Lojistas, racistas, Juízes, senadores tucanos, jornalistas “chapas brancas” do PSDB/DEM e militantes da direita em geral exigem a proibição dos “rolezinhos” de jovens negros, pardos e pobres nos Shoppings.
A repressão policial aos eventos pacíficos da garotada tem sido exemplar. Em tudo semelhantes às expedições punitivas dos bandeirantes (eufemismo para jagunços brutais e iletrados) do século XVII. Mas os rolês dos racistas estão liberados pela Policia paulista.
Ontem os skinheads deram um rolê no Centro de São Paulo e assassinaram um jovem negro gay. O Boletim de Ocorrência respectivo registrou o caso como suicídio.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1398366-adolescente-gay-e-achado-desfigurado-apos-se-perder-em-festa-em-sp.shtml
Nenhuma novidade, a Policia paulista tem tradição em chamar de suicídio assassinatos que precisam ser acobertados. Foi o que ocorreu no caso de Vladimir Herzog, que oficialmente havia se enforcado numa janela baixinha (o atestado de óbito dele só foi corrigido recentemente, para admitir a morte induzida por tortura). É o que ocorre na maioria dos homicídios cometidos por PMs noticiados como “resistência indevida a ação policial”.
O governador Geraldo Alckimin noticiou hoje que construirá novos presídios em São Paulo. Quem serão os novos habitantes dos mesmos? Os racistas brancos bem nascidos que assassinam gays em São Paulo ou os garotos pobres que participam de rolezinhos?
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