4 de junho de 2026

CGU rebate texto da Agência Pública sobre a Copa

CGU: Dados de reportagem que compara recurso federal para saúde e educação com investimento na Copa não refletem a realidade e são descabidos

A Controladoria-Geral da União (CGU) afirmou nesta sexta-feira (10) que notícia divulgada pela organização Agência Pública, que comparou os recursos federais para a saúde e educação com os financiamentos destinados às arenas e outros gastos nas cidades que receberão os eventos da Copa do Mundo de 2014, apresentou dados incompletos e comparações descabidas. Leia abaixo nota à imprensa divulgada pela CGU:

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Em relação às notícias divulgadas nesta quinta-feira (9/1) sobre o estudo da organização Agência Pública, que comparou os recursos federais para a saúde e educação com os financiamentos destinados às arenas e outros gastos nas cidades que receberão os eventos da Copa do Mundo de 2014, entre 2010 e 2013, a Controladoria-Geral da União (CGU) informa que:

1. Os dados apresentados no estudo e refletidos nas reportagens sobre gastos em saúde e educação são incompletos e as comparações feitas com financiamentos são descabidas.

2. No tocante aos gastos federais para a saúde e educação, o Portal da Transparência reflete as funções na forma como estão apresentadas no Sistema Integrado de Administração Financeira utilizado pelo Governo Federal, o Siafi, que não reúne todos os gastos sob um mesmo título. A fim de levantar a totalidade dos valores investidos pelo Governo nas áreas mencionadas, é preciso considerar outros gastos e transferências que fazem parte dessas áreas, mas que não estão classificadas nessas categorias. Assim, existem transferências realizadas pelo Governo Federal que não estão incluídas na função “Educação”, como, por exemplo, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb, que está classificado no orçamento como “Encargos Especiais”. Só em 2013, o Fundo transferiu mais de R$ 1,3 bilhão para os municípios-sede da Copa, e mais de R$ 31 bilhões entre os estados e municípios brasileiros.

3. Além das transferências a Estados e municípios para as áreas de educação e saúde, o Governo Federal também aplica recursos nessas áreas diretamente. Só o Fundo Nacional de Saúde (FNS) aplicou R$ 17 bilhões no País. Também são feitos gastos diretos nas Universidades Federais, tanto em obras e equipamentos, como em bolsas de pesquisa e residência médica, além da Assistência Financeira para a Realização de Serviços Públicos de Educação do Distrito Federal, entre outros.

4. Além disso, a reportagem compara recursos de naturezas completamente distintas, tais como empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que retornam ao banco no momento de sua quitação, com transferências de recursos orçamentários.

5. Dessa forma, os valores da reportagem não refletem a realidade, o que distorce completamente suas conclusões.

6. Por fim, a CGU esclarece que não foi procurada pela organização responsável pelo estudo, nem pelos veículos que noticiaram a pesquisa, para oferecer os esclarecimentos necessários.

http://blog.planalto.gov.br/cgu-dados-de-reportagem-que-compara-recurso-federal-para-saude-e-educacao-com-investimento-na-copa-nao-refletem-a-realidade-e-sao-descabidos/

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Marco St.

    10 de janeiro de 2014 11:39 pm

    Esta Agência Publica pegou

    Esta Agência Publica pegou carona nos protestos de Junho e proclamava que faria um jornalismo independente e imparcial financiado por doações de cidadãos comuns.

    Pelo jeito faz o mesmo serviço mal feito e parcial da velha mídia.

    Continuamos na mesma.

  2. alessandroduarte

    11 de janeiro de 2014 12:49 am

    http://www.apublica.org/parce

    http://www.apublica.org/parceiros/

  3. Francy Lisboa

    11 de janeiro de 2014 8:13 am

    O grande problema que há um

    O grande problema que há um clima de desconfiança mesmo em relação à órgãos competentes como o caso da CGU. Isso reflete que não adianta argumentar  de forma ponderada e mostrar dados sobre os benefícios da Copa e que ela NÃO tira dinheiro de saúde e educação; a ideia de sabotar a Copa fascina pela sua subversão, algo buscado por muitos “indignados”, o que importa é colocar para fora o desprezo reinante que há no coração dos “braZileiros” em relação ao Brasil, ou melhor, em relação à atividade política. Eu espero do fundo do meu coração que o país faça uma Copa inesquecível, mesmo que as obras não terminem no prazo, eu sei que elas irão terminar, afinal, se o tal “legado for de 70% para mim já é um passo.

  4. mpaiva

    11 de janeiro de 2014 5:21 pm

    Nota d’A Pública : “A Pública errou”

    http://www.apublica.org/2014/01/aos-nossos-leitores-republicadores/

    “A Pública errou. Erramos na reportagem “O não-legado da Copa do Mundo”, publicada na última quarta-feira, dia 8 de janeiro, em que comparávamos os repasses federais listados sob a rubrica “Educação” no Portal da Transparência do Governo Federal aos investimentos liberados pela Matriz de Responsabilidades da Copa do Governo Federal.

    O objetivo da reportagem era responder a uma demanda pública por informação, expressa desde os protestos de junho do ano passado, quando milhares de brasileiros pediram mais gastos em Educação e menos gastos com a Copa.

    Os dados nos quais baseamos a reportagem, porém, estavam incompletos, conforme apontou a CGU em nota publicada ontem. Os repasses do Fundeb – bastante significativos – estavam fora da rubrica “Educação”, classificados como “Encargos Especiais”.

    A falta de clareza na exposição dos dados na principal interface de prestação de contas do governo federal à população não foi o único motivo para nosso equívoco. Como jornalistas, sabemos que temos de checar todas as informações, mesmo quando supostamente compreensíveis por qualquer cidadão. Por isso, em dezembro do ano passado, nosso repórter conversou com a assessoria de imprensa da Corregedoria Geral da União para saber como obter o total de repasses do Governo Federal à educação nas cidades-sede da Copa. Foi orientado a fazer exatamente o que fez: somar os números listados sob a rubrica “Educação”.

    A grande repercussão da reportagem demonstra que se tratava de uma comparação ansiosamente aguardada pela população, e motivou a nota da CGU e um pequeno avanço no Portal da Transparência; na mesma sexta-feira o site do governo passou a estampar um pop-up com o aviso: “Os recursos apresentados por área referem-se apenas à consolidação por função orçamentária dos valores transferidos pelo Governo Federal aos estados e municípios, conforme classificação da despesa no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e não refletem a totalidade dos gastos do Governo Federal nessas áreas”.

    Evidentemente os equívocos da CGU não nos eximem do erro cometido, que resultou em distorção da comparação pretendida. É nosso dever e compromisso primar pela qualidade das informações que publicamos- e, portanto, checá-las e rechecá-las, como fazemos desde o início de nossa trajetória, há quase três anos. Erramos nesse aspecto, e pedimos desculpas. Decidimos retirar a reportagem da nossa home, para não corroborar suas conclusões, mas vamos mantê-la no link original – com uma errata – para referência e documentação.

    Agora, mais que nunca, nos sentimos estimuladas a prosseguir, já que o episódio reforça a necessidade de tornar claras as informações sobre os gastos e investimentos públicos, para que a população possa julgar e opinar. É um fundamento básico da democracia.

    A publicação da reportagem gerou um enorme debate na rede, o que muito nos alegrou. Aplaudimos as discussões acaloradas provocadas pela tentativa de realizar essa comparação. Alguns a consideram injusta, já que os investimentos para a Copa somam gastos diretos a financiamentos de bancos públicos federais – Caixa Econômica Federal e BNDES – este o maior banco de fomento ao desenvolvimento do país.

    Para nós, essa foi uma opção editorial, claramente assinalada na reportagem pela palavra “financiamento”. Temos estudado os investimentos do BNDES, seus impactos, garantias e transparência desde o final do ano passado – quando começamos a publicar uma série de reportagens sobre megainvestimentos do banco na região amazônica. Acreditamos que em um país com enormes carências como o nosso, a direção desses investimentos define prioridades que podem ou não ser de interesse da população – e, portanto, devem ser comunicados claramente ao público. Continuaremos com este trabalho.

    Já pedimos também à CGU que nos envie os valores de todos os repasses do Governo Federal em educação, buscando responder à pergunta que continua a ser feita pelos brasileiros: Afinal, quanto e de que forma o governo investiu em educação nas cidades-sede da Copa entre 2010 e 2013?

    O resultado desse trabalho será publicado aqui.

     

    Obrigada pela confiança,

    Marina Amaral e Natalia Viana,

    diretoras da Agência Pública “

  5. Pedro Penido dos Anjos

    12 de janeiro de 2014 12:02 am

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