Por Tamára Baranov – Rio Claro/SP

A vida não é longa o suficiente para o amor e a arte.
William Somerset Maugham
(Paris, 25 de Janeiro de 1874 – Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16 de dezembro de 1965)
Romancista e dramaturgo britânico escreveu ‘Of Human Bondage’ (Servidão Humana) em 1915, obra magna de Maugham, considerada uma novela autobiográfica e classificada pelos críticos da época como uma das novelas mais importantes do século XX. A novela termina com uma pitada de ironia amarga, notável em muitos dos contos e romances de Maugham. No entanto, por ser homossexual, os leitores e os críticos lamentavam que Maugham não condenasse clara e suficientemente os maldosos de suas obras, pelo fato de sua orientação sexual ser desaprovada e até criminalizada.
Maugham explorou muitas profissões, incluindo médico, espião, e dramaturgo. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário de tudo o que viu como estudante de medicina. Viu homens morrerem e sofrerem de dor e aprendeu o que era esperança, medo e ajuda. Maugham viu principalmente e claramente, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso se esqueceu, principalmente devido aos problemas com sua gagueira. Viu a vida em toda a sua crueza e também a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.
Sobre seu debut na profissão de escritor, ele diria posteriormente que se sentiu como um peixe na água. Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e mulheres que viviam de maneira mais livre, que descreviam o valor moral de uma vida de padecimentos.
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