Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 2:16 am50 geniais filmes políticos e sociais
http://www.cafecomsociologia.com/2013/09/50-geniais-filmes-politicos-e-sociais.html
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 2:21 amBrasil vai se tornar um país de idosos já em 2030, diz IBGE
http://noticias.terra.com.br/brasil/brasil-vai-se-tornar-um-pais-de-idosos-ja-em-2030-diz-ibge,91eb879aef2a2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
Na esteira dos países desenvolvimentos, o Brasil caminha para se tornar um País de população majoritariamente idosa. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de idosos de 60 anos ou mais será maior que o grupo de crianças com até 14 anos já em 2030 e, em 2055, a participação de idosos na população total será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos.
A tendência de envelhecimento da população já foi observada no Censo de 2002 e ganhou força nos últimos dez anos. Em comparação com o último Censo, verifica-se que a participação do grupo com até 24 anos de idade cai de 47,4% em 2002 para 39,6% em 2012. Essa mudança também fica clara no aumento da idade medida da população, que passou de 29,4 anos em 2002 para 33,1 anos em 2012.
Um número importante para entender o crescimento da população idosa é a razão de dependência total, que leva em conta o quociente de pessoas economicamente dependentes e o de potencialmente ativas, dividido entre dependência de jovens e dependência de idosos. Entre 2002 e 2012 aumentou de 14,9 para 19,6 a razão de pessoas de 60 anos ou mais para cada grupo em idade potencialmente ativa. A expectativa é que esse número triplique nos próximos 50 anos, chegando a 63,2 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 em idade potencialmente ativa em 2060.
Os idosos, segundo a pesquisa, são em sua maioria mulheres (55,7%) brancas (54,5%) e moradores de áreas urbanas (84,3%) e correspondem a 12,6% da população total do País, considerando a participação relativa das pessoas com 60 anos ou mais.
Os números do IBGE mostram ainda que a principal fonte de rendimento dos idosos de 60 anos ou mais foi a aposentadoria ou a pensão, equivalendo a 66,2%, e chegando a 74,7% no caso do grupo de 65 anos ou mais.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, destaca a necessidade de atenção a está mudança na composição da população. “Hoje em dia a população de idosos que recebe benefícios é muito expressiva, grande parte recebe contribuições de transferência de renda. Os trabalhadores (que irão se aposentar no futuro e em tem carteira assinada) têm mais garantias. O sistema previdenciário tem que estar atento ao envelhecimento”, afirma.
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 3:15 amPutin fecha agência de notícias russa
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2013/12/09/putin-fecha-agencia-de-noticias-russa.htm
MOSCOU, 9 DEZ (ANSA) – Com um decreto o presidente Vladimir Putin fechou a histórica agência de notícias russa Ria Novosti, que será substituída por uma nova agência para fortalecer a propaganda do Kremlin no exterior. O nome do novo veículo será Rossija Segodnia (Rússia hoje, na tradução do russo) e será comandada por Dmitri Kiseliov, jornalista televisivo e cabo de Putin, conhecido por ser fortemente anti-oposição e por declarações polêmicas, como quando afirmou ao vivo na televisão que “os corações dos gays deveriam ser queimados”. A rádio Golos Rossii (Voz da Rússia, na tradução do russo), velha arma de propaganda da União Soviética e que desde 1929 transmitia notícias em 44 línguas para 160 países também será encerrada. Sergey Ivanov, chefe da administração do Kremlin explica que as decisões foram tomadas para cortar gastos e aumentar a eficiência da mídia estatal. “A Rússia desenvolve uma política autônoma e defende seus próprios interesses nacionais”, informou. Outras publicações afetadas foram os jornais Rossiskaia Gazeta e Rodina que deverão fazer uma fusão. A Ria Novosti foi fundada em 1941 e possuí 80 escritórios no mundo. Há quem diga que as determinações do governo causarão o “funeral da imprensa russa”. (ANSA)
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 3:16 amThe 45 Most Powerful Photos Of 2013
http://www.buzzfeed.com/ellievhall/the-45-most-powerful-photos-of-2013
1.
ADREES LATIF / Reuters
A couple pauses between salvaging through the remains of a family member’s home one day after a tornado devastated the town of Moore, Oklahoma.
2.
AP Photos/Discovery Channel, Tiffany Brown
Aerialist Nik Wallenda walks a 2-inch-thick, quarter mile long steel cable over the Little Colorado River Gorge in northeastern Arizona in June.
3.
Christophe Simon / AFP / Getty Images
A demonstrator is shot by rubber bullets as riot police charge after clashes erupted during a protest against corruption and price hikes in Rio de Janeiro, Brazil.
4.
Jim Lo Scalzo / EPA / Landov
Michael Knaapen and John Becker, who married seven years ago in Toronto, Canada, react to the news that the Supreme Court struck down the Defense of Marriage Act (DOMA).
5.
Nacho Doce / Reuters
A man dressed as Superman smiles at patient Joao Bertola, 2, and his father at the Hospital Infantil Sabara in Sao Paulo, Brazil.
6.
Tim Holmes / AP
Tammy Holmes and her grandchildren take refuge under a jetty as a wildfire rages in the Australian town of Dunalley.
7.
AP Photo/Wason Wanichakorn, File
An anti-government protester gives a rose to a Thai soldier at the Defense Ministry during a rally in Bangkok.
8.
Manuel Balce Ceneta / AP
Thania Sayne leans on the headstone marking the grave of her husband, who was killed in Afghanistan in 2011, at Arlington National Cemetery.
9.
Tó Mané / Barcroft Media / Landov
Garrett McNamara attempts to break the Guinness World Record for largest wave ever surfed on in Nazare, Portugal.
10.
Reuters/Romeo Ranoco
A boy carries his dog through floodwaters brought by the monsoon rain in Manila, Philippines.
11.
Michael Sohn / AP
Catholics take photos with their phones and tablets of the newly-elected Pope Francis as he speaks from the central balcony of St. Peter’s Basilica at the Vatican.
12.
Samantha Sais /The New York Times / Redux Pictures
Renata Teodoro, 25, right, holds hands with her mother, Gorete Borges Teodoro, who was deported six years ago from the U.S., through the bars of a border fence in Nogales, Ariz.
13.
Mohammed Abdel Moneim / AFP / Getty Images
A woman tries to stop a military bulldozer from hurting a wounded person after clashes between security forces and opposition groups that left hundreds dead in Cairo.
14.
Sanjay Kanojia / AFP / Getty Images
An Indian youth dangles from a power line before diving into the floodwaters of an overflowing Ganges river in Allahabad in August.
15.
Mohammad Sajjad / AP
A Pakistani man carrying a child rushes away from the site of a car bombing in Peshawar, northwest Pakistan.
16.
Fred Dufour / AFP / Getty Images
A man kicks a topless activist of the Ukrainian feminist movement Femen as she raises her fist to protest against Islamists in front of the Great Mosque of Paris
17.
STR / AFP / Getty Images
A young man jumps from the Yangtze River Bridge in Wuhan, China, into the river following another person who committed suicide minutes earlier.
18.
John Kolesidis / Reuters
A man rescues a woman from her car on a flooded road in the Athens suburb of Chalandri in February.
19.
Superbonnie via Reddt / Via reddit.com
A boy looks into the National Zoo in Washington, D.C., which was temporarily closed due to the government shutdown.
20.
Wong Maye-E, File / AP Photo
A woman sits prayerfully while her head is shaved to mourn the late Cambodian King Norodom Sihanouk ahead of his funeral in Phnom Penh, Cambodia.
21.
Parwiz / Reuters
Afghan boys play with toy guns on the first day of Eid al-Adha in October.
22.
Hasan Jamali / AP
A Bahraini anti-government protester is engulfed in flames after a shot fired by riot police hit the gasoline bomb in his hand that he was preparing to throw.
23.
John Tlumacki / The Boston Globe / AP
Bill Iffrig, 78, lies on the ground as police officers react to a second explosion at the finish line of the Boston Marathon.
24.
Luke Macgregor / Reuters
Runners observe a moment of silence for the victims of the Boston Marathon bombings before the start of the London Marathon in Greenwich, southeast London.
25.
China Stringer Network / Reuters
Visitors watch water gushing from a section of the Xiaolangdi Reservoir on China’s Yellow River during a July 6 operation to remove built-up silt.
26.
Noah Berger / AP
Sue Rochman, left, and Robin Romdalvik hug their son Maddox Rochman-Romdalvik, 8, at San Francisco’s City Hall, after the Supreme Court ruling cleared the way for same-sex marriage in California.
27.
Jonathan Palmer / Herald-Leader
Figo, a Kentucky police dog, pays his last respects to his human partner, Officer Jason Ellis, who was killed in an ambush five days earlier.
28.
Philippe Lopez / AFP / Getty Images
Survivors of Super Typhoon Haiyan, which left 1.9 million homeless, take part in a religious procession in Tolosa on the eastern Philippine island of Leyte.
29.
Dmitry Lovetsky, File / AP Photo
Riot police guard gay rights activists who have been beaten by anti-gay protesters during an authorized gay rights rally in St.Petersburg, Russia.
30.
AP Photo
Rescuers pull out a female survivor, Reshma, alive 16 days after a garment factory building collapsed in Bangladesh.
31.
Joe Burbank / Orlando Sentinel / AP Photo
George Zimmerman winks at his lawyer at the start of his trial in Seminole Circuit Court.
32.
Jason Lee / Reuters
A boy holds his mother’s leg as he cries in front of their damaged house after a strong 6.6 magnitude earthquake at Longmen village, Lushan county in Ya’an, Sichuan province.
33.
Marcio Jose Sanchez / AP
Capt. Michael Potoczniak marries his partner Todd Saunders, in a ceremony in San Francisco on June 29.
34.
Osman Orsal / Reuters
A Turkish riot policeman uses tear gas against a woman as people protest against the destruction of trees in a park brought about by a pedestrian project, in Taksim Square in central Istanbul.
35.
Brad Penner / USA TODAY Sports
An Air Force sergeant surprises his wife and daughter during the second quarter of a game between the New York Giants and the Green Bay Packers.
36.
Ueslei Marcelino / Reuters
A couple runs near riot police gathered at the Mane Garrincha Stadium in Brasilia, Brazil, on Sept. 7 before the international friendly soccer match between Brazil and Australia.
37.
Evan Vucci / AP Photo
President Obama looks out the “Door of No Return” on Goree Island off the Senegalese coast, which was the last stop for millions of slaves sent to the New World.
38.
Goran Tomasevic / Reuters
Women carrying children run for safety as armed police hunt gunmen who went on a shooting spree in a shopping mall in Nairobi, Kenya that left 67 dead.
39.
Reuters
Rescue workers carry a child who was rescued from the rubble at the site of a collapsed residential building in Mumbai, India, in September.
40.
Claudio Peri / EPA / Landov
Pope Francis blesses and prays with a severely disfigured man.
41.
Roni Bintang / Reuters
An Indonesian child watches as ash spews out of Mt. Sinabung.
42.
Erik De Castro / Reuters
Newly-born Bea Joy sleeps as her mother recuperates in a makeshift birthing clinic at the airport in typhoon-devastated Tacloban. Ortega was in an evacuation center when the storm hit and had to swim and cling to a post to survive.
43.
Jerard Julien / Reuters
The first same-sex couple to be married in France kiss on the balcony in front of the crowd after their marriage at the city hall in Montpellier.
44.
Jae C. Hong / AP Photo
Inmate firefighters prepare to battle the Rim Fire near Yosemite National Park, Calif., in August.
45.
Make-A-Wish Bay Area / sf.wish.org / Via Twitter: @SFWish
Miles, a five-year-old battling leukemia, is dressed as “Batkid” as part of a day arranged by the Make-A-Wish Foundation in San Francisco on Nov. 15.
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 3:17 amregião sul concentra maioria dos grupos neonazistas no Brasil
http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/04/mapa-da-intolerancia-regiao-sul-concentra-maioria-dos-grupos-neonazistas
Mapa da intolerância: região sul concentra maioria dos grupos neonazistas no Brasil
O crescimento do número de simpatizantes neonazistas tem se tornado uma tendência internacional. É o que aponta um monitoramento da internet realizado pela antropóloga e pesquisadora da Unicamp, Adriana Dias. De 2002 a 2009, o número de sites que veiculam informações de interesse neonazistas subiu 170%, saltando de 7.600 para 20.502. No mesmo período, os comentários em fóruns sobre o tema cresceram 42.585%.
Nas redes sociais, os dados são igualmente alarmantes. Existem comunidades neonazistas, antissemitas e negacionistas em 91% das 250 redes sociais analisadas pela antropóloga. E nos últimos 9 anos, o número de blogs sobre o assunto cresceu mais de 550%.
SÉRIE ESPECIAL SOBRE NEONAZISMO:
– Ministério Público avalia denúncia da agressão de neonazista em BH
– Vácuo jurídico e pouco investimento na PF são entraves no combate aos neonazistas
– Pais que incitam ódio e racismo aos filhos podem perder a guarda
– Comissão tem autonomia para investigar influência de organizações em trote da UFMG
Adriana Dias trabalha há 11 anos mapeando grupos neonazistas que atuam na internet e também no mundo não virtual. Devido ao conhecimento construído, a pesquisadora já prestou consultoria para a Polícia Federal e para serviços de inteligência de Portugal, Espanha e outros países.
– Veja as estatísticas do crescimento de sites com assuntos neonazistas:
Brasil
Segunda Adriana, os grupos neonazistas eram predominantes no sul do país, mas nos últimos anos têm crescido vertiginosamente no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo. Ela vem mapeando o número de internautas que baixam arquivos de sites neonazistas e considera simpatizantes aqueles que já fizeram mais de 100 downloads. Por esse critério, seus dados de 2013 apontam que há aproximadamente 105 mil neonazistas na região Sul.
– Estados com maior número de internautas que baixaram mais de 100 arquivos de sites neonazistas (clique nos estados)
No caso de Minas Gerais, os movimentos parecem ter ganhado fôlego em 2009, como forma de responder ao assassinato de Bernardo Dayrell Pedroso. Fundador da revista digital “O Martelo”, ele era uma referência do movimento neonazista na cidade. Acabou morto em um evento no município de Quatro Barras (PR), por uma outra gangue de skinheads neonazistas que via em Bernardo uma barreira para sua ascenção.
Organização
Não é possível descrever um único percurso para ingresso no movimento neonazista. Mas há uma trajetória mais comum: “Geralmente, eles atendem ao proselitismo na juventude. O jovem em busca de uma causa acaba recebido pelo grupo, que o convencem de que o negro ou o judeu tomou seu espaço no mercado de trabalho, na universidade, etc”, explica Adriana Dias.
Os líderes dos grupos geralmente não participam das ações violentas. “São pessoas que já possuem uma condição financeira melhor e geralmente possuem curso superior. Eles conduzem o movimento e leem muito material antissemita. Possuem um alto grau de instrução e buscam se resguardar de eventuais ações judiciais”, descreve a pesquisadora.
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 8:31 amCrise no Maranhão revela a
Crise no Maranhão revela a incapacidade do país para lidar com a questão carcerária, diz especialista
Thais Araujo
Repórter da Agência Brasil
No maior complexo penitenciário maranhense, o de Pedrinhas, em São Luís, foram registradas duas mortes somente este ano, além da fuga de um detento. Os mortos foram Josivaldo Pinheiro Lindoso, de 35 anos, encontrado em uma cela de triagem com sinais de estrangulamento, e Sildener Pinheiro Martins, de 19 anos, que foi vítima de golpes de chuço (paus que têm uma ponta de ferro aguda semelhante a uma lança e podem ser fabricados pelos próprios detentos com objetos pontiagudos) durante briga de integrantes de uma facção criminosa.
No ano passado, 60 pessoas morreram no interior do presídio, incluindo três decaptações, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) O documento aponta uma série de irregularidades e violações de direitos humanos no local, como superlotação de celas, forte atuação de facções criminosas cuja marca é a “extrema violência” e abuso sexual praticado contra companheiras dos presos sem posto de comando nos pavilhões. Atualmente, 2.196 detentos estão presos no complexo penitenciário, que tem capacidade para 1.770 pessoas.
“Não adianta continuar do mesmo jeito, em que o Brasil é o terceiro ou quarto país que mais aprisiona no mundo sem que isso resolva o problema. Segurança pública não é só direito penal, em que se prende mas não são oferecidas condições mínimas de sobrevivência e convívio pacífico dentro dos presídios, sem que isso signifique defender luxo ou benefícios descabidos aos presos. E não adianta achar, como muita gente diz, que é melhor deixar para lá situações como as que vêm ocorrendo no Maranhão porque, afinal, são bandidos matando bandidos. Na verdade, são cidadãos morrendo que, na prática, vão ajudar a manter o sentimento de medo e insegurança em todo o Brasil, trazendo prejuízos a toda a sociedade”, disse ele à Agência Brasil.
O especialista em segurança pública defende que a implementação de uma política eficiente nesta área precisa incluir a modernização dos presídios, que devem contar com unidades menores, capazes de garantir a separação dos presos de acordo com o tipo de delito cometido, o grau de violência verificado e a periculosidade que oferecem. “Sem isso, dificilmente vamos vencer essa batalha”, ressaltou. Ele defende que presídios como o de Pedrinhas sejam interditados e passem por uma ampla reforma, que obedeça conceitos mais modernos de construção.
Ele acredita que o reforço da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança em Pedrinhas não resolvem o problema, apenas funcionam como “curativo em uma ferida aberta”. Há cerca de uma semana, diante da crise prisional no estado, que veio à tona em outubro, após uma rebelião no complexo penitenciário, 60 policiais militares foram destacados para intensificar a segurança no local e devem permanecer por tempo indeterminado. Homens da Força Nacional de Segurança também estão em Pedrinhas.
Renato Sérgio Lima disse, ainda, que é preciso haver maior celeridade no julgamento dos detentos, para evitar a permanência prolongada e desnecessária de presos provisórios. Segundo ele, que citou dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – publicação feita em conjunto com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) – no Brasil cerca de 40% dos presos estão nessa condição. No Maranhão, o índice é superior a 50%. “Com isso, a pessoa acaba presa por um tempo prolongado sem nem termos a certeza se ela é culpada. Enquanto isso, pode estar convivendo com outros presos de maior periculosidade, agravando o problema”, disse.
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 8:31 amA chocante perseguição da Globo à Genoíno
Autor: Miguel do Rosário
Tantos fatos políticos acontecendo no Brasil, e o jornal O Globo continua obcecado em perseguir um homem doente e já condenado pela Justiça. O jornal publica hoje matéria de quase uma página inteira apenas para informar que Genoíno “mudou de endereço” em Brasília.
Genoíno estava hospedado na casa de um amigo em Guará, um apartamento minúsculo onde moravam mais de cinco pessoas. O Globo não publicou nenhuma foto, porque não queria transmitir a imagem de “pobre”. O Globo também jamais publicou a foto da casa de Genoíno em São Paulo, pelas mesmas razões.
E agora, que Genoíno mudou-se para uma casa num condomínio de classe média, pertencente ao sogro de uma de suas filhas, o jornal entendeu que poderia obter uma fotografia melhor para prejudicar ainda mais a imagem pública do ex-deputado. E, de quebra, perseguir a sua família.
A matéria revela a perseguição de Barbosa, e da Globo, à Genoíno.
Confira esses trechos:
“Na sexta-feira passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do mensalão, rejeitou o pedido de transferência de Genoino para São Paulo e deixou claro que, se o ex-deputado quisesse fazer consulta particular com Kalil, teria que convidar o médico para realizar os exames em Brasília. Segundo o advogado Luiz Fernando Pacheco, Genoino não tem dinheiro para bancar as despesas com viagens de Kalil e, por isso, decidiu se consultar com médico local.
— O Genoino não teria como pagar essas despesas — disse.”
Ou seja, ao proibir Genoíno de cumprir prisão domiciliar em seu próprio… domicílio, conforme manda a lei, Barbosa mais uma vez ataca a saúde do parlamentar, porque impede-o de se tratar com seu médico.
A reportagem não menciona a denúncia do advogado de Pacheco, o qual informou que Barbosa compara Genoíno a Fernandinho Beira Mar ao negar a sua transferência para seu estado natal. Nem sei como comentar isso. Beira Mar é um preso de altíssima periculosidade, que, suspeita-se, ainda controla o tráfico de dentro da cadeia e sempre fugiu da autoridade. Genoíno se entregou à Justiça voluntariamente e foi condenado a regime semi-aberto. Não oferece perigo nenhum à sociedade. É um herói político por sua luta contra a ditadura e foi um dos parlamentares mais respeitados do Congresso Nacional. Hoje é um homem alquebrado pela tortura midiática que lhe foi inflingida, num processo viciado e político, segundo a opinião de vários juristas importantes, como Celso Bandeira de Mello.
Mais um trecho da matéria:
“Procurado pelo GLOBO, o ex-deputado não respondeu ao pedido de entrevista. Uma mulher, que estava na área externa da casa no momento da chegada da equipe de reportagem, disse que o ex-deputado está proibido de falar com jornalistas.
— Ele está cumprindo silêncio obsequioso, uma punição típica do Santo Ofício — disse Pacheco.
Um dos vizinhos do ex-deputado disse ao GLOBO que uma única vez viu Genoino fazendo exercícios físicos nos fundos da casa. Janelas e portas da casa estão sempre fechadas.
— Não tenho visto ele sair. Ele está recluso — disse o vizinho, que pediu para não ter o nome publicado no jornal.”
Genoíno está “proibido” de dar entrevistas. Por aí se vê o apreço que o Judiciário – e a mídia, que dá a notícia sem trazer uma crítica – tem pela liberdade de expressão. Marcos Pereira, acusado de estupro, pode dar entrevistas à vontade. Outro dia revi Crime Real, filme de Clint Eastwood, interpretado pelo próprio, que faz um jornalista que descobre, no dia da condenação à morte de um prisioneiro, que ele é inocente. O condenado dá entrevistas normalmente ao principal jornal da cidade.
Genoíno, não. Ele não pode dar entrevistas porque Joaquim Barbosa, que trocou o juiz responsável pelos réus do mensalão por um outro, mais obediente e mais tucano, tem medo do que Genoíno possa dizer. Barbosa parece fazer de tudo para que Genoíno não sobreviva às humilhações midiáticas constantes que ele tem lhe imposto, a começar pela prisão sensacionalista, num feriado de 15 de novembro, e seu translado para um presídio em Brasília, a milhares de quilômetros de sua residência. E ao mantê-lo em regime fechado, quando a sua sentença determinava a prisão em regime semi-aberto.
A troco de quê o Globo entrevista vizinhos da casa onde está Genoíno? Qual o interesse em saber se as janelas da casa estão abertas ou fechadas? Não está claro que isso constitui mais uma perseguição, porque constrange não apenas o condenado mas todos os seus parentes que lhe deram abrigo? Não é mais uma razão para a Justiça autorizar que ele vá para seu domicílio, e cumpra lá a sentença de prisão domiciliar, conforme manda a lei e conforme se permite a todos os condenados nesse regime?
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 8:36 am‘Aliança com tucanos é a nova política’, diz Campos
Governador de Pernambuco exalta ingresso do PSDB na sua administração; cerimônia de posse foi marcada por clima eleitoral
A posse de seis novos integrantes do secretariado do governo de Eduardo Campos (PSB), ontem, no Recife, teve clima de campanha eleitoral. A cerimônia marcou o ingresso do PSDB na gestão do governador pernambucano. Durante os discursos, frases de efeito, aplausos efusivos, gritos e elogios ao “modo moderno” de Campos governar.
A aliança com os tucanos de Pernambuco foi classificada pelo governador como o exemplo da “nova política” praticada por seu partido e aliados. O PSDB vai ocupar na administração Campos a Secretaria do Trabalho, com Murilo Guerra, ex-superintendente do Sebrae em Pernambuco, e a presidência do Detran, com Caio Mello, secretário de saúde do município de Camaragibe.
Articulador do acordo, o deputado federal Sérgio Guerra, presidente estadual do PSDB, sentou-se na primeira fila e foi tratado com deferência especial pelo governador.
“Apendi com o meu avô, o ex-governador Miguel Arraes, o valor das alianças políticas. Mas não alianças feitas para interesse de políticos ou de partidos. Temos sempre de saber fazer alianças colocando os interesses do povo no centro do que está sendo feito. Essa é a distinção entre a velha política e a nova política”, afirmou.
Guerra fez questão de reforçar a importância da aliança, no plano local e nacional. “Estamos somando esforços em nome de um projeto maior para o Brasil”, comentou em entrevista após a cerimônia. Durante o ato, no entanto, coube ao novo secretário de Infraestrutura, João Bosco de Almeida (PSB/PE) – que até o final do ano passado dirigiu a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) – fazer uma espécie de balanço das ações desenvolvidas pelo governador nos últimos sete anos, além de “prospectar os efeitos positivos” de uma potencial vitória de Campos na disputa presidencial.
“Estamos comprometidos para trabalhar com muita união e coroar com êxito o fim dessa gestão. Além de fazer, deveremos fazer melhor para mostrar ao Brasil inteiro que aqui se instalou um novo modo de fazer política”. Bosco ainda aproveitou para alfinetar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Pude constatar (durante a passagem pela Chesf) o quão carente está o governo da União das práticas que são empregadas em Pernambuco”, criticou, sob aplausos de uma plateia formada basicamente por assessores, parlamentares e correligionários.
O escalado para falar por aqueles que deixaram o Executivo foi o ex-secretário de Infraestrutura, o deputado estadual Isaltino Nascimento, que, em outubro, deixou o PT – partido que ajudou a fundar no Estado – para se filiar ao PSB. “Nós pernambucanos somos conhecidos em todo o Brasil por sermos megalomaníacos. Dizem que o Atlântico é formado pelos rios Capibaribe e Beberibe. E dizem uma série de situações que nós temos mania de grandeza. E certamente essa mania de grandeza e o sentimento de pernambucanidade ficou muito mais evidenciado nesses anos da gestão de vossa excelência. E nós sabemos o quanto hoje, Pernambucano vivencia, não só aqui no Recife e na área Metropolitana, mas em todo o interior do Estado, os ventos e o sentimento de transformação que nós estamos vivenciando”, disparou Nascimento, sob os aplausos dos aliados./ M.B.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,alianca-com-tucanos-e-a-nova-politica-diz-campos,1114849,0.htm
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 8:43 amRevoltas 2014: contra governos ou o capitalismo?
Mídia, naturalmente, não enxerga. Mas movimentos expressam, no fundo, colapso das relações econômicas e políticas hegemônicas em todo o mundo
Por Paul Mason | Tradução: Antonio Martins
Foi como uma faixa de CD saltada, ou um vídeo que derrapa de repente para a cena seguinte. Eu filmava uma barricada em Istambul, tentando ficar fora do alcance das bombas de gás disparadas pela polícia, quando uma delas me atingiu na testa. O rombo que ela fez em meu capacete é hoje parte de uma apresentação em PowerPoint, para cursos de treinamento sobre a segurança de jornalistas.
Durante a Ocupação do Gezi Park, gente típica de classe média ergueu barricadas que mantiveram a polícia turca à distância por quatro noites. No interior do parque, organizaram uma versão-maquete da sociedade em que gostariam de viver. Estocaram montes de comida grátis, cantaram e beberam cerveja, em desafio ao governo conservador religioso.
De dia, os gramados abrigavam estudantes fazendo suas tarefas. À noite, as ruas no entorno enchiam-se de jovens mascarados – e os fãs de futebol trocavam flâmulas, para sinalizar uma trégua, no ódio de cem anos entre os clubes de Istambul. Quando perguntava sobre suas profissões, sussuravam: “Arquiteto, despachante de cargas, engenheiro de software”.
Os acontecimentos do Gezi Park marcaram uma virada nas revoltas globais de nosso tempo. Embora não seja oficialmente parte dos BRICS, a Turquia tem a maior parte das características destes – alto crescimento, população jovem, um Estado repressor associado a corrupção e atos arbitrários. Depois de Gezi, não foi surpresa ver um milhão de pessoas nos movimentos de protesto do Brasil. Nem as 17 milhões que participaram das manifestações que derrubaram Mohamed Morsi, no Egito, nem os protestos da Ucrânia, que ainda estão em curso. Estas sociedades foram, supostamente, beneficiárias da globalização. Mas as classes médias sentiram-se batidas. Por isso, agora, o “garoto mascarado que frequenta academia e odeia a corrupção” somou-se ao “diplomado sem futuro”, na lista de arquétipos sociais por meio dos quais procuramos entender a revolta.
Quem lê a última tentativa da revista Economist para entender onde ela vai eclodir em 2014 percebe como é árduo fazê-lo por meio do pensamento convencional. O cálculo tem como parâmetro a suposta presença de alta desigualdade, alta corrupção, crise econômica e colapso de confiança nas instituições. Por isso, a Nigéria (maior economia da África), Egito e Argentina estão no topo da lista de países onde há “risco muito alto” de conflito capaz de ameaçar a ordem política – enquanto Brasil, África do Sul e China figuram abaixo, como locais de “risco alto”. Embora seja um avanço em relação ao pensamento simplório que ligava as revoltas apenas à crise econômica pós-2008, ainda acho que falta algo. Quando alguém me pergunta sobre onde o movimento vai eclodir de novo, respondo: “na mente das pessoas”.
A repressão tornou-se tão intensa, mesmo nas democracias estáveis, que aqueles que se queixam hesitam mais, antes de embarcar em ações que podem resultar em prisão. Não há uma Convenção de Genebra sobre os conflitos contemporâneos entre tropas de choque e manifestantes. Por isso, os sinais de consentimento são, muitas vezes, falsos. O que parece ser ordem social é apenas a epiderme de uma desordem profunda. A China conhece este conceito. Na internet chinesa, fervilha descontentamento, ainda que todos, em público, reverenciem a linha oficial. Mas o mesmo ocorre no mundo “desenvolvido”. No passado, havia poucos motivos para temer movimentos que eram cheios de ideias, mas vazios de ação. Porém, agora vivemos numa economia da informação. As ideias críticas têm materialidade e a repressão parece impulsionar a crítica.
Chelsea Manning e Edward Snowden não são vistos como heróis do povo, na mídia ocidental. Mas no mundo informal, o da conversação online, eles são metáforas sobre “o que acontece”. Desafie a vigilância ilegal do Estado, jogue luzes sobre as atrocidades militares no Iraque e você se tornará candidato ao tipo de tortura mental praticada em Guantánamo. Nestas circunstâncias, as velhas “métricas” – pobreza, desigualdade, colapso da confiança – tornaram-se menos relevantes para prever as revoltas.
Apesar disso, o Grupo Gartner prevê, há alguns meses, que “um movimento do tipo Occupy, em escala maior, vai começar até o final de 2014”. Os analistas do Gartner estão mais próximos da realidade. A tecnologia da informação está reduzindo, “em escala sem precedentes”, a quantidade de trabalho presente nos bens e serviços. A relação entre capital e trabalho dobrou, com a urbanização do Sul global e a mercantilização dos antigos países socialistas. Mas não há uma rota que leve as maiorias a salários altos, ou a estilos de vida associados à prosperidade. Em consequência, prevê o Gartner, por volta de 2020 este cenário levará a “uma exigência de novos modelos econômicos, em muitas sociedades maduras”.
A articulação em redes das sociedades modernas torna imprecisas as previsões de revolta que têm por foco países específicos. Na realidade, há uma entidade política que importa. Hoje, ela é mais desigual do que nunca. Seu modelo econômico central está destruído. O consentimento dos cidadãos, diante de quem os governa, corroeu-se. Esta entidade é o mundo.
http://outraspalavras.net/capa/revoltas-2014-contra-governos-ou-contra-o-capitalismo/
Assis Ribeiro
5 de janeiro de 2014 9:02 amErundina: “Falta coerência política ao PSB”
“A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país”.
Alianças do PSB não têm coerência, diz Erundina
Semana passada, PSB anunciou a entrada do PSDB no governo de PE, o que desagradou aliados de Campos
A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) diz que não existe “coerência política” nas alianças regionais que seu partido tem fechado para fortalecer a pré-candidatura do governador Eduardo Campos à Presidência.
“A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país”, disse à Folha.
Na semana passada, o PSDB de Pernambuco aderiu ao governo de Campos. Erundina critica a natureza das decisões e afirma que elas não passaram pela Executiva Nacional do PSB. Apesar das ressalvas, ela diz que Campos “tem o desejo de fazer as coisas de maneira diferente”.
Folha – Em que medida a entrada do PSDB no governo de Eduardo Campos altera o acordo entre PSB e Rede?
Luiza Erundina – Cada caso é fruto do sistema político exaurido, esgotado em responder às demandas da sociedade. Mantemos regras, normas e sistemas partidários e eleitorais defasados, sem identidade, e isso explica esse caos que existe nas políticas de alianças locais. A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país.
PSDB e PSB acordaram possíveis alianças em Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo. Qual é o limite para esses acordos acontecerem?
Isso já está dado. O processo já andou tanto, as conversas já se deram com tanta frequência e não passaram pelas direções partidárias. Marina Silva insiste em encaminhar as coisas de outra forma, mas é uma tentativa muito recente. A junção entre PSB e Rede é salutar, é a construção coletiva de um processo novo e vamos acumular para, se não for nessa eleição, introduzir algo novo num futuro que espero ser próximo.
O presidente estadual do PSB-SP, Márcio França, articula há meses um acordo para ser vice na chapa de Geraldo Alckmin. Mas interlocutores dizem que Marina e Campos conversaram e que essa possibilidade agora “tende a zero”.
A partir da aliança PSB-Rede esse quadro se encontra mais complicado.
É mais importante o PSB ter um candidato próprio ou se aliar ao PSDB de Alckmin?
Defendo candidatura própria junto com a Rede para construir uma nova força política e quebrar a polarização PT-PSDB, que é artificial, já que os dois partidos têm muita identidade do ponto de vista de alianças e propostas políticas. Precisamos introduzir novos elementos para renovar a política brasileira. Essa história de palanque duplo, palanque triplo, é um absurdo, é contribuir para esse quadro político caótico.
A senhora está disposta a ser candidata ao governo de SP?
É um processo complexo, e não podemos colocar as coisas nesses termos, para não quebrar a unidade PSB-Rede.
As posturas de Marina e Campos frente à política de alianças não são contraditórias?
Não. Há uma intenção de Campos em contribuir para que as coisas se deem de maneira diferente, mas a lógica eleitoral se superpõe a tudo. Somos vítimas dessa lógica.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/146410-aliancas-do-psb-nao-tem-coerencia-diz-erundina.shtml
Roberto São Paulo-SP 2014
5 de janeiro de 2014 10:30 amO mercado de trabalho nos EUA
——-Na ausência desses choques ou de outras variáveis, o cenário econômico aponta para um mercado de trabalho à beira de um muito aguardado — e frequentemente previsto — ano revolucionário.——
Emprego nos EUA pode ultrapassar nível pré-recessão em 2014
The Wall Street Journal—Por BRENDA CRONIN—PORTUGUESE–December 30, 2013, 12:03 a.m. ET
É 2014 o ano em que o mercado de trabalho americano começa a engrenar — e será que continua?
O recente fortalecimento do produto interno bruto, da produção industrial e do setor de construção sustenta o impulso da criação de empregos no ano que vem. Esses indicadores também sustentam a possibilidade de, na ausência de um choque econômico, em meados de 2004 o número total de empregos finalmente poder superar seu pico anterior à recessão.
O cenário do mercado de trabalho tem melhorado desde o pior momento da recessão, de 2007 a 2009, mas o progresso tem sido irregular. Em 2013, empregadores criaram uma média de 189.000 vagas por mês, aumentando o ritmo em outubro e novembro, quando abriram 200.000 e 203.000 vagas, respectivamente. Nos últimos dois anos, a taxa de desemprego diminuiu de 8,3% para 7%, mas a maior parte do declínio se deve ao número de desempregados que pararam de procurar emprego.
O mercado de trabalho recebeu um voto de confiança do Federal Reserve, o banco central americano, que decidiu no início deste mês reduzir paulatinamente o programa de estímulo de US$ 85 bilhões por mês, ao julgar que a economia está forte o suficiente para seguir em frente com menos assistência. Em janeiro, o banco central vai diminuir o estímulo para US$ 75 bilhões e vai tentar reduzi-lo em US$ 10 bilhões nas próximas reuniões.
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Um cartaz em Nova York informa que uma rede de lojas está contratando empregados. Nos últimos dois anos, o desemprego nos EUA caiu de 8,3% para 7%.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, em coletiva de imprensa depois de anunciar a decisão, disse: “Os recentes indicadores econômicos têm aumentado nossa confiança de que os ganhos no mercado de trabalho vão continuar […] Com a provável diminuição da restrição fiscal e com sinais de que a despesa doméstica está ganhando força, esperamos que o crescimento econômico esteja forte o suficiente para sustentar novas criações de empregos.”
Os economistas ouvidos na pesquisa mais recente do The Wall Street Journal expressaram otimismo semelhante, prevendo que, em média, os Estados Unidos devem adicionar cerca de 198.000 vagas de trabalho por mês em 2014, a estimativa mais elevada desde 2005, quando a pesquisa abordou a questão pela primeira vez. Tal ritmo colocaria o país no caminho para voltar antes de julho aos níveis de emprego pré-recessão.
Um mercado de trabalho melhor significa crescimento econômico, através de um ciclo virtuoso de produção e gastos. À medida que a demanda aumenta, os empregadores elevam sua produção para atendê-la, muitas vezes contratando mais gente. Trabalhadores, por sua vez, conseguem empregos e recebem salários que podem ser gastos ou economizados.
Esse ciclo parece estar ganhando força nos EUA, onde os gastos vigorosos de consumidores e empresas puxaram o crescimento do terceiro trimestre a um ritmo anualizado de 4,1% — acima da taxa média de 3,3% do pós-Segunda Guerra Mundial. A confiança do consumidor, prejudicada pelos 16 dias de paralisação do governo federal em outubro, ganhou novo fôlego e a produção industrial superou o pico pré-recessão — ambos considerados sinais favoráveis para as contratações.
A demanda reprimida vai estimular a criação de empregos nos setores de manufatura e de energia no próximo ano, diz Ward McCarthy, economista chefe da Jefferies & Co. Ele prevê que consumidores e empresas estarão comprando produtos que vão de máquinas de lavar a automóveis e aviões, depois de adiarem a aquisição de bens de alto valor durante a recessão e a lenta recuperação que se seguiu.
A JD Power e LMC Automotive, empresas especializadas em pesquisa no setor automotivo, preveem que os consumidores americanos gastem um valor recorde — de mais de US$ 34 bilhões — em carros novos neste mês de dezembro.
Os benefícios das compras de automóveis e aeronaves têm um efeito cascata, diz McCarthy, porque os dois setores estão ligados a muitas outras indústrias e por isso atingem profundamente a economia.
Scott Anderson, economista-chefe do Bank of the West, espera que a manufatura, em particular, estimule o crescimento nos gastos das empresas a um ritmo próximo de 4% em 2014, acima dos 2,6% deste ano. “A manufatura dos EUA é hoje muito mais competitiva globalmente do que era há 10 ou 15 anos”, diz ele, citando o crescimento da produtividade, o boom do petróleo e gás e a ausência de pressões salariais que estão afetando alguns mercados emergentes.
Mesmo os analistas mais otimistas admitem que, se por um lado o mercado de trabalho está no caminho certo, ainda há espaço considerável para melhorar. Fechar o buraco criado pela recessão no mercado de trabalho é um marco importante, embora ainda deixe os EUA com mais de seis milhões de empregos a menos do que poderia ter sem a crise. Enquanto isso, ainda há quase três desempregados para cada vaga que é aberta. Isso é menor que a média de 6,2 desempregados para cada vaga do fim da recessão, mas acima da média de 1,8 no início dela.
“Uma das implicações mais importantes de ter um mercado de trabalho finalmente chegando em sua fase de expansão é que vamos começar a absorver o excedente de mão de obra que ainda está perdido por aí”, diz McCarthy. “Vai levar algum tempo, mas pelo menos agora há luz no fim do túnel para ver aumentos no salário médio por hora.”
O salário médio por hora ficou praticamente estável, crescendo apenas 2% em novembro em relação a um ano antes, comparado ao crescimento de 3,3% na variação anual antes da recessão.
O número de desempregados de longo prazo, que estão fora do mercado há pelo menos seis meses, ainda chega a quatro milhões e representa 2,6% da força de trabalho. O programa do governo federal de seguro-desemprego, que beneficiou 1,3 milhão de pessoas, foi encerrado neste fim de semana.
A economia como um todo, que ajudou a impulsionar o progresso do mercado de trabalho, também poderia comprometê-lo. Não se espera que o mercado imobiliário sustente o ritmo de ganhos recentes, já que o aumento dos preços residenciais e as taxas de juro devem manter alguns compradores fora do mercado. A redução do programa de estímulo do Fed poderia sair pela culatra. Um acordo sobre o orçamento em Washington clarificou algumas incertezas fiscais, mas o governo vai abordar o teto da dívida novamente no início de 2014. Enquanto isso, muitas empresas não sabem como atender aos requisitos do “Affordable Care Act“, a nova lei americana de saúde, que entra em vigor em 2015.
Há também riscos internacionais em abundância, como a possível fraqueza na zona do euro ou no Japão ou o aumento dos preços do petróleo se as negociações para deter o programa nuclear iraniano desmoronarem.
Na ausência desses choques ou de outras variáveis, o cenário econômico aponta para um mercado de trabalho à beira de um muito aguardado — e frequentemente previsto — ano revolucionário.
João Sabóia Jr.
5 de janeiro de 2014 11:19 amA campanha da moda
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2014/01/1393376-a-campanha-da-moda.shtml
Quem não discute gosto anda na moda, que é um modo de não ter gosto (próprio, ao menos). Até por solidariedade aos raros que não se entregam à moda eleitoreira de dizer que 2013 foi um horror brasileiro e 2014 será ainda pior, proponho uns poucos dados para variar.
Com franqueza, mais do que a solidariedade, que tem motivo recente, é uma velha convicção o que vê importância em tais dados. Um exemplo ligeiro: todo o falatório em torno de PIB de 1% ou de 2% nada significa diante da queda do desemprego a apenas 4,6%. Menor que o da admirada Alemanha. Em referência ao mesmo novembro (últimos dados disponíveis a respeito), vimos as manchetes consagradoras “EUA têm o menor desemprego em 5 anos: cai de 7,3% para 7%”. O índice brasileiro, o menor já registrado aqui, excelência no mundo, não mereceu manchetes, ficou só em uns títulos e textos mixurucas.
Mas o índice não pode ser positivo: “O índice caiu porque mais pessoas deixaram de procurar emprego”. Se mais desempregados conseguiam emprego, como provava o índice antes rondando entre 5,6% e 5,2%, restariam, forçosamente, menos ou mais desempregados procurando emprego? PIB horrível, falta de ajuste fiscal, baixa taxa de investimentos, poucas privatizações, coitado do país. E, no entanto, além do emprego, aumento da média salarial, a ponto de criar este retrato do empresariado de São Paulo: a média salarial no Rio ultrapassou a dos paulistas.
A propósito: com as alterações do Bolsa Família pelo Brasil sem Miséria, retiraram-se 22 milhões de pessoas da faixa dita de pobreza extrema. Com o Minha Casa, Minha Vida, já passam de um milhão as moradias entregues, e mais umas 400 mil avançam para a conclusão neste ano. A cinco pessoas por família, são 7 milhões de beneficiados com um teto decente, água e saneamento.
Sobre dados assim e 2014, escreve o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale: “Infelizmente, veremos mais promessas de ampliação do Bolsa Família e do salário mínimo, que, no frigir dos ovos, é o que tende a reeleger a presidente”. Da qual, aliás, acha que em 2014 “deverá se apequenar ainda mais”. Da mesma linhagem de economistas —a que domina nos meios de comunicação—, Alexandre Schwartsman dá à política que produziu aqueles resultados o qualificativo de “aposta fracassada”, porque só deu em “piora fiscal, descaso com a inflação e intervenção indiscriminada, predominando a ideologia onde deveria governar o pragmatismo”.
“Infelizmente” e “aposta fracassada” para quem? Para os 22 milhões que saíram da pobreza extrema, os 7 milhões que receberam ou receberão um teto em futuro próximo, os milhões que obtiveram emprego, os milhões ainda mais numerosos que tiveram melhoria salarial?
E, claro, ideologia existe só no que se volta para os problemas e possíveis soluções sociais. Quem se põe de costas para o que não interesse à elite financeira e ao poder econômico, não o faz por ideologia, não. Por esporte, talvez.
Foi a esse esporte, quando praticado orquestradamente nos meios de comunicação, que Dilma Rousseff se referiu como uma “guerra psicológica”, e gerou equívocos críticos. Não se trata de “expressão antidemocrática”, nem própria dos tempos da ditadura. É a denominação, técnica ou científica, como queiram, de métodos de hostilidade não militares, diferentes das campanhas por não serem declarados em sua motivação e seus fins, e buscando enfraquecer o adversário por variados tipos de desgaste.
Não é o caso da pregação tão óbvia no seu propósito de prejudicar eleitoralmente Dilma Rousseff. E prática tão evidente que, já no início de artigo na Folha, o empresário Pedro Luiz Passos definiu-a como “o negativismo que permeia as análises sobre a economia brasileira, em contraste com a percepção de bem-estar especialmente da base da pirâmide de renda”. Ou seja, há um negativismo, intenção de concentrar-se no negativo, real ou manipulado, e a desconsideração do que deu à “base da pirâmide” social alguma percepção de bem-estar.
O elemento essencial na existência de uma Nação é o povo. Não é o território, não é o Estado, ambos inexistentes em várias formas de nação ao longo da história e ainda no presente (os curdos, diversos povos nômades, povos indígenas). O PIB e os ajustes feitos ou reivindicados nunca fizeram nada pelos brasileiros que são chamados de povo. A cliente do PIB, dos gastos governamentais baixos e dos juros bem altos são os que compõem a mínima minoria dos que só precisam, para manter o país, do povo.
Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno “Poder” aos domingos, terças e quintas-feiras.
Marco St.
5 de janeiro de 2014 1:30 pmEfeito Joaquim Barbosa?
Miami é apontada como a cidade mais miserável dos EUA
inShare5 REUTERS
Apesar do sol, das praias e das mansões, Miami conquistou a dúbia honraria de ser a cidade mais miserável dos Estados Unidos, segundo uma nova pesquisa.
Playground dos ricos e famosos, a cidade da Flórida passa por uma paralisante crise habitacional, tem uma das mais elevadas taxas de criminalidade do país, e seus habitantes passam horas demais no transporte todos os dias – fatores que contribuíram para a liderança de Miami no ranking da Forbes.com.
“Miami tem sol e tempo bonito, mas outras coisas tornam a cidade intratável. Você tem essa sociedade de dois escalões: a reluzente South Beach atrai celebridades, mas a desigualdade de renda disparou nos últimos anos”, explicou Kurt Badenhausen, editor-sênior da Forbes.
Os rankings se baseiam em fatores como desemprego, criminalidade, despejos, renda e impostos sobre os imóveis, e também leva em consideração o clima, o tempo gasto nos transportes e a corrupção política.
Há décadas ressentindo-se do declínio da indústria automobilística dos EUA, a turbulenta dupla Detroit e Flint, em Michigan, ficou em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
West Palm Beach (Flórida) e Sacramento (Califórnia) completam a lista das cinco piores cidades dos EUA, que pode ser vista em http://tinyurl.com/75clrr9
Sandra Sofia
5 de janeiro de 2014 10:54 pmCOPA
O absurdo: “Repare no erro (deliberado?) de tradução em 7:05, onde ele diz o contrário do que mostra a legenda em inglês. O cara fala, ‘Nós só não vai mexer com os gringos. Nós vai deixar eles ver a Copa do Mundo tranquilão’ (sic), e a legenda traduz, ‘We won’t let the gringos relax at the World Cup!’ (Nós não vamos deixar os gringos relaxarem na Copa do Mundo!).”
http://www.youtube.com/watch?v=WJbRuMAyO-E&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DWJbRuMAyO-E&app=desktop
“Um dos profissionais mais premiados da história da televisão brasileira, Gabriel Priolli, que já editou o Jornal Nacional e comandou o jornalismo de emissoras como Record e Gazeta, denuncia: golpistas farão de tudo para melar a Copa do Mundo de 2014, no Brasil; “Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa, os eleitores não resolvem jogar toda a culpa em Dilma?”, questiona Priolli; neste domingo, a Folha convoca os brasileiros para um ensaio dos protestos, já no mês de janeiro, numa coluna com um título que repete o mote dos baderneiros: “Não vai ter Copa”; será?”
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/125883/Jornalista-denuncia-a-jogada-da-Copa.htm