3 de junho de 2026

Brasil perdeu 12 mil empregos no mês da reforma trabalhista

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Jornal GGN – No mês em que a reforma trabalhista do governo Temer entrou em vigor, o Brasil perdeu 12,2 mil postos de trabalho. Segundo dados oficiais, foram 1,111 milhão de admissões em novembro de 2016, contra 1,124 demissões já sob o novo regime trabalhista. Para o governo, o resultado não indica nenhuma interrupção no “processo de retomada de crescimento econômico”. Mas no balanço do ano todo, o saldo ainda é negativo: foram 178 mil postos de trabalho fechados, uma retração de 0,46%.

Por Kelly Oliveira

Da Agência Brasil

País perde 12 mil vagas de emprego em novembro e cria 299 mil no ano

O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (27) pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em novembro há uma tendência de saldo negativo do emprego. Ele argumentou, entretanto, que esse resultado não indica interrupção no processo de retomada do crescimento econômico, com criação de postos de trabalho. “Nos 11 meses do ano, oito foram positivos [com geração de emprego]”, disse Nogueira.

O resultado de novembro considera 1.111.798 de admissões contra 1.124.090 de desligamentos. No acumulado do ano, o saldo é de 299.635 empregos, com expansão de 0,78% em relação a dezembro de 2016.

Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%.

Setores da economia

O setor de comércio (tanto atacadista quanto varejista) registrou saldo positivo, com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Minstério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado.

A indústria de transformação registrou saldo negativo de 29.006 empregos. A construção civil reduziu 22.826 vagas. O setor agropecuária gerou saldo negativo de 21.761 vagas. O setor de serviços também apresentou saldo negativo de 2.972 vagas.

Regiões

A região que mais criou vagas formais em novembro foi a Sul, com 15.181 postos. A Região Nordeste abriu 3.758 vagas. As demais regiões registraram saldo negativo: Sudeste (-16.421), Centro Oeste (-14.412) e Norte (-398).

Salários

Em novembro, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.470,08, enquanto o de demissão foi de R$ 1.675,58. Na comparação com outubro, houve aumento de 0,39% no salário de contratação e de 0,02% no de demissão.

Projeção

A projeção do Ministério do Trabalho é que em 2018, com o crescimento da economia (o Produto Interno Bruto – PIB) em 3%, devem ser criados 1.781.930 empregos formais até o fim do ano, na comparação com o mesmo período de 2017.

O ministério divulgou a estimativa considerando o crescimento do PIB, de 3,5% (2.002.945 vagas).

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. emerson57

    27 de dezembro de 2017 5:47 pm

    herança maldita

    “redução de 178.528 postos de trabalho”

    Eis a herança legada por…

    D. João VI !

    1. peregrino

      27 de dezembro de 2017 6:00 pm

      o que eles fizeram, realmente…

      foi para atender apenas a elite dominante………………

      que os pobres coitados atingidos jamais esqueçam e passem a votar conscientes de que estes desgraçados estão lá só para defender o lado deles e o lado dos que pagam para mudanças desse tipo

  2. peregrino

    27 de dezembro de 2017 6:21 pm

    setor de serviços vai enganar muita gente…

    sobre porteiros e zeladores com moradia no local de trabalho, tomei conhecimentos de situações revoltantes:

    demissão, perda da moradia e contratação para trabalhar apenas dois dias na semana

    com a perda da moradia, única saída ficou sendo o aluguel, levando as esposas a terem que trabalhar contratadas pelo mesmo condomínio para os demais dias da semana

    somando-se os dois salários dá quase o mesmo inicial, do marido, mas com a novidade de passarem a não ter condições de pagar aluguel

    tudo isso, talvez, porque a presença no horário de folga obrigatória estivesse incomodando……………..

    além do condomínio ou prédio passar a usufruir de uma nova área para recreação, o pequeno apartamento, em dias de chuva

  3. leonidas

    27 de dezembro de 2017 9:33 pm

    A reforma trabalhista passa

    A reforma trabalhista passa longe de qualquer compromisso com o trabalhador.

    Foi feita sob medida para atender os interesses pornograficos do nosso dito ” empresário”

    Uma raça FDP que só é capitalista no lucro , quando ocorre prejuizo espeta no governo que é seu aliado tradicional (todos os governos diga-se)

    Mesmo que ela gere emprego a questão não é essa, o ponto é:

    -QUAL O VALOR AGREGADO DESSE EMPREGO?

    Mais vale para o conjunto da sociedade e para o governo 1 trabalhador ganhando 3 000 mil reais, que 3 novos trabalhadores  ganhando um minimo.

    Esse tipo de “ajuda” só “ajuda” nossos muito esforçados “empresários” mas não o trabalhor e muito menos a sociedade civil e ao proprio governo.

    Pois este trabalhor vai sobregarrecar o sistema de saúde, e todo tipo de programa social e tambem ao não conseguir uma moradia decente impacta e piora os indices de saneamento basico, saude, e tambem segurança!

    SÓ GANHA DINHEIRO O PSEUDO EMPREGADOR

    Quem não se lembra do tal cadastro positivo? rs

    Por acaso os juros abaixaram para o bom pagador?

    Piada…

  4. jose adailton v ribeiro

    28 de dezembro de 2017 12:50 am

    E daí?

    Gesner Oliveira 27/12/2017

    “…Em novembro de 2015 foram destruídas mais de 130 mil vagas. Em 2016, foram outras 116 mil…. – “

    https://gesneroliveira.blogosfera.uol.com.br/2017/12/27/ue-o-mercado-de-trabalho-nao-estava-melhorando/

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