4 de junho de 2026

Do blog da Proteste: Brasil continua campeão de juro no cartão

O consumidor brasileiro continua submetido a taxas exorbitantes com média de juro anual de 280,82% ao recorrer ao financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo. Foi o que constataram a Proteste Associação de Consumidores em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) ao comparar, agora em dezembro, a taxa média de juros cobrada nas operações com cartão de crédito com o de outros cinco países (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, e México).

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Enquanto a taxa básica da economia, a Selic está no patamar de 10% ao ano, os juros do rotativo chegam a ser até 70 vezes maior que a taxa básica de juros da economia no País. Foram encontrados juros exorbitantes de mais de 700% ao ano no cartão Santander Platinum.

Caso o consumidor seja portador deste cartão com o rotativo acima de 700% ao ano tiver uma fatura no valor de R$ 500,00 e resolver pagar somente o mínimo (20% do valor total da fatura) e deixar rolar essa dívida por um ano, no fim desses doze meses, estará devendo mais de R$ 3 mil. Os juros cobrados nas modalidades do crédito rotativo são uma das causas do crescente endividamento dos brasileiros.

Esses dados são ainda mais alarmantes se compararmos a taxa praticada no Brasil com a de outros países. A taxa praticada no Brasil é 525% maior do que a do Peru, que é o país com a maior taxa dentre os analisados. O Peru, que é o segundo País da região a ter valor maior, cobra 44,8% ao ano e o México, 39,16% anual. O menor percentual é da Colômbia, com 28,31% anual.

No Brasil foram levantadas as taxas de juros cobradas no rotativo por 60 cartões de crédito distribuídos por 11 instituições financeiras (Banco do Brasil, Banco IBI, Banrisul, Bradesco, BV Financeira, Caixa, Citibank, Credicard, HSBC, Itaú, e Santander).

A comparação foi com as taxas praticadas em outros países, priorizando a América Latina porque países da zona do Euro aplicam taxas sabidamente inferiores às do Brasil de 17,9% ao ano e Estados Unidos 13% anual, além de boa parte deles não financiar saldos devedores de cartões de crédito.

Além da cobrança da anuidade podem incidir sobre a fatura quatro tipos de juros e todos eles podem ser evitados. Veja abaixo:

Rotativo: é possível fugir dos juros no crédito rotativo se pagar o valor total da fatura e na data do vencimento. Os juros podem chegar a 700% ao ano.

Saque: Os juros da função saque são fáceis de evitar, basta não sacar com o cartão de crédito, caso utilize também pagará uma tarifa.

Parcelamento de fatura: Programe-se para pagar toda sua fatura e não precisar desse tipo de parcelamento, para fugir dos juros no parcelamento da fatura.

Parcelamento da compra: Para evitar os juros cobrados no parcelamento da compra, opte por lojas que ofereçam essa facilidade sem juros.

Para caracterizar as condições econômicas dos países componentes da amostragem, no quadro a seguir, são apresentadas além das taxas anuais dos cartões de crédito, também as taxas básicas de juros, e de inflação.

Comparativo das taxas anuais do cartão de crédito, inflação e taxa básica de juro (em %):

TAXAS ANUAIS (em %)
 

Fonte: Banco Central do Brasil e pesquisa pela internet.

(*) Taxa acumulada nos últimos 12 meses – IPCA
Foi utilizado o IPCA acumulado 12 meses

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Celso Carvalho

    20 de janeiro de 2014 10:23 pm

    Do blog da Proteste: Brasil continua campeão de juro no cartão

    Um rolezinho dos bancos e administradoras no Brasil que causam destruição em massa. Um  vandalismo sem direito a ação da justiça!

  2. Alexandre Weber - Santos -SP

    21 de janeiro de 2014 12:26 am

    Arapuca

    Ainda comentei hoje com a minha esposa que algumas pessoas se acham o máximo e quando contestadas em suas idéias por pontos de vistas que não concordam, assumem uma posição antagônica de ou EU ou ele e partem tresloucadamente para defender e implementar seus pontos idiosincráticos de vista.

    A teimosia  da Dilma e do PT em não aceitar discutir as idéias contrárias deu no que deu, agora o Brasil não têm como sair da arapuca em que se meteu com o sistema financeiro. 

    O culpado é o LULA que interditou o debate na eleição passada.

    Agora, que colocar de quatro um país rico e operoso como o Brasil, com uma população jovem e instruída não é tarefa para qualquer um, reconheça-se a labuta e a inteligência da banca, mesmo com as denuncias irretorquíveis por mim trazidas ao blog.

    Acorda, Dilma!

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      21 de janeiro de 2014 12:30 am

      O PMDB

      Minha dúvida é se o PMDB vai continuar abraçado ao PT, ou não?

  3. Durvalino

    21 de janeiro de 2014 1:15 pm

    PROVOCAÇOES

    …..  certo estah o Abujanra em seu programa PROVOCAÇOES, ao perguntar aos entrevistados quem mais mal fez a humanidade: os bancos, a igreja (todos os credos) ou os militares.

    claro q cada pessoa darah sua resposta conforme lhe aperta o calo.  mas o  inaceitavel eh q nos ultimos cinquenta anos os bancos cobram a mais alta de juros do cheque especial e/ou cartao de credito do planeta, alegando erros na conduçao da politica governamental, porem, esse ganho indefensavel nao chega a abalar o proprio governo q nada faz sobre o assunto.

    poderia ser lançado mao do banco do brasil e da caixa economica para estabelecer um novo patamar decente de juros, mas o governo prefere deixar como estah pois, nas eleiçoes os bancos contribuem com os partidos.

    tivemos ate um presidente do banco central q chamava os donos dos grandes bancos para arredondar a taxa selic q seria promulgada pelo copon.

    mas nas eleiçoes poderemos resolver isso !!

     

     

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