Por Motta Araujo
VÂNDALOS NO RESTAURANTE – No último dia 17, no restaurante SPOT do Shopping JK, a artista plástica Maria Bonomi, de 70 anos de idade e uma amiga, de 55 anos, estavam jantando e reclamaram do excesso de berros na mesa ao lado. A resposta da mesa foi jogar cerveja e outras bebidas nas duas senhoras. O pessoal do restaurante manteve-se impassível. No Brasil há uma cultura de casa grande e senzala nos restaurantes. Os maitres e garçons em nenhuma hipótese dão bronca em clientes, não importa o que façam. Frequento restaurantes em São Paulo várias vezes por semana há 60 anos. Nunca vi um maitre pôr um cliente para fora da casa ou admoestá-lo.
Nos EUA a relação de maitres, garçons e clientes é de cidadãos, não há subserviência mesmo em restaurantes tops.
No último dia do ano de 2011, no restaurante BLIX em San Francisco, uma mesa ao lado estava fazendo barulho, atrapalhando o excelente conjunto de jazz que anima a casa. Reclamei com o maitre, que pediu desculpas e se dirigiu à tal mesa, deus-lhes uma solene descompostura e disse que se não cessasse o barulho deveriam se retirar do restaurante, ninguém respondeu e o barulho cessou por completo.
Aqui tive experiências desastrosas recentes no restaurante Santo Colomba e no bristrô La Coccotte, lugar charmoso e bem decorado, neste último por conta de aterradora mesa de 12 pessoas, que jamais poderia existir em tal ambiente, mesas de mais de 8 proibidas nos restaurantes de Dallas, mesa de mais de 8 liquida com o serviço e são usinas de barulho. As reclamações com maitres não surtem nenhum efeito porque eles se portam como serviçais, não tem coragem de interpelar nenhum cliente por mais inconvenientes que seja. No La Cocotte a mesa ao lado da barulhenta se levantou e foi embora sem esperar o fim do jantar.
São Paulo está se tornando a cada dia mais uma cidade gastronômica de nivel global, com cada vez mais visitantes. Está na hora da Associação do setor, presidida por um lider de forte personalidade, Percival Maricato, de montar e fazer cumprir um CÓDIGO DE COMPORTAMENTO nos restaurantes classe A. Há uma crescente quantidade de novos ricos mal educados e agressivos nos restaurantes paulistas, bastou beberem dois copos de vinho que começam a poluir o ambiente. Sugestão para um CÓDIGO DE COMPORTAMENTO em restaurantes:
1. Proibição total de mesas de mais de 8, para manter a civilidade do espaço.
2.Se o cliente já está sentado e chegam acompanhantes para a mesma mesa, NÃO PRECISA LEVANTAR, BATER NAS COSTAS E CONVERSAR DE PÉ, basta um aceno de cabeça, nem a mão se deve dar. Consta dos manuais de etiqueta há 300 anos. Conversar de pé roçando o espaldar das cadeiras de outros comensais é o que de pior pode acontecer e acontece sempre, especialmente com pessoal do interior, que curte essas manifestações de caipirice.
3.Falar baixo sempre, MAS SEMPRE MESMO, ninguém quer saber de sua vida, viagens, fofocas. Celular jamais, se for coisa urgente sai da mesa e vai falar lá fora.
4. Nunca chegar bêbado ao restaurante, vai ser com certeza um chato durante todo o jantar. Tive experiências muito desagradáveis com amigos que tinham esse péssimo costume, começam a beber em casa antes do jantar.
5.Acabou o jantar, tomou café, pagou a conta, CAI FORA, não fica ocupando a mesa, especialmente quando tem outros clientes esperando. ISSO É MUITO COMUM, “me dá mais um café” e lá vai o idiota fazendo do restaurante sua sala de visita particular empatando espaço e atenção dos garçons.
6.Quando o maitre vem recolher os cardápios já ter a escolha dos pratos decidida. Tem cliente, MUITO CLIENTE, especialmente mulheres, que demoram muito para escolher, quando o maitre chega para os pedidos, elas ainda vão começar a ler o cardapio e seguram o maitre por longos minutos sem considerar que o tempo do maitre é restrito.
7.Sempre que posível fazer reserva, facilita a vida de todos. Feita a reserva, chegar na hora.
8.Restaurante top de bermuda e chinelo para homem é o máximo, e bota máximo nisso, da BREGUICE. Faz mal a todos no ambiente ver aquelas pernas tortas e peludas com o dedão do pé encardido, tira até o apetite. Tem gente que parece que saiu da cama direto para o restaurante, cara amassada e mal lavada, em São Paulo se vê muito nos almoços de sábado e domingo, o cara não tem nenhum pudor, deve achar se achar lindo e irresistível.
9.Restaurante é uma coisa, bar é outra, os tempos e etiquetas são diferentes, quem curte bar deve ir a bar e não a restaurante, vida de bar é uma delícia, o tempo não conta, no restaurante é o oposto, bar não precisa reserva, pode ir juntando gente ao grupo, pode-se ficar até fechar, restaurante tem um timing que precisa ser coordenado entre salão e cozinha, o cliente normal não quer perder horas no restaurante, após muito demora o prazer vira aborrecimento.
10.Quem vai sempre a restaurante sabe classificar o de família, o de negócios, os que tem espaço para carrinhos de bebê, os que são relaxados e descolados, os formais, os para terceira idade. É bom cada qual selecionar o mais adequado, é desagradável para o cliente misturar estação, ficar deslocado e estragar a refeição sua e dos outros.
Gilberto Cruvinel
21 de janeiro de 2014 10:27 amHá 130 anos, o cronista Lélio
Há 130 anos, o cronista Lélio já dizia que era preciso regras para harmonizar o convívio social. No caso, normas para o uso dos bondes, que ainda não eram elétricos. Selecionei três delas (eram dez) que serviriam perfeitamente para o nosso amigo André Araujo utilizar na sua campanha por restaurantes mais civilizados.
ART. V — Dos amoladores
Toda a pessoa que sentir necessidade de contar os seus negócios íntimos, sem interesse para ninguém, deve primeiro indagar do passageiro escolhido para uma tal confidência, se ele é assaz cristão e resignado. No caso afirmativo, perguntar-se-lhe-á se prefere a narração ou uma descarga de pontapés. Sendo provável que ele prefira os pontapés, a pessoa deve imediatamente pespegá-los. No caso aliás extraordinário e quase absurdo, de que o passageiro prefira a narração, o proponente deve fazê-lo minuciosamente, carregando muito nas circunstancias mais triviais, repetindo os ditos, pisando e repisando as coisas, de modo que o paciente jure aos seus deuses não cair em outra.
ART. VII — Das conversas
Quando duas pessoas, sentadas a distância, quiserem dizer alguma coisa em voz alta, terão cuidado de não gastar mais de quinze ou vinte palavras, e, em todo caso, sem alusões maliciosas, principalmente se houver senhoras.
ART. VIII — Das pessoas com morrinha
As pessoas que tiverem morrinha, podem participar dos bonds indiretamente: ficando na calçada, e vendo-os passar de um lado para outro. Será melhor que morem em rua por onde eles passem, porque então podem vê-los mesmo da janela.
Lélio (Machado de Assis), “Regras para uso dos que frequentam bonds”, Gazeta de Notícias, Seção: Balas de Estalo, 4 de julho de 1883
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 11:22 amMeu caro Gilberto, livros de
Meu caro Gilberto, livros de etiqueta sempre existiram, há hoje edições novas de Gloria Kali, Emabaixador Estilita Lins, Ana São Giao, é interessante que livros do genero há seculos vendem bem , continuam sendo editados, é um segmento interessante porque permite acompanhar a evolução dos costumes.
Boas maneiras é uma expressão de civilidade de um povo, não é uma invenção frivola e não tema ver com classe, há pessoas pobres extremamente bem educadas e há novos ricos boças e cafajestes, geralmente um pé de chinelo com uns trocados no bolso, os verdadeiramente ricos normalmente são bem educados até para não chama atenção.
Saulo Bertolino dos Santos
21 de janeiro de 2014 10:35 amNunca li tanta baboseira por
Nunca li tanta baboseira por alguem na sua página Nassif!!
Lições de etiqueta para os caipiras que frequentam restaurante!! ahahuahuauahu
Lindo ler o termo caipira ser usado de forma tão pejorativa (agradecemos a Monteiro Lobato)
Vamos também adotar etiqueta de vestimenta para restaurantes aos finais de semana, afinal moramos num país com clima ameno, temperado em que quase não faz calor!!
Vamos criar etiqueta também para o conteúdo falado pelas pessoas nos lugares (nada de BBB, novela e futebol, só vai poder ser conversado sobre viagens internacionais, cultura e exposições de arte!!), afinal São Paulo, como sendo o centro financeiro do país não devia comportar pessoas tão diferentes assim, que vem trabalhar aqui para roubar o dinheiro dos paulistanos trabalhadores e trazem junto sua caipirice e costumes de lugares como o nordeste)
Tenha paciencia !!!
Frederick Cunha
21 de janeiro de 2014 11:08 amO mais engraçado que eu vejo
O mais engraçado que eu vejo neste artigo do Motta é ver como a etiqueta perdeu seu sentido original de agradar o próximo e fazer o seu interlocutor sentir-se uma pessoa melhor para um código de auto-promoção como pessoa melhor do que o outro. Os sinais se inverteram e o que era algo voltado para o outro tornou-se algo voltado para si mesmo.
André B
21 de janeiro de 2014 10:44 amPutz! Classe média sofre!!!!
Putz! Classe média sofre!!!!
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 11:11 amNão tem nada a ver com classe
Não tem nada a ver com classe média, pobre ou rica, trata-se de educação.
drigoeira
21 de janeiro de 2014 12:39 pmDesculpe a brincadeira…
Mas o grande culpado é o dono do estabelecimento. Ele é que tem que colocar regras na sua casa e não os convidados.
Mas para quê fazer isto, se os restaurantes estão bombando? Somente quando forem responsáveis judicialmente.
Só que as prioridades da justiça estão fora dos contexto, a bola da vez são os rolezinhos da periferia.
E a falta de educação do povo brasileiro é de 500 anos, herdado da Coroa Portuguesa.
drigoeira
21 de janeiro de 2014 11:31 amSofre pra burro!!
KKKKKKKK
Se não são os rolezinhos da periferia, são os rolezinhos dos jardins.
Carlos FM
21 de janeiro de 2014 10:46 amRolezinho “classe A”
Mas nem desse rolezinho da “classe A” o Andy gosta?
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 11:09 amPelo visto voce curte que
Pelo visto voce curte que joguem cerveja na sua cara em restaurante, que curtição heim, pior ainda, jogar cerveja e suco de uva nas senhoras da familia, é bacanérrimo, com nois ninguem pode.
Carlos FM
21 de janeiro de 2014 12:33 pmLeia de novo, rapaz!
Motta, você deveria reler meu texto para perceber que o verdadeiro alvo de minha ironia são os deselegantes endinheirados que não sabem a diferença entre espaços públicos e privados. O comportamento deles é exatamente igual ao que você mesmo deplora nos jovens que tem feito os rolezinhos. Francamente, onde você encontrou, nas minhas palavras, elogio a esses patetas que não respeitam nem mesmo senhoras?
Frederick Cunha
21 de janeiro de 2014 11:02 amEsse texto me lembrou um
Esse texto me lembrou um livro do prof. Renato Janine Ribeiro sobre a origem da etiqueta. Excelente livro! Seria legal uma contribuição dele analisando o artigo do Motta.
Lucinda
21 de janeiro de 2014 11:07 amO texto é bem antipático, tem
O texto é bem antipático, tem conceitos preconceituosos, sou caipira, mas detesto pessoas falando alto em lugares públicos. O brasileiro com certeza não tem respeito pelo espaço público, assunto que necessita de análise sociológica para entendermos este comportamento tão desrespeitoso com o patrimônio, dinheiro, serviço e não só o espaço público. Precisamos se educados para a convivência em público, lembrei-me do procurador que destratou o garçom, havendo educação para aprendermos que o público é de todos e não terra de niguém todos os ambientes passarão a serem respeitados, inclusive restaurantes.
MThereza
21 de janeiro de 2014 11:09 amFora o esnobismo e, como
Fora o esnobismo e, como sempre, a comparação com a matriz, esse negócio de falar aos berros é muito ruim mesmo, seja em restaurantes e qualquer classe, ônibus e metrôs, filas de banco e super mercados.
Marly
21 de janeiro de 2014 11:55 amConcordo!
Educação independe de classe social ou de poder econômico. Até mesmo em casa, não é de bom tom gritarmos, ou usarmos rádio ou TV com o som alto. Os vizinhos não estão interessados no que ouvimos. Há de ser feita uma excessão em caso de uma festividade. As conversas em restaurantes, metrôs e filas de bancos e super mercados,como você mencionou, devem ser baixas e comedidas. Podemos ser pobres, mas educadinhos e limpinhos!
Marly
21 de janeiro de 2014 11:59 amCorrigindo…
Considere o correto como “exceção” na frase formulada no comentário anterior.
BRAGA-BH
21 de janeiro de 2014 11:11 amEu nunca ri tanto!!
Eu nunca ri tanto!! Do post e dos comentários! Nassif, hoje você se superou!!!
Zanchetta
21 de janeiro de 2014 11:23 amAgora, acrescente um
Agora, acrescente um afro-americano ou homossexual na turma do barulho e o maitre vai ter uma bela dor de cabeça….. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Álvaro Noites
21 de janeiro de 2014 2:19 pmSe falar mal de tucano ou do
Se falar mal de tucano ou do Joaquim Barbosa, ou falar bem do Lula, já não terão problemas, pois os próprios clientes classe média se encarregarão de expulsá-los do local.
Gilberto .
21 de janeiro de 2014 11:36 amBom senso
Como “regras básicas” soam estranhas e autoritárias.
A utilização do bom senso, que não combina com sociedades hedônicas como a atual, bastaria.
De fato, todos gostaríamos de viver em uma sociedade que respeitasse o próximo e que não considerassem o espaço público sua própria e “exclusiva” casa.
Flávio Faria
21 de janeiro de 2014 12:02 pmDiretrizes para o setor
Pelo que entendi o Motta está tentando colocar o que seriam algumas diretrizes para quem trabalha no setor, o contexto é esse. De fato se o cliente não sabe se comportar num espaço público, deveria ser chamado à atenção e no limite convidado a se retirar. Há regras em toda forma de relacionamento humano, mesmo ficando implícitas, e o ideal seria que todo mundo tivesse bom senso. Infelizmente hoje na prática não é assim, quem sabe trabalhando a longo prazo valores como respeito e civilidade.
vera lucia venturini
21 de janeiro de 2014 11:51 amSei não, com brasileiro é
Sei não, com brasileiro é dificil. Vai pra fora do país e estando em um restaurante escutar uma balbúrdia pode ver que é brasileiro. A gente fica meio sem graça, especialmente quando acompanhados de pessoas de outros países.
Claudio.SJ
21 de janeiro de 2014 12:00 pmDesajustados sociais
Infelizmente, hoje em dia, a sociedade brasileira de uma maneira geral, perdeu total noção de civilidade e já não se pratica mais “o meu direito vai até onde começa o do próximo”.
Falta de educação, excesso de liberdade, inoperância da justiça e de outras autoridades, ausência de valores morais e culturais são alguns ingredientes que fermentam esse caldeirão cheio de desajustados sociais.
Carlos Magno Martins Cosme
21 de janeiro de 2014 12:17 pmThis comment has been deleted.
luis rogerio gomes zanuto
21 de janeiro de 2014 12:33 pmPalavras
Faço minhas as suas palavras.
Ed Döer
21 de janeiro de 2014 12:28 pm5.Acabou o jantar, tomou
5.Acabou o jantar, tomou café, pagou a conta, CAI FORA, não fica ocupando a mesa, especialmente quando tem outros clientes esperando. ISSO É MUITO COMUM, “me dá mais um café” e lá vai o idiota fazendo do restaurante sua sala de visita particular empatando espaço e atenção dos garçons.
Nunca cheguei a conferir, pois nunca fui no restaurante em questão, mas segundo uma professora da faculdade, em certo estabelecimento bem conhecido e conceituado aqui de Porto Alegre teria cadeiras “desconfortáveis” para evitar “estadias” mais longas.
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 4:00 pmNos EUA no geral as reservas
Nos EUA no geral as reservas de jantar são para as 7 horas ou 8,30, a casa roda dois turnos por noite, as 9,30 fecha a cozinha porque as regras sindicais exigem o fim da jornada dos cozinheiros as 19 hs.
Tive uma experiencia em um jantar refinado no Union Club em St.Louis, um clube de negocios, o mais sofisticado da cidade, eram 14 pessoas em sala reservada, todos no bar tomando cocktails, chega o maitre, solene, um senhor afro descendente e sem nenhuma mesura advertiu o anfitrião, Chairman de uma das 50 maiores empresas do Pais “”Voces decidam já seus pratos porque o cozinheiro fecha a cozinha às 8.30” em tom de bronca, tudo mundo obedeceu sem papo.
O serviço nas casas top nos EUA é correto mas não subserviente, há menos garços por praças do que aqui, o serviço em São Paulo é melhor do que nos EUA, de forma geral, temos melhores garçons nos bons restaurantes.
luis rogerio gomes zanuto
21 de janeiro de 2014 12:36 pmHariovaldo
Será o Hariovaldo usando o pseudônimo de Motta Araujo?
Carlos FM
21 de janeiro de 2014 12:36 pmCasa-grande e senzala
Nada poderia me dar mais alegria do que ver o amigo dos africâneres utilizar o binômio “casa-grande/senzala”! Ah, vá! Daqui a pouco ele vai até reconhecer que a escravidão foi/é o fato mais importante da história do Brasil, tamanha suas consequências econômicas, políticas, sociais, educacionais e culturais.
alexis
21 de janeiro de 2014 12:45 pmDireito dos Outros
Lamentavelmente para o André, e para muito de nós, não existem turmas com bandeiras nas ruas defendendo este tipo de ideias. A Secretaria de Cultura entende que hoje é mais necessária e efetiva uma ação “social”, em relação ao funk por exemplo. Não discuto, e acho bom, mas, cultura é um compendio de usos e costumes do povo brasileiro, no seu dia a dia, e não apenas um concerto de música clássica. É do tipo “Broa de Milho” como dizia de forma engraçada e redundante o saudoso Aloísio Pimenta.
André deve conhecer muitos outros aspectos da vida cotidiana que precisariam deste puxão de orelha, no sentido de melhorar o aspecto comportamental: Música, na sala de aulas, no metrô ou ônibus, nos rolezinhos, na rua, etc. Existe uma urbanidade perdida, nestes últimos 50 anos. Li quando criança, em espanhol, o “Manual de Carreño”, que ensinava até como lidar com um arroto, num lugar público. Hoje, confesso que até rio de certas normas da época, mas não demos esquecer que, no fundo, tenta-se estabelecer o limite pessoal a partir do qual você incomoda aos outros. Esse é o “x” do assunto.
Da mesma forma que, em casa, tentamos ensinar educação e limites aos nossos filhos, a sociedade, no seu conjunto e através dos seus governantes, deve fazer um esforço para melhorar a urbanidade e cultura dos nossos jovens, principalmente, para começar. A diferença entre liberdade e libertinagem não está nem um pouco clara nestes tempos.
Não rio hoje dessas normas, e muito menos do corajoso artigo do AA, que se expõe para receber tapas e piadinhas. Concordo em termos, apenas que isso não deverá sair por decreto ou por tabelinha na porta de cada restaurante, ou adicionado ao cardápio, mas sim da sociedade como um todo, cujos governantes devem-se dar o respeito. O dia em que não precisemos das normas indicadas pelo AA, seremos sim uma nação desenvolvida.
Antonio Lemos
21 de janeiro de 2014 12:52 pmAdoro o senso de humor do
Adoro o senso de humor do Nassif!!!! Post isso só deve ser piada mesmo…
E o AA que se tornar a Danuza Leão do blog????
Luiz Antonio Antunes Machado
21 de janeiro de 2014 1:08 pmFalta de educação e respeito
A questão aí não envolve preconceito, classe, rolezinho, “flash mob”, nenhum assunto que temos tratado ultimamente, mas é falta de educação e respeito pura e simplesmente. Passa-se o mesmo aqui no Rio de Janeiro, e acho que em qualquer cidade do país, pode ser num shopping de luxo, ou nos confins da capitania onde vivo, a falta de respeito parece que está aumentando, e as agressões como esta, banalizadas. É uma pena.
robson_lopes
21 de janeiro de 2014 1:20 pmEducação, apenas educação
Mais algumas regrinhas, na extensa lista proposta:
1. usar sempre terno completo ou traje a rigor;
2. não conversar, é um absurdo conversar nos restaurantes;
3. ah, e para mudarmos complemente não a cultura da frequência aos restaurantes, vamos mudar a cultura brasileira;
4. fala inglês, francês ou outro idioma, aí pronto, tudo mudado.
O que falta de fato é educação, essas pessoas que fizeram isso com as senhoras eram para serem expulsas do restaurante, se não saíssem chamava a polícia e abria um BO contra eles, simples.
Se os restaurantes não querem, e não querem, abrir mão das confraternizações muito comum entre nós brasileiros, os projetos dos restaurantes devem ser adaptados para esses eventos, nada difícil de se adequar.
Suas propostas de “normatização” apesar de haver alguns pontos interessantes, propõe basicamente que o Brasil se torne um EUA no atendimento, nada mais absurdo. Quanto ao respeito aos funcionários, realmente somos uns imbecis nesse ponto, nos achamos melhor, tratamos mal, isso sim, tem de mudar e logo, o cliente tem sempre razão, quando ele está com a razão.
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 1:49 pmQual cliente tem sempre
Qual cliente tem sempre razão? O baderneiro ou aquele que se incomoda com a baderna? Os dois são clientes.
Restaurantes que aceitam “almoço da firma” que acontecem uma vez por ano, ganham aquela conta e podem perder clientes fieis do ano inteiro, que deixam de frequentar o restaurante que aceita baderna, mesmo que seja bom nos outros aspectos. Acontceu comido no caso relatado do La Coccote, ia duas vezes por mês no minimo, deixei de ir por 3 anos por causa daquela mesa de 12 fazendo comicio como se estivessem no quintal do sitio, em um espaço pequeno e discreto.
Quando vc paga uma refeição o menor do custo é a comida, vc paga pelo serviço, pelo decor e pelo ambiente da casa.
Quando há ruido em excesso e baderna vc está sendo roubado da parte que corresponde ao ambiente.
CELSO ORRICO
21 de janeiro de 2014 1:33 pmsei não..
sei não, mas acho que ontem depois do Brasilianas o Ministro Padilha “ministrou” alguma pílula do Soma para o Nassif que acordou hoje submetido aos seus efeitos..o blog hoje tá hilário..
Rafael Bernardino
21 de janeiro de 2014 1:39 pm“especialmente com pessoal do
“especialmente com pessoal do interior, que curte essas manifestações de caipirice”
É, Nassif, seu blog tá precisando de curadoria.
Pedro Henrique Paiva
21 de janeiro de 2014 1:54 pmExtremos
Está errado quem muito extrapola os limites do “bom senso” e, tendo ciência ou não, invade o “espaço alheio” e causa transtornos. O caso do banho de cerveja dispensa comentários. No entanto, a solução para os atritos nesse tipo de convívio está longe de ser a imposição de um conjunto de regras e normas, muito menos quando divulgadas de modo tão discriminatório (“Novos ricos”? Seriam aqueles sem berço? “Manifestações de caipirice”?). Em grande parte, acho que esse texto foi publicado aqui no blog não pelo fato de ter sido considerado uma proposta adequada e ponderada, mas para expor de forma crua que, no outro (ou no mesmo) extremo do problema da convivência em espaços comuns, existem pessoas com visão bastante restrita a respeito do que significa realmente viver em sociedade e da amplitude do aspecto democrático nos tempos atuais. Só está difícil identificar, entre os comentários dos leitores, quais são sinceros e quais estão abusando da ironia. Mas que uma verve de humor percorre o conjunto da obra, ah, isso é inegável!
Mário Latino
21 de janeiro de 2014 2:16 pmAndré Araujo tocou num tema
André Araujo tocou num tema que deveria ser visto e tocado com mais seriedade. E nem se trata de “etiqueta”, é puro bom senso mesmo. Acontece em restaurantes, filas de banco, aeroportos. Gente que acha que o mundo é só deles, que fala aos gritos (no celular) coisas que são de sua exclusiva intimidade e que eu ou qualquer outro não quer escutar. Fulanos e fulanas que incapazes de se desgrudar do maldito celular ficam mandando mensagens de texto enquanto atrapalham o desembarque dos passageiros no metrô, gente que está no celular enquanto enche seus pratos no restaurante de comida por quilo. Mas isso, e aí discordo do AA, não é exclusivo dos novos ricos, pé rapados ou remediados da classe c pois já vi a mesma conduta nos riquinhos em restaurantes mais elitizados.
Gilson Raslan
21 de janeiro de 2014 2:29 pmCÓDIGO DE COMPORTAMENTO
É isto mesmo, Motta Araújo: nos restaurantes classe A tem que ser aplicado um CÓDIGO DE COMPORTAMENTO para os clientes que vieram de CLASSES INFERIORES.
Quanto aos restaurantes de classes inferiores, chame a ROTA, a TROPA DE ELITE DO CAPITÃO NASCIMENTO e FORÇA MACIONAL para espancar e prender os baderneiros P.P.P.P.
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 2:51 pmNada a ver. Os cafajestes
Nada a ver. Os cafajestes geralmente NÃO são das classes inferiores, na sua expressão.
André LB
21 de janeiro de 2014 2:47 pmTirando um ou outro ponto,
Tirando um ou outro ponto, concordo com o AA.
Quanto aos serviçais, sinto muito, xará… isso é reflexo de um povo que apanhou e apanha até dizer chega, de uma sociedade que ainda se comporta de modos feudais, e atiradores de cerveja – lamento dizer – no caso devem ser filhos de uma elite que se comporta como inimputável.
Tem muita, mas muita gente da “gafieira” – como você dizia – que jamais se comportaria dessa forma. Em todo o caso, mais me entristece ninguém ter feito nada para defender as duas senhoras.
BHZ
21 de janeiro de 2014 2:49 pmCivilidade é assunto sério…
Justamente por isso há tantas regras codificadas em compêndios. Para diversão dos convivas, vejam abaixo um excerto tirado de um compêndio dos anos 40. Obviamente não se fala nada sobre exploração de criados pelos patrões, pois qualquer referência à luta de classes seria expressão máxima de incivilidade, ou então coisa de vermelhos, como esclarece doutamente o prof. Hariovaldo Almeida Prado no seu permanente combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã…
Vejam a naturalidade estarrecedora com que as relações eram defendidas:
” Guardate de (…) 12. Pedir ao vizinho que nos dê qualquer objeto que não esteja ao nosso alcance. Para isso é que servem os criados.”
———–
COMPENDIO de civilidade: para uso das familias e dos institutos eduativos. 10. edição 60. milheiro. São Paulo, Livraria Salesiana, 1941. [p. 57-63 e 25-40]
CAPITULO XIV
Como proceder fora de casa
Nos passeios e em geral fora de casa, exigem-se modos mais corretos do que no seio da familia ou dentro do colégio. E’ preciso que todos se mostrem bem educados e civis. Assim é que teu modo de vestir e de andar, tuas palavras e teus atos e os mesmos companheiros devem ser convenientes à tua condição.
1. Teu traje seja adaptado à tua idade, asseado e bem arranjado.
2. Teu porte seja moderado e correto. Agitar os braços ou cruzá-los ao peito, inclinar a cabeça para frente ou para os lados, empinar o peito, requebrar-se, andar aos pulinhos, por as mãos nos quadris ou nos bolsos, encarar as pessoas e os edifícios, voltar-se para trás, etc, são atos que parecem muito mal numa pessoa que se preza de bem educada.
3. Não deves correr pelas ruas, mormente se forem muito frequentadas, mas tão pouco não andes demasiado devagar. Não batas com os pés no chão nem os arrastes à maneira dos velhos e reumáticos.
4. Levando a bengala ou guarda-chuva, não o ponhas às costas como faz o soldado com a carabina, não o faças girar, não o tragas em posição horizontal, não apontes com ele nem batas em tudo o que encontrares.
5. São incivís os que assobiam ou cantam pelas ruas, atiram pedras, tocam as campainhas das casas, param a observar-lhes o interior, dão encontrões nos que passam, etc.
6. Devendo falar com alguém, não pares no meio da rua, mas sim próximo à parede e por pouco tempo. Não incomodes nenhum dos transeuntes e, se o fizeres sem perceber, pede-lhes desculpa; se fores tu o incomodado, guarda-te de discutir e segue o teu caminho.
7. Quando alguém vier na tua direção, cede-lhe o passo pela esquerda, retirando-te para a direita; se, porem, o outro não conhecer esta regra e não fizer outro tanto, deixa-o passar por onde quiser e evita questões. Quem caminha na rua rente às paredes das casas, tendo-as à mão direita, conserve a sua direção; os que veem em direção oposta é que se devem desviar. Nas esquinas, procura evitar qualquer encontrão.
8. Quando saires em companhia de algum superior, ou pessoa distinta, dá-lhe sempre a direita, menos quando andares pelos passeios ou calçadas junto às paredes, caso em que lhe deves dar o lado da parede, embora fiques tu à direita. A razão desta regra é que, sendo o lado da parede mais resguardado de encontrões, salpicos de lama dos veículos, etc., considera-se mais nobre e preferivel.
9. Evita os ajuntamentos, donde em geral se sai maltratado. Achando-te cercado, procura abrir caminho gentilmente. Não é correto deter-se a ver charlatães e a tomar parte nas diversões do vulgo.
10. Se te encontrares em lugares lamacentos, não imites a estravagancia dos que, de propósito, metem os pés na agua. Procura o mais possível não enxovalhar a roupa e o calçado.
11. Caminhando com algum companheiro, não te apoies a ele nem lhe dês encontrões. Conversando não fales demasiado alto, de forma que te ouçam os extranhos; portanto evita a todo o custo as discussões e, uma vez surgidas, interrompe-as prontamente. Não te rias exageradamente, que poderias ser tido por doido ou bêbado.
12. Passeando em número de três, dará o centro à pessoa mais digna. Quando houver mais de três, a prática mostrará o critério a seguir. Devem, porem, sempre ocupar os lugares do centro as pessoas mais dignas.
13. Não sejas avaro em saudações, mas tira o chapéu a quem t’o tira, e tira-o por primeiro aos superiores. Saúda também aos que saudarem os teus companheiros.
14. Se um estranho te pedir alguma informação, satisfaze-o gentilmente, deixando-lhe, alem da gratidão, uma impressão agradável de ti e de tua terra.
15. Se o teu companheiro se detiver a falar com outro de assunto que não te diz respeito, afasta-te um tanto, para não te mostrares curioso. Isto farás sempre e em qualquer lugar.
16. Fitar uma pessoa, especialmente se for desconhecida, observar-he os gestos os passos, o vestuário e adornos, são atos reprováveis, principalmente nos jovens, que devem ser espelho de modéstia.
17. Malcriado e imerecedor da estima universal se mostraria quem ousasse proferir graçolas indecentes ou contrarias à religião.
18. Nunca te recuses ao passeio prescrito, pois que esse é um exercicio utilíssimo à saúde. Procura achar-te pronto à hora da saida, sem te fazeres esperar.
19. Tem cuidado em sair de casa bem asseado e com as botinas bem engraxadas. Vê que te não falte a gravata e o colarinho. Obedece de bom grado ao guia do passeio e mostra-te satisfeito do lugar para onde ele se dirigir.
20. Por toda a parte encontram-te os olhares dos transeuntes; é preciso, pois, para edificação deles, que sejas reservado nos olhares, nas palavras e nas ações, composto na pessoa, grave no andar. O descuido e negligencia neste ponto poderia trazer vergonha aos que te acompanham.
21. Guarda a devida distancia eutre os companheiros, a qual não deve ser demasiado grande, para que não se interponham ou atravessem pessoas extra-nhas, nem por demais pequena, de modo a haver perigo de pisar os companheiros.
22. Lembrem-se todos que o passeio não é uma corrida; todavia guardem-se de cair no extremo oposto. Seria louvável igualares o passo com o companheiro.
23. Não dirijas a palavra aos outros da fila, nem caminhes distraído e absorto que vás de encontro aos que passam e às árvores, ou caias em algum buraco ou valo.
24. Se todos falarem em altas vozes, a comitiva parecerá um bando de papagaios palradores ou de estridulas maitacas.. .
25. Evita com todo o cuidado deter-te a examinar os objetos nas vitrinas, as figuras, os reclamos, etc. Guarda-te de chamares a atenção dos companheiros para tais coisas e de apontar com o dedo para pessoas ou objetos.
CAPÍTULO XV
Ainda sobre o procedimento fora de casa
Guarda-te de:
1. Roçar-te pelas outras pessoas, acotovelá-las, ou mostrar de algum modo que não lhes dás consideração.
2. Não pedir desculpa, todas as vezes que pisares alguém, ou deres algum encontrão, ou por qualquer forma incomodares os outros.
3. Ficar parado nas esquinas ou nas portas das lojas ou das Igrejas a olhar para quem passa. E’ um hábito insolente e frívolo.
4. Fazer parar as pessoas conhecidas no meio dos passeios, impedindo o transito aos outros. Quando encontrarmos alguém a quem desejamos falar, devemos desviar-nos para um dos lados do (passeio.
5. Parar nas plataformas dos bondes, ómnibus ou às portas dos vagões das estradas de ferro, nas estações, estorvando, assim, a entrada ou saida dos outros passageiros. Lembremo-nos sempre dos direitos e conveniencias alheias.
6. Fazer parar as senhoras, tuas conhecidas, na rua, quando lhes desejas falar. Devemos seguir um momento à direita delas, e, ao despedirmo-nos, tirar sempre o chapéu.
7. Ter pressa em fazer apresentações. Devemos primeiro certificar-nos se as pessoas desejam ser apresentadas umas às outras.
8. Durante um passeio, apresentar a pessoa que te acompanha a todas as pessoas do teu conhecimento, que encontrares na rua. As apresentações feitas nas ruas, raras vezes teem consequências.
9. Fazer parar uma pessoa conhecida, que anda a tratar dos seus negocios, exceto se tiveres qualquer coisa importante a comunicar-lhe.
10. Para alcançar lugar num carro ou divertimento público qualquer, empurrar as senhoras e as crianças, os homens mais idosos ou mais fracos. Se numa ocasião dessas, em consequência duma delicada concessão, um homem perder o seu lugar, deve ficar com a consolação de valer mais que os outros.
11. Ocupar mais espaço do que o permitido num bonde, ou vagão de estrada de ferro.
12. Mentir, asseverando que não há lugar, com o propósito de desviar a concorrencia dos outros e ficar mais à vontade.
13. Entrar num teatro ou concerto depois do es-petáculo estar começado e desse modo incomodar os outros. Devemos chegar cedo e sentar-nos a tempo nos nossos lugares.
14. Falar quando se executa o programa. E’ indicio de má educação impedir que os outros gozem do espetáculo.
15. Sair de um teatro enquanto se representa; esperemos pelo intervalo para o fazer. As pessoas que teem este hábito, e que egoisticamente incomodam os outros, ofendem ao mesmo tempo os artistas e o auditório.
16. Quando visitarmos uma exposição de arte, passar por diante de outras pessoas que estão examinando qualquer das obras expostas.
17. Afetar conhecimentos artísticos ou técnicos. Se realmente os possuimos, não devemos fazer deles alarde.
CAPÍTULO IX
A mesa
À mesa, mais do que em qualquer ouíro lugar, conhece-se uma pessoa bem educada, porque, sendo 0 comer e o beber açôes de todo materiais, assemelhar-nos-emos aos brutos, se não usarmos os devidos cuidados.
Na verdade, que se há de dizer dos que se curvam sobre o prato, e irrequietos lançam olhares ávidos para esta ou aquela comida ou bebida, devoram, numa palavra, com a boca, com os olhos e com as mãos? Não se podem comparar senão aos irracionais.
Estando, pois, à mesa, em tua casa ou na alheia, especialmente num jantar de cerimonia, não te descuides de praticar com atenção ao menos estas principais regras de civilidade.
1. Antes de pores à mesa, tira o sobretudo e depõe o chapéu. Para te sentares, espera que o façam os donos da casa; o mesmo observarás quanto ao desdobrar o guardanapo, ao beber e ao comer.
2. Se os lugares estiverem marcados, toma o teu; doutra forma, espera que o dono da casa t’o indique. Se tiveres liberdade de escolher, escolhe de preferencia os últimos lugares, porque é melhor ser convidado a subir do que a descer. ..
3. Não te mostres descontente do lugar que te coube e muito menos dos vizinhos que tens; antes é bom fazer-lhes, logo no principio, um cumprimento e, durante a refeição, ter para com eles toda deferência e cortesia.
4. À mesa deves ficar bem composto. Não arregaces as mangas, não fiques debruçado por sobre a mesa, nem tampouco muito afastado, não apoies os cotovelos na mesa, mas apenas os pulsos. Não inclines a cabeça a cada bocado; deves levar a comida à boca e não a boca à comida; assim também o guardanapo aos lábios e não vice-versa.
5. O pão parte-se com a mão e leva-se à boca de uma só vez todo o bocado que se partiu. As bebidas levam-se à boca com a mão direita. Com a direita deve-se também trinchar e oferecer.
6. O guardanapo deve-se extender sobre os joelhos. Familiarmente tolera-se prendê-lo à roupa pela extremidade.
7. Com o guardanapo só se devem limpar os dedos e os lábios, principamente antes e depois de beber; não é lícito enxugar com ele o que quer que seja. E’ reprovável o costume de enxugar com o guaroa-napo os pratos, os copos e talheres, salvo o caso de evidente necessidade; tal ato mostraria que o convidado não tem confiança no asseio da família.
8. Se acontecer que tenhas mesmo de enxugar os dedos ou talheres muito molhados, farás isto com miolo de pão, que depois se deita no prato; nunca, porem, usarás o guardanapo ou a toalha.
9. A colher segura-se com a mão direita e não com toda, mas com três dedos e com certa elegância. Não se deve introduzir toda a colher na boca, mas só até à metade. No fim põe-se a colher no prato com a parte côncava para cima.
10. Conforme o uso mais comum, a faca se conserva na mão direita para cortar carne e outros sólidos, que se levam à boca com o garfo mantido na esquerda. A faca nunca se leva à boca.
11. As viandas tiram-se do prato travesso com talheres a isso destinados e nunca com os talheres individuais.
12. E’ coisa reprovável servir-se dos talheres para tamborilar, gesticular, etc.
13. Quem serve, deve começar pela pessoa mais digna e passar depois aos outros em escala decrescente e sempre à esquerda do convidado. E’ costume servir pela direita: vinho, café, chá, etc. Nas refeições íntimas, os próprios comensais podem-se incumbir de passar as travessas. Passando ao vizinho um prato, um talher ou outra coisa, deve-se fazer do modo mais cómodo para ele.
14. Sê discreto ao servir-te do prato travesso. Toma o que estiver mais à mão e não voltes o prato em iodas as direções para escolher o melhor bocado. Não leves nisso muito tempo: há outros que esperam a sua vez… Cúmulo de incivilidade seria cheirar as iguarias que se te apresentam. Se por acaso ficares privado de alguma coisa, não dês sinal de desgosto, mas mostra-te indiferente e educado.
15. Quando o criado te levar a travessa, não recuses servir-te para que ouíros se sirvam antes de ti. Seria atrapalhar o serviço e as ordens do dono da casa.
16. Se te sentares ao lado duma senhora ou duma pessoa notável, não só a deverás servir por primeira, mas procura que nada lhe falte e oferece-lhe teus serviços quando perceberes que ela precisa.
17. Nunca toques coisa húmida com as mãos. Só alimentos enxutos, como o pão, o biscono, sandwiches, coxinhas, algumas frutas, etc, podem-se tomar e levar à boca com as mãos.
18. Trinchando, oferecendo ou servindo-te, evita que caia molho sobre a mesa. Se não obstante cair um pedaço de carne ou coisa semelhante, deverás tomá-lo com o garfo e pô-lo num prato à parte.
Quando recolocares o talher na travessa ou na compoteira, faze-o com cuidado, para que fique apoiado nas bordas e não mergulhe todo no molho.
19. Grande grosseria é tirar alguma coisa da travessa e levá-la diretamente à boca. Peior seria tirar um pedaço de carne da travessa com o próprio garfo. Peior ainda, apalpar com o próprio garfo, já usado, um pedaço de carne da travessa e depois tirar outro…
20. Não empurres o arroz para o teu prato. Tira-se às colheradas, vagarosamente.
21. Geralmente, não peças coisa alguma, mas espera que te ofereçam. Não critiques as iguarias, nem dês signal de que te não apetecem. Se depois de te servires dalguma coisa, não a puderes comer, deixa-a intacta no prato, que te será retirado.
22. Olhar com avidez para o que se apresenta à mesa, olhar para a boca dos vizinhos, como para querer-lhes contar os bocados, são atos de grande grosseria. Quem for extranho ou inferior não convide nunca os outros a se servirem; isto não é de sua competencia.
23. Tudo quanto puder suscitar repugnancia, deve-se a todo custo evitar, a saber:
a) — Mostrar ao vizinho o que de repugnante se encontrar na comida, como um cabeio, um inseto, etc. Em tal caso, chame-se o servente e entregue-se-lhe o prato para que o retire.
b) — Projetar da boca para o prato um osso, uma pedrinha, uma espinha de peixe, etc. Deve-se tirar com a colher ou garfo, sempre disfarçadamente, e depositar no prato.
c) — Esgravatar os dentes com o garfo ou com as unhas, enxaguar a boca com vinho, café ou outro líquido para depois engulir ou cuspir fora, friccionar os dentes com os dedos ou com o guardanapo. Para limpar os dentes servem os palitos. Quando saires da mesa, não leves o palito na boca, à maneira dos pássaros quando fazem seus ninhos…
d) — Misturar no copo diversas bebidas, ou no prato diversas espécies de comida, a não ser nas refeições familiares.
e) — Deixar cair da boca os alimentos ou borrifar com eles o vizinho ao falares. Quem tiver este defeito, fale pouco e com cuidado. Em nenhum caso, porem, se deve falar cam a boca cheia.
f) — Fazer barulho ao tomar a sopa, fungar ou com os lábios e com a lingua fazer outros ruidos intoleráveis.
g) — Dar estalos com a boca, como para mostrar que está saborosa a comida.
h) — Enxovalhar a roupa ou a toalha, enchendo demais o copo, entornando molho etc. Do copo deve-se encher apenas três quartas partes no máximo, e nunca esgotá-lo completamente nem escorrupichar as bebidas. É de bom tom deixar sempre algum residuo de bebida, como vinho, café, etc.
i) — Beber pelo prato caldo, molho, caldas de doce, etc. Só é lícito usar a colher sem inclinar o prato, sem pretender esgotar o último pingo do líquido…
j) — Cheirar a comida e os copos, etc, tirar Com os dedos alguma coisa que tenha caido no copo.
h) — Falar ou beber com a boca cheia, por na boca muita comida duma só vez.
l) — Segurar a beirada do prato para que não Fuja, ou comer com o prato na mão, para ficar mais perto da boca…
m) — Comer às pressas, o que, alem de incivil, i prejudicial à saúde. Evite-se, porem, o excesso oposto.
n) — Abrir a boca, mostrando assim o que se mastiga; limpar o prato com o pão; lamber os dedos; enxugar os lábios com as mãos ou com a manga; o por na travessa alguma comida que já estava no próprio prato.
o) — Virar demasiado o copo na boca, deixando impressa a marca dos lábios, ou olhar para os lados enquanto se bebe.
p) — Respirar, tossir, fazer qualquer rumor no copo, tomar longa respiração depois de beber.
q) — Coçar-se, cuspir, tossir, espirrar, tomar rapé ou assoar-se, sem absoluta necessidade.
24. Não se deve falar muito ou muito alto, como os bêbados, nem ficar serio e carrancudo, como se se estivesse descontente do tratamento.
25. Não se critiquem as iguarias e as bebidas, nem se louvem demasiado.
26. Use-se especial cuidado nas conversações, para não sair dos limites da decência e do decoro, para o que de nada vale a fórmula «com perdão da palavra».
27. Alem destas regras gerais, dão-se estas outras particulares para os diversos alimentos :
Pão — Em geral o pão já se acha cortado em fatias num prato ou cestinho apropriado, quando não se distribue a cada um dos convivas um pequeno pão, que depois será repetido conforme for preciso. Toma-se uma ou duas dessas fatias de cada vez e não muitas; segurando a fatia com a esquerda, parte-se um bocado com a direita e com a mesma leva-se à boca. Se por ventura se tiver que cortar o pão na mesa, tomar-se-á com a esquerda e corta-se-á no ar ou apoiando-o ao prato, e não encostando-o à mesa ou contra o peito.
Não se separe o miolo da crosta para comê-los separadamente; tampouco é lícito esmiuçar o pão para depois comer aos pedacinhos.
Sopa — Se estiver muito quente, pode-se agitar um pouco com a colher, nunca soprando. Não se faça rumor com a colher no fundo do prato. Os sorvos devem-se fazer sem ruído. No fim poder-se-á inclinar um pouquinho o prato para recolher o resto, mas sem lomar o prato na mão.
Enquanto se toma a sopa, não se deve beber vinho ou qualquer outra bebida, o que é muito prejudicial aos dentes.
É reprovável encher demasiado o prato, ensopar o pão, principiar num ponto do prato e contorná-lo tom a colher, tomarem duas vezes uma só colherada.
Sal — Não se deve tirar o sal com o dedos ou Com o cabo da colher ou do garfo. Quando não houver colherzinha apropriada, tirar-se-á com a ponta dl propria faca, se ainda não tiver sido usada. Em caso Contrario, pede-se uma ao criado; não o querendo ou não o podendo fazer, coma-se do mesmo modo, ou então deixe-se no prato.
Molho — O molho serve-se com uma colher apropriada e não virando a vasilha no próprio prato, a não ser quando é servido em vidro, como o molho inglês.
Carne — A carne, assim como os legumes, come-se com o garfo. Não se toca com as mãos, não se destaca dos ossos com os dentes, mas com a faca e com o garfo. Os ossos de nenhum modo se devem roer ou chupar; não se põem sobre a mesa ou debaixo dela, mas na beira do prato.
A carne pode-se comer de dois modos: cortando-a antes em pedacinhos, que se levarão à boca com o garfo, ou, o que é mais comum, segundo o costume inglês, mantendo na direita a faca com que se cortam vez por vez os pedaços, que são levados à boca com o garfo conservado na esquerda.
Peixe — Tira-se o peixe com a faca ao longo do dorso e, quando estiver servido, com auxilio do garfo separam-se as espinhas.
Manteiga — A manteiga não se extence de urna vez por todo o pão, mas à medida que se parte o pão vai-se-lhe pondo a manteiga, levando-o depois à boca.
Quando a manteiga não for servida a cada um dos convivas, deve-se tirar da manteigueira com a faca que ao lado dela estiver, uma certa quantidade, pô-la à beira do prato e servir-se daí.
28. Apresentando-se à mesa uma iguaria que não conheces e não sabes como se come, não te deves servir dela. Assim também não aceites a incumbencia de trinchar, se não estiveres exercitado, pois qualquer impericia pode ter graves consequências. Não é, pois, cavalheiroso insistir para que alguém tome a si tal encargo.
29. Quando for tempo de mudar os pratos, deixa que t’os mudem sem cerimonia. Cabe ao servente tirá-los, e não a ti oferecê-los. Os que retiram os pratos devem fazê-lo do lado direito.
30. Se durante a refeição houver leitura, deves escutá-la com atenção e em silencio, evitando rumor com os talheres; o mesmo se deve observar se houver canto, música, declamação ou cousa semelhante.
31. Para os brindes os costumes variam conforme os paises. Entre nós está prevalecendo a praxe de não se tocar entre si as taças ao findar o brinde, mas fazer com elas apenas simples acenos às pessoas brindadas (1).
(1) O brinde é uma composição literária completamente distinta das demais. Não é absolutamente um discurso, mas uma simples saudação brevíssima e quanto possível viva e brilhante. A rigor, dever-se-ia suspender completamente qualquer movimento para se prestar atenção exclusiva aos brindes e todos os convidados deveriam levar logo a mão às taças, certos de que o orador vai concluir em poucos segundos. Mas como se poderá isso conciliar com a praxo detestavel — que felizmente tende a desaparecer — dos longos discursos á mesa?
O ideal seria abolir de vez os brindes; mas onquanto isso não se conseguir, façam-se poucos, brevíssimos e um tanto espaçados, pela simplicissima razão do que, quando se emendam muitos brindes ou hão de convivas deixar de comer por certo tempo considerável, ou então, continuando a comer, faltar de consideração a quem fala.
32. A oração antes e depois da comida é uma prática que um cristão nunca deveria omitir.
33. Para coroar este capítulo importantíssimo, res-ia dizer que a primeira e mais importante regra de educaçâo à mesa é a temperança no comer e no beber. Quem come até se empanzinar ou bebe até ficar alterado, é indigno de sentar-se à mesa com pessoas educadas. O alimento nos é dado, não para satisfação do apetite, como aos brutos, mas sim para conservarmos são o corpo, instrumento da nossa alma. Não é, pois, bem entendida a civilidade daqueles que insistem muito com os comensais para que comam e bebam.
34. Julgo supérfluo acrescentar que se evite o menor estrago de comida. Quantos pobres cubiçam os nossos sobejos! A demasiada prodigalidade e o estrago de comida merecem severo castigo de Deus, que ordenou aos seus discípulos recolhessem os fragmentos de pão para não se perderem.
35. Um bom cristão não aceita, em dias de abstinência, convites de pessoas que não a observam. Sendo surpreendido em tais refeições, deve-se ter bastante coragemjjpara obedecer às leis da S. Igreja. O efeito de tal proceder é sempre a estima dos comensais sisudos.
36. Enfim, nem todas as regras aqui compendiadas teem sempre o mesmo valor. Em familia e no seio das comunidades, permitem-se algumas exceções; nunca, porem, em detrimento da cortesia, pois aí, mais do que em qualquer outro lugar, deve dominar o afeto, que é a norma da cortesia.
CAPÍTULO X
Ainda sobre o procedimento à mesa
Acrescentamos aqui, como complemento ao capítulo precedente, que é sem dúvida dos mais importantes do compendio, alguns preceitos particulares extraídos dos melhores autores.
Guarda-te de:
1. Fazer sopas de pão dentro da sopa, do molho OU do café (salvo o caso de muita intimidade).
2. Encher o garfo de comida “com a faca, para depois o levar à boca. Devemos levar no garfo o que ele pode apanhar com facilidade, e não mais.
3. Pegar no talher desastradamente. Devemos Ipoiai o cabo da faca e do garfo à palma da mão. A maneira de se manejar graciosamente o talher, só se consegue pela prática e observação.
4. Estar com o garfo espetado à maneira de punhal, devemos sempre levar a comida à boca com movimento curvilíneo ou do garfo ou da colher.
5. Comer e engulir com sofreguidão. Devemos fazê-lo sempre com vagar; comer atabalhoadamente é grosseria.
6. Mastigar ruidosamente ou fungando.
7. Molhar o pão ou os biscoitos no vinho, café, chá, etc. Leva-se o bocado à boca, mastiga-se um tanto e depois toma-se um sorvo do líquido. Esta regra é geral também para qualquer alimento, líquido ou sólido.
8. Alargar os cotovelos, quando se cortam asas. Devemos conservar os cotovelos cingidos ao corpo.
9. Comer com a colher tudo o que pode ser comido com o garfo. Mesmo os gelados são agora frequentemente comidos com o garfo.
10. Devorar a última colher de sopa, o último bocado de pão, a última garfada de qualquer iguaria: a limpeza dos pratos não pertence aos convivas.. .
11. Extender a mão por diante das outras pessoas, na intenção de pegar qualquer coisa que esteja longe de nós.
12. Pedir ao vizinho que nos dê qualquer objeto que não esteja ao nosso alcance. Para isso é que servem os criados.
13. Brincar com o guardanapo, com o copo ou com o garfo, ou com quaquer outro objeto.
14. Limpar o rosto ou o queixo com o guardanapo. Devemos somente passá-lo de leve pelos lábios.
15. Voltar as costas a uma pessoa com o propósito de falar a outra.
19. Conversar por diante da pessoa que está sentada ao lado.
17. Estar acanhado. Devemos fazer diligencia por estar à vontade, e ter por nós próprios o respeito que devemos aos outros.
18. Deixar cair a faca ou o garfo no chão; caso, porem, tal aconteça, não devemos ficar atarantados. Dirijamo-nos calmamente ao criado, pedindo outro, e não pensemos mais em semelhante ninharia.
19. Repotrear-se na cadeira ou debruçar-se sobre a mesa.
20. Pegar na mão um pedaço de galinha ou de outra carne.
21. Usar palito à mesa sem necessidade; caso nos sirvamos dele, devemos cobrir a boca com uma das mãos, enquanto tiramos dos dentes o que nos incomoda.
22. Comer cebola ou alho, quando se esperam visitas; devemos guardar as comidas com tais temperos para quando jantamos sozinhos e tencionamos ficar sós algumas horas depois do jantar. Não é agradável manifestar pelo olfato quais foram as nossas refeições. Para o cheiro da cebola ou alho é eficaz, no entanto, um copo de leite tomado logo a seguir.
23. Teimar com um convidado para que coma. Antigamente isto era costume e era também considerado delicadeza da parte do convidado aceitar ou desculpar-se por se ver forçado a recusar. Maçar um conviva com oferecimentos contínuos, é presentemente considerado mau gosto.
24. Como convidado, dobrar o guardanapo quando acabares de jantar. Basta que o ponhas de lado.
25. Ao recusar um prato, dar como razão «que pode fazer mal» ou «que não gostas».
26. Fazer a mais leve alusão à dispepsia, indigestão ou incómodos semelhantes. A digestão é um assunto muito íntimo, que fica só para nós.
27. Fazer notar, como conselho de amizade, que uma certa vianda é indigesta ou prejudicial a qualquer doença, etc. Não é delicado metermo-nos na vida alheia, e naturalmente a pessoa a quem nos dirigimos está nuuui mais apta do que nós para saber o que lhe faz mal ou bem.
28. Mostrar uma correção de maneiras demasido afetada; devemos ser naturais na nossa delicadeza. Mm vale cometer leves faltas, que mostrar esforço para não as cometer.
29. Agradecer ao dono ou à dona da casa o jantar para o qual foste convidado; devemos somente à saida expressar o prazer que sentimos com o convite.
30. Assobiar ou cantar estando à mesa.
31. Beber pelo pires.
32. Meter a colher na chávena de chá ou de café, enquanto servirem; este costume faz que muitas vezes se entorne a chávena. Devemos deixar ficar a colher no pires e não na chícara.
33. Quebrar um ovo quente na borda da chávena ou copo. Quando ha algum recipiente adequado, faz-se na extremidade do ovo uma abertura suficiente e esvasia-se a casca. Em caso contrario, deve-se comer na casca, abrindo a parte superior do ovo como se fosse uma tampa.
34. Levantarmo-nos da mesa antes de acabar a refeição.
35. Ler jornais ou livros à mesa, quando haja outros convivas.
36. Deixar cair pingos de café, vinho etc., ou deitar nódoas de gordura na roupa. Basta um certo cuidado para evitar estes incidentes.
Fabio (o outro)
21 de janeiro de 2014 2:53 pmApesar de alguns tentarem
Apesar de alguns tentarem justificar o comportamento do brasileiro como alegre , informal , a verdade mesmo é que se trata de um povo mal educado .
O brasileiro : sempre atrasado nos compromissos , acha que pode tratar a todos com intimidade mesmo que tenha acabado de conhecer a pessoa , atende o celular esteja onde estiver – numa sala de espera de um hospital , na platéia de um teatro (podem não acreditar mas já vi isso acontecer) , não respeita fila , não disciplinam as crianças – no restaurante é uma ótima oportunidade para se ver um pouco livre delas , largando-as na brinquedoteca sem nenhuma supervisão .
O pior dos mundos para garçons e maitres deve ser lidar com a classe média metida a besta . Nem ricos nem pobres. O rico se comporta , fica na dele , não quer chamar a atenção. Já a classe média metida a besta fica maravilhada com tudo , quer ostentar , são aquelas mulheres de mal gosto , oxigenadas , cheias de penduricalhos e cores berrantes, falam alto , querem chamar a atenção , ostentar, chamam o garçom , fazem mil perguntas , implicam com tudo , querem que o restaurante altere o prato para satisfazer à esposa ou ao filho , que não comem este ou aquele ingrediente. Enfim , são uma raça nojenta para se conviver . E seus filhos adolescentes uma outra aberração a parte , para ser comentada em outra oportunidade.
Agarwaen
21 de janeiro de 2014 3:08 pmExiste uma situação sim em
Existe uma situação sim em que os maitres e garçons não exitam a expulsar clientes aqui no Brasil: se dois homens estiverem se beijando.
taturana
21 de janeiro de 2014 3:37 pmno casos das senhoras seria
no casos das senhoras seria caso de chamar a policia mesmo.. o resto do texto, papo furado pra boi dormir…
morallis
21 de janeiro de 2014 5:54 pmO texto começa como denuncia
O texto começa como denuncia de falta de bom senso e envereda para uma
pieguice horrenda.Foi do nada a lugar algum.
Tiago Bevilaqua
22 de janeiro de 2014 2:35 amOu …
Ou foi de um lugar pequeno para o nada?
Anarquista Lúcida
21 de janeiro de 2014 7:50 pmA reclamaç contra o barulho é justa, mas QUANTO ESNOBISMO!
Argh!
Pedrocmg
21 de janeiro de 2014 8:59 pmPois é…
Pois é… enquanto isso quando eu fiz um post abordando ‘por dentro’ a espionagem que uma certa empresa brasileira multinacional vem fazendo e, e ….. esilencio ensurdecedor … Depois tentei complementar com outras informações ‘delicadas’ a respeito da mesma empresa e sua arapongagem e, e …. a mensagem nunca apareceu na comunidade.
Agora isso. Essa patacoada … Que problemão, hein? Se estão mais preocupados em discutir louças e holofotes, tudo bem.
Mas, que esse ‘filtro’ das postagens está me deixando com pulga atrás da orelha, ah isso está sim!
Insider.
Motta Araujo
21 de janeiro de 2014 10:59 pmhttp://www.ritzparis.com/fr/d
http://www.ritzparis.com/fr/delights/le-go%C3%BBt-du-ritz
Bacana para você é a turma do Sergio Cabral dançar de guardanapo na cabeça num dos templos da boa mesa, do refinamento, da sofisticação gatronomica, o restaurante do hotel Ritz de Paris, espaço de Escoffier, um dos maiores cozinheiros do Seculo XX. A cafajestagem dessa turba de gafieira carioca seria inconcebivel para os generais alemães que ocuparam Paris de julho de 1940 a agosto de 1944, tinham poder de vida e morte sobre qualquer francês e jamais sairam da rigorosa etiqueta que se exige em um ambiente desses. A turma do guardanapo é uma especie de simbolo dos vandalos de restaurante objetos deste post, se tinham a desfaçatez de fazer essa baderna no Ritz de Paris, imagine o que
não fazem em restaurantes nativos.
Tiago Bevilaqua
22 de janeiro de 2014 2:34 amQual a sua?
E qual será seu espaço? Monte um restaurante escafedeu e faça nele o que bem entender.
Tiago Bevilaqua
22 de janeiro de 2014 2:31 amDona Zelite
Outro dia li uma sátira formidável sobre a figura de Dona Zelite (claro de Higienópolis). Esse cara é da estirpe dela. Só que parece que fala sério!!
ulderico
21 de janeiro de 2014 10:00 pmLargue mão!
Nóis aqui só faiz baruio quando tá alegre. E só fica amuado em guardamento, se tivé na frente da viúva.
Passá um pito desse nas nossa caipirice é farta de miolo.
Vô bota minha cuié torta no meio e dá um consêio : consurte um médico de cabeça.
Tiago Bevilaqua
22 de janeiro de 2014 2:52 amConcordo, mas só…
Concordo plenamente que o volume da conversa em lugar público, em especial bares e restaurantes é um saco. Mas, daí a fazer um decálogo para impor o bom comportamento vai uma grande distância. Quanto às senhoras que receberam cerveja na cabeça, independendemente da ação do pessoal do restaurante …. BO neles, se possível com a presença da polícia.