Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Roberto São Paulo-SP 2013
30 de dezembro de 2013 2:14 amPetróleo deve ajudar na recuperação em 2014
Vilão da balança comercial em 2013, petróleo deve ajudar na recuperação em 2014
29/12/2013 – 15h09—Economia—Mariana Branco/Repórter da Agência Brasil
Brasília – O petróleo foi o principal fator de impacto sobre a balança comercial em 2013. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a novembro as vendas de petróleo bruto para o exterior caíram 38,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O combustível também foi um dos produtos que puxaram a queda das exportações brasileiras para alguns parceiros tradicionais, como Estados Unidos (recuo de 9,4%) e União Europeia (3,4%). Além disso, a manutenção programada de plataformas da Petrobras ocasionou queda na produção.
A queda nas exportações de petróleo puxou saldos deficitários para a balança comercial ao longo do ano. Por esse motivo, o governo divulga expectativa de superávit pequeno para o fechamento de 2013, sem cravar números. O setor privado, representado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), estima saldo positivo em US$ 500 milhões. Caso aconteça, o superávit será ajudado pelas chamadas exportações fictas de plataformas de extração de petróleo e gás, que somaram US$ 6,58 bilhões este ano.
As exportações fictas são transações para o exterior envolvendo produtos nacionais, sem que eles deixem o território brasileiro. Em 2013, a Petrobras vendeu plataformas a subsidiárias no exterior para posteriormente serem utilizadas no próprio país. Dessa forma, a estatal pôde se beneficiar do Regime Aduaneiro de Exportação e Impostação de Bens Destinados à Produção e à Exploração de Petróleo e Gás (Repetro), que permite pagar menos impostos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, são operações regulares segundo regras internacionais.
O presidente da AEB, José Augusto de Castro, corrobora que há legalidade, apesar de as transações inflarem artificialmente as exportações. “É uma operação legal. Na verdade, não vendemos plataforma para nenhum outro país porque o produto ficaria caro demais, por causa dos tributos e da exigência de componentes locais. Só a Petrobras, por ser estatal, consegue comprar”, analisa. Ele destaca que em 2013 houve mais operações do tipo que em 2012, quando estas somaram US$ 1,5 bilhão.
“[A expectativa] tem relação com a retomada de funcionamento das plataformas e pequeno aumento da produção por empresas estrangeiras. Temos que torcer para que não haja queda na quantidade [exportada], pois estamos observando queda de preço também. [O petróleo] é o ponto principal que está sustentando a balança para o próximo ano. Tem havido uma queda especulativa do preço, mas não é forte”, analisa José Augusto de Castro.
Castro comenta ainda as expectativas em relação ao câmbio para 2014. Segundo ele, a projeção é de que o dólar ficará em um patamar próximo a R$ 2,35. Para o presidente da AEB, uma cotação favorável às vendas externas seria R$ 2,40. Castro ressalta que o anúncio do banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), de que retirará gradualmente os estímulos à economia daquele país pode voltar a trazer volatilidade à moeda no ano que vem. Para ele, a valorização da moeda norte-americana em 2013 não chegou a beneficiar as exportações brasileiras. “O câmbio não favoreceu pois 70% [das nossas exportações] são commodities, com preço uniforme em todo o mercado. Com relação aos produtos industrializados, como [a cotação] ia e voltava, havia uma volatilidade que não inspirava confiança”, destaca.
Segundo ele, a alta do dólar igualmente não foi suficiente para reduzir as importações de bens de consumo, movimento que o governo esperava. Trata-se de produtos usados por curto prazo como cosméticos e alimentos. Sua procura cai quando os preços sobem, com o consumidor migrando para marcas mais baratas e nacionais. Para ele, a queda nas vendas desses itens, que ajudaria a equilibrar a balança comercial, poderá acontecer em 2014 caso o dólar continue em alta.
Edição: Denise Griesinger
Roberto São Paulo-SP 2013
30 de dezembro de 2013 2:20 amPrevisão de queda de preços para algumas commodities em 2014
Agronegócio bateu recordes, mas há previsão de queda de preços para 2014
29/12/2013 – 16h01—Economia—Mariana Branco/Repórter da Agência Brasil
“O agronegócio foi nossa sorte. Era uma receita que não estava prevista”, comenta José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). Castro destaca, no entanto, que a entidade estima que haverá queda no preço para algumas commodities em 2014, entre elas a soja e o milho. Para a soja em grão, a projeção é que o preço recue dos atuais US$ 540 por tonelada para US$ 490. Para o milho, a previsão de recuo é de US$ 197 para US$ 180 por tonelada.
De acordo com o presidente da AEB, o motivo para a variação do preço é que a produção agrícola tem sido grande nos últimos anos. “O mundo está se acomodando. Sobram soja, cana [açúcar e etanol], café e milho. Você tem uma oferta superior à demanda”, analisa. Com a expectativa de queda de preços, o setor privado está apostando na retomada da produção de petróleo para alavancar a balança comercial no próximo ano.
Apesar dos prognósticos, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, não acredita em desaquecimento das exportações do agronegócio. “Estamos com margem elevada, poderíamos até absorver [queda de preços]. Mas achamos que [o mercado] continuará aquecido no mínimo pelos próximos dois anos. Temos previsão para crescimento da população mundial até 2030, o que vai aumentar a demanda por alimentos”, disse. Geller destaca que o Brasil possui áreas disponíveis para expandir a produção agrícola, atualmente em 60 milhões de hectares. “Quem pode suprir essa demanda [por alimentos] é o Brasil”, afirmou.
O secretário atribui o aumento da produção desde o início dos anos 2000, quando estava na casa das 100 milhões de toneladas, à mecanização do setor agrícola e ao investimento em pesquisa, que aumentou a produtividade. Para ele, o crédito facilitado e a juros baixos concedido aos produtores rurais também contribuiu para a expansão. Geller reconhece, no entanto, que a infraestrutura de armazenamento e transporte ainda é um gargalo para as exportações agrícolas. “A logística não acompanhou a velocidade do aumento [da produção]. Mas o governo está fazendo todos os esforços”, disse, citando iniciativas como a concessão de ferrovias e rodovias à iniciativa privada.
Edição: Denise Griesinger
Assis Ribeiro
30 de dezembro de 2013 8:28 am50 anos de golpe: o que faremos sobre isso em 2014?
Em 2014, o Brasil viverá a mais dolorosa efeméride de sua história: 50 anos do golpe de Estado.
O que está sendo preparado pelo governo, pelos partidos, pelas organizações civis e pela mídia para que o passado não seja esquecido?
A coincidência com ano eleitoral, Copa do Mundo, e prováveis protestos de rua, nos dá a chance de forçarmos o Brasil a fazer o que até hoje nunca fez: politizar o debate sobre o golpe de 64. Por que ele aconteceu? Quem se beneficiou? Quem são os herdeiros do golpe?
Seria um belíssimo presente à democracia brasileira, por exemplo, se a Lei da Anistia fosse revista. Não para prender velhinhos, mas para darmos uma satisfação política a nós mesmos, enquanto povo.
Não se anistia tortura. Não se anistia golpe.
Sobretudo, é preciso lembrar à sociedade que o que vivemos não foi nenhuma “ditabranda”. Vivemos um período de ruptura democrática, truculento e sinistro, que abortou o sonho de milhões de brasileiros. O golpe serviu para ampliar a desigualdade de renda, achatar o salário dos trabalhadores, e esmagar as esperanças de setores organizados de construir um país mais justo.
Não há nada de brando no esmagamento do sonho de centenas de milhões de cidadãos e na violação da normalidade democrática, com a instalação de um regime militar de exceção que, paulatinamente, aniquilou todas as liberdades no país.
Não há nada de brando na ruptura brutal de toda uma série de estudos e pesquisas acadêmicas e científicas em curso no país, nas universidades, quase todas abandonadas por causa de uma repressão estúpida e paranóica.
O Brasil, especialmente a nossa juventude, precisa ser melhor informado sobre o que aconteceu. A ditadura trouxe corrupção, miséria e degradação institucional. A origem do sucateamento dos serviços públicos está na ditadura. O problema da corrupção política também tem raízes no período de exceção, porque era um tempo sem liberdade de imprensa, sem instituições de controle e com chefes políticos exercendo cargos administrativos importantes de maneira quase totalitária. Quem ousaria acusar o diretor de uma estatal de corrupção, sendo o mesmo um coronel ou general com poder de mandar prender o acusador por “subversão”?
Precisamos conhecer melhor a história da construção do golpe. Como ele foi gestado, como foi a campanha midiática que o preparou? As passeatas que antecederam o golpe também merecem ser objeto de mais estudo, até porque a mídia, a mesma mídia que apoiou o golpe, prossegue até hoje tentando organizar protestos “espontâneos” para derrubar forças populares.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=12053
Assis Ribeiro
30 de dezembro de 2013 8:30 amIdiotas no meio do caminho e Troféu Bolsonaro
O ano de 2013 termina como começou: com dois idiotas no meio do caminho. No meio do caminho tinha dois idiotas. Nunca nos esqueceremos desse acontecimento na vida das nossas retinas tão saturadas de imagens estúpidas da sociedade “midiocre”. Tinha dois idiotas no meio da caminho, em cima da calçada, à beira do mar, dois idiotas graníticos.
No caso, os dois que picharam a estátua de Drummond no Rio de Janeiro.
Mas foram muitos os idiotas que, ao longo do ano, atrapalharam o trânsito, congestionaram a vida, mamaram nas tetas públicas, enrolaram a população, confundiram mérito com meritocracia, objetividade com ideologia, análise com senso comum e justiça com acerto de contas.
Por sorte, no meio do caminho do planeta tinha também Edward Snowden, Pepe Mujica, Papa Francisco e tantos outros andando na contramão.
Como faço todo ano, embora outros já o façam agora, apresentarei a lista dos ganhadores do troféu Jair Bolsonaro de jornalismo lacerdinha 2013.
10 – Arnaldo Jabor (anda desaparecido o velho reaça. Mas ainda está na ativa. Aparece nesta lista somente por efeito residual)
9 – Lobão (publicou livro, arranjou novas colunas para fazer, mas se limita a repetir um discurso de coronel apaixonado pelo golpe de 1964. Notabilizou-se pela coerência ao criticar Pepe Mujica pela legalização da maconha).
8 – Reinaldo Azevedo (outro que, apesar de novas fontes de renda e de mais espaço para vociferar, continuou a servir seu velho discurso macartista dos anos 1950 temperado com inspirações lacerdistas e fórmulas requentadas)
7 – Merval Pereira (o imortal global atolou-se na sua verborreia lacerdinha, mas não conseguiu uma só página digna de nota. O pior da sua performance é na televisão: não articula três frases que possam ser chamadas de analíticas. Quanto menos explica, mais se consagra)
6 – Miriam Leitão (finge não ser lacerdinha em política, mas exala o seu lacerdismo em economia. Suas previsões jamais se confirmam, o que a torna imbatível. Sempre prevê o caos. Tenta ser melhor anunciando o pior)
5 – Marco Antonio Villa (dublê de historiador lacerdinha e de comentarista lacerdão ganhou destaque por ter mais leituras do que seus concorrentes, o que lhe permite ser reacionário com algum verniz bibliográfico)
4 –Demétrio Magnoli (parecia ter potencial para mais, mas, apesar de ter arranjado novo emprego, não encontrou novas fórmulas reacionárias. Mesmo assim é uma estrela ascendente do jornalismo lacerdinha).
3 – Nelson Motta (correndo por fora, “Nelsinho” produziu algumas das pérolas lacerdinhas mais hilárias do ano: um reacionarismo quase ingênuo, tosco, primário, ruminante, deliciosamente estúpido, avassalador)
2 – Ruy Castro (por trás de uma retórica aparentemente discreta o colunista exala um ranço que se eleva como o cheiro de um incenso vagabundo)
1 –Eliane Cantanhêde (a colunista tucana da Folha de S. Paulo tem-se destacado pela singularidade do seu raciocínio enviesado, mesclado de futilidade com pretensões à profundidade. Chama atenção a sua perseverança, convicção e falta de renovação da abordagem)
Há outros certamente, mas não se me impressionaram. Em se tratando de veículos, Veja mantém a liderança, mas a Folha de S. Paulo tomou o segundo lugar ao Globo e ao Estadão pela política agressiva de contratação de novos colunistas lacerdinhas, entre os quais Reinaldo Azevedo. É possível que aconteça uma fusão ideológica entre Veja e Folha.
Vale à pena também eleger seriamente o colunista do ano: Jânio de Freitas.
Não teve para ninguém.
Nenhum jornalista analisou o julgamento do mensalão como ele.
Um show de lucidez, coerência, equilíbrio e argumentação lógica.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=5400
Assis Ribeiro
30 de dezembro de 2013 8:32 amO “mercado” trata casa como mero investimento, não como qualidad
O “mercado” trata casa como mero investimento, não como qualidade de vida
O Estadão anuncia como “eleitoral” a intenção da Presidenta Dilma Rousseff de estender para uma fatia maior da classe média os benefícios do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Curioso, porque uma das mais graves deficiências das políticas sociais brasileiras, nas últimas décadas, foi ter deixado, exclusivamente, por conta do “mercado” a construção de habitações, tanto para o povão quanto para as classes médias mais simples.
Nos meus 55 anos de vida, vi as gerações mais antigas terem um lar por conta das políticas estatais de habitação.
Meu querido avô, um operário, pagou durante 40 anos a casa modesta, mas digna, em Realengo, ao IAPI, o instituto de previdência dos industriários, num fundo de financiamento formado pelas contribuições dos trabalhadores para a recém criada previdência pública, com Getúlio.
Minha mãe, professora, depois de separada, finalmente conseguiu comprar sua casa pelo instituto dos servidores da antiga Guanabara.
Eu… bem, quando cheguei aos primeiros tempos da maturidade já não havia nada para toda uma geração (e depois outra, e outra leva de jovens) apoiar-se na compra de uma casa.
Foram anos e anos, para mim e para milhões, de alugueis levando pelo ralo boa parte dos nossos salários.
Quando – e se – finalmente conseguimos foi com financiamentos sufocantes feitos via bancos privados, que criaram crise sobre crise de inadimplência no setor.
O Estadão trata, porém, como “eleitoreira” a medida de ampliar um pouco mais as franquias concedidas pelo “Minha Casa, Minha Vida”, como se nos grandes centros urbanos, hoje, não fossem modestas as moradias pouco acima dos 190 mil fixados, hoje, como teto do programa.
Não consegue enxergar o problema humano que está na construção de vidas sem ter a segurança do morar.
É curioso ainda mais porque ocorre no mesmo dia em que o “concorrente” do Estadão, mas parceiro na visão elitista do país, a Folha, publica artigo de Eliane Cantanhêde protestando contra a aplicação aos cartões de débito e aos de crédito pré-pagos, nos gastos nos exterior, as mesmas alíquotas de imposto já existentes para o cartão de crédito comum.
Diz que o Governo está cortando os “brioches” da classe média emergente.
Afinal, o que é poder comprar uma casa perto de comprar bugigangas em Miami, não é?
http://tijolaco.com.br/blog/?p=12055
Assis Ribeiro
30 de dezembro de 2013 9:44 amPaís termina 2013 melhor do que começou, diz Dilma em último pro
País termina 2013 melhor do que começou, diz Dilma em último pronunciamento do ano na TV
No último pronunciamento nacional em cadeia de rádio e televisão do ano, a presidenta Dilma Rousseff procurou passar para população uma mensagem de otimismo para 2014. Em um balanço de 2013, Dilma frisou que país termina o ano “melhor do que começou”, mesmo passando por crises internas e externas.
Em um recado aos “críticos”, a presidenta disse que a “instalação da desconfiança” é muito ruim para o Brasil e que uma “guerra psicológica” pode inibir investimentos e retardar iniciativas.
Em pouco mais de 12 minutos, Dilma frisou que o Brasil tem motivos para esperar um 2014 “ainda melhor do que foi 2013”. “Sinto alegria de poder tranquilizar vocês dizendo-lhes que entrem em 2014 com a certeza que o seu padrão de vida vai ser ainda melhor do que você tem hoje, sem risco de desemprego, podendo pagar as prestações, em condições de abrir sua empresa ou ampliar seu próprio negócio”, disse a presidenta.
Aos jovens, Dilma pediu que “usem a fotografia do presente e do passado recente” para projetar um “futuro melhor”. Em relação à economia, a presidenta frisou que seu governo teve “ação firme”, cortou gastos e “garantiu” o equilíbrio fiscal, reduziu o preço da conta de luz e dos impostos.
“Nesses últimos casos, enfrentando duras críticas daqueles que não se preocupam com o bolso da população brasileira”, discursou em relação à oposição. Ela acrescentou que o governo está “firme” na luta contra a inflação na manutenção do equilíbrio das contas públicas. “Sabemos o que é preciso para isso e nada nos fará sair desse rumo”, frisou Dilma.
A presidenta lembrou ainda do processo de concessões de portos, aeroportos e rodovias que, segundo ela, estão “melhorando a infraestrutura, iniciando a mais ampla, justa e moderna parceria de todos os tempos com o setor privado”.
Dilma acrescentou que, em 2013, o governo viabilizou a exploração do pré-sal, o que vai garantir “fabulosos recursos” para a educação e a saúde. “Estamos fazendo um esforço redobrado nesta área [educação]. Além de garantir mais vagas e mais qualidade em todos os níveis de ensino, aumentamos o número de creches e escolas em tempo integral, universidades e escolas técnicas”, disse.
A presidenta disse que o Programa Mais Médicos levou 6.658 profissionais para 2.177 cidades e, em 2014, serão mais 13 mil médicos e 45 milhões de brasileiros beneficiados. No ano marcado pelos protestos de rua, a presidenta acentuou que o governo ampliou o diálogo com todos os setores da sociedade. “Escutamos seus reclamos implantando pactos para acelerar o cumprimento de nossos compromissos”, discursou.
Em recado direto a trabalhadores e empresários, ela se disse disposta a ouvi-los “em tudo que for importante para o Brasil.” Dilma frisou ainda que “apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando”. Sem citar ações, Dilma ressaltou que o seu governo tem buscado apoiar “fortemente” as populações tradicionais, em especial os grupos indígenas e quilombolas. “Não deixamos, em nenhum momento, de lutar em favor de todos os brasileiros, em especial dos que mais precisam”, disse.
Reforçando o tom otimista para o próximo ano, a presidenta disse que o Brasil melhorou e pode melhor mais. “O Brasil será do tamanho que quisermos, do tamanho que imaginemos. Se imaginarmos um país justo e grande e lutarmos por isso, assim teremos”, prometeu Dilma.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-29/pais-termina-2013-melhor-do-que-comecou-diz-dilma-em-ultimo-pronunciamento-do-ano-na-tv
Assis Ribeiro
30 de dezembro de 2013 9:56 amA entrevista de Belluzzo não é sobre economia, é sobre política
Fernando Brito
A longuíssima entrevista que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos integrantes do grupo que assessora a presidenta Dilma Rousseff, deu à Folha pode ter duas leituras.
Ou o professor Belluzzo entrou em rota de colisão com os demais integrantes desta assessoria ou, ao contrário, prenuncia uma mudança de rumos no alinhamento desta política.
É fato o que Belluzzo diz sobre termos ficado reféns de uma obsessão “inflacionista” que acabou por provocar um desequilíbrio no câmbio, que desequilibrou nossas trocas internacionais e o próprio funcionamento da economia industrial.
É fato também que ele, como integrante do seleto grupo com acesso a este nível de discussão com a presidência da República não dissentiu disso.
E ninguém saiu em defesa quando, no início do ano, ela disse que recusaria medidas de combate inflacionário que resultassem no fim do crescimento econômico.
Outros, como o economista Amir Kair, o faziam, há muito.
Mas Belluzzo, agora, “chuta o balde” em relação ao mercado financeiro.
E, mesmo reconhecendo que Dilma fez um imenso esforço para enfrenta-lo, sustenta que é preciso uma reação mais forte ao seu poder dominante.
Pela posição – ainda que informal – que todos sabem que ele ocupa junto à Presidente, o que Belluzzo diz ou é desafio ou é anúncio de mudança de postura.
Nem com uma imensa ingenuidade política poderia achar que aquilo que disse não vá ter repercussão.
Haverá efeitos políticos disso, para um lado ou para o outro.
(…)
http://tijolaco.com.br/blog/?p=12071
Jorge Fernandes
30 de dezembro de 2013 1:57 pmBolsa familia
A Folha de S. Paulo e seu “pluralismo de ocasião” – militares e Bolsa Família
Intocada, previdência dos militares gasta mais do que o Bolsa Família
Folha Online
Preservada das reformas que atingiram os setores público e privado, a previdência dos militares mantém gastos em alta e superiores a, por exemplo, os do Bolsa Família.
Segundo o boletim de pessoal do Ministério do Planejamento, as despesas com aposentadorias e pensões militares somaram R$ 24,5 bilhões no período de 12 meses encerrado em agosto.
Principal programa de combate à miséria da administração petista, o Bolsa Família tem um orçamento de R$ 24 bilhões neste ano, destinado a 13,7 milhões de beneficiários.
Os aposentados e pensionistas da previdência militar não chegam a 300 mil.
Como os servidores públicos civis, os militares ativos e inativos contribuem com valores muito abaixo do necessário para custear as despesas previdenciárias: a receita fica em torno dos R$ 2 bilhões ao ano.
A diferença é que, desde fevereiro, os novos servidores civis foram submetidos a um novo regime de previdência, com um teto de aposentadoria equivalente ao do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), de R$ 4.159 mensais.
Para receber acima desse valor, é preciso contribuir para um fundo de pensão, que, apesar das vantagens oferecidas, tem despertado resistências nas corporações, como a Folha noticiou hoje.
A permanência de privilégios para os militares tem sido justificada pelas condições especiais da carreira, que incluem possíveis riscos de vida, disponibilidade permanente e a sujeição constante a mudanças de residência.
Mas, no próprio Ministério da Defesa há queixas contra o volume de despesas com aposentadorias e pensões, que restringe as verbas disponíveis para investimentos.
A previdência militar consome cerca de 35% dos recursos da pasta e supera os gastos com os militares da ativa.
http://bogdopaulinho.blogspot.com.br/2013/12/a-folha-de-s-paulo-e-seu-pluralismo-de.html
Marcos Chiapas
30 de dezembro de 2013 4:10 pmConquistas do período soviético que deixaram saudade
30/12/2013 Elena Novossélova, Rossiyskaya GazetaPassados mais de 20 anos após o fim da URSS, decidimos perguntar a nossos leitores de quais conquistas do período soviético eles têm saudade.
Ivan, 39 anos, de Nemoskva:
“Tenho saudade de muita coisa: da estabilidade, do sentimento de orgulho que tive de meu país, da baixa taxa de criminalidade, das garantias sociais e justiça social, boa educação e de muitas outras coisas.”
Artem, 23 anos, de Krasnoiarsk:
“Em geral, não mudou nada, exceto que caiu o nível de formação profissional.”
Stanislav, 28 anos, de Krasnodar:
“Sinto muito não haver hoje uma idéia nem um objetivo que unam o povo. Mas não tenho saudade da burocracia soviética que destruiu a si mesma.”
Serguêi, 41 anos, de Nijni Novgorod:
“Na União Soviética, o controle sobre a burocracia era melhor, os órgãos de segurança pública funcionavam melhor.”
Serguêi, 30 anos, de Moscou:
“Os mecanismos sociais para subir na carreira não funcionam. As pessoas só agem por dinheiro. Lamento o que foi perdido: educação boa e gratuita, assistência médica, pensões, direito à moradia garantido, trabalho garantido, estabilidade e várias outras coisas.”
Janna, 45 anos, de Krasnokamensk, região do Transbaikal:
“Tenho saudade do papel que teve na sociedade o Partido Comunista da União Soviética. Os burocratas temiam ser expulsos do partido e trabalhavam bem.”