Observando com os alunos tabelas da PNAD (2011 e 2012), do IBGE, deparei-me com um dado interessante. O analfabetismo, hoje, no Nordeste, quando consideradas pessoas de até 14 anos, é de 3.4%. Nesta faixa, a média nacional é de pouco mais de 2% (considera-se que um país supera o analfabetismo, quando este índice é igual ou menor que 1%) A série histórica do PNAD não é muito extensa, mas há um indício interessante. Pessoas com mais de 25 (a pesquisa para por aí) “realizam” taxas de analfabetismo na ordem de 21%. Evidentemente, esta forma de apresentação dos dados pode levar a um engano (e os jornais sempre caem nessa, porque querem). Não é difícil concluir que não são pessoas de 25, mas pessoas com mais de 40, 50, que concentram este “analfabetismo residual”.
Mesmo assim, se pensarmos que estes analfabetos totais hoje estão, em sua maioria, com mais de 50 (há outras pesquisas do IBGE que mostram isso em estatísticas nacionais), podemos deduzir que eles tinham 20 nos anos 80. É evidente que não estamos confundindo alfabetização com letramento (que é um conceito novo, surgido nos anos 80). Mas uma queda em 30 anos de 21% para 3.4% é algo que não pode ser desprezado. Sim, falta letrar, mas fico a imaginar o que éramos neste item.
O que nos leva a uma outra conclusão: a história de que “a educação piorou” ou “era boa no passado” é apenas uma mentira mil vezes repetida…
EJ
12 de janeiro de 2014 9:03 pmNordeste
Não foi só o analfabetismo que diminuiu. Também a miséria, a desigualdade de renda (ainda muito grande) e, sobretudo, o poder dos “coronéis”. Sou nordestino e moro aqui desde sempre. Já notaram que, apesar de ser esta uma das piores secas da nossa história, não se vê mais aqueles saques e aquela invasão de flagelados famintos nos grandes centros?
Nicolas Crabbé
12 de janeiro de 2014 10:18 pmNão é tão simples…
Weden, se é verdade que o número de pessoas alfabetizadas, sobretudo nas regiões historicamente mais carentes como o Norte e o Nordeste, aumentou sensivelmente, infelizmente a qualidade do ensino público em geral tem caído muito. Um exemplo claro é a quantidade de jovens saídos da escola depois de 9 anos ou mais, mas que podem ser considerados analfabetos funcionais, por não entenderem o sentido de um texto básico.
É a isso que as pessoas se referem quando dizem que o ensino piorou.
arara
12 de janeiro de 2014 10:36 pmAcho que são coisas distintas
Acho que são coisas distintas Nicolas.
Uma coisa é o analfabetismo em si.
Outra é o analfabetismo funcional.
Sim, ambos são problema.
Sim (2), a qualidade da escola brasileira é ainda muito baixa.
Sim, devemos trabalhar para a melhoria da qualidade de ensino.
Mas colocar quase todas as crianças na escola é um passo e tanto.
E não devemos nos assustar: melhorias na educação só “devolvem” resultados décadas depois. Só conseguiremos mesurar o que está sendo feito hoje daqui há umas 3 ou 4 décadas.
Helenice
13 de janeiro de 2014 6:11 amO baixo nível de letramento está também na rede privada
Vale lembrar que a baixa qualidade não é uma característica apenas da escola pública. Por razões talvez distintas, o baixo nível de letramento é um problema comum aos alunos dos dois sistemas. A mercantilização do ensino, que faz, por exemplo, a escola particular apostar nas famosas dicas (antes para aprovação nos vestibulares e agora no ENEM) impele o professor a instruir o aluno, em vez de instigá-lo a pensar. Por incrível que pareça, a escola pública, de um modo geral, oferece maiores chances para se desenvolver uma aprendizagem maisreflexiva, justamente por não estabelecer como objetivo último a entrada na universidade. Como você falou, a melhoria da educação é uma questão de tempo. E nem tenho dúvida de que a escola pública terá um papel fundamental nessa mudança.
Weden
13 de janeiro de 2014 10:26 amNicolas,Primeiramente, não
Nicolas,
Primeiramente, não tínhamos “ensino público universalizado”. Até os anos 80, não havia este conceito, inaugurado na Constituição de 88. Daí a alta taxa de analfabetismo que chegava a 35%..
A degradação das escolas públicas, que atendiam basicamente às classes médias, começou nos anos 70, com a incorporação paulatina e massiva de novos estudantes. Não houve um acompanhamento deste processo e deu no que deu. Mas não se pode dizer que o ensino era melhor, porque simplesmente não era universal.
Hoje é, embora, claro, precise ser melhorado.
No texto, afirmo que não confundimos alfabetização com letramento. Mas não há letramento (geral ou específico) sem alfabetização. Antes, não havia sequer alfabetização.
Temos que tomar cuidado também com dados que apontam “analfabetismo funcional” em pessoas com mais de 15 anos. É o mesmo problema de exposição de dados. Porque mais de 15 anos pode ser com 16, ou com 61, entendeu?
Outra questão. O processo de alfabetismo/letramento varia de criança para criança. Algumas são mais precoces, outras regulares, outras demoram um pouco. Convencionalmente, se acredita que os 10 anos é quando esta criança já terá que ter maturidade leitora. Em alguns casos, por exemplo, para aquelas que trazem problemas cognitivos de aquisição de linguagem, isso pode demorar um pouco mais.
Lembre-se, no entanto, além da inexistência de escolas, que nós tínhamos um problema grave da subnitrição, um dos fatores que complicavam a maturação cognitiva dos pequenos.
Por último: precisamos mesmo melhorar a educação básica, mas desconsiderar passos dados é jogar o bebê fora com a água da bacia, para usar uma figura um tanto quanto batida…
Robson Lopes
12 de janeiro de 2014 10:32 pmA questão era a abrangência da educação pública no passado
No passado pouquíssimas pessoas tinham acesso à educação pública de boa qualidade, na verdade poucas tinham acesso pleno à educação. Ainda hoje isso ocorre, as escolas públicas modelos ainda são território de elite, os colégios de aplicação são a maior prova disso.
Mas de fato, dizer que o ensino no passado era melhor que o atual não passa apenas de uma mentira dita mil vezes, no intuito de transformá-la em verdade.
Affon
12 de janeiro de 2014 10:38 pmVocê fala que “um exemplo
Você fala que “um exemplo claro é a quantidade de jovens saídos da escola depois de 9 anos ou mais, mas que podem ser considerados analfabetos funcionais.”
Mas, para que fique mesmo claro, Nicolas, que quantidade é essa? Há números a respeito? Senão ficaremos apenas achando algo…
AVirgílio
13 de janeiro de 2014 1:23 amQualidade da educação pública
Sempre fico incomodado quando este mantra de que a educação pública só faz piorar é repetido, muitas vezes de forma acrítica e tomando indicadores isolados para fundamentar uma crítica generalizada. Quando vejo, por exemplo, os esforços que a CAPES vem fazendo nos últimos anos para oferecer pós-graduação para professores do ensino fundamental, não posso imaginar que melhorando a qualificação do docente, a educação não melhore. E vejam que esta qualificação tem crescido ao longo dos anos. No entanto, tais investimentos em qualificação terão um impacto a médio e longo prazos.
Outro ponto que me causa desconforto é que a qualidade da educação (baixa) passa a ser tão só e exclusivamente responsabilidade do Estado. E todos nós sabemos que o processo de educar uma criança e um jovem envolve fortemente o engajamento das famílias. Sem apoio e cobrança de pais e mães, a escola muitas vezes pode fazer muito pouco para engajar o aluno no processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Certamente temos ainda um grande desafio da qualidade da nossa educação (inclusive da privada!) que passa pela valorização da carreira do professor. Mas desconsiderar os avanços conseguidos no setor público é injustificável. O mais grave, me parece, é que o problema é muito mais agudo na educação que é responsabilidade dos municípios e, em seguida, dos estados. Não existem dúvidas de que o ensino superior público é de muito melhor qualidade que o privado. E isto é sempre esquecido!
Frederico69
13 de janeiro de 2014 1:29 amWeden
eu não consigo acreditar que tenha melhorado, apesar de esperar que melhore.
será que não mudaram os padrões de avaliação??
Weden
13 de janeiro de 2014 10:33 amFrederico
Não mudaram os
Frederico
Não mudaram os padrões. Criaram padrões.
Por exemplo, a noção de letramento (literacy, em inglês, ou “alfabetização funcional” como se diz popularmente) tem uns 30 anos. E a avalivação permanente é também nova.
Hoje temos instrumentos linguístico-pedagógicos bem mais apurados para avaliar a educação, principalmente, das competências escrita e leitura. Do ponto de vista da pesquisa educacional, está bem resolvido.
O que podemos dizer, para concordar em parte com você, que houve “piora qualitativa”, mas o ganho “quantitativo” é inigualável.
Ou seja, não temos a qualidade da escola pública dos anos 60, mas ela à época chegava a pouquíssimos. Hoje chega a todos, embora não tenha a qualidade anterior. Entendeu ?
De certa forma, “chegou a todos”, nos anos 90, e já, no final, começaram algumas medidas de avaliação permanente do ensino. De lá para cá, as notas no PISA têm aumentado paulatinamente. O país apresentou uma das maiores evoluções nesta avaliação, mas o nível era tão baixo, tão baixo, que continua, mesmo assim, longe do ideal.
Mas é preciso ver o percurso histórico.
Frederico69
13 de janeiro de 2014 10:57 amfaz sentido
melhorou porque atende mais gente, mas com menor eficiencia.
então é hora de qualificar (remunerar) os professores, para recobrar o nível de ensino.
e quem sabe em uma ou duas gerações deixemos de ser o país do futuro.
ed. não logado
13 de janeiro de 2014 1:51 amQuantidade x Qualidade ou o Desdém de quem pouco faz ou fez
O normal dos críticos que não fazem lhufas aos que fazem algo será sempre desdenhar.
Como não podem criticar os feitos que não fizeram, desdenham no mínimo a qualidade dos que fazem.
É fato que antes da ditadura o ensino público era de melhor qualidade, inclusive do que o privado.
(mas era também para uma parcela bem menor)
Com a mercantilização do ensino (curiosamente em um país onde a maior parte da população não poderia pagar) e a desconstrução do ensino público (parece até caso pensado, nénão?), a qualidade despencou.
Até na Suécia!
O que precisamos entender (simplificando) é que é melhor ter 10.000 alfabetizados e 100 doutores do que 1000 alfabetizados e 50 doutores. Ou os mesmos 100 ou até 120, com 9.000 analfabetos.
Ou será que não?
Precisamos entender que educação, além de um direito, é uma necessidade estratégica.
Mas a mediocridade de nossa “elite” não chega lá. Por terem mais acesso à educação (pública E privada), temem a concorrência (que tanto “defendem”) pela democratização.
Há quem diga que (para simplificar novamente), não dá para “todos terem curso superior”, porque “quem vai fazer a faxina?”. Novamente, mediocridade elitista, já que uma sociedade com faxineiras(os) com curso superior é melhor do que outra com faxineiros(as) analfabetos.
O resto é livre concorrência … livre mercado (como eles fingem que tanto gostam. Se sou engenheiro ou advogado e não consigo trabalhar na área, vou ter que fazer outra coisa (melhor ou pior, mas com conhecimento). Ou vou morrer de fome abraçado no diploma? Ou comê-lo? Faxineiros “au pair” em países desenvolvidos podem ganhar mais que engenheiros que viram “suco” aqui.
Enfim, esta nossa elite plutoligárquica que se acha superior, apesar de medíocre (sim, sempre há exceções) até por achar que a mediocridade é dos demais e não deles que sequer sabe usar seu diferencial para algo além de suas vidinhas, quando está no poder, apenas concentra e atrasa o país.
A última leva, fernandiana, NÃO INVESTIU de verdade nem no social, nem na educação, nem na infraestrutura, nem na republicanização (só no aparelhamento), nem no incentivo à indústria, nem na desconcentração de renda, nem na economia (só na contabilidade e nas finanças, digamos, público-privadas), nem na imagem do país, nem na auto-estima do povo, nem no emprego, nem na pesquisa e desenvolvimento técnico-científico, nem nas forças de defesa, nem no incentivo ao interesse e empreendimento nacional, nem na democratização midiática da informação, nem na modernização e valorização das empresas sob sua responsabilidade (as estatais), nem em recursos estratégicos (minerais comoditizados aos valiosos ou raros), nem no petróleo, nem na neném (oops, aí é cantiga de ninar, cansei).
Venderam o que puderam (e não era deles), endividaram o país, arrasaram com sua (já pouca) competitiidade, se acertaram com a banca, (eles com a grana e o “resto” com o suor), deixaram a terra e o povo arrasados e agora vem criticar dizendo que “está tudo uma merda!”
Sim, está … há muito tempo, pois sempre fizeram desta terra um esgoto da digestão de seus privilégios, há tanto mantidos por seu disseminada rede de poder (inclusive em tomadas externas), aparelhagem política, judiciária, institucional (ministérios, associações e federações), miRdiática, educacional, informacional, industrial, de serviços, abastecimentos, monopólios, representações de interesses exógenos e tantas outras conhecidas (e desconhecidas).
Quando melhoramos algo, ainda que pouco e sofrido, além de “esquecerem” quem fez o estrago, ainda dizem:
“Ah, mas estamos em 98o lugar nisso e em 76o naquilo” (ainda que melhorando mais que os demais).
“Isto aqui não é a Suiça, o Liechtenstein, Mônaco ou Noruega!”
Voces não conhecem nem sabem o que é esquiar em Gstaad ou degustar um Beluga num iate em St Barths!
Isto aqui é uma merda!!!
E como todos sabem, a própria nunca é fedida.
Mas quem está limpando certamente não são eles.
Que sequer percebem sua responsabilidade pelo passado.
Ou pelo futuro.
Alexander
13 de janeiro de 2014 2:38 amMelhoria na educação é maquiagem do governo
Amigos,
O ensino piorou e muito mesmo, infelizmente. Se duvidam, vejam pesquisas relacionadas sobre educação, de órgãos independendes do governo.
As crianças são aprovadas, mesmo sem saberem o básico do básico. Há organizações estrangeiras que dão dinheiro de acordo com o número de aprovação dos alunos. Fiquei sabendo disso por intermédio de um amigo que é amigo de uma diretora de escola pública. Tudo bem, podem dizer que é mentira. Vejam com seus conhecidos, que deve ter alguma professora e comprovem.
Peguem os livros, de uns vinte, dez anos atrás e comparem com os atuais. É uma piada de muito mal gosto o nível apresentando. Se antes já não era bom, agora pior ainda. Eu tenho livros antigos e não troco pelos novos! Comprovem isso.
Pegue uma criança de uns 15 anos, peça que leia um texto ou algum artigo, de razoável ou pouca complexidade e verá a dificuldade na leitura. E faça perguntas sobre o texto. E verá que não entendeu nem uns 20%. Isso é comum. E com essa mesma criança, simule um problema de matemática da vida real, que envolva operações lógicas bem básicas mesmo, como divisão, subtração e multiplicação e verá. É muito triste mesmo. Tenho um exemplo, que ocorreu dentro de uns dois meses atrás. Um menino de dez anos, estuda em colégio particular bom, não sabia o que é meia dúzia! A coisa está triste. O governo cria um monte de programas, mas de péssima qualidade. Isso é muito triste. Estou fazendo um curso pelo Pronatec e há pessoas entre 25 a 40 anos, com dificuldade de trabalhar com porcentagem. Algo primário. Sinto muito tristeza.
Weden
13 de janeiro de 2014 10:35 amNão há pesquisa que mostre
Não há pesquisa que mostre piora no ensino, Alexander.
Conheço todas. Inlcusive as independentes..ALém disso, o IBGE é um instituto que têm bastante independência, é um dos mais confiáveis do país.
Alexander
14 de janeiro de 2014 1:48 amResposta: Não há pesquisa que mostre
Caro Weden,
Há coisa de uns dois meses, saiu uma pesquisa sobre a colocação dos países e, as disciplinas abrangidas foram Matemática com certeza, salvo engando Ciências e outra que não me lembro. E o Brasil caiu. Essa pesquisa teve muita divulgação e o ministro da educação se viu obrigado a dar uma “explicação”, que na verdade foi cheia de meias verdades e tentanto justificar o injustificável, coisa comum e corriqueira no atual governo. Inclusive teve professores rebatendo as tais “explicações”.
Bom, se você conhece todas as pesquisas, como disse, creio que não soube dessa.
E como disse em meu comentário anterior, peço que faça as experiências que deixei como sugestão.
Guilherme Silva Araújo
13 de janeiro de 2014 2:42 amSobre os dados da Pnad e a avaliação da educação pública
Faz algum tempo que não comento posts aqui nesse espaço, mas esse é um tema que me atrai e não podia deixar de contribuir com a discussão.
Em primeiro lugar, a série da Pnad é grande o suficiente para lidar com os temas escolares. No site do Sidra (http://www.sidra.ibge.gov.br), estão disponíveis dados sobre a escolaridade da população brasileira desde 2001, embora os dados da Pnad sejam compatíveis desde 1991. Há duas décadas de observações sobre a situação de escolaridade no Brasil e creio que esse conjunto de informações seja suficiente para lidar com um problema que segue o tempo dos fenômenos demográficos.
Em segundo, esse conceito de analfabetismo funcional envolve um grau elevado de subjetividade. Pode parecer razoável querer que um aluno compreenda uma sentença que lhe é apresentada, mas se o que lhe é apresentado não fizer nenhum sentido para ele? É natural que um aluno de escola pública em todas suas privações seja capaz de compreender uma sentença sobre física quântica? E e e lhe fosse apresentado uma sentença sobre violência policial? Qual das duas sentenças um aluno de escola pública é capaz de compreender? Em minha opinião, medidas objetivas (inclusive sobre o tema do analfabetismo funcional) são preferíveis a medidas subjetivas.
Por fim, as políticas de educação nas últimas décadas privilegiaram o acesso ao ensino fundamental de modo que a frequência escolar aumentou de modo significativo sem que o hiato existente em relação a educação privada tenha diminuído. Embora a educação pública concentre as matrículas, os professores das escolas particulares são melhores remunerados, os alunos das escolas particulares passam mais tempo na escola que os alunos das escolas públicas. No entanto isso não quer dizer que não houve melhorias, já que a escolaridade dos professores tem aumentado e houve conquistas como o piso nacional e a avaliação periódica do desempenho (IDEB).
Francy Lisboa
13 de janeiro de 2014 8:53 amExiste um grupo de
Existe um grupo de brasileiros que sempre critica o Brasil pela falta de planejamento, pela falta de visão no futuro, mas o curioso é que são esses mesmos brasileiros que querem resultados a curto prazo…vai entender. O fato de mais pessoas terem acesso a educação nesses últimos 13 anos será refletido no futuro (o tal planejamento) e querer cobrar soluções de curto prazo para algo que tem 10 anos de processo de consolidação é demais. Todos sabemos que é preciso melhorar, mas é pura desonestidade querer soluções de curto prazo.
Assis Ribeiro
13 de janeiro de 2014 9:51 amIsso se chama gestão e planejamento
Junte-se a isso o Pronatec, o investimento em escolas técnicas e ampliação das UFs
Isso se chama gestão,
planejamento,
desenvolvimentismo.
jose valente
13 de janeiro de 2014 1:06 pmANALFABETISMO E MANIPULAÇÃO
NÃO É BEM ASSIM LEIAM DO PROPRIO IBGE rhttp://noticias.r7.com/educacao/noticias/analfabetismo-cresce-no-nordeste-e-centro-oeste-do-pais-20130926.htmlRIO IBGE
Luiz Vasconcelos
13 de janeiro de 2014 9:56 pmTá tudo manipulado
Se vocês acham que a educação básica melhorou, basta darem uma olhada nas escolas do Nordeste. Com certeza vão mudar de idéia. Caros colegas, estamos atrasados em média 50 anos. A educação básica no país não evoluiu em nada.
O governo dar dinheiro para construir creches, mas não financia seu funcionamento, jogando tudo nas costas dos municípios, que em sua grande maioria vivem dos repasses do FPM do governo. E outra coisa: essa questão de índice de analfabetismo é muito séria.
Se fizermos umlevantamento mais apurado, vamos encontrar mais da metade da população de analfabetos funcionais. Ou seja, sabem ler, mas não entendem o que estão lendo. Se acham que tudo isso é mentira, saiam dos gabinetes climatizados e venham dar uma olhada aqui no Nordeste. Garanto que vão mudar de opinião rapidinho.
Tá tudo manipulado mesmo!!
http://www.iguatunoticias.com