4 de junho de 2026

Petrobras reavalia área do campo de Carcará

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Do Tijolaço

Petrobras reavalia área de Carcará, novo possível megacampo de petróleo

Fernando Brito

A notícia de que a Petrobras está devolvendo partes do bloco BM-S-8, do qual detém 66% dos direitos de exploração não deve ser lida como um “desistência” da empresa em perfurar a área, que é de geologia complexa e que, no passado, “matou” cinco dos nove poços perfurados, por problemas mecânicos.

A razão é outra: a empresa vai se concentrar na metade oeste do bloco, no campo de Carcará, a 230 km do litoral de São Paulo, onde foi encontrado um mega reservatório – de 470 metros de espessura, quase 50% maior que a de Libra – contendo petróleo de melhor qualidade e de altíssima pressão, talvez a maior já registrada na área do pré-sal e no prospecto de Guanxuma, o mesmo trecho, onde os testes sísmicos revelam um potencial semelhante, como você vê no mapa aí de cima.

A pressão é tanta que, por duas vezes, os trabalhos de perfuração da na área tiveram de ser paralisados por questões de segurança. Há, entre os técnicos, expectativas de que os poços, ali, possam atingir mais de 40 mil barris diários de óleo cada, o que só poderá ser confirmado pelos testes de longa duração previstos para o final de 2015. Ainda este ano, a perfuração – com poço revestido, para evitar acidentes como o da Chevron, no Frade – será retomada, porque em nenhum dos poços, até agora, foi detectado o que se chama, em linguagem de petróleo, de “contato óleo-água”, que marca o fim da camada de rochas-reservatório.

São estes testes que vão quantificar a necessidade – já detectada – de mudar o plano de investimentos da Petrobras, que, até agora, previa um único navio-plataforma para a área, o P-73, que será construído no Estaleiro Rio Grande, com 150 mil barris diários de capacidade e prevista para operar a partir de 2018.

A Petrobras mantém um silêncio quase absoluto sobre o potencial de Carcará, até agora. O que se sabe vem dos comunicados e relatório de suas sócias no campo, a Petrogal (portuguesa, em sociedade com os chineses), com 14%, a Queiroz Galvão e a Barra Energia, com 10% cada.

carcara

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