5 de junho de 2026

Quem vai pagar o pato da corrupção na campanha do pato? Por Bernardo Mello Franco

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – Bernardo Mello Franco resumiu em seu artigo na Folha, nesta quinta (16), o potencial escandaloso da delação do marqueteiro do PMDB Renato Pereira, que antecipou que até a campanha do pato – a que pediu a queda de Dilma Rousseff, em meados de 2015 – foi corrompida com fraudes e desvios de recursos.
 
Autor do “Quem vai pagar o pato?”, Pereira entregou Pezão, Cabral e Paes no Rio de Janeiro, além de Marta Suplicy e Paulo Skaf, em São Paulo. Sua delação – que, ao contrário das que eram contra o PT, não animam as panelas dos indignados – está em discussão no Supremo Tribunal Federal.
 
Por Bernardo Mello Franco
 
Na Folha
 
O pato caiu na delação
 
As delações dos marqueteiros Duda Mendonça e João Santana ajudaram a desvendar os esquemas do PT. Agora é a vez de Renato Pereira abrir a caixa-preta do financiamento das campanhas do PMDB.
 
As confissões do publicitário atingem figurões do partido nas duas maiores cidades do país. No Rio, ele delatou Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Eduardo Paes. O primeiro está preso, o segundo é o atual governador e o terceiro quer disputar a cadeira em 2018. O plano pode ser abortado se a doutora Raquel Dodge completar o serviço do antecessor.
 
Na delação, Paes é acusado de organizar um caixa clandestino com dinheiro de empreiteiras e da máfia dos ônibus. Numa passagem, o marqueteiro diz que o ex-prefeito o orientou a buscar R$ 1 milhão em espécie na sede das empresas de Jacob Barata Filho, que voltou a ser preso nesta semana. Paes nega as acusações.
 
Em São Paulo, Pereira delatou Paulo Skaf e Marta Suplicy. A dupla defendeu as cores do PMDB nas últimas eleições para o governo e a prefeitura. No ano que vem, Skaf pretende disputar o mesmo cargo. Marta tentará a reeleição no Senado.
 
Segundo o publicitário, a ex-prefeita usou um contrato do Ministério da Cultura para cobrir gastos eleitorais. Se as provas forem suficientes, ela pode ser denunciada por peculato.
 
Na terça-feira, o ministro Ricardo Lewandowski cobrou ajustes no acordo de delação. A decisão abre espaço para que Pereira esclareça alguns pontos cegos do depoimento.
 
No capítulo sobre Skaf, o marqueteiro diz que recebeu dinheiro da Fiesp e do Sistema S para promover o empresário “com vistas à disputa eleitoral de 2018”. O desvio de finalidade está claro, mas o valor do serviço ainda é desconhecido.
 
Pereira também afirma que a campanha “Quem vai pagar o pato?”, que ajudou a instalar o PMDB na Presidência, foi fruto de uma fraude. Ele conta que Skaf direcionou uma licitação para beneficiar sua produtora. Falta dizer quanto ganhou pela ideia.
 
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. jossimar

    16 de novembro de 2017 10:47 pm

    Quem vai pagar o

    Quem vai pagar o pato?”

    Resposta: o povo brasileiro com exceção do 1%.

  2. Jus Ad Rem

    16 de novembro de 2017 11:35 pm

    Povo pato paga mico…

    “Quem vai pagar o pato da corrupção na campanha do pato?”

    Quem vai pagar é o povo otário que bateu e que não bateu panela. Mas quem deveria pagar é esse aqui, ó:

    O “industrial” que não tem indústria.

  3. Schell

    17 de novembro de 2017 12:26 am

    Ora, ora e ora, o ministreco

    Ora, ora e ora, o ministreco Lewando já mandou a delação de volta à pgr, pois, pmdb e psdb não podem frequentar os mesmos ambientes do 4P. Ou seja, tendo sido mandalete dos renans no criminoso impichamento da Dilma, não seria agora que o dito Lewando levaria o país a sério. Ao contrário, podem esquecer. Afinal, sumpaulo sempre soube muito bem sobre o lewandinho.

  4. C.Poivre

    17 de novembro de 2017 2:53 am

    Golpitas otários e de baixo QI

    Quem apoiou o golpe deu um atestado a si mesmo de otário e que é possuidor de um QI de ameba. Só não venham agora dizer que “não sabiam”, em plena era das redes sociais. Depois da derrota do nazismo na Alemanha os alemães também disseram que não sabiam de nada.

  5. Horridus Bendegó

    17 de novembro de 2017 8:21 am

    O Apego Mata o Maior Valor da Vida

    Perguntado certa vez se tinha medo da morte, o ex-Vice Presidente José Alencar respondeu:

    “Não. Tenho medo de viver na desonra.”

    Euclides da Cunha perdeu sua vida tentando resgatar sua honra perdida nos braços de um cadete do exército…

    Japoneses costumam sacrificar-se para mantê-la, a honra, viva “in memorian”…

    Antônio Palocci jogou a sua na lama para livrar-se da prisão…

    Joaquim dos Reis para livrar-se de dívidas….

    E Judas Iscariotes para alimentar sua cobiça…

    Os brasileiros perderam sua honra para a ignorância e o preconceito.

    O Brasil é um país de povo desonrado!

    Horrido!

  6. Rui Ribeiro

    17 de novembro de 2017 10:57 am

    Agora entendo porque o Lewandovski não homologou essa delação

    Eu, que ontem tinha elogiado o Lewandovski por ter podado as asas do MPF, agora vejo que ele não homologou essa delação porque no Brasil os benefícios da lei são para os amigos, enquanto os rigores da lei são para pretos, pobres, putas e petistas.

  7. Charles

    17 de novembro de 2017 12:10 pm

    QUEM VAI PAGAR O PATO

    É triste cada vez mais o fim dos golpistas,e o mais interessante é observar que os peneleiros que sairam nas ruas,estão inertes e com vergonha do que fizeram…coxinhas que seguiram o pato da FIESP acabaram morrendo afogados na rio Tietê.

  8. Wednes

    17 de novembro de 2017 10:40 pm

    Ué, não pegavam apenas
    Ué, não pegavam apenas marqueteiros do PT?

    1. Rui Ribeiro

      20 de novembro de 2017 11:06 am

      Uma exceção não invalida a regra.

      Uma exceção não invalida a regra, ao contrário, a confirma.

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