4 de junho de 2026

Sistema bancário lucra R$ 61,3 bilhões em 12 meses

Jornal GGN – O sistema bancário brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2013 com um lucro total de R$ 61,3 bilhões em 12 meses, considerado o maior resultado da série histórica, segundo dados do sistema bancário nacional (ex-bancos de desenvolvimento) elaborado pelo BC (Banco Central).

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Segundo relatório divulgado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os números foram influenciados pelo lucro do Banco do Brasil no período, com um ROE (retorno sobre patrimônio) de 14,3%, o maior desde o primeiro trimestre de 2012 nessa medição e voltando a subir após atingir o piso no terceiro trimestre de 2012, enquanto o ROA (retorno sobre os ativos) foi de 1,16%, praticamente estável no trimestre.

O lucro líquido contabilizado pelos 131 bancos inclusos no demonstrativo do BC chegou a R$ 14 bilhões, queda de 24,4% ante o segundo, quando houve resultado superior a R$ 10 bilhões do Banco do Brasil, como efeito da alienação de parcela da BB Seguridade, ante um lucro de R$ 2,74 bi no terceiro trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2012, houve aumento do lucro em 13,5%.

Os ativos dos bancos brasileiros atingiram R$ 5,6 trilhões, alta de 2,3% no trimestre e de 12,8% na comparação anual, com crescimento de 18% das operações de crédito, que representam cerca de 38% dos ativos do sistema e aumento de 14,4% nas disponibilidades e de 9,5% na carteira de TVM (títulos e valores mobiliários).

Os cinco maiores bancos brasileiros concentravam 76,9% dos ativos e os nove maiores, com ativos superiores a R$ 100 bilhões, representavam 86,3% do total. Com ativos entre R$ 10 bilhões e R$ 100 bilhões o país contava com 28 instituições, representativas de 10,8% do total dos ativos. As 94 instituições restantes, com ativos inferiores a R$ 10 bilhões, concentravam apenas 3% dos ativos do sistema bancário.

Segundo o levantamento, um dos destaques do período ficou com o aumento do resultado da intermediação financeira, com as maiores receitas de crédito (alta de 2% no comparativo trimestral, e de 4% no ano), e da carteira de títulos e valores mobiliários (alta de 20% no trimestre, e de 19% no ano), compensando o aumento do custo de captação (9% na análise trimestral, e de 22% no ano).

O resultado da intermediação também foi beneficiado pelo novo recuo nas despesas de provisões (-6,8% no trimestre, e -8% no ano), diante da queda da inadimplência. Já o recuo de 0,8% das receitas com serviços e tarifas no trimestre e o aumento de 1,5% das despesas de pessoal foram compensados pelo recuo de 3% nas despesas administrativas. Na comparação anual, o aumento das receitas de serviços e tarifas praticamente compensou as maiores despesas de pessoal e administrativas.

Já o volume de depósitos dos bancos atingiu R$ 1,75 trilhão, alta de 1,1% no trinestre e +3,8% na comparação anual, basicamente pelo crescimento dos depósitos de poupança (+5,3% T/T; +20% A/A), ao passo que os depósitos a prazo tem oscilado em torno de R$ 860 bilhões há quatro trimestres. A estabilidade nos depósitos a prazo reflete, sobretudo, o crescimento de outras alternativas de captação, como Letras Financeiras, LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letras de Crédito da Indústria).

O patrimônio líquido dos bancos atingiu R$ 435,8 bilhões, um crescimento de 1,6% no trimestre e de 3,2% na comparação anual, contribuindo para manter os índices de Basileia em cerca de 17,3%, considerados os maiores desde 2010. Segundo a Febraban, “esse será um ponto relevante a ser observado nos balanços dos bancos relativos ao 4T13, que começarão a ser divulgados no final deste mês. Os indicadores de capital dos bancos serão influenciados, sobretudo, pelo início do phase out (ciclo de vida) dos instrumentos de captação subordinados e pelos aumentos dos Fatores de Ponderação ao Risco, incluídos nas revisões dos normativos de Basileia III (…)”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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