4 de junho de 2026

Bolsa sobe 0,11%, mas agentes seguem com postura cautelosa

Jornal GGN – O mercado brasileiro encerrou as negociações de quinta-feira (12) em leve alta, embora as negociações sigam em compasso de espera por conta da expectativa com a reunião do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), programada para 17 e 18 de dezembro. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em alta de 0,11%, aos 50.121 pontos e com um volume negociado de R$ 5,897 bilhões. com isso, a variação acumulada no mês é de -4,50%, enquanto a desvalorização anual aponta perda de 17,77%.

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O avanço das ações da Petrobras e dos bancos foram alguns dos destaques do dia, mas a bolsa acabou acompanhando as perdas contabilizadas no mercado internacional. Além disso, as incertezas quanto ao desmonte do programa de incentivos nos EUA (Estados Unidos) diante dos dados econômicos recentemente divulgados também ajudaram a influenciar o ritmo dos negócios.

Enquanto os números do Departamento do Comércio norte-americano apontam um aumento de 0,7% nas vendas no varejo em novembro em relação ao visto em outubro, o número de pedidos de seguro-desemprego avançaram 68 mil na última semana, para um total de 368 mil solicitações, acima dos 328 mil inicialmente projetados pelos agentes.

“Nos Estados Unidos, o varejo veio forte e, por conta disso, o mercado começa a antecipar que o Federal Reserve possa sinalizar a retirada dos estímulos ou mesmo começar o processo na reunião de dezembro”, diz Tatiane Cruz, gestora da corretora Coinvalores. “Todo mundo está esperando a reunião do Federal Reserve na próxima semana. Se não sinalizar nada, a bolsa sobe, mas se sinalizar um corte em dezembro pode cair, mas não vai cair tanto pois já caiu bem, e o mercado já está antecipando a decisão”.

No Brasil, os dados de varejo foram acompanhados, mas não exerceram tanto impacto na bolsa. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas do comércio restrito subiram 0,2% em outubro ante setembro, enquanto a comparação com outubro de 2012 aponta um crescimento de 5,3%.

Agenda

No câmbio, a cotação à vista no balcão subiu 0,04%, negociado a R$ 2,3430. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a cotação foi influenciada pela valorização da divisa norte-americana ante o euro e outras divisas, relacionadas às commodities, após a divulgação dos dados do varejo norte-americano. Contudo, os ganhos foram reduzidos antes do fim do pregão devido a uma correção e ao fluxo de entrada de recursos no mercado.

Na agenda macroeconômica de sexta-feira (13), os agentes vão acompanhar os dados de atividade econômica no Brasil, os preços ao produtor nos Estados Unidos, o índice de preços no atacado na Alemanha e a produção industrial do Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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