O único cenário em que Lula poderia concorrer seria contra um candidato viável da direita – “o novo”. O novo era Huck. Com Alckmin candidato, Lula será impedido e, nesse caso, dá Bolsonaro.

Por que Huck nos fará falta
por Sergio Saraiva
No prazo de alguns dias, o PSDB se acertou. Vindo de uma crise interna causada pela intervenção de Aécio Neves contra Tasso Jereissati, de repente, se acomoda em torno do nome de Alckmin.
O próprio Tasso e Marconi Perillo desistem de se candidatar à presidência do partido e o cargo cai no colo de Alckmin. João Doria, a ambiciosa criatura de Alckmin, reflui de seu sonho presidencial. E o representante do “novo”, Luciano Huck, declara que foi mal entendido e que jamais teria se oferecido como candidato.
Tudo deu certo para Alckmin que deverá ser o candidato da direita.
Quem conhece o quanto o PSDB é dividido e quem conhece Alckmin não nutre ilusões de que tal tenha se dado por um consenso dentro do partido ou por gravidade do poder de Alckmin. Não, o PSDB é o partido do mercado, do mesmo mercado que patrocinou o golpe de 2016. É de lá que partiu a ordem unida que sacramentou Alckmin.
Quem acompanhou as várias ações de Huck para viabilizar sua candidatura, a última uma manchete do jornal O Estado de São Paulo dando a Huck “60% de aprovação” – vitória no primeiro turno – não tem porque acreditar que sua desistência foi fruto de uma reflexão familiar. Recebeu ordem do patrão. A Globo é a porta-voz do mercado, do mesmo mercado que patrocinou o golpe de 2016.
Assim, o mercado bateu o martelo, vai de Alckmin.
Como consequência, o “novo” não virá nestas eleições.
E este é um dado significativo, porque estas eleições são típicas para o surgimento de um salvador da pátria. Tal qual foi Collor em cenário análogo nas eleições de 1989. Com o povo desencantado da política tradicional depois da tragédia do governo Sarney.
O novo seria Huck. Dória seria um “novo requentado”. Bolsonaro não é o novo. Joaquim Barbosa não é o novo. Marina Silva?
Assim, o quadro eleitoral se encaminha para ser frustrante para os que ansiavam por um candidato que mudasse “tudo isso que está aí”. E faltando menos de uma ano para as eleições presidenciais, é pouco factível que o “novíssimo” surja e se firme.
Aparentemente o mercado apostou na segurança do bom e velho Alckmin. Bom, velho e ruim de voto.
Com isso, o quadro ficaria com o campo da direita com três candidatos viáveis: Alckmin, Marina Silva e Bolsonaro.
E a esquerda viria com Ciro Gomes e Lula. Manuela D’Ávila, neste instante, não existe.
Claro, é sempre possível uma improvável coligação de Alckmin com a candidata do Banco Itaú. E de Lula com Ciro Gomes. Mas, não são mais do que isso: improváveis.
Ocorre que esse cenário nós já conhecemos – é 2006. Dá Lula. Até porque, Lula pode encarnar, se não a figura do novo, a figura do “de novo”.
O que restou do PMDB que está fora da cadeia ou lutando para não entrar nela, não deverá apresentar candidato e se dividirá nas coligações regionais. Lula leva vantagem aqui também.
De qualquer modo, não é o cenário ideal para uma situação de desencanto com a política. Por alguns motivos:
- o eleitorado que está esperando “o novo” pode se tornar indiferente ou se desinteressar de vez com os destinos do país.
- esse desinteresse pode disparar o “efeito Enéas” ou “efeito Tiririca” ou “efeito Cacareco” – só para enfatizar como esse fenômeno é comum entre nós – e nesse caso dá Bolsonaro.
- isso porque, com esse cenário, como único recurso para garantir a vitória do campo da direita, Lula fatalmente seria impedido de concorrer.
- Lula não concorrendo, tornaria ilegítimo qualquer candidato eleito, tanto mais um Bolsonaro eleito pelo “efeito Enéas”, mergulha o país na frustração e suas consequências e transfere a retomada da economia para 2022. Isso se restar país em 2022.
Tendo em vista que os senhores que decidiram apostar em Alckmin e viabilizá-lo eleitoralmente através do impedimento de Lula, são os mesmo que acreditavam que bastava tirar Dilma do poder que tudo se resolveria, temos muito o que lamentar a retirada de Huck.
PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia – um lugar onde se acredita em bruxas
jruiz
30 de novembro de 2017 10:34 amRúqui não faz falta..
Seguindo a linha de raciocínio apresentada no texto, o Rúqui iria acabar atrapalhando o “plano”, esse sim não ficou claro: é possível que os donos do mundo queiram esquartejar o país, desfragmentar a sociedade.. nesse caso, quando estiver mais próximo das eleições (até para dificultar uma reorganização das esquerdas, que, cá entre nós, estão mais perdidas do que cego e tiroteio), eles prendem o Lula.. do que resta dos candidatos que conhecemos atualmente, a chance do alckmin ganhar aumenta consideravelmente.. e ainda corre por fora o voto de protesto, conforme mencionado, e quem leva é bolsonaro.. de qualquer forma o país será destruído.. ficaremos entre o desastre um pouco menos truculento do alckmin, que seria uma espécie de Hillary tupiniquim, e a insanidade genocida representada pelo bolsonaro, que sonha ser um trump brasileiro, mas está mais para idi amin dada..
Rui Ribeiro
30 de novembro de 2017 10:37 amEstamos fazendo exatamente o que a elite sanguessuga quer
Estamos fazendo exatamente o que a elite sanguessuga quer que façamos: que demos o impedimento do Lula como favas contadas. Se nos conformarmos com isso, eles impedirão o Lula com a maior facilidade do mundo.
Porque motivo Lula será impedido?
E porque ele seria impedido contra Alckmin e não seria impedido contra o Huck?
Maria Luisa
30 de novembro de 2017 2:09 pmPorque a se depender do
Porque a se depender do TRF-4, é bem provavel que eles confirmem a condenação de Lula por Sergio Moro. Eu não entendo porque os petistas, na qual me incluo, não queiram lidar com a probabilidade de que Lula não podera ser candidato contra quem quer que seja. Para mudar esse quadro, é melhor acordarmos logo e criarmos um movimento pela candidatura de Lula. As ameaças de Deltan Dallagnol e Santos Lima foram claras. Segundo eles, Lula não sera candidato pela lei da Ficha Limpa. Ou seja, vão atuar [ além do que ja fazem na Lava jato] para que Lula não possa candidatar-se. Ou o PT e todos aqueles que pensam que Lula deve ter o direito de candidatar-se comece a fazer uma grande campanha ou chegaremos em 2018 com Alckmin e, provavelmente, o judiciario, dando mais uma pisoteada na Consituição e implementando o semiparlamentarismo.
Meire
30 de novembro de 2017 11:09 amLula não concorrendo, torna o USURPADOR ILEGÍTIMO..
” o PSDB é o partido do mercado, do mesmo mercado que patrocinou o golpe de 2016. É de lá que partiu a ordem unida que sacramentou Alckmin.”
O argumento de Bandidos é sempre a Assassinato, Roubo, Violência, Aborto da Democracia.
Herodes — “Enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos.
Meire
30 de novembro de 2017 2:31 pmPerfil de Heródes e os “atualizados” que também Usurpam o Poder.
O primeiro Herodes, citado por São Mateus (2.1), é Herodes, o Grande, que reinou na Judéia depois de Antígono.
Era filho de Antipater, aliado de Hericano, rei dos judeus. Amparado pelo prestigio de seu pai, recebeu Herodes o trono das mãos de Marco Antonio, no ano 40 antes de Cristo.
Poucos tiranos houve, no Oriente, mais cruéis e mais torpes do que esse pérfido idumeu.
Mereceu o honroso cognome de “o Grande”, por causa de alguns magníficos monumentos que fez construir na Judéia.
Os seus crimes, porém, o apontam à execração de todos os homens.
Assassinou (por ciúme) sua esposa Mariana e mandou degolar dois de seus filhos, acusando-os de participarem de suposta conspiração. Com receio de que houvesse nascido, em Belém, aquele que deveria derrubá-lo do trono mandou matar todos os meninos menores de dois anos, pois acreditava que o Messias estivesse incluído entre os inocentes.
Foi um individuo que, além de perverso, era covarde e sem caráter. Ingrato e mau.
Morreu quando eram feitos, em Jerusalém, os preparativos para a festa da Páscoa do ano 5 a.C. (5)
O monstro completava, então, setenta anos de idade (6)
Rui Ribeiro
30 de novembro de 2017 11:25 amAlckmin disputará os votos do Bolsonaro e vice-versa
Se você é perseguido por um urso, você não precisa correr mais do que ele, você só precisa correr mais do que o seu companheiro.
Emanuel Júnior
30 de novembro de 2017 11:45 amLixo de reportagem.
“Com isso, o quadro ficaria com o campo da direita com três candidatos viáveis: Alckmin, Marina Silva e Bolsonaro.
E a esquerda viria com Ciro Gomes e Lula. Manuela D’Ávila, neste instante, não existe”.
Kkkkkkkkkkkk, que piada né.
Alguém paga pra isso seja publicado ?
Matéria que não informa nada e, no pouco que se faz entender é tendenciosa, com os argumentos fracos de sempre.
Francisco Andrade
30 de novembro de 2017 12:24 pmse o Lula for impedido…
… vai ser eleito quem ele indicar, … independente do adversário escolhido pela #repúblicadosladrões ….
Simples assim, … o resto é masturbação mental …
Nadraas
30 de novembro de 2017 12:37 pmALCKIMIN SERÁ ELEITO
Ruim de voto ou péssimo de voto, tanto faz, será eleito porque a “elite” e os USA não querem Bolsonaro ou Marina. Alckimin portanto tem tudo para ser eleito, por pior que seja.
Porque Lula já esta condenado e impedido. Simples assim.
João de Paiva
30 de novembro de 2017 12:54 pmMais uma análise equivocada em relação a Bolsonaro
O que o articulista escreveu acerca da direita, do “mercado” e do partido e candidato natural deste, O PSDB e Geraldo Alkcmin, é verdadeiro. Eu já havia cantado essa pedra há vários meses. Entretanto o missivista se esquece de que o ninho tucano é infestado de víboras; perante os holofotes e microfones, caciques nacionais como José Serra, Aécio Cunha, FHC, Tasso Jereissatti, assim como caciques regionais, como Arthur Virgílio e Marconi Perillo, podem até declarar “união” em torno de Alckmin. Mas nos bastidores a realidade é outra, como se viu em 2002, 2006 e 2010, sobretudo em MG, quando Aécio não fez o menor esforço em prol de Serra e Alckmin. Aécio está enlameado e morto polìticamente, mas ainda controla a maior parte da máquina partidária; Alckmin sequer é majoritário nas hostes paulistas do tucanato, embora governe o estado com mão de ferro há 7 anos. Nos bastidores José Serra não dará qualquer apoio à candidatura de Alckmin; o catão FHC é hoje uma Maria Antonieta, uma rainha Elisabeth, que reina e freqüenta salões, festas e badalações, mas não governa.
Quanto a Bolsonaro, sérgio Saraiva comete o mesmo erro de muitos outros analistas, inclusive de blogs progressistas. Com Geraldo Alckmin sendo o candidato do stablishment, do “mercado”, da turma da bufunfa, o PIG/PPV recebe a senha para detonar o nazifascista Bolsonaro, até agora poupado e mesmo inflado por suposto “exército virtual”. Nunca acreditei que esse “exército virtual” fosse/seja tão numeroso como muitos andaram alarmando. Os alegados 15-20% de intenções de voto que certos institutos de “pesquisas” atribuem a Bolsonaro certamente estão super-estimados; mesmo que fossem verdadeiros, esses 15-20% constituem um teto, um ponto de chegada, um LSE, não um ponto de partida, um LIE. Além do disparo de artilharia pesada do PIG/PPV contra o Bolsonazi, veremos um alinhamento do Globope e do DataFalha em torno de Geraldo Alckmin. Bolsonazi será demolido em poucas semanas, se assim o “mercado” decidir e assim que a artilharia do PIG/PPV for voltada e disparada contra ele.
A rejeição a Alckmin e ao PSDB beira os 80%; a de Bolsonaro chegará a esse patamar, assim que o PIG/PPV disparar artilharia pesada contra ele. Se Lula disputar a eleição ganha no primeiro turno; se for impedido e declarar apoio a algum candidato, como Ciro Gomes, este terá votos suficientes para ir ao segundo turno. E num segundo turno não há a mínima chance para Bolsonaro, Alckmin ou qualquer outro candidato da direita e da extrema direita.
Como tenho dito e escrito, é mais fácil um segundo golpe, instituindo o parlamentarismo, do que Bolsonaro ser eleito presidente. Quem viver verá.
Marcos Marques de Sousa Trindade
30 de novembro de 2017 1:01 pmTenho uma leitura clara da
Tenho uma leitura clara da situação.
Diferentemente do articulista, o termo de comparação, em minha opinião, não é a eleição de 2006, mas a de 2010.
Lula está com uma força enorme junto ao eleitorado desiludido com o que aconteceu ao país após o golpe.
Em 2010, a despeito de alguns que tentaram uma articulação de um terceiro mandato, Lula respeitou as regras e indicou sua candidata. Candidata essa desconhecida do grande público. Mesmo assim, ancorada no prestígio de Lula, Dilma foi eleita com quase 57% dos votos válidos no segundo turno.
Agora está parecido. Se Lula puder concorrer, não duvido que leve no primeiro turno.
Se não puder concorrer por impedimento da justiça, elege quem ele quiser, seja Haddad ou Ciro Gomes.
Já é notório que boa parte do PMDB golpista, prevendo um fracasso eleitoral eminente, querem que Lula dispute a eleição para apoiá-lo. Querem se beneficiar do fato de Lula ser um bom puxador de votos. Ou seja, uma eleição sem Lula é um suicídio político para boa parte do bando golpista que deu o golpe. Renan Calheiros percebeu isso e apoia Lula até a alma para se reeleger Senador e reeleger o filho governador. Eunício Oliveira idem. Esse pior ainda. Está muito identificado com o golpe. Se não se escorar na popularidade do Lula no Nordeste, não será reeleito. Já levou pau na última eleição para Governador, perdento para o petista Camilo Santana. Portanto, para boa parte dos golpistas, uma eleição sem Lula pode representar a derrota. Farão de tudo para que ele seja candidato.
A única chance da direita ganhar a eleição seria a presença de dois direitistas no segundo turno. Mas como alcançar esse feito se a configuração do eleitorado brasileiro mostra claramente eleição após a eleição que a esquerda possui, em média, de 30% a 35% do eleitorado? Eleitorado esse que não votará em Bolsonaro ou Alckimin nem com uma arma apontada para a cabeça.
Como eleitoralmente esse cretinos não têm chance, é provável que as forças que deram o golpe radicalizem e partam para uma solução autoritária. Não há sentido nenhum darem um golpe desses para entregar para a esquerda de mão beijada dois anos depois.
CB
30 de novembro de 2017 1:30 pmFalando em candidatura do
Falando em candidatura do Lula, como está a situação em Honduras? Os golpistas hondurenhos aceitaram deixar o poder assim, só por causa de uma eleiçãozinha, sem nem tentar uma fraudezinha sequer?
gueras
30 de novembro de 2017 2:20 pmBolsonaro
lembra mto Trump, ignorante, todo mundo dando de ombros e daí viram oq aconteceu…
É melhor ter cuidado, ele seria mais radical e melhor para o mercado que Alckmin, ainda mais indicando Paulo Guedes como ministro da fazenda, em 2 anos não teriamos mais nenhuma empresa pública no país, em 4 anos nenhuma universidade pública, quem não conhece Paulo Guedes ele é um liberal de teoria elevado a 10a potência, com um ignorante como Bolsonaro, colocaria em prática o estado mínimo radical.
Bolsonaro é mto mais mercado e mto mais perigoso que Alkcmin, principalmente com essa entrega do ministério da fazenda ao dono do instituo Millenium.
Carioca
30 de novembro de 2017 3:46 pmMedo
Tenho medo que surja um nome do judiciário, tipo Dallagnol, ou mesmo Moro para tentar figurar como “novo”.Toda a publicidade que criaram não deve ser em vão… Tomara que eu esteja errada.
José Adailton Viana ribeiro
30 de novembro de 2017 5:00 pmEleitor desencantado com os
Eleitor desencantado com os políticos assim continuará:
O bom, velho e ruim de votos contra o seu oponente invencível.”Velhos”.
jossimar
30 de novembro de 2017 6:24 pmE isto só vai mudar o dia em
E isto só vai mudar o dia em qe nós, o povo, tomarmo vergoha na cara e resolvermos a situação “no braço”.
Estou convencido que a ÚNICA saída que restou para o Brasil é o levante popular com muitos e muitos linchamentos e fuzilamentos.
Jorge Fernandes
30 de novembro de 2017 6:47 pmHoje
Com o depoimento do Tacla Duran, a farsa a jato começa a respirar por aparelhos
o proximo depoimento é do zucolotto, cumplice e comparsa do amigo do traficante, esposo da ladra e vendedor de sentenças
a cada dia desta CPMI e com o GGN e DCM e suas reportagens, fica mais dificil a prisão do Lula.
Meu entendimento é que logo o trf4 vai se dar conta de que deve julgar o Lula, após o prazo.
Meire
30 de novembro de 2017 7:42 pmA realidade varrida prá debaixo do tapete.
‘Quem não reagiu está vivo’, diz Alckmin
‘Quem não reagiu está vivo’, diz Alckmin QUA, 12/09/2012 – 22:29ATUALIZADO EM 14/09/2012 – 00:04José Francisco Neto – Brasil de Fatoimplacavel – https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/quem-nao-reagiu-esta-vivo-diz-alckmin
De janeiro a julho deste ano a Polícia Militar matou 15% a mais do que no mesmo período de 2011; somente o mês de julho registrou aumento de 300% em relação ao ano passado
De janeiro a julho deste ano, inflou o número de mortes cometidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Foram 271 assassinatos, 15% a mais do que no mesmo período em 2011. Os dados são do Instituto Sou da Paz e da Ouvidoria da Polícia.
O mês em que a Polícia mais matou foi em maio: 52 mortes, 13% a mais do que na mesma época do ano anterior. O mês de julho ocupa o segundo lugar. De acordo com os dados divulgados no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o mês de julho registrou 42 assassinatos somente na Capital, 3 vezes a mais do que em julho de 2011. Os números são “injustificáveis” segundo o Instituto Sou da Paz, pois “nenhum crime aumentou 300% neste período”.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou os números, entretanto, ressaltou que em 83% das ocorrências de gravidade os criminosos, rendidos, são detidos ilesos. Informou também que o objetivo da corporação é sempre “restabelecer a normalidade, prendendo os criminosos e preservando todas as vidas”.
Desde 2009, as Polícias (Militar e Civil) respondem por uma a cada cinco mortes que são cometidas na cidade de São Paulo. Ainda de acordo com o Instituto Sou da Paz, na cidade, a cada policial militar morto ou ferido, 4,2 pessoas foram mortas ou feridas pela PM. Fora da capital, essa proporção caiu pela metade: a cada PM morto ou ferido, 2,4 pessoas foram mortas ou feridas pela PM.
Rota mata nove
Somente nesta terça-feira (11) nove rapazes foram mortos pela Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar) em Várzea Paulista, região de Jundiaí (SP) – é o maior número de mortos em uma ação da polícia paulista desde junho de 2006. Após suposta troca de tiros, em que nenhum dos 40 policiais envolvidos na operação ficou ferido, os suspeitos foram assassinados.
O comandante-geral da PM, coronel Roberval França, legitimou a ação e disse que as 10 viaturas que chegaram à chácara onde os suspeitos se encontravam foram recebidas a tiros.
Ainda segundo França, a opção do confronto é do criminoso e à polícia cabe preservar a vida. “Primeiro a vida da vítima, em segundo lugar a dos policiais e, em terceiro, se possível, a dos criminosos”, disse.
Apesar de diversas críticas à ação da Rota nesta semana por parte de organizações sociais e de direitos humanos, houve quem comemorasse o episódio. O ex-chefe da Rota e candidato a vereador pelo PSDB de José Serra, Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, saudou a ação dos policiais, que contou com a participação de seu filho, o tenente Rafael Henrique Telhada. “Parabéns aos homens da Rota pela missão executada e pela coragem demonstrada no confronto ao crime”.
Jofran Oliva
1 de dezembro de 2017 12:25 amTambém aposto numa final. . .
Também aposto numa final entre Alckmin X (alguém da esquerda), ou Haddad ou Ciro Gomes, com certeza não vão deixar Lula sair como candidato, pois ele não só ganharia como poderia ganhar já no primeiro turno.