (KKK).

A notícia vem depois de uma reportagem do jornal The Washington Post, citando fontes, afirmar que Trump se referiu a alguns países africanos, bem como ao Haiti e a El Salvador, como “países de m*rda” durante uma discussão sobre a proteção das pessoas desses países como parte de um acordo bipartidário de imigração.

Respondendo à alegada observação na sexta-feira, a União Africana (AU) disse à AP que estava “francamente alarmada” pelo comentário.

“Dada a realidade histórica de quantos africanos chegaram aos Estados Unidos como escravos, essa declaração explode com todos os comportamentos e práticas aceitos”, disse a porta-voz da UA, Ebba Kalondo. “Isso é particularmente surpreendente, já que os Estados Unidos da América continuam a ser um exemplo global de como a migração deu origem a uma nação baseada em valores fortes de diversidade e oportunidade”.

Revolta continental

Os países também tocaram individualmente no assunto, com Botswana lançando uma declaração que chamou o comentário de Trump de “altamente irresponsável, repreensível e racista”. O governo local disse que o país convocou o embaixador dos EUA a “expressar seu descontentamento com os supostos enunciados”.

“O governo de Botswana está se perguntando por que o presidente Trump deve usar esse linguajar e palavra depreciativa ao falar sobre países com os quais os EUA tiveram relações bilaterais cordiais e mutuamente benéficas há tantos anos”, diz o comunicado.

O Congresso Nacional Africano da África do Sul chamou a alegada observação “extremamente ofensiva”, com o vice-secretário-geral do país ressaltando que, enquanto a nação tem suas dificuldades, os EUA “tem milhões de pessoas fora do trabalho ou sem cuidados de saúde”. Ele continuou para dizer que, apesar desse fato, “não gostaríamos de fazer comentários tão depreciativos”.

Enquanto isso, o líder da oposição sul-africana, Mmusi Maimane, chamou a observação de “abominável”, acrescentando que “o ódio às raízes do ex-presidente norte-americano Barack [Obama] agora se estende até um continente inteiro”.

O ministro do Estado de Uganda para as Relações Internacionais, Henry Okello Oryen, chamou o comentário “infeliz e lamentável”, acrescentando que espera que os chefes de Estado africanos respondam durante uma cúpula da União Africana prevista para o final deste mês.

No entanto, o Sudão do Sul foi mais restritivo. “A menos que tenha sido dito especificamente sobre o Sudão do Sul, não temos nada a dizer”, disse o porta-voz do governo, Ateny Wek Ateny, à AP.

Imigrantes nos EUA

 

Mídia critica e ironiza Trump

Os meios de comunicação também pularam a bordo, com o jornal sul-africano Daily Maverick afirmando que uma “sexta-feira casual na Casa Branca logo incluirá capuzes e tochas”, em uma referência à KKK.

Alguns combinaram a alegada observação com uma dose de sarcasmo. “Bom dia, do mais grande e mais lindo país do buraco de m*rda do mundo !!!”, informou a fonte sul-africana da Broadcasting Corporation, Leanne Manas.

Na sexta-feira, um porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, chamou o suposto comentário de Trump de “chocante e vergonhoso”, acrescentando que “nenhuma outra palavra pode ser usada, apenas racista”.

Se a ofensa for confirmada, não seria a primeira vez que Trump falou negativamente sobre a África. Em 2013, ele pediu que “cada centavo dos US$ 7 bilhões que vão para a África [enviados por] Obama será roubado – a corrupção é desenfreada!”.

Enquanto isso, Trump disse nesta sexta-feira que, embora usasse linguagem “dura” na reunião de imigração com legisladores, “esse não foi o termo usado”.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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8 Comentários
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  1. ze sergio

    13 de janeiro de 2018 4:10 pm

    racista….

    Trump é racista ou é verdadeiro? Seria mais conveniente ao cinismo e à hipocrisia, que disesse que amava a paz enquanto despeja toneladas de bombas na cabeça dos outros? Ou o Mundo até a véspera da posse de Trump, já não era assim? 

    1. ze sergio

      13 de janeiro de 2018 7:22 pm

      racista….

      Aqui ao lado: Suécia, qual guerra?

  2. Lucinei

    13 de janeiro de 2018 5:10 pm

    O fato puro e simples é que
    O fato puro e simples é que nao se trata somente da opiniao pessoal do bestalhao desjeitado do Trump:é a opinião do cidadao medio dos EEUU, de Wall Street e de Washington.

    Nesses tempos bicudos, ser (e se mostrar) preconceituoso, intolerante, deseducado e até desagradavel virou sinal de valentia, atitude, determinaçao e personalidade.

  3. Gilson AS

    13 de janeiro de 2018 6:52 pm

    Tem coxinha que adora Miami
    Tem coxinha que adora Miami felizão porque Trump não incluiu o Brasil entre os países de merda.

    Incluiu sim, para o Trump Brasil faz parte do continente Africano. Só porque a costa brasileira é separado da costa Africana por um “lago” , isso não quer dizer nada.

    Está certo o Trump, somos um país de merda sim. Não vou com sua cara, mas concordo.

  4. Viktor

    13 de janeiro de 2018 9:50 pm

    Mas tem uma coisa…

    Trump, como não-político, tem a tendência de falar coisas não-politicamente-corretas. 

    E temos que reconhecer que Trump enfrenta lá o mesmo processo que Dilma enfrentou aqui. 

    A máquina de bulling dos Democratas é monstruosa. 

    Os Democratas perderam as eleições tida como certas (pelo menos em fake news) e partiram para o “se assumir, não pode governar”.

    Como os Democratas praticamente mandam na ONU, a máquina de bulling se torna imensa e global.

    Desde que Trump assumiu os Democratas empurram Trump para guerra com a Coréia do Norte e mesmo com a Rússia.

    Isto por que os Democratas são como o Aécio aqui: dão o tapa e escondem a mão.

    Jamais iniciariam uma guerra convencional, apenas guerrilheiros. Sustentaram o ISIS enquanto estiveram no poder.

    Bastou o Obama sair e o ISIS se foi.

    Trump não foi bobo de cair nessa e se aproximou de Putin e quer abrir o diálogo com a Coréia do Norte. Só para desarmar os Demos americanos

    Os Demos americanos são aqueles que apoiam os Tucanos no Brasil. Aqueles que os Tucanos queriam ser e não são.

    As Organizações Golpe e os Marinho são seus “embaixadores honorários” no Brasil.

     

    1. Paulo M.

      14 de janeiro de 2018 10:55 am

      Novo conceito pra racismo:
      Novo conceito pra racismo: “coisas não-politicamente-corretas”

  5. serralheiro 70

    14 de janeiro de 2018 12:33 am

    tempos difíceis
    Temer
    Macri
    Macron
    Trump

  6. +almeida

    14 de janeiro de 2018 7:03 pm

    Sem estatura

    A falta de estatura para um cargo de alta responsabilidade é uma merda. Do mesmo modo que os golpistas anti Brasil sustentam o usurpador michel temer na presidencia do Brasil, os anti nacionalistas americanos sustentam trump na presidência dos EEUU.

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