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16 Comentários
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  1. Gilson AS

    22 de dezembro de 2013 3:11 am

    Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional.

    Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional, comprova estudo.

    Universidades alemãs publicam pesquisa em revista científica.Oração aumenta o autocontrole e estabilidade emocional, comprova estudohttp://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-oracao-aumenta-autocontrole/.   

    Um novo estudo mostra como orar ajuda as pessoas a manter o autocontrole e melhora a estabilidade emocional. As pessoas se voltam para a oração “como uma resposta de enfrentamento para as altas pressões da vida e são recompensados com o aumento da força e da capacidade de resistir à tentação”, explicam os pesquisadores.

    Descobertas anteriores mostraram que, quando as pessoas se esforçam para controlar suas emoções e pensamentos, aumenta o risco de explosões de agressividade e consumo excessivo de álcool ou comida. Contudo, o estudo deste ano, realizado por psicólogos alemães da Universidade de Saarland e da Universidade de Mannheim, descobriu que a oração de fato ajuda as pessoas a manter o autocontrole.

     

  2. Marcos Chiapas

    22 de dezembro de 2013 3:45 am

    A Europa Oriental sobreviverá à “grande revolução do xisto”?

    Tenho esperanças que esse lance do fracking possa ser a gota d’água. A humanidade não pode ser tão burra, tão submissa a interesses corporativos a ponto de deixar que se exploda a terra em nome de interesses tão mesquinhos. Não é possivel que se consiga vender ao homem a idéia de que a energia necessária para mover os grandes negócios  valha a destruição irreparável do meio ambiente que garante a vida ao mesmo tempo que se quer vender a necessidade de preservação do mesmo também por motivos financeiros. 

    gás de xisto 

    Foto: Flickr.com/wcn247/сс-by

     

    Nos últimos dias, as manifestações de protesto chegaram à Romênia, tendo atingido o ponto mais tenso. A polícia e tropas do Ministério do Interior romenas empregaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que seguravam cartazes com palavras de ordem “Abaixo Ponta!”, “Abaixo Basescu!”, “Entremos no Ano Novo e Natal sem Ponta e Chevron!”. Muitos manifestantes ficaram feridos.

    Porém, ao contrário dos protestos antigovernamentais em Kiev, os acontecimentos em Bucareste não tiveram grande destaque nos órgãos de informação ocidentais. A razão é simples: os habitantes de Bucareste atentaram contra a “vaca sagrada” das corporações gasíferas e petrolíferas transnacionais: a “grande revolução do xisto”.

    A companhia americana Chevron iniciou a extração de gás de xisto na comuna de Pungesti, não obstante os protestos dos habitantes locais. O método proposto para exploração das jazidas é o mesmo que o empregue nos EUA: a explosão hidráulica das camadas do solo, isto é, o fracking. Este método provoca cada vez maiores protestos dos próprios norte-americanos, porque criam uma ameaça direta à atmosfera, à terra e águas subterrâneas. Estes protestos deviam ser ouvidos pela parte romena, porque, para os europeus, o processo de extração de gás de xisto é particularmente perigoso, declarou à Voz da Rússia Konstantin Simonov, chefe do Fundo da Segurança Energética Nacional:

    “As consequências deste processo são muito perigosas. É utilizada uma grande quantidade de água que dissolve reagentes que podem misturar-se na estrutura dos coletores de água potável das cidades. Ao contrário dos EUA, a Europa está densamente povoada, aí não há territórios despovoados. A propósito, hoje, nos EUA, logo que a extração se aproxima das cidades, a resistência dos ecologistas aumenta”.

    Porém, isso em nada incomoda os representantes da Chevron, que não veem nada de perigoso na transferência desses métodos para a bacia do Danúbio e a região costeira do mar Negro. Segundo a agência francesa AFP, Victor Ponta, primeiro-ministro da Romênia, era um adversário convicto do gás de xisto quando estava na oposição. Quando chegou ao poder, mudou radicalmente as suas ideias. Apenas se pode tentar adivinhar as causas de semelhante mudança.

    Na própria União Europeia não existe unanimidade na questão da exploração de jazidas de gás de xisto. Estes métodos já foram oficialmente proibidos em França, na República Checa, vigoram moratórias sobre o emprego do fracking na Bélgica, Irlanda e Bulgária. A empresa americana Exxon Mobil já desistiu da realização de projetos de exploração de gás de xisto na Polónia e Hungria. A companhia Royal Dutch Shell tomou a mesma decisão na Suécia. Nos Estados europeus onde ofracking ainda é permitido, os protestos dos ecologistas são cada vez maiores, recordou à Voz da Rússia Alexei Gromov, dirigente do Departamento Energético do Instituto Energético e Finanças da Rússia:

    “A experiência dos EUA na extração de gás de xisto está longe de ser universal. Na Europa há uma situação completamente diferente. Primeiro, condições ecológicas diferentes. Elas são menos próprias para extração do ponto de vista económico. Segundo, o subsolo pertence ao Estado e ele é obrigado a adquirir terras para a extração de jazidas de xisto a privados. Terceiro, começam a ser colocadas cada vez mais questões ecológicas na esfera da extração de gás e petróleo de xisto. Quando se faz esse tipo de extração, é altamente provável a poluição com metano não só da atmosfera, mas também das águas subterrâneas.”

    Por isso não é de espantar que a Comissão Europeia não tenha pressa, elabore regras comuns de extração de gás de xisto e analise atentamente as questões da proteção do meio ambiente.

    Porém, a Chevron continua a ditar condições à Europa Oriental. Apoiando-se nas concessões, ela estabelece, de fato, relações com a Romênia semelhantes às dos tempos coloniais.

    É sintomático o fato de na China, que sente necessidade cada vez maior de recursos energéticos, as reservas de gás de xisto serem avaliadas em um volume astronómico de 36 triliões de metros cúbicos, ou seja, quase 70 vezes superior às reservas calculadas pelos americanos na Bulgária, Hungria e Romênia. Porém, as empresas chinesas, incluindo as maiores públicas, não têm pressa de explorar reservas tão gigantescas, tendo em conta o alto preço dos trabalhos e o efeito económico negativo.

    Piotr Iskenderov
    Leia mais: 
    http://portuguese.ruvr.ru/2013_12_21/a-europa-oriental-sobrevivera-a-grande-revolucao-do-xisto-6395/

     

  3. Motta Araujo

    22 de dezembro de 2013 3:56 am

    http://www.group30.org/member

    http://www.group30.org/members.shtml

    GRUPO DOS TRINTA – A CUPULA DA FINANÇA MUNDIAL – Criado em 1978 com seu primeiro orçamento pago pela Fundação Rockefeller, esse ilustre grupo de discussões sobre a economia mundial conta com apenas trinta membros, todos importantes financistas e economistas de expressão internacional, de grande peso e influencia politica.

    Seu patrono é Paul Volcker, o emblematico ex-Presidente do Federal Reserve, banco central dos EUA. O atual presidente do Grupo dos Trinta e Jean Claude Trichet, ex-Governador do Banco Central Europeu e seu vice é Jacob Frenkel, o respeitado e influente ex-Governador do Banco Central de Israel.

    Entre os brasileiros Roberto Campos foi membro fundador do Grupo, da Argentina Domingo Cavallo, a lista esta acima no link, é realmente a nata dos grandes bancos e dos bancos centrais, alem de financistas de renome mundial.

    As trocas de informações do grupo permite uma formação consensual de pontos de vista sobre as economias do varios paises e das tendencia da economia global, cada qual informando os outros sobre a economia de seus paises.

    É nesse tipo de petit comité que se constroem as percepções das tendencias que aparecem depois na imprensa financeira global, influenciando os ratings e avaliações de investidores, alem do FMI, Banco Mundial, BIS e BCE.

    No Brasil atual que eu saiba o nome ligado ao grupo é Arminio Fraga.

    Os Rockefeller gostam de criar esses grupos, nos anos 60 fundaram a Comissão Trilateral, ainda no tempo da Guerra Fria, com um sentido mais geopolitico do que economico, o Grupo dos Trinta é mais focado em finanças e incorpora

    evidentemente o credo neoliberal da ortodoxia economica como uma especie de agenda básica.

    O que é relevante no Grupo é que não são academicos mas sim homens politicos de grande experiencia prática

    e que dispõe de uma rede de relacionamentos que poucos outros grupos podem acumular.

     

    1. Marco Antonio Almeida Terra

      22 de dezembro de 2013 9:04 am

      E precisou de um torneiro

      E precisou de um torneiro mecânico pra salvar o Brasil da incompetência desses 30 analistas de latrina.

  4. Roberto Silva r

    22 de dezembro de 2013 5:48 am

     
    Raúl Castro: “Se não

     

    Raúl Castro: “Se não produzimos, não podemos avançar”

     

    A Assembleia Nacional (Parlamento unicameral) de Cuba aprovou na última sexta-feira (20) um novo Código de Trabalho em sessão plenária, na qual o presidente Raúl Castro defendeu uma maior produtividade para fazer o país avançar, pedindo o aumento e diversificação das exportações. “Se não produzimos, não podemos avançar”, disse o líder cubano.

     Raúl Castro

     Raúl Castro vem desenvolvendo programas estratégicos como parte do processo de atualização do modelo econômico.

    A reunião parlamentar continua neste sábado (21) e prevê, como é habitual, que seu encerramento seja com um discurso do presidente Castro. Segundo fragmentos de um discurso para os deputados na sexta-feira divulgados pela televisão estatal, o presidente insistiu em assinalar que só com uma maior produtividade do trabalho e a diversificação de exportações se desenvolverá a economia da ilha. Nessa linha, o vice-presidente Marino Murillo, chefe da Comissão Permanente que comanda a aplicação das reformas para atualizar o modelo econômico socialista do país, disse aos parlamentares que é “essencial produzir bens e riquezas eficientemente, e incentivar as forças produtivas”. Ele insistiu na importância da elaboração de um programa de desenvolvimento econômico social a longo prazo até o ano de 2030, que integre as políticas aprovadas em um plano único. O vice-presidente informou aos parlamentares que concluiu a elaboração da primeira versão da proposta de atualização do modelo econômico e social cubano, assim como a projeção a longo prazo, que deverão estar prontos em 2015. Durante o dia também foi aprovado um novo Código do Trabalho, a principal legislação laboral que vai vigorar no país, a qual inclui os deveres e direitos dos trabalhadores e entre suas novidades estabelece a inclusão dos empregados privados surgidos a partir da abertura de cerca de 150 atividades econômicas não estatais. O presidente da comissão de Assuntos Constitucionais e Jurídicos do Parlamento, José Luis Toledo, detalhou que a revisão dessa norma gerou a modificação de 101 artigos, a inclusão de 28 novas normativas e a total reelaboração do Capítulo 2, referente aos sindicatos. O anteprojeto do Código do Trabalho foi submetido a uma consulta popular entre os meses de julho e outubro passados com a participação de mais de 2,8 milhões de cubanos, de acordo com dados oficiais. O último dia deste 2º período ordinário de sessões de 2013 da atual legislatura, deverá terminar após a análise do projeto de lei de orçamento e do plano da economia para 2014. Com informações das agências de notícias e do jornal Granma

  5. Tamára Baranov

    22 de dezembro de 2013 9:36 am

    Chico Mendes, vida dedicada em defesa da Amazônia

    ‘Minha vida começou igual à de todos os outros seringueiros: escravo submetido às ordens do patrão. Comecei com nove anos de idade. Em vez de receber as lições do ABC, aprendi a sangrar a seringueira.’

    Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho)
    (Xapuri, 15 de dezembro de 1944 – Xapuri, 22 de dezembro de 1988)

    Chico Mendes organizou os seringueiros para lutarem em defesa da posse de terra (1976). Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri quando começou a receber ameaças dos fazendeiros locais (1977). Foi eleito vereador pelo MDB (1977). Participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se dirigente do partido no estado do Acre (1980). Participou da proposta da “União dos Povos da Floresta”, que previa a união dos interesses dos seringueiros e indígenas na defesa da floresta amazônica (1985). Recebeu em Xapuri uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas), mostrando a devastação causada na floresta amazônica por empresas financiadas pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), após levar as denúncias ao senado dos Estados Unidos, o BID suspendeu os financiamentos a estas empresas (1987).

    Paul McCartney assim que soube, através dos telejornais da TV inglesa, do assassinato de Chico Mendes resolveu homenageá-lo e lhe dedicou a canção ‘How Many Will Have To Die’ recém-composta para o álbum ‘Flowers In The Dirt’. Paul passou a admirar Chico quando o conheceu através de um documentário na BBC. A canção no ritmo de reggae conta com a participação do baterista e percussionista jamaicano, Jah Bunny.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=xwIl0-oUjDw align:center]

    ‘Cartas da Floresta’, documentário da TV Câmara com direção de Dulce Queiroz e música de Victor Araújo, revela um lado pouco conhecido do líder seringueiro que morreu assassinado em defesa da Amazônia e a necessidade de se preservar a floresta, numa época em que as preocupações com o meio ambiente não constavam da pauta política. De sua luta resultou a criação das reservas extrativistas. 

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=W8Errq1BKrw align:center]

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=IdBYietfvL8 align:center]

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=l8yPgHmyAss align:center]

    ‘The Burning Season’ (Amazônia em Chamas) é um filme dirigido por John Frankenheimer e produzido em 1994, originalmente para televisão pela rede HBO, interpretado pelo ator porto-riquenho Raúl Julia como Chico Mendes. 

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=DI6mhtMgr_o align:center]

  6. Assis Ribeiro

    22 de dezembro de 2013 9:54 am

    Os 20 filmes que marcaram os cinemas em 2013

    Relembre com este guia de leitura o ascenso do cinema nordestino, o ressurgimento de autores clássicos, os efeitos da crise e a xenofobia.

    O ano de 2013 entra para a história do Brasil como um ano de insurgência. E o cinema? Relembre aqui o ascenso do cinema nordestino, o ressurgimento de autores clássicos, os efeitos da crise e a xenofobia.
     

    Django, de Tarantino: entre o ordinário e o extraordinário

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc%5D

     

    Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche: nasce uma atriz brilhante

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=3qxWpl-_PQo%5D

     

    Amor, de Michael Haneke

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=1A0ErvTz5TY%5D

     

    Tatuagem, de Hilton Lacerda: o cinema de raiz vem do nordeste

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=UwSX2SlHpEg%5D

     

    O Sonho de Wadjda, de Haifaa al-Mansour: em meio ao extremismo saudita

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=N7aS5uVVgiY%5D

     

    O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho: limitações da crítica social que esboça caricaturas

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=rj0eeHW7lXU%5D

     

    A Terra Prometida, de Gus van Sant: a identidade perdida da América

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Pviesw4qExg%5D

     

    O Espírito de 45, de Ken Loach

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=_c86Gwsb5LY%5D

     

    César Deve Morrer, de Paolo Taviani e Vittorio Taviani: Júlio César ainda vive

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=MXx9mO6Ut6s%5D

     

    Blue Jasmine, de Woody Allen: realidade é comer pizza vendo TV

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=FER3C394aI8%5D

     

    Verdade 12.528, de Paula Sacchetta e Peu Robles: para ser virada, uma página deve ser lida

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=qoG4_4qv-Zk%5D

     

    Terra Firme, de Emanuele Crialese: os indesejáveis

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=hef_ZSCZ-jw%5D

     

    A Filha, O Garoto que come Alpiste e Miss Violence: o cinema grego e a crise vista de dentro

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=rZ63JuWkSp%5D

     

    Emília Silveira: setenta combatentes e apenas um filme

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Ieba1Wh_iqY%5D

     

    Cine Holliúdy, de Halder Gomes: paixão pelo cinema no dialeto cearês

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=rjZZHBoHwzo%5D

     

    Apenas o Vento, de Benedek Fliegauf: fenômeno de bilheteria de um filme modesto e desconhecido

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=29w8xl2LX_I%5D

     

    Habemus Papam, de Nanni Moretti: o papa acredita em Deus?

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Gnl9uq-7WhA%5D

     

    Em O Capital, adaptação de novela francesa, Costa-Gavras acerta mais uma vez

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=2p7wKCCzUzg%5D

     

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cultura/Os-20-filmes-que-marcaram-os-cinemas-em-2013/39/29858

     

    1. Assis Ribeiro

      22 de dezembro de 2013 10:03 am

      Os títulos sublinhados são

      Os títulos sublinhados são links de acesso a comentários da Carta Maior sobre os filmes. É só clicar neles, vale à pena.

      Por favor, se a sugestão for publicada, inserir esta dica.

  7. Assis Ribeiro

    22 de dezembro de 2013 10:21 am

    A imprensa fazendo campanha partidária.

    Já vinha informando aqui no blog que quase todas as prefeituras estavam reajustando os seus índices de IPTU de forma semelhante à da prefeitura de São Paulo, que o bombardeio era exclusivo contra Haddad e que visava o enfraquecimento do candidato do PT ao governo do estado.

    Mais uma vez a mídia fazendo campanha política.

    Agora, surge um manifesto da Frente Nacional de Prefeitos defendendo os atos de Haddad.

    Prefeitos apoiam Haddad e se dizem perplexos com JB

    Frente Nacional de Prefeitos divulgou uma nota dura contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que manteve a liminar contra o aumento do IPTU em São Paulo; “postura é mais um indicativo da crescente e indesejável judicialização da política e uma intromissão em assuntos do cotidiano das cidades”, diz o texto; segundo os prefeitos, decisões desse tipo podem até fazer com que as cidades mais importantes do País descumpram a Lei de Responsabilidade Fiscal

    247 – Depois de se indispor com colegas da magistratura, que já divulgaram várias notas contra seu estilo imperial, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também atraiu a ira dos prefeitos. Numa nota dura, a Frente Nacional dos Prefeitos condena a decisão do chefe do STF, Joaquim Barbosa, que manteve a liminar contra o aumento do IPTU, em São Paulo.

    Os prefeitos lembram que está é uma questão municipal e que não deveria sequer passar pelo STF. “Desde que submetidas a apreciação das respectivas Câmaras Municipais, os governantes locais têm autonomia constitucional e dever legal de promover as adequações necessárias nos tributos municipais, dentre os quais o IPTU”, diz o texto.

    A Frente também argumenta que, em consequência da “indesejável judicialização da política”, cidades importantes podem acabar sendo empurradas, pelo próprio STF, para o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Leia, abaixo, a íntegra da nota:

    Confira a seguir a íntegra da nota:

    Prefeitos estão perplexos diante da posição do STF na questão do IPTU de São Paulo

    A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter a liminar, concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que suspende o aumento do IPTU na cidade de São Paulo deixou perplexos prefeitos de todo o país. Para a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), tal a postura é mais um indicativo da crescente e indesejável judicialização da política e uma intromissão em assuntos do cotidiano das cidades.

    Desde que submetidas a apreciação das respectivas Câmaras Municipais, os governantes locais têm autonomia constitucional e dever legal de promover as adequações necessárias nos tributos municipais, dentre os quais o IPTU. Além disso, se por um lado o poder judiciário, Estadual e Federal, no uso das suas atribuições, determina uma série de obrigações corriqueiras para os municípios nas áreas da saúde, educação, habitação, assistência social, meio ambiente, dentre outras, o mesmo poder tem limitado a prerrogativa de arrecadar dos entes municipais.

    Dessa forma, e como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, as contas não têm como fechar. Especialmente neste momento de crescentes demandas na área de mobilidade urbana, esse tipo de decisão levará vários municípios a graves colapsos financeiros. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, compilados pela FNP, a participação do IPTU na receita dos municípios brasileiros vem perdendo importância a cada ano. Em 2003 o IPTU representava 6,7% da Receita Corrente do conjunto dos municípios brasileiros. Em 2012 representou apenas 5,2%.

    É preciso enfrentar o desafio de alterar a injusta situação do contribuinte brasileiro, proporcionando a quem menos ganha que pague menos tributos, como foi o caso da iniciativa da prefeitura de São Paulo, que propõe a readequação das alíquotas de acordo com o padrão e a localização dos imóveis, desonerando ou mesmo isentando aqueles que pouco ou nada têm. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), no Brasil, enquanto aqueles com renda mensal familiar de até 2 salários mínimos estavam, em 2004, sujeitos a uma carga tributária total de 48,8% da sua renda, na outra ponta, aqueles com renda superior a 30 salários mínimos, comprometiam 26,3% da renda com impostos.

    Já segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), essa situação está diretamente relacionada a baixa participação dos impostos patrimoniais na arrecadação de impostos no Brasil (1,21% do PIB em 2002) se comparada com outros países desenvolvidos (entre 1,5% e 4,5% do PIB). É por essas razões que a FNP defende o PLP 108/2011 que institui a obrigatoriedade da revisão da Planta Genérica de Valores a cada dois anos para todos os municípios brasileiros.

    Além de cortar gastos e promover ajustes nas despesas, fazendo cada vez mais com menos, será necessário serenidade e muito debate para reverter essa tendência desastrosa para os governos municipais: mais responsabilidades versus menos recursos. Por isso, a FNP reafirma seu repúdio às decisões que intervém nas administrações locais, transformando o trabalho cotidiano e zeloso dos governantes numa gradativa judicialização.

    http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/124793/Prefeitos-apoiam-Haddad-e-se-dizem-perplexos-com-JB.htm

     

  8. Francisco Andrade

    22 de dezembro de 2013 11:23 am

    a impunidade dos canalhas….do blog do Azenha…
      

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    Mesmo acuado por busca e apreensão, advogado denuncia que morte de modelo tem ligação com mensalão tucano em Minas

    publicado em 22 de dezembro de 2013 às 0:01

    Dino, em foto publicada na CartaCapital

    Advogado acusa réu do mensalão tucano de ser mandante da morte de modelo

    Por Lúcia Rodrigues, em Belo Horizonte*

    Um homem acuado e com medo de morrer. É assim que o advogado Dino Miraglia se define.

    Até 21 de agosto ele advogava para Nilton Monteiro, o delator do mensalão tucano, que está preso no complexo penitenciário de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, acusado de ser falsário.

    Nilton tinha intimidade com o ninho tucano em Minas Gerais. Participou de esquemas. Para figurões do PSDB, trata-se de um chantagista que decidiu ganhar dinheiro com informação, o que ele contesta.

    [Leia aqui a entrevista exclusiva de Nilton Monteiro ao Viomundo]

    O advogado Miraglia deixou a defesa de Nilton Monteiro após ter a residência invadida por um grupo de dez delegados da Polícia Civil de Minas Gerais que buscavam, segundo ele, um documento falso. O episódio lhe custou um casamento de décadas, 26 anos de união e seis, de namoro. Assustadas com a operação policial, que envolveu até helicóptero, mulher e filha resolveram se afastar dele.

    A esposa já o havia advertido diversas vezes para recusar ações que atingissem políticos mineiros. Dino não ouviu os conselhos e continuou advogando para o delator do mensalão tucano.

    A invasão da polícia para cumprimento de mandado de busca e apreensão foi a gota d’água para a família. Antes disso, ele já havia sido ameaçado de morte várias vezes devido à atuação nessas causas.

    Apesar de não citar o nome de quem o ameaçou com uma pistola ponto 40, o advogado deixa transparecer que se trata de Márcio Nabak, delegado-chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais, o Deoesp, de Minas Gerais.

    O policial seria aliado de políticos denunciados no mensalão tucano, segundo o delator do esquema, Nilton Monteiro.

    O advogado diz que a invasão policial teve forte impacto psicológico na família.

    Ele descreve a cena que viu:

    Cristiana, a modelo

    “Mula” da corrupção tucana

    No currículo profissional, Dino acumula ainda a defesa da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira assassinada, em agosto de 2000, nas dependências de um flat no centro de Belo Horizonte, por um ex-namorado, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho.

    É um caso bizarro. Inicialmente a morte da modelo foi considerada “suicídio”.

    Vejam aqui, no texto da revista Época.

    Isso apesar desta descrição do corpo de Cristiana:

    Quando nova perícia foi feita, a polícia passou a dizer que Cristiana foi vítima de crime passional.

    Mas o advogado Dino sustenta que tratou-se de queima de arquivo.

    Segundo ele, Cristiana tinha papel central no esquema de corrupção do PSDB em Minas Gerais.

    Era ela quem transportava o dinheiro das transações do mensalão tucano.

    Na linguagem popular, Cristiana era “mula” do esquema de corrupção.

    O advogado acusa o ex-ministro do Turismo e das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, um dos réus do mensalão tucano, de ser o mandante do crime.

    De acordo com ele, Walfrido teria mandado matar Cristiana porque ela “sabia demais”.

    “A morte da modelo foi encomendada”, frisa.

    No julgamento do acusado de matar Cristiana, o ex-ministro e ex-vice-governador de Minas (no mandato de Eduardo Azeredo, 1995-1999) foi convocado a depor como testemunha, mas não compareceu. Alegou que estava em viagem aos Estados Unidos.

    Acusado pelo crime, Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, um ex-namorado da vítima, está solto até hoje, apesar de ter sido condenado por júri popular a 14 anos de prisão e de a segunda instância ter ratificado a decisão.

    “Nunca vi corno de garota-de-programa” que mata dois anos depois do fim do relacionamento, diz o advogado.

    Segundo Dino, o assassino está em liberdade graças a um habeas corpus concedido de ofício pela ministra do STJ, o Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz.

    De acordo com o advogado, Cristiana aparece numa lista de pagamentos supostamente compilada pelo publicitário Marcos Valério, como beneficiária de mais de R$ 1,8 milhão.

    Valério foi recentemente condenado pelo STF por conta do papel que desempenhou no mensalão petista: segundo a acusação, as empresas dele forjaram contratos de publicidade para encobrir desvio de dinheiro público em benefício do PT e de aliados.

    O mesmo tipo de ação é atribuída a Valério no mensalão tucano, que é de 1998, quando Eduardo Azeredo fracassou na tentativa de se reeleger governador de Minas e FHC se reelegeu presidente.

    Dino pediu o apensamento dos papéis nas quais a modelo é mencionada ao processo do mensalão tucano, que corre no STF e já inclui a chamada lista de Furnas.
    Esta lista é uma relação detalhada de constribuições de campanha feitas com dinheiro que funcionários da estatal teriam arrancado de fornecedores da empresa.

    Vários nomes se repetem nas duas listas — a de Valério e a de Furnas.

    O objetivo da ação do advogado é mostrar a relação entre a morte da modelo e o esquema de corrupção tucano.

    Segundo laudo da Polícia Federal, a lista de Furnas não foi forjada.

    Já a lista de Marcos Valério, que Dino Miraglia encaminhou ao ministro Joaquim Barbosa para anexar ao processo do mensalão tucano, não tem laudo de autenticidade da PF.

    O documento entregue a Barbosa seria uma cópia, o que impede perícia.

    Medo no ar

    Dino Miraglia relutou em conceder entrevista. Visivelmente assustado, lançou mão de subterfúgios para protelar o encontro, que ocorreu no começo da tarde do último dia 5.

    O primeiro contato da reportagem ocorreu em 2 de dezembro, por meio de celular, e parecia normal.

    Do outro lado da linha, o advogado informava que estava em São Paulo e que retornaria à capital mineira naquela noite. Marcou o encontro para o dia seguinte, às 10 horas da manhã, em seu escritório.

    Pela porta de vidro opaco da sala de espera do gabinete de advocacia, vimos o vulto de um homem alto sair.

    Minutos depois, a secretária recebeu um torpedo de Dino dizendo que não poderia comparecer ao escritório, porque teria de atender flagrante envolvendo um cliente.

    Depois de várias outras tratativas telefônicas, quando já não contávamos com a entrevista, o advogado surpreendentemente concordou, questionando com voz de preocupação:  “Você pode vir aqui, agora (para o escritório)?”

    O medo de Dino não é infundado. A política mineira é sui generis. Em nossa passagem por Belo Horizonte, constatamos situações que parecem justificar o receio. Alguns dos entrevistados só concordaram em falar em off (sem se identificar publicamente). No caso de uma das fontes, chegou às suas mãos, enquanto conversava conosco, um calhamaço de papéis com transcrições de diálogos de conversas grampeadas pela polícia mineira.

    O monitoramento de adversários políticos em Minas faz lembrar o regime de exceção vivido durante a ditadura militar.

    *A viagem da repórter a Minas Gerais, para fazer um balanço do mensalão tucano, foi financiada pelos leitores que contribuem com o Viomundo.

    Ouça aqui a íntegra explosiva da entrevista:

    Leia também:

    Nilton Monteiro, delator do mensalão tucano, diz que é perseguido por Aécio Neves

    Memória (reportagem da revista Época):

    CRIME

    E a farsa desmoronou

    Novo laudo comprova que a morte de modelo não foi suicídio e promotores querem descobrir quem tentou abafar o caso

    ROGER LIBÓRIO

    Há crimes que, pela repercussão, geram um esforço de investigação impressionante – a ponto de, em poucos dias, serem elucidados. E há outros que só são apurados após muita insistência. O caso da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, morta em agosto de 2000 num flat em Belo Horizonte, em Minas Gerais, pertence à segunda categoria.

    Passados dois anos e meio do assassinato, foi apenas na semana passada que se conheceu oficialmente a causa da morte — Cristiana foi sufocada com um objeto de pano, que pode ter sido um travesseiro ou um lençol enrolado.

    Ela foi agredida e as marcas da violência foram registradas em seu corpo. Para chegar a essa conclusão foi preciso reanalisar as fotos da vítima, exumar o cadáver e fazer uma necropsia. O primeiro laudo, que atestava ‘suicídio’, revelou-se uma grosseira peça de ficção. Os médicos-legistas responsáveis pelo documento, Remar dos Santos e Tyrone Abud Belmak, não se pronunciam.

    O Ministério Público (MP) agora investiga por que foi montada a farsa, típica dos anos da ditadura.

    Cristiana, morena de 1,78 metro, queria fazer carreira de modelo, mas, aos 24 anos, havia conseguido apenas se tornar uma figura popular entre os ricos e famosos da capital mineira.

    Quando foi morta — aparentemente por um ex-namorado ciumento, que perdeu a carona na ascensão social e nas amizades importantes da moça –, o MP teve de enviar à polícia diversos ofícios pedindo a apuração do caso. ‘Requisitamos várias diligências, mas elas nunca foram feitas’, conta o promotor Luís Carlos Martins Costa.

    Quando a polícia encaminha um cadáver para o IML, tem de preencher uma ficha pedindo vários tipos de exame — basta marcar um ‘x’ em cada um deles. Pode-se procurar, por exemplo, indícios de agressão física e violência sexual.

    O corpo de Cristiana foi encontrado na cama apenas de sutiã, sem calcinha e com vários hematomas, mas os investigadores solicitaram apenas exame toxicológico, anotando ao lado: ‘Suspeita de suicídio’. Na cena do crime não havia nada que sugerisse isso, como vidro de raticida, seringa ou bilhete de despedida.

    O boletim de ocorrência foi lavrado em 6 de agosto. Somente no dia 11 de dezembro, quatro meses depois, foi instaurado um inquérito policial. Ele passou por vários delegados e muitas trapalhadas — um ex-namorado, o empresário Luiz Fernando Novaes, chegou a ser preso e depois solto por falta de provas. A conclusão final, porém, foi novamente de ‘auto-extermínio’.

    O Ministério Público teve de investigar sozinho, colher 41 depoimentos e pedir a exumação do cadáver.

    O ex-namorado Reinaldo Pacífico, contra quem Cristiana já registrara um boletim de ocorrência por agressão, vinha perseguindo a modelo. Sujeito misterioso, ganhava a vida como detetive particular mas se apresentava como ‘juiz criminal’. Ele tornou-se o principal suspeito depois que uma testemunha — agora sob proteção federal — admitiu tê-lo ouvido confessar o crime.

    Parece difícil, contudo, que Pacífico tenha sido capaz de agir sozinho na etapa seguinte do crime — a de embaralhar pistas e transformar sinais de um assassinato brutal em suicídio.

    Essa tarefa exige a cumplicidade de policiais, além da boa vontade da cúpula da máquina de segurança de Minas Gerais — recursos pouco acessíveis na mala de truques de um detetive particular.

    Por isso a promotoria agora quer apurar o que levou a polícia e os legistas a conduzirem a investigação de forma tão relapsa. ‘Há indícios de supressão e de alteração de documentos’, diz Martins Costa.

    Entre outros papéis, sumiu o depoimento de um dos irmãos da vítima, Cláudio Ferreira, que havia dado a lista de todas as pessoas importantes com as quais Cristiana teria se relacionado. ‘O delegado chamou o rapaz alguns dias depois, disse que o depoimento não tinha validade e o questionou novamente, orientando para não citar nomes’, acusa o promotor.

    Entre os famosos mencionados pela família de Cristiana estava Jairo Magalhães Costa, diretor do Banco Real, o único a admitir ter tido um caso com a moça.

    Mas uma irmã da vítima, Simone Ferreira, testemunhou dizendo que ela ‘estava se encontrando’ com Djalma Moraes, presidente da Cemig.

    Ele é casado, nega qualquer relacionamento com a modelo e declarou que a viu apenas duas vezes — foram apresentados pelo ex-secretário da Casa Civil Henrique Hargreaves.

    Em outro depoimento, uma amiga de Cristiana disse que ela apregoava um breve caso com o ex-governador Newton Cardoso, que declarou jamais tê-la visto na vida. E vários parentes afirmaram que Cristiana era amiga próxima do ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, para quem trabalhava e viajava freqüentemente.

    Num depoimento tomado às vésperas da posse na equipe de Lula, Mares Guia disse que a conhecia de vista. Para uma pessoa tão pouco relacionada, é surpreendente que tenha conseguido ser recebida no Palácio da Liberdade, quando chegou a ser fotografada ao lado do governador Itamar Franco — parentes dizem que ela fora pedir um emprego.

    Entende-se que pessoas importantes queiram proteger sua intimidade, especialmente contra boatos que podem não ter fundamento.

    Resta saber se foi por influência política que o primeiro laudo notava ‘ausência de lesões externas macroscopicamente visíveis’ num cadáver com três fraturas e vários hematomas. É um erro tão grosseiro que lembra os documentos produzidos nos anos de chumbo para mascarar a tortura de presos políticos.

    Colaborou Paula Pereira

    Veja também:

    Fábio Konder Comparato: O dinheiro do mensalão caiu do céu?

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  9. Marco St.

    22 de dezembro de 2013 1:05 pm

    Quem ficou surpreso levanta a mão….

    Mais uma juíza-política: agora, é Ellen Gracie

    BETO BARATA: DF - BATTISTI/STF  - POL�TICA - A ministra Ellen Gracie durante sess�o do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o destino do ex-ativista italiano Cesare Battisti, em Bras�lia,   nesta quarta-feira.    08/06/2011 - Foto: BETO BARATA/AG�NCIA ESTADO/AE

    Ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie já está filiada ao PSDB, mas ainda não se sabe que cargo disputará; antes dela, Eliana Calmon trocou o Superior Tribunal de Justiça pelo PSB; judicialização da política tem transformado juízes em candidatos; agora, só falta o mais notório de todos, que é Joaquim Barbosa

    22 de Dezembro de 2013 às 08:35

     

    247 – No Brasil, a toga virou trampolim para a política.

    Primeiro, foi Eliana Calmon, que deixou o Superior Tribunal de Justiça e se filiou ao PSDB, após fazer campanha contra os “bandidos de toga”.

    Agora, é a vez de Ellen Gracie, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal e ex-conselheira do grupo EBX, de Eike Batista, que decidiu se filiar ao PSDB. Ele ingressou nos quadros do partido em 5 de outubro, a tempo de ser candidata nas eleições de 2014.

    Agora, só falta Joaquim Barbosa trocar o Judiciário também pela política. Ele tem até março para tomar sua decisão.

    Num país onde a política foi judicializada, o Judiciário começa a ser politizado.

    1. Francisco Andrade

      22 de dezembro de 2013 1:51 pm

      …” e não ha nada que esteja escondido que não seja revelado”..

      A frase nos evangelhos que anunciam os sintomas do fim dos tempos é mais ou menos essa, não tenho decorada na memória…

      Antigamente, antes do advento da internet, quando a informação era privilégio de poucos, os canalhas e os omissos se acumpliciavam para colher vantagens mútuas…  Hoje, quando o processo das propinas do Metrô chega ao Supremo, … a sociedade já tem os detalhes, as provas, os testemunhos,….  direto da Suiça, documentos aterrisam nas máquinas do povão, …  são compartilhados em redes sociais,… comentados e vistos por milhôes de pessoas… Como ficam os “juizes” do Supremo que “facilitavam” a vida do Daniel Dantas (nas palavras do próprio!)?

       

      Antes que as vetustas togas se emporcalhem (mais ainda!)  na vergonha de suas decisões que “facilitam” ( vocês já sabem quem disse isso), a vida dos poderosos e endinheirados, … antes que a indignação de um povo, silenciosamente, os coloque na latrina da história,….  antes que suas atitudes sejam o motivo de impedimento pelo grito das ruas e forçe a ação do congresso, …   voluntáriamente se juntam aos afins, … àqueles que entregaram os bens da pátria para o  tio Sam e para os banqueiros internacionais, …   facilitam as coisas para nós, … vão boiar no vaso, juntamente com aqueles que esperam com angústia o resultado das próximas eleições, …  quando, espero em Deus, … o povâo vai apertar o botão da descarga.

       

      fui….

  10. Marco St.

    22 de dezembro de 2013 1:31 pm

    Chega no Brasil?McDonald’s:

    Chega no Brasil?

    McDonald’s: agora, sem sabor de passividade

    Esquerda.net

     Alastra-se, nos EUA, luta dos trabalhadores de fast-food por salários e direitos. Grupos ativistas como a Fast Food Forward e Fight For 15, auxiliados por sindicatos, fundações e organizações de base, financiaram a paralisação.Por Gabriela Leite, Outras Palavras a maior parte dos funcionários têm mais de 25 anos e em torno de 68% deles são os principais responsáveis pelo rendimento da sua família.  

    Os quase invisíveis funcionários de fast foods norte-americanos estão a organizar-se para chamar a atenção para que seus direitos sejam reconhecidos. Em 5 de dezembro, atendentes de redes como McDonald’s, Burger King, KFC e Wendy’s de mais de 100 cidades dos Estados Unidos não apareceram nas lojas. Organizaram-se, à sua maneira, em cada parte do país, exigindo melhores salários e o direito de poderem sindicalizar-se. De flash mobs a cartazes luminosos e máscaras irônicas de Ronald McDonald e Tio Sam, levantaram uma mesma bandeira: o aumento do salário mínimo para 15 dólares por hora — mais que o dobro dos U$7,25 atuais, piso salarial norte-americano, equivalentes a 5,30 euros.

    O movimento começou com uma pequena marcha em Nova York, em novembro de 2012, com trabalhadores das redes KFC, McDonald’s e Burger King. Já protestavam pelo aumento do salário para 15 dólares por hora, e chamavam a atenção para como é impossível viver em condições materiais dignas com um destes empregos. Em agosto deste ano, os protestos aumentaram: aconteceram em mais de 60 cidades norte-americanas.

    Pode não reparar-se nisso, mas os sanduíches de aparência plastificada são montadas e servidas por mãos humanas. E, apesar de haver um mito de que este é um emprego para jovens e profissionais iniciantes, os números mostram exatamente o contrário: a maior parte dos funcionários têm mais de 25 anos e em torno de 68% deles são os principais responsáveis pelo rendimento da sua família. Muitos têm filhos e cumprem jornada dupla para poder manter as casas.

    Paul Krugman, Nobel de Economia, lembra que, assim como a maioria dos trabalhadores pobres, os funcionários do comércio retalhista têm sofrido perdas graves, nos Estados Unidos — uma nação cada vez mais desigual. Apesar da crise, a economia é, hoje, muito maior do que há quarenta anos. Porém, os salários nas empresas de retalho (algumas delas, gigantes globais como McDonald’s e WalMart) representam, hoje, 30% menos do que em 1973 — quando já não eram grande coisa. O salário mínimo nacional nos EUA é de U$7,25 por hora (em alguns estados é um pouco maior), e os empregados do fast food recebem, se tanto, apenas alguns centavos a mais. O Instituto de Políticas Económicas dos EUA concluiu que, se o mínimo aumentasse para U$10,10 (7,40 euros), beneficiaria diretamente 30 milhões de trabalhadores.

    Apesar da crença de que salários mais altos resultariam num aumento do preço dos produtos ou na inviabilidade financeira das cadeias de restaurantes, Krugman mostra, por meio de pesquisas, que isso não é verdade. Para ele, é necessário que, além da elevação do mínimo, existam e sejam ampliados programas de assistência médica e alimentar (nos EUA, existem os food stamps, que são algo com um vale refeição oferecido pelo governo aos mais pobres).

    Mas afirmar a inviabilidade do aumento do salário dos funcionários, sob o pretexto de que os alimentos ficariam mais caros é, no mínimo, muito mesquinho. Isso fica explícito quando se compara o que ganham o caixa de um McDonald’s e o presidente da empresa. Um empregado de balcão tem de trabalhar quase quatro meses para alcançar o que James Skinner, o útimo CEO da rede cujos dados estão disponíveis, ganhava em uma hora. Segundo a Fast Food Forward, movimento de trabalhadores de fast food novaiorquinos, a média de salário de um presidente destes restaurantes é de U$25 mil por dia. E toda esta indústria recebe, aproximadamente, 200 mil milhões de dólares a cada ano.

    É por causa desta desigualdade que, normalmente, um funcionário não poderia parar para fazer greve por um dia — isso significaria 50 dólares a menos de rendimento. Por isso, grupos ativistas como a Fast Food Forward e Fight For 15, auxiliados por sindicatos, fundações e organizações de base, financiaram a paralisação.

    O McDonald’s, que costuma reprimir e penalizar trabalhadores que se organizam, acredita cinicamente que eles têm melhores maneiras de aproveitar os poucos dólares que ganham. Num site de recursos humanos dirigido aos funcionários, sugeriu-se que cortassem a sua comida em pedaços, para que rendesse mais. E se estivessem com problemas financeiros, a dica era vender alguns de seus bens em sites especializados. Além disso, alertava-se: reclamar demais pode ser perigoso por causar grande aumento do hormónio do stress — a recomendação era que cantassem, para esquecer dos problemas.

    Seria interessante se o movimento reivindicativo dos EUA chegasse ao Brasil. Em São Paulo, em maio do ano passado, o McDonald’s assinou um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Lanchonetes e Restaurantes de São Paulo (Sinthoresp), regularizando as jornadas de trabalho e salários fixos de seus funcionários. Antes disso, os funcionários tinham horários de trabalho irregulares e eram obrigados a ficar à disposição da empresa. Nesta época, o piso de um trabalhador de 44 horas semanais era quatro vezes menor que o de seu colega nos EUA: R$ 769,26 — cerca de 4 reais por hora (ou U$1,72, considerando o dólar a R$2,34). A exploração, como se vê, também é devidamente exportada.

  11. Gilberto .

    22 de dezembro de 2013 2:06 pm

    FIESP aposta novamente no atraso

    Pouco se comentou no tiro no pé da FIESP. Nenhuma novidade aliás, a FIESP nunca se destacou por um posicionamento progressista: O que, mesmo pelo viés capitalista, é uma contraditório com a defesa dos interesses que a entidade pretende representar.  

    Nas metrópoles bem sucedidas do mundo as federações das industrias locais apoiam a cidade onde estão instaladas. Aqui apostam na sua deterioração, cada vez maior, e na consequente perda de postos de trabalho para outras regiões. Seu presidente, faz esta troca apenas em busca do seu efeito político imediato.

    Cidades sem infraestrutura eficiente não atraem investimentos e verão diminuída sua arrecadação. Se tornam, a cada dia, mais inviáveis.

    do Valor

    20/12/2013 às 15p7

     

    STF nega pedido de Haddad para restabelecer aumento do IPTU em SP

     

     

    Por Juliano Basile | Valor, com Folhapress

     

    Fernando Donasci/Folhapress

    BRASÍLIA E SÃO PAULO  –  (Atualizada às 15p0) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, negou o pedido de suspensão da liminar que barrou o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em São Paulo. O ministro do STF não aceitou os argumentos que foram apresentados pelo prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, de que o aumento é urgente para garantir os investimentos em saúde e educação.

    Na petição encaminhada ao STF, a prefeitura falou em “ruína institucional”, caso seja mantida a suspensão do aumento do IPTU. A medida foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que aceitou o pedido feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). A entidade considerou que a elevação do IPTU é abusiva.

    Para a prefeitura, o aumento é essencial para garantir uma arrecadação de R$ 800 milhões e evitar uma perda indireta de R$ 4,5 bilhões em convênios com órgãos federais.

    Ao analisar o caso, o presidente do STF considerou que o risco imediato no caso seria mais dos contribuintes do que da prefeitura.

    “Parece-me que o risco imediato de consolidação de quadros irreversíveis pende em desfavor dos contribuintes”, afirmou Barbosa. “Na eventualidade de ser cassada a liminar, o município deverá cobrar o tributo, por dever de ofício e com a auto-executoriedade típica de todo e qualquer ato administrativo”, continuou. “Contudo, uma vez recolhido o valor do tributo, sua restituição é demorada e custosa, no melhor dos mundos possíveis, consideradas as vicissitudes bastante conhecidas do precatório”, completou.

    O ministro enfatizou, ainda, que o caso deve ser examinado pelo TJ de São Paulo antes de o STF tomar decisão a respeito. “Faz sentido reforçar a confiança na capacidade e no comprometimento do TJ para dar célere desate ao processo, enquanto não sobrevier indicação de que haverá atraso”, finalizou Barbosa.

    Haddad

    Na manhã desta sexta, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que a ação movida pela Fiesp, que continua barrando o aumento do IPTU, é uma atitude demagógica do presidente da entidade, Paulo Skaf. 

    Durante um evento na zona leste de São Paulo, Haddad também afirmou que há uma “incoerência entre ação e discurso”, já que não houve nenhuma ação como essa contra nenhum outro prefeito do país. 

    “É muita demagogia ficar entrando com uma ação contra a cidade, já que a Fiesp não entrou com nenhuma ação contra nenhum outro prefeito”, disse Haddad, claramente irritado. 

    Segundo o prefeito, a atitude da federação tem claro interesse eleitoral. “Não vale a pena fazer demagogia para ganhar alguns pontinhos [nas eleições]. Não é porque você é candidato a qualquer coisa que você pode fazer demagogia”, afirmou Haddad. 

    “Está se brincando com coisa muito séria. Isso vai afetar São Paulo num primeiro momento, mas se essa jurisprudência se consolida, amanhã ninguém consegue mais atualizar a planta genérica de valores”, disse Haddad, antes da decisão do STF.

    O prefeito lembrou do aumento do IPTU feito em 2009, pelo então prefeito Gilberto Kassab (PSD) e questionou o motivo pelo qual a Fiesp não entrou com o mesmo tipo de ação na época. “Em 2009 ele [Skaf] não era candidato. Será que é por causa disso? Eu não consigo explicar a oscilação do comportamento dele”, disse. O presidente da Fiesp é pré-candidato pelo PMDB ao governo do Estado de São Paulo nas eleições do ano que vem.

    (Juliano Basile | Valor, com Folhapress)

     

     

     

  12. Valdez Araujo

    22 de dezembro de 2013 5:49 pm

    Tecnologia permite usina geotérmica longe de áreas vulcânicas.

    Interessantissima matéria da National Geography sobre geração de energia apartir do calor da Terra. Antes era possivel epenas em areas vulcanicas, mas tecnologias tem permitindo a geração de energia atravez de unisas geotermicas instaladas diversos outros territorios do mundo.

    Segundo a matéria aqui no Brasil é possível a instalação das Usinas em todo Nordeste e parte do Sudeste, usa apenas o calor das profundezas da Terra e como subproduto é emitido na atmosfera vapor de água. Interessante não? É mais sustentável que energia eólica e solar que dependem muito das condições climaticas.

    A técnica consiste em cavar um buraco de 5 Km de profundidade até encontaa temperatiras elevadissimas, injeta-se água que evapora, o vapor sai por tubos segundários e sua pressão gira as turbinas da usina.E agora estava eu pensando com meus botões: No caso de uma usina dessas no Nordeste, injetaria água do mar, o vapor iria girar as turbinas, e depois se condensava em água DESSALINIZADA.

    trecho sobre sobre o projeto EGS

    http://www.youtube.com/watch?v=ZgbhUiY4gss

     

    Máteria completa da NatGeo.

    http://www.youtube.com/watch?v=BD521kuPYGc

     

  13. Francisco Andrade

    23 de dezembro de 2013 12:10 am

    gente fina….

    olha só…

    RSSTwitterFacebook 

    Jornal do Brasil

    Domingo, 22 de dezembro de 2013CapaPaísRioEconomiaInternacionalEsportesCiência e TecnologiaCulturaColunistasFotos e VídeosJBlogs 

    País

     23/09/2010 às 09p2 – Atualizada em 07/12/2010 às 15p2

    Rede Bandeirantes: a história de um calote multimilionário

    Empresário ataca quem se interessa por equipamento que vai a leilão judicial

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    A Rede Bandeirantes de Televisão corre o risco de falir por causa de um calote multimilionário, de R$ 100 milhões, que seu presidente, João Carlos Saad, vulgo Johnny, aplicou na companhia japonesa Furukawa, que lhe vendeu uma rede de fibras óticas.  A este golpe, somam-se outros contra os governos federal e de estados onde sua rede atua, contra outros fornecedores e ex-funcionários.

    Por causa do golpe que Johnny aplicou, por meio da TV Cidade, integrante do Grupo Bandeirantes, a rede de fibras óticas vai a leilão judicial. A TV Cidade foi executada judicialmente em 2005 por não honrar o pagamento das parcelas do negócio.

    Derrotado em todas as instâncias judiciais, o Grupo Bandeirantes passou a agir de maneira afrontosa ao jornalismo e à democracia, atacando, nos moldes do chamado  jornalismo marrom, empresas e empresários envolvidos em negócios legais e legítimos.

    Entre os atacados, está a Net (de serviços de televisão a cabo), de propriedade do bilionário mexicano Carlos Slim e da Rede Globo, e o grupo liderado pelo empresário Nelson Tanure, que manifestaram interesse em participar do leilão para a aquisição da rede de fibras óticas.

    Johnny Saad, em vez de tentar honrar seu nome na praça e quitar a dívida, preferiu, de maneira torpe e desesperada, atacar os interessados em disputar o equipamento que ele está perdendo por incompetência e falta de seriedade na condução de seus negócios. Esta prática, de chantagismo, foi repetida ontem à noite em um telejornal da emissora.

    Dívidas

    As dívidas da TV Cidade são estimadas em R$ 680 milhões, quase a metade desse valor tendo como credores o governo federal e os governos estaduais em que a emissora atua. Também são credores dezenas de companhias fornecedoras e acionistas da TV Cidade, que presta um péssimo serviço aos seus já minguados clientes, usuários de fibras óticas.

    As dívidas da TV Bandeirantes são também estimadas em centenas de milhões de reais, como revelou na edição de ontem o Jornal do Brasil.

    Com o leilão da rede de fibras óticas, a emissora perderá seu único ativo e já está incapacitada de honrar todos os seus demais compromissos e obrigações, o que certamente resultará em uma quebra. Essa situação da TV Cidade poderá levar todo o Grupo Bandeirantes à falência.

    O Jornal do Brasil está levantando o conjunto de dívidas do Grupo Bandeirantes de Televisão junto às Secretarias de Fazenda de praticamente todos os estados brasileiros. Apura também a relação incestuosa entre Johnny Saad e a Igreja Renascer.

    Johnny dá golpe nos irmãos Saad

    O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, vulgo Johnny, quer sempre levar vantagem em tudo. Entusiasta da conhecida “Lei de Gerson”, Johnny conseguiu indignar até mesmo os quatro irmãos mais novos, que o processaram judicialmente na tentativa de recompor seus direitos usurpados pelo primogênito, depois da morte do patriarca.

    A disputa judicial ocorreu no início desta década. Em outubro de 1999, morreu aos 80 anos o empresário João Jorge Saad, fundador, em 1967, da TV Bandeirantes, canal 13, de São Paulo. Seu João, como era mais conhecido, casara-se em 1947 com Maria Helena, filha do governador de São Paulo Adhemar de Barros, notabilizado no cenário brasileiro pelo slogan político-eleitoral “Rouba, mas faz”.

    No ano seguinte ao casamento, seu João assumiu a emissora radiofônica do sogro, a Rádio Bandeirantes, dando início ao atual grupo empresarial especializado em comunicações e submetido, hoje, a mando de Johnny, à divulgação de noticiário com calúnias, injúrias e difamação para ameaçar concorrentes.

    Em vida, seu João doou aos cinco filhos – Johnny, Ricardo, Márcia, Maria Leonor e Marisa – participações societárias nas empresas do grupo. No total, Johnny tinha direito, em relação aos irmãos, a cerca de 2% a mais do capital social da principal fornecedora de programação para as emissoras da rede, a RTB.

    Com o objetivo de manter as empresas do Grupo Bandeirantes de Comunicação unidas e sob controle da família Saad, seu João formulou em testamento uma exigência clara: que o patrimônio empresarial fosse dividido igualitariamente em cinco partes, cada uma delas para um filho. Incluiu aí as cotas doadas em vida pelo então presidente do grupo, fossem quais fossem as quantidades destinadas a cada um dos cinco.

    Empresário aproveita-se da morte do próprio pai

    Com a morte do pai – e da mãe, três anos antes – Johnny Saad sentiu-se desobrigado de cumprir os compromissos de honra firmados com os irmãos, sob a orientação de um chefe de família tão preocupado com o futuro dos seus, como era seu João. Logo, para ele não foi difícil também burlar os compromissos legais, desobedecendo às cláusulas contratuais e de testamento que determinavam cotas idênticas para todos os herdeiros.

    Como acontece nos inventários, as cotas da sociedade não poderiam ser negociadas sem o consentimento de todos os filhos. Espertalhão, Johnny não deu importância a este preceito basilar das leis brasileiras. E tratou de mudar em 2000, com o pai ainda pranteado pela sociedade brasileira, dois itens do contrato social da RTB.

    A primeira alteração foi feita em setembro de 2000 e permitiu que Johnny passasse a ocupar o cargo de diretor-presidente da companhia. Dias depois do que foi considerado pelos surpresos irmãos como “um golpe de Estado” dentro da Bandeirantes, Johnny fez uma segunda modificação contratual: ele simplesmente transferiu parte de suas cotas ao sócio Autílio de Souza Oliveira. A transferência não cumpriu o direito de preferência dos demais irmãos, determinado em documentos legais firmados em vida por seu João. Oliveira era um estranho à família Saad.

    Indignado, Ricardo Saad recorreu ao Poder Judiciário, em nome dos espólios do pai e da mãe. A 33ª Vara Cível de São Paulo reconheceu que Johnny Saad agiu de maneira irregular, às escondidas, sem o consentimento dos demais herdeiros, ao promover alterações no contrato social da emissora.

    A Justiça de São Paulo concluiu que as argumentações de Ricardo Saad eram legítimas e anulou as duas alterações contratuais, voltando o documento ao seu modelo original. Concluiu ainda que a ação subterrânea de Johnny resultou em “situação de insegurança jurídica”, o que provocou “efeitos deletérios nos negócios da empresa”.

    Disputa familiar revela negócios clandestinos

    O fato é que as disputas judiciais entre os irmãos Saad dificultaram muito a captação de novos investidores pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. As trapalhadas do primogênito serviram como uma advertência ao mercado: negociar com um homem conhecido por Johnny talvez não fosse bom negócio, devem ter concluído, de modo jocoso.

    Ricardo não foi o único Saad a acionar judicialmente o próprio irmão. Sua irmã Márcia também recorreu ao Judiciário para impedir a entrada de novos sócios na Bandeirantes, conforme processo da 1ª Vara Cível de Pinheiros, em São Paulo. A ação cautelar é movida contra o próprio Johnny.

    No processo, apoiada pela irmã Maria Leonor, Marcia Saad sustenta que Johnny estaria fechando contrato com o Deutsche Bank, autorizado, irregularmente, a ofertar no mercado externo as ações da Bandeirantes. Outra operação clandestina denunciada por ela é a tramada entre Johnny e a companhia Eurovest Global Securities, para a renegociação de parte de dívida externa da emissora, orçada em US$ 100 milhões, com a transferência de ações aos credores.

    Marcia Saad sustenta que as operações são irregulares, porque as cotas da sociedade estão arroladas em inventário e não podem ser negociadas sem as autorizações dos herdeiros e da Justiça.

    Os quatro irmãos consideram que o fato de Johnny ter uma cota pouco maior do que eles não passava de mera formalidade. Na prática, como o pai sempre defendeu e estipulou documentalmente, o patrimônio era dos cinco. Só que o primogênito, mesmo sabendo disso, os traiu.

    Band e jornal ‘Metro’ sujam a liberdade de imprensa

     

    É inacreditável,  mas a Rede Bandeirantes,  de forma inescrupulosa, afronta sua já rarefeita credibilidade ao, repetidamente, atacar empresas concorrentes interessadas em comprar, via leilão judicial, rede de fibras óticas da TV Cidade, subsidiária do grupo afundada em dívidas estimadas em R$ 680 milhões.  A rede de equipamentos vai a leilão para cobrir inadimplência da emissora. 

    Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, a  TV Bandeirantes requentou velhas mentiras, caluniou, difamou e injuriou o empresário Nelson Tanure,  legal e legitimamente interessado no negócio de fibras óticas.

    Fez mais, a mando de João Carlos Saad, vulgo Johnny, que se esquece de todos os princípios de retidão e de liberdade de imprensa, após ter dado um golpe multimilionário no mercado em que atua. Negou o direito de resposta, mesmo  com o empresário pedindo e até comprando espaço e tempo nos veículos da Bandeirantes para se defender, em comportamento que  lembra os tempos da ditadura  e se assemelha aos ataques à liberdade de imprensa que hoje acontecem na Argentina e na Venezuela. Sua empresa faz censura prévia de anunciantes, fato condenável em qualquer sociedade democrática do mundo.

    O direito de defesa, é bom Johnny saber, é garantido a qualquer cidadão pela Constituição brasileira. 

    É assim que agem ditadores, golpistas, estelionatários, falsários, chantagistas e praticantes de jornalismo marrom. Johnny esquece-se de que sua emissora é uma concessão pública do governo federal, e, além de vender irresponsavelmente o espaço para questionáveis pastores evangélicos, usa-a para seus nojentos e condenáveis fins pessoais. Concessão que perderá, se a empresa falir. 

    Johnny Saad será cobrado na Justiça para responder pelos vergonhosos atos do Grupo Bandeirantes, agravados pela repetição de ataques na televisão aberta, na televisão a cabo e no seu desqualificado jornaleco.

    Resta ainda uma pergunta, que salta aos olhos em uma reportagem que o Jornal do Brasilpublica hoje. O que esperar de alguém que, como Johnny, desrespeita o testamento deixado pelo próprio pai e, por isso, é acionado judicialmente por seus irmãos? Johnny Saad, assim, acata a célebre definição feita pelo ex-deputado Clodovil Hernandes: “É um ladrão”.

     

    Tags: bandeirantes

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